Flash Back

- Então... Porque o apelido de Gabbe? – perguntou Zoe, sentada no sofá, olhando para Isabel, iluminando seu rosto com uma lanterna.

- Tira isso do meu olho! – Isabel bateu a mão na lanterna, e a mesma caiu no sofá. Zoe riu.

- O apelido Gabbe... É um nome que eu gosto, de uma pessoa eu gostava.

- Gostava como? – perguntou Zoe.

- Ela era a minha melhor amiga, e será quem eu nunca vou esquecer. Algo foi longe demais, e... ninguém nunca vai saber.

- Nem mesmo eu? – perguntou Zoe, abrindo a boca para demonstrar surpresa, Isabel riu.

- Não posso... É uma obsessão que eu quero esconder de todos.

- Se alguém tivesse uma obsessão por mim, eu não acharia a pessoa louca, às vezes... É bom ter alguém para se importar com nós. – disse Zoe, o que surpreendeu muito Isabel, pois pensava que seria ao contrário.

- Você me lembra a Gabbe. – disse Isabel, por fim.

- E como ela era?

- ...

Flash Back

- ISABEL! – gritou Gabbe, puxando a blusa de Isabel, tentando separar ela de Mateus.

- Meu... pescoço... – sussurrou Mateus. Isabel, estava brigando com Mateus, até “sem querer” quebrar seu pescoço.

- Morra. – disse Isabel, olhando a pescoço torto de Mateus. Isabel se virou para trás para olhar Gabbe, e Gabbe fitou os olhos profundos olhos azuis de Isabel.

- Vamos, Isabel. – disse Gabbe, assustada com a atitude de Isabel. Gabbe pegou no braço de Isabel com força – quase maior do que a de Isabel com esses olhos azuis- e a puxou para um corredor escuro na escola. Entraram em uma porta marrom, em um outro corredor branco escuro e empoeirado. No final, há uma escada que dá para o porão. Isabel encostou na parede, se sentou segurando os joelhos, chorando. Gabbe se sentou ao lado de Isabel.

- Eu sou um monstro... – disse Isabel, chorando ainda mais.

- É melhor do que ser normal.

- Não fale o que não sabe! – gritou Isabel. – Porque ainda continua comigo? Comigo, você vai morrer a qualquer momento.

- Eu quero te proteger. Nós somos iguais, não lembra? – disse Gabbe, abraçando Isabel.

- Você não pode me proteger... Ninguém pode, eles voltaram.

- Eles quem? – perguntou Gabbe, mesmo sabendo um pouco da resposta.

- Dulce me disse. – a voz de Isabel está fraca. – Aquelas vozes voltaram. Eles acabaram com a minha vida.

- Nós vamos para Agyle, meu mundo onde só há “trevas”. Lá eles não podem nos alcançar.

- Você criou Agyle? – perguntou Isabel. – Como se cria um mundo?

- Se você tem ódio, poder ou quer fugir de algo, você descobre que existe o seu mundo. Humanos também tem seus mundos, mas se percebem, não acreditam. A maioria dos humanos são insignificantes, sem mais. E assim, só alguns mundos se tornam grandes, como Agyle. – disse Gabbe, séria. Isabel olhou para Gabbe, com um olhar assustado e vazio. Os seus olhos voltaram à cor normal. Mas os olhos de Gabbe, estão estranhos. Gabbe normalmente tem os olhos azuis naturais, mas acho estão rosas. Gabbe tem o cabelo rosa, veste um vestido branco e uma sandália rosa, as unhas estão todas decoradas, está com uma maquiagem fraca. Tem um rosto que aparenta que Gabbe seja frágil, doce e fraca.

- Oh, desculpe, te assustei. – os olhos de Gabbe voltaram ao normal, e Gabbe deu um sorriso doce. – Não é normal eu falar essas coisas...

- Entendo, também sou assim... – Isabel tinha parado um pouco de chorar.

