Yes, My Lady

9 Demônios...Não amam?


Notas iniciais
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Depois que arrumei todas as minhas coisas para voltar para minha casa,senti uma pena enorme de Ciel , por eu ter partido o coração dele , e um receio por ele ter me beijado na frente de Sebastian. Logo depois de ter tido aquele momento com o demônio,que estava hoje,mais carinhoso que o comum.

Desci as escadas, passei pela cozinha e perguntei a Meirin se ela poderia pedir para algum empregado pegar as malas que arrumei...Bardo,Finnian,Tanaka, ou até mesmo Pluto.

–Sim,Lady Alice. -Ela disse,curvando-se e saindo da cozinha.

Eu desci e fui para sala de estar ,Ciel estava sentado em sua poltrona em frente a lareira, Sebastian, estava ao lado dele , assim que o demônio olhou para mim, disse.

–Lady Alice. -Fazia tempo que não me chamava assim. — Sua avó está a sua espera na carruagem.

–Obrigada,Sebastian. -Agradeci,me curvando.

Me aproximei de Ciel e me abaixei na frente dele.

–Ciel, eu vou para casa agora... -Eu disse, o olhando fixamente.

Ele segurou minha mão, se levantou junto comigo, me olhou de cima e disse.

–Eu só quero que me prometa uma coisa.

–O que? -Perguntei.

–Me prometa que quando se apaixonar, será alguém que te mereça...E que você vai se cuidar.

–Eu prometo, Ciel. -Respondi, ficando vermelha e enchendo os olhos de lágrimas sinceras.-Quando eu vim pra essa mansão, não imaginei que você fosse assim.

–Assim como? -Ele perguntou.

–Tão...Sensível,inteligente,elegante e totalmente ...Ciel. -Eu disse, o olhando.

–A-Alice...

Então,Ciel sorriu.

Era a primeira,e talvez, a última vez que eu via Ciel sorrir.

Ele não era muito fã de sorrisos, ou de coisas alegres, talvez algo na família dele tenha o feito ficar assim. Mas aquele sorriso, era totalmente sincero e puro.

Me virei, e andei em direção a porta, acompanhada por Sebastian ,que andava na frente.

Vi minha avó, e logo corri para abraça-la.

–Senti sua falta, querida. -Ela disse, sorrindo em me ver.

Olhei para Sebastian, que com o olhar, se despediu de mim.

Ele abriu a porta da carruagem e eu antes de eu adentrar o veículo, corri até Sebastian.

–Alice, vai mesmo se despedir do mordomo?! -Minha avó perguntou, não vendo relação entre as coisas.

–Adeus...Sebastian. -Eu disse, o olhando.

Ele se curvou.

–Adeus, querida Alice...

Então, me virei e entrei na carruagem, minha avó ficou com uma feição de desentendida toda a viagem. Não era comum em Londres alguém ter uma relação tão forte com um mordomo. A não ser Ciel, e uma tia dele, que morreu já faz um tempo...Ela tinha um mordomo que a matou, pois bem ,isso não vem ao caso.

Chegando finalmente em casa, suspirei aliviada por ter saído daquela mansão que me fazia ter um turbilhão de emoções, todas juntas de uma única vez.

–Ah,finalmente. -Eu disse,sorrindo.

Arrumei tudo o que havia de arrumar, todas as coisas em seus devidos lugares...Mas,algo me fazia uma enorme falta, um vazia íncrivel...Como um buraco no peito.

Sem fome alguma, por sentir isso, fui me deitar e logo dormi.

Como serão as coisas agora, sem Sebastian e sem Ciel ?

Serão melhores?

Algo, dentro de mim,me faz pensar que as coisas serão cada vez piores e mais difícies.

Isso de depender de alguém faz um mal enorme.

Três dias haviam se passado, minha vida não estava boa, aquele oríficio no meu estômago não passava nunca.

–Boa noite, vó, vou me deitar. -Eu disse, andando em direção as escadas que levavam até meu quarto, humilde, porém ,confortável.

–Tão cedo? -Ela perguntou, olhando o relógio de madeira que fazia parte da decoração da sala de jantar. -Nem mesmo são oito horas da noite.

–Não estou disposta... -Disse eu, subindo dois degraus da escada de madeira.

–Alice. