Yoru no Hana
16 Batalha em dupla
Capítulo 16 – Batalha em dupla
Eles correram por todo o território do festival, escolhendo o que fariam primeiro. Resolveram começar por...
- Comida!! – Ela gritou com um largo sorriso no rosto.
Gary riu e foi com ela até uma barraca, entre muitas outras montadas pelos moradores. A barraca a qual escolheram vendiadoces dos mais variáveis possíveis. Melissa escolheu morangos e Gary preferiu chocolate, resolveram, por fim, juntar os dois e comerem chocolate com morango. Melissa ria e, de vez em quando, puxava a travessa do doce para si, impedindo que Gary comesse. Ele diante daquela situação fazia cócegas na garota para que ela soltasse a travessa. Para quem olhasse de longe aquela cena, pensariam logo que eram namorados e era justamente aquilo que estava incomodando tanto o loiro, Johan, que observava de longe irritado.Gary havia percebido e por isso mesmo fazia questão de evidenciar mais aquela situação.
Após degustarem aquelas delicias da cozinha dos habitantes de Uethon, os dois começaram a passear pelo festival. Brincaram na roda gigante que havia no parque próximo ao local, que naquele dia estava aberto a todos; Disputaram algumas batalhas pokémon, a qual Gary levou a melhor na maioria delas. E por fim resolveram transformar aquela desculpa que haviam usado para fugir de Johan uma realidade. Entraram em uma batalha em dupla, contra mais dois moradores da cidade.
Cada treinador teria direito a um único pokémon, e Gary e Melissa já tinham em mente quem usariam. A dupla de fogo. A batalha estava preste a começar, os treinadores adversários já seguravam em suas mãos as pokebolas. O juiz anunciou o inicio da luta. Um jovem de cabelos azuis foi o primeiro a lançar a pokebola.
- Scyther, , é hora de batalhar! – O pokémon louva-a-deus emitiu um som aterrorizante enquanto trincava suas lâminas como se a afiasse.
Foi a vez do outro treinador. Ele jogou sua pokebola escolhida e o que saiu lá de dentro não agradou nem á Gary e muito menos á Melissa. Era um poderoso Poliwrath. Gary e Melissa se entreolharam por um segundo e abriram um leve sorriso. Deviam confiar em seus pokémons.
- Arcanine! – Ele chamou.
- Ninetales! – Ela fez o mesmo.
Os dois pokémons que até então estavam sentados em um canto do lugar de “namorico”, voltaram os olhares para seus donos e os obedeceram apresentando para a luta.
- Scyther e Poliwrath, contra Ninetales e Arcanine!! Comecem!! – Anunciou o juiz.
- Scyther, duplique e avance! – O pokémon transformou-se em dois e avançou para cima do casal de pokemons
- Arcanine, afaste-o com o lança-chamas!
O Pokémon direcionou seu golpe para a grama, construindo uma espécie de barreira de fogo, mas aquilo não continuou por muito tempo. Seguindo as ordens de seu treinador Poliwrath, apagou o fogo com seu jato de água e em um ataque combinado com Scyther, partiu para cima de Arcanine e Ninetales.
- Agilidade e Lamina cortante!
- Pancada dupla, Poliwrath!
- Ninetales, ataque rápido!
Enquanto os dois pokémons avançaram em cima de Ninetales e Arcanine a pokémon raposa, desviou do pokémon de água e foi diretamente ao louva-a-deus, em um ataque rápido. A velocidade do Ninetales de Melissa era inimaginável o que surpreendeu até mesmo á Gary, que esqueceu de ordenar á Arcanine uma evasiva. Sua sorte foi que o pokémon era treinado suficiente para entender o erro de seu treinador e desviar por conta própria do ataque pancada dupla.
- Scyther, evasiva! – O pokémon levantou vôo. – Dança de espadas!!
Melissa gritou quando Ninetales foi arremessada longe por Scyther. Mesmo com toda a velocidade da pokémon raposa, o treinador de Scyther mostrava sua incrível habilidade e sua sincronia perfeita com o pokémon louva-a-deus. Gary achou que era hora de pararem de brincar e partirem para o ataque. Esperou que Arcanine corresse até Ninetales e a incentivasse a levantar-se após aquele golpe e assim que obtivesse êxito, continuasse a batalha. Não demorou e os dois estavam novamente prontos para as ordens de seus treinadores.
Enquanto novamente o poliwrath avançava para os dois, Scyther descansava. Gary notou que o pokémon louva-a-deus mesmo sendo poderoso não tinha muita resistência física. Seu treinador era habilidoso e possuía um raciocínio rápido, porém parecia que Scyther não conseguia acompanha-lo com tanta facilidade. Desviou o olhar para Poliwrath. Era um pokémon forte, mais lento. Agora tinha todos os pontos fracos de seus adversários gravados em sua cabeça e pretendia e iria usar aquilo a seu favor. Mas aquilo não era o bastante. Devia reconhecer seus erros e os de Melissa para evitar cair em uma armadilha do adversário. Ninetales era rápida mais era ruim em contra ataque, Gary precisaria dar cobertura á ela nos ataques. Milhares de pensamentos invadiam a cabeça de Gary. Ah.. Como ele amava aquela adrenalina da batalha pokémon!
- Vamos, Mel!
Gary desviou rapidamente o olhar para ela, como se quisesse compartilhar seus pensamentos com a morena. Por incrível que parecesse, ela entendeu o que ele queria. Um ataque em dupla. Poliwrath avançava na frente e Melissa daria conta daquele pokémon.
- Ninetales, chicote de cauda!
- Arcanine ataque! – Gary sabia que aquela ordem era suficiente para seu pokémon.
O ninetales de Melissa avançou na frente de Poliwrath atingindo-o com um poderoso chicote de calda, o que fez o pokémon girar em torno de si mesmo. Quando este estava pronto para um contra ataque certeiro, Arcanine pulou em cima do mesmo, derrubando-o de barriga para o chão. Inevitavelmente o pokémon não conseguiu brecar seu golpe e atingiu um poderoso jato d’agua no chão, impulsionando ele e Arcanine para cima.O fiel pokémon de Gary pulou no chãoe pegou impulso para dar uma poderosa cabeçada no pokémon de água, que ainda estava no ar.
Enquanto isso Melissa surpreendia o treinador de Scyther apenas o cansando. Ela desviava de todos os ataques com graça e suavidade, enquanto o pokémon com baixa resistência física penava para tentar se recuperar o suficiente para ataca-la com força. Ninetales rugiu e seguindo as ordens de Melissa, atacou Scyther com um chicote de cauda e em seguida com uma poderosa explosão de fogo.
Os pokémons adversários estavam desgastados, porém mesmo assim voltaram a se levantar. O primeiro a se recuperar suficientemente para iniciar um novo ataque foi o pokémon de água que avançou em cima de Ninetales tentando um ataque investida. Porém o máximo que conseguiu foi agarrar-se á uma das nove caudas do pokémon raposa de Melissa. Gary abriu um sorriso. Ele sabia muito bem o que aconteceria com ele a partir daquele momento. Melissa nem mesmo precisou ordenar nada á sua pokémon, ela fez tudo por conta própria.
Independentemente da personalidade que um Ninetales possuísse, era certo algumas coisas sobre aquele tipo de pokémon. Além de Ninetales ser sempre muito inteligente, era vingativo e odiava acima de tudo que alguém agarrasse alguma de suas caudas. Rezava lendas que aquele pokémon era capaz de lançar, até mesmo, maldições de mil anos em quem o fizesse. E foi o que a pokémon raposa fez. O olhar fulminante lançado sobre aquele pokémon girino foi o suficiente para que o mesmo temesse sobre seu futuro. Até mesmo Arcanine que observava avançava novamente em direção a Scyther parou para observar o que acontecia entre o Poliwrath e sua amada Ninetales. Recuou um pouco ao notar a gravidade da situação.
- Ai meu deus... – Foi a única coisa que Melissa pronunciou.
Ninetales começou a correr de um lado para o outro com toda a velocidade que possuía, girando o corpo e batendo sua cauda de um lado para o outro, fazendo aquele pobre pokémon aquático bater diversas vezes contra o chão. Quando enfim ela conseguiu fazer com que ele se soltasse de sua cauda, a raposa atacou-o ferozmente com um ataque de brasa juntamente com uma investida, fazendo o pokémon cair no chão, fora de combate.
O juiz levantou a bandeira, dando a vitória á Gary e a Melissa, mas mesmo assim Arcanine teve de intervir, ficando entre ela e o pokémon girino, para que Ninetales não continuasse a atacar o pokémon já derrotado. Ela sentou-se no chão e trouxe sua cauda para frente, lambendo uma delas, como se alisasse o pelo “desarrumado” pelo girino. Arcanine pareceu abrir um meio sorriso e aproximou-se de sua amada dando uma leve lambida no focinho da mesma, que respondeu com um roçar de pescoços que todos diriam se tratar de um abraço.
Gary puxou Melissa para um abraço e comemoram aquela vitória com um rodopio no ar. Quando a colocou novamente no chão ele não pode deixar de parabenizá-la.
- Não sabia que era uma treinadora tão boa assim, Dona Melissa!
Ela riu.
- Obrigada!! Hehe..
Ficaram mais um tempo passeando após aquela batalha, até que deu a hora de Melissa se despedir temporariamente de Gary e ir se arrumar para a esperada peça. Gary seguiu para o local onde havia assistido a apresentação de dança de Melissa e a mesma foi direto para o camarim se arrumar para interpretar seu papel.
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