Yns 2 (pt. 1) - Everything Youre Not

7 Capítulo 7 - Armadilha (Especial de Natal)


Na sala de jantar...

Sarah olhou para os talheres, inquieta. Incomodada com seu sonho, com aquela boneca. Já tinha visto ela em algum lugar... Mas em qual? E quando? Se torturando com esses pensamentos, decidiu deixar a mente vazia quando Nathália carrega as coisas para o jantar.

- Pronto. Tudo ai. – disse Nathália, sorrindo e se sentando na cadeira.

- Sanduíches? Bolo? Cupcakes? Batata frita, e sorvete? Nosso jantar é isso? – disse Rafaela, arqueando a sobrancelha indignada.

- Não é que eu esteja reclamando, até porque realmente odeio Natal, mas... Isso não são coisas para se comer no jantar.

- Não quero fazer comidas de jantar mesmo, pois vou... Errar, ou algo assim. Mas, espero que gostem. – disse Nathália, sorrindo fracamente.

- Batatas fritas são minhas. NINGUÉM mexe nelas. NINGUÉM. Quem pegar uma vou tacar na piscina. – disse Nessie, olhando feio para todas na sala de jantar.

- Para mim vai qualquer coisa, menos batata frita. – disse Rafaela.

- Depois disso, chega de comer, né? Tudo o que fizemos hoje foi comer e dormir. – continuou Rafaela.

- Mas não é isso que você faz todo o dia? – disse Sarah, rindo.

- Não!

O celular de Nathália tocou.

- L-Luana? – atendeu Nathália, surpresa.

- Ah, não vou comer nada, já volto. – disse Rafaela, saindo da sala de jantar.

Nathália desligou o telefone e foi atrás de Rafaela.

- Você estragou meu natal que foi meu natal melhorzinho até agora. – disse Rafaela, parada na escada.

- Eu não sabia que ela iria ligar bem agora.

- Não importa muito se é agora, ou depois, ou sei lá quando, o problema é: você se aproximou dela. – disse Rafaela.

- Não posso ter amigos?

- Pode. Nunca te impedi de nada, mas você prometeu que ficaria longe delas. Você é minha melhor amiga, então, não me troque por ela, não vale a pena. – disse Rafaela. – Eu vou esquecer isso ao menos por hoje, mas lembre-se disso.

Rafaela voltou para a sala de jantar.

- Então, vamos ver o pinheiro queimado? – disse Rafaela, sorrindo.

- ... Vamos. Não o chame assim, a culpa foi de vocês! E eu nem terminei de comer! – disse Jubs.

- Tá, tá, vamos! Depois você termina de comer, sei lá. Nathália, vêm logo também! – gritou Sarah, empurrando Jubs, Rafaela e Nessie para a sala.

...

- Presentes? – se perguntou Nessie em voz alta, olhando a decoração. O pinheiro está na parede atrás do sofá, com decorações e o pisca-pisca, decorando também toda a sala. Há 4 presentes em baixo do pinheiro.

- Presentes. – repetiu Nathália. – Eu os comprei.

- Que legal! Qual o meu? – disse Sarah, correndo para o pinheiro.

- É o escrito Sarah. Todos estão com nomes. Peguem! – ordenou Nathália.

- Um notebook para você, Jubs. – disse Nathália.

- Para você, um tablet, Sarah. – disse Nathália, dando uma capa preta e branca para Sarah.

— Nessie, eu não sabia o que te dar... Então... – disse Nathália, dando um box com 24 livros.

- Livros? Obrigada! – disse Nessie, sorrindo.

Todas que até agora ganharam presentes, agradeceram.

- Rafaela, você se lembra do que queria anos atrás? – perguntou Nathália.

- Sim... Era, ahn, como um sonho meu. – disse Rafaela. – Nunca o achei em lugar nenhum, por uns 4 anos.

- Aqui está. – disse Nathália, entregando um livro. — Assassin's Creed.

- Meus sonhos já não importam mais. – sussurrou Rafaela.

- Como?

- Ah, nada. Obrigada! Estou realmente feliz. – disse Rafaela, sorrindo.

- E você? Não vai ganhar nada? – perguntou Sarah.

- Não é bom eu mesma me dar um presente. Compro algo que eu queira depois.

- Ah.

Toc, toc, toc.

- Eu atendo! – disse Rafaela, caminhando até a porta.

- William? – disse Rafaela, ao notar o pai de Nessie na porta, junto com Lary.

- Com licença, você é a Rafaela Almeida?

- Sim. Algum problema?

- Você foi acusada de roubo de cartão de crédito, identidade, e outros furtos pequenos como uma bolsa. – disse William.

- Isso mesmo. Ela que roubou tudo! – disse Lary, se fingindo de vítima.

- Pode revistar meu quarto, e tudo o que você quiser, mas eu sei que sou inocente. – disse Rafaela, seriamente.

- Tudo bem, vou subir, com licença. – disse William.

- Pai? – chamou Nessie.

- Você não deveria deixar a Rafaela ser amiga de sua filha, Sr. William. – disse Lary.

- Vou... pensar. – disse William. – Mas agora vou cumprir meu trabalho.

20 minutos depois...

- Essa é a minha bolsa, minha identidade e meu cartão! – gritou Lary, apontando para uma bolsa branca, o cartão de crédito e sua identidade.

- Rafaela, você irá para um julgamento de menores. Agora. – disse William, colocando algemas nos pulsos de Rafaela.

- Pai! – gritou Nessie. – Não escute ela!

- Ela está falando a verdade, se tem provas, desculpe, Nessie. Você, Rafaela, vem comigo, agora.

- Eu sou inocente e é isso que importa. – disse Rafaela. – Isso não acaba aqui, não mesmo, Lary.