Yoru no Hana
18 Finalmente, juntos.
Capítulo 18 – Finalmente, Juntos.
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Gary inclinou seu corpo para frente fazendo com que sua boca ficasse mais próxima á orelha do pokémon.
- Arcanine, mais rápido por favor! Preciso acha-la logo! — Disse em uma altura suficientemente alta para que o pokémon ouvisse mesmo com todo o vento que batia em seu rosto e dificultava a comunicação. O pokémon latiu em resposta.
Gary sabia que ele já estava fazendo seu melhor, mas mesmo assim ele tentou até o ultimo minuto acelerar aquela corrida. Os passos daquele pokémon eram firmes e certeiros, as patas encravavam-se na terra empurrando-a para trás enquanto o corpoavançava, pouco se importava com a resistência que o vento mostrava perante a corrida, ele faria tudo para ajudar seu treinador que naquele momento encontrava-se tão desesperado para ver o rosto da bela morena, dona da raposa que era grande amor da vida de Arcanine.
Alguns minutos e enfim Gary já podia vislumbrar ao longe a casa do Professor Darrow. Um sorriso inevitavelmente surgiu em seus lábios. Faltava pouco. Conforme foram se aproximando, era possível ver com mais detalhes aquela casa que nas ultimas semanas serviram-no como casa. Os olhos de Gary corriam pelo local, até que se depararam com a figura de Melissa sentada em uma das escadas da entrada da casa, de cabeça baixa. Ninetales lambia levemente o braço de sua dona, como se quisesse a animar com “beijos” e vez ou outra, tentava usar o focinho para levantá-la. Gary bateu levemente no dorso do pokémon pedindo que o mesmo parasse e assim que o pokémon o obedeceu, ele desmontou do cão lendário e pulou no gramado da propriedade de Darrow.
A passos lentos aproximou-se de Melissa. Ninetales vendo que seu trabalho não estava ajudando muito e sabendo que Gary poderia ajudar muito mais que ela, se levantou e andou calmamente em direção á seu amado Arcanine que a recebeu com seus cotidianos carinhos. Gary manteve seus passos lentos e silenciosos, porém Melissa logo perceber aquela aproximação e levantou o rosto, fitando-o. Sem nem dar tempo de Gary dizer nada, virou-se rapidamente e correu em direção a porta, com objetivo de entrar em casa o mais rápido possível. Gary não entendeu. Ela estava fugindo dele? Sem pensar duas vezes o jovem pesquisador correu em direção á ela e segurou-a pelo pulso antes que entrasse de vez na casa e ficasse impossível de ter uma conversa com a mesma.
- Melissa....! — Puxou-a para si, porém a garota soltou-se correndo em direção ao gramado, desejando entrar pela porta dos fundos. Gary novamente ficou sem entender e foi novamente em direção á ela, segurando-a pelo braço e puxando-a para si.
- Mel... Porque está fugindo de mim? Eu não estou entendendo...
- Me solta, Gary! Me larga! – Ela disse, se debatendo.
- PARA MEL! – Ele berrou, abraçando-a.
- Para.... – Ela disse com lágrimas nos olhos, e deixando ser abraçada por aquele homem.
- O que houve, Mel..? Porque está agindo assim? – Disse passando delicadamentea mão pelos fios negros do cabelo da garota. – Sei que está com raiva do Johan.. Mais não é motivo para agir assim. Você sabe que existem pessoas que te amam de verdade.
Ela chorava como um bebê nos braços do moreno e realmente estava desesperada, perdida. Ele apertou o abraço tentando passar á aquela mulher uma sensação de paz e segurança, e aquilo funcionou, aos poucos a garota foi se acalmando.
- Eu estou perdida, Gary... – Ela murmurou. – Não sei mais o que fazer... Tudo o que eu acreditava ser o certo, de repente, virou errado. O Johan era meu noivo....Eu ia casar com ele! Fui criada minha vida toda com essa certeza!
- Você não tem mais porque viver por ele... Agora deve viver por você.– Ele respondeu com certeza, afastando-se um pouco do abraço e fitando-a. – Olha pra mim, Mel...! – Pediu levanto o dedo indicador ao queixo da garota, levantando o rosto dela delicadamente até que seus olhos encontrassem com os dela. – Viva por você, Mel. Siga o que o seu coração, agora você não tem mais nada que te prende àquele idiota. Você é livre, meu anjo. E você sabe que existem muitas pessoas que sempre estarão ao seu lado, que te amam de verdade como a Mandy, o Kevin, seu avô...E eu, Mel.