- Eu não gosto de matar pessoas. Gabbe, o que nós somos?

- Desculpe, eu não sei. – disse Gabbe, fitando a luz pendurada no teto, iluminando muito pouco o porão.

- Você... pode me ajudar a lutar com eles?

- Posso sim. Vamos sair daqui. – Gabbe se levantou, pegou na mão de Isabel, fazendo ela se levantar. Subiram as escadas, e caminharam pelo corredor escuro. Caminham lentamente, pisando forte no chão. As únicas luzes que iluminam o corredor, se apagaram de repente, uma seguida da outra. Está de noite, Isabel e Gabbe estavam na escola com um grupo para ensaiar uma peça de teatro, e Isabel tinha brigado com Mateus por não ter um papel principal para Isabel. Isabel e Gabbe decidiram ir para casa enquanto abrem a porta com dificuldade, não há ninguém na escola, pois já são meia noite. Ninguém a não ser... Mateus, que provavelmente morrerá dentro de algumas horas. Isabel e Gabbe pularam algumas escadas, passaram por portas e pelo portão principal até chegar à rua. 13 pessoas com capuz com espadas pularam do telhado das casas, e caíram de pé no chão. Gabbe e Isabel gritaram.

- Eles me querem... – disse Isabel, assustada.

Gabbe assentiu.

Dulce apareceu na frente de Gabbe, dando uma espada para ela.

- Obrigada. – agradeceu Gabbe.

Dulce olhou para Isabel.

- Ainda não chegou a sua hora... – disse Dulce. – Boa sorte.

Dulce desapareceu.

Gabbe segurou a espada, e pegou no braço de Isabel, correndo com ela até um ponto mais rápido. Gabbe atingiu o primeiro cara a sua frente. Pronto, eram 12. Os outros vieram em sua direção. O 3 lançou sua espada, Gabbe se abaixou e jogou Isabel no chão, para não ser atingida. Enquanto o 6 tentava pegar Isabel, Gabbe atingiu o da direita que é o 10, e chutou o rosto do que tentava pegar Gabbe. Dois caras, da direita e da esquerda tentaram acertar Gabbe, mas a mesma girou para um lado fazendo cortes no pescoço do da direita, e depois o da esquerda. Mas não sabia que um cara estava atrás, e acertou Gabbe na barriga. Gabbe caiu no chão, golpeando alguns dos caras próximos. Isabel gritou. Gabbe olhou para Isabel, e um dos caras tenha pegado ela, e a colocado no pescoço. Isabel chutava, tentando se libertar, sem sucesso.

- ISABEL! –Gabbe soltou seu maior grito, cheio de desespero, medo, raiva, dor. Um carro apareceu, com uma mulher loira com capuz atrás. O cara colocou Isabel no carro, e a mulher pegou uma mexa de cabelo de Isabel. Isabel está desacordada, e Gabbe está tentando lutar. Um dos caras pegou Gabbe, a levantou. Outro acertou a espada na barriga de Gabbe, fazendo isso várias vezes. Seu vestido branco está praticamente vermelho vivo, pelo sangue. Os caras soltaram Gabbe, que rolou toda a grama que tem no ponto alto. O carro e todos os caras foram embora, junto com a mulher loira. Gabbe parou de respirar.

...

Em um armazém escuro, Isabel está presa em uma jaula pequena, no meio do armazém. Encolhida na grade da cela, com medo. A mulher loira, está com uma espada, vestido um top e shorts preto de borracha, com correntes douradas em volta do pescoço. Sua expressão é assassina e irônica. A mulher loira se abaixa, para olhar Isabel.

- Você... Vai me deixar sair daqui? – perguntou Isabel, com a voz fraca, cheia de olheiras e cortes.

- Vou, querida... – a mulher loira sorriu.

- Me chame de Hannah. – disse Hannah. – Hannah Campbell.

Fim do Flash Back