- ... – A garota permaneceu em silêncio, apenas fitando aquele homem que lhe dizia tão belas palavras. Gary a surpreendia, ele não era só belo como também era um homem carinhoso e carismático, pelo menos com ela. – Eu...amo você! – Ela disse deixando, novamente, deixando as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, porém desta vez suas lágrimas eram de emoção.
Gary sorriu diante daquela declaração, Melissa parecia sempre tão frágil, precisava ser cuidada por alguém. Aquela delicadeza e gentileza fora do comum o encantavam. Ele levou a mão direita ao rosto dela e delicadamente acariciou a face da mesma.
- Eu também. – Murmurou.
Ele se aproximou dela, fechando os olhos. Ela fez o mesmo e sentiu os lábios quentes daquele homem tocar os seus. Três selinhos foram o suficiente para que os dois iniciassemum verdadeiro beijo. Os braços corriam pelas costas um do outro entre carinhos. Aquele beijo durou cerca de uns dois minutos, até que os dois voltaram a se afastar, porém somente o suficiente para que fitassem um ao outro.
- Eu não te disse antes, mas você estava linda como uma princesa...! Alias, ainda está. Sempre esteve.
- Heh.. – Ela corou levemente com aquele elogio. – Bobinho...!
Ele riu e abraçou-a com força, ela riu junto principalmente ao sentir o carinhoso “cheiro” que o rapaz lhe dera em seu pescoço.
- O que acha de subirmos? Está tarde, não? – Indagou Gary.
- Mas se subirmos eu não poderei aproveitar a sua companhia...! – Ela disse fazendo bico como se quilo não a agradasse nem um pouco. – Amanhã não te terei aqui...Isso não é justo...!
- Quem disse? Você pode ficar comigo esta noite..! – Ele disse com um sorriso malicioso no rosto.
- Baka! – Ela respondeu dando um leve tapinha no braço dele, porém também sorria.
- Hehehe.. Por favor, Mel! Fica comigo.. Que nem a noite passada! Juro que não farei nada que não queira!
Ela não respondeu de imediato, ficou quieta apenas a observando com certa desconfiança, porém sem deixar o sorriso se esvair. Por fim acabou dando um leve selinho nos lábios daquele homem.
- Tudo bem, eu vou!
- Obrigado! – Ele correspondeu dando outro selinho nela.
Eles observaram de longe o casal de pokémons e resolveram deixa-los junto por uma ultima noite, afinal, no dia seguinte se separariam. Entraram na casa a passos lentos e cautelosos, Melissa fechou as janelas, preparando tudo para realmente dormirem, em seguida subiram as escadas lentamente dando ao corredor principal do segundo andar da casa. Entraram no quarto de Gary e rapidamente trancaram a porta. Gary a olhou com malicia e esta o respondeu com um selinho roubado que o pesquisador não deixou barato. Passou a mão pela cintura da mesma e puxou-a para si a beijando de verdade. Ela correspondeu.
Gary não queria mais saber de nada, não queria perder mais nem um segundo. Sabia que tinha pouco tempo até ter que se separar definitivamente daquela mulher e por isso queria aproveitar cada minuto. Segurando-a pela cintura de maneira firme, porém carinhosa, beijava-a loucamente enquanto esta lhe afagava os cabelos de um jeito carinhoso e gentil. Vez ou outra a morena puxava aqueles fios castanhos, com o único objetivo de provoca-lo e aquilo nitidamente funcionava, já que o pesquisado desesperava-se cada vez mais naquele beijo. Tentava de alguma maneira, compensar todo o tempo que perdera e que não pode beija-la por causa das mentiras de Johan.
Naquele momento só os dois existiam. O entrelaçar das línguas enlouqueciam ambos os jovens, e as mordidas rápidas durante as trocas de posição dos lábios só faziam com que eles desejassem mais. A guiou até a parede, imprensando-a ali. Os lábios deslizaram pelo rosto da garota, e a pontinha da língua aproveitava a brecha entreaberta dos mesmos para trilhar um caminho do rosto até o pescoço da mesma. Ali, revezava seus carinhos entre mordiscadas e beijos enquanto as mãos deslizavam explorando cada centímetro daquele corpo perfeito que a mulher possuía. A morena por sua vez, sentia-se envergonhada frente á audácia daquele homem em lhe seduzir tanto, porém ela o desejava tanto quanto ela á ela. Então, o que havia de mal naquilo?
As mãos delicadas da mulher, que atendia pelo apelido de flor da noite, deslizava lentamente pelas costas de seu amado e lentamente o arranhava. Gary abriu um leve sorriso e correu novamente os lábios para o rosto dela, depositando diversos beijos entre o caminho. Quando alcançou os lábios desta abriu os olhos e afastou um pouco seu rosto do dela, esperando que esta percebesse que ele a fitava. Não demorou para que ela abrisse os olhos e aqueles obres verdes entrassem em um estranho transe com os castanhos do pesquisador.
- Eu te amo.. – Foi ele que disse, quebrando aquele silencio.
- Eu também, Gary! Te amo demais, até..! – Ela respondeu em um tom carinhoso.
Naquele momento Gary teve a vontade de avançar mais, queria tê-la por completo, porém nunca a forçaria a nada, nem que desejasse mais do que qualquer coisa, simplesmente não conseguiria obriga-la, pois um pedido daquela mulher para ele era uma ordem. Ela o tinha na palma da mão, e ele amava aquilo. Deu repetidos selinhos nela, e guiou-a até a cama, onde pretendia dormir abraçado á ela. Retirou os sapatos e ela fez o mesmo, porém antes de se deitar ela soltou sua mão da dele e parou. Gary voltou o olhar á ela, estranhando aquilo.
- O que houve..?
- Nada... — Ela o respondeu e fez uma breve pausa antes de continuar. – Apenas queria me lembrar de você, assim. Guardar essa lembrança como o momento mais especial para mim...!
- Mais especial?....Sou tão importante assim? – Indagou em brincadeira, com um gentil sorriso nos lábios.
- Muito...!E é por isso que sei que não irei me arrepender de nenhum momento que tenha passado contigo..!
Ela disse levanto ambas as mãos ao próprio ombro.Cuidadosamente ela se desvencilhou das alças do vestido que inevitavelmente deslizaram pelo corpo da mulher até caírem sobre o chão. Ela não estava completamente nua, usava peças intimas, porém para Gary aquela foi a visão mais deslumbrante que teve na vida. Inevitavelmente ele deixou seus lábios entreabertos, surpreso com a beleza descomunal do corpo daquela mulher.Ela o surpreendia, quando ele achava que ela não poderia se tornar mais bela, ela virava o jogo e deixava-o sem palavras. Os seis eram medianos, nem pequenos e nemexagerados, eram belos e perfeitos, proporcionalmente lindos e mesmo que estivessem cobertos pelo sutiã aquela analise era perfeitamente possível de ser feita. A barriga bem modelada, as curvas acentuadas, e belas e fartas coxas; Linda demais. Ele havia se assustado com a atitude dela, porém era inevitável esconder a felicidade que aquela escolha dela lhe trouxera. Ele sorriu e voltou á se aproximar delae tocou-lhe o rosto com carinho, acariciando sua face.
- Tem certeza, Mel? – Quis confirmar, afinal, preocupava-se com ela.
- É, Gary.Se eu devo me entregar a alguém, quero que seja á alguém que amo de verdade..! – Ela disse com um sorriso meigo e envergonhado. Gary percebeu que aquilo era novo para sua amada, porém ela havia confiado á ele aquele momento, e por isso mesmo o pesquisador faria de tudo para que o momento fosse perfeito e inesquecível.
Sorriu em aprovação e selou seus lábios com os delas em um prolongado selinho. Quando se afastou, levou a mão a própria blusa, retirando-a e jogando para o lado e em seguida voltou a beija-la. Sua mão corria pela pelas costas nua da mulher e Gary se surpreendia o quão macia a pele dela era. Melissa não era só muito mais linda, como conseguia despertar nele mais que um desejo descontrolado, como também despertar uma espécie de ânsia, medo e paixão. Ela fazia qualquer momento se tornar mágico e único. As mãos exploravam ambos os corpos e o atrito dos corpos só fazia com que aquele beijo tornasse mais prazeroso. Daquele momento em diante, tudo fora como um sonho para ambos os jovens apaixonados. Em questão de minutos já estavam os dois completamente nus, entregues aquele amor descomunal.
Os corpos unidos simbolizavam muito mais para eles do que um simples ato de sexo, era o jeito deles se tornarem um só. Nada mais tinha importância. Naquela noite, Melissa soube o que era ser uma mulher, e descobriu toda a intensidade de seu amor por aquele homem. Gary, por sua vez, descobriu o que realmente significava a expressão “fazer amor” e que aquilo era muito mais do que qualquer coisa no mundo. Ele descobriu o quanto era capaz de amá-la e o quanto se sentia bem em ser correspondido por ela. Ela adormeceu nos braços do amado, e ele se sentiu o mais feliz dos homens. Tinha a mulherque mais desejava ao seu lado, dormindo como um anjo em seus braços. Antes de deixar-se dominar pelo sono, jurou diversas vezes seu amor eterno á ela. Queria tê-la para sempre ao seu lado.. Para sempre.
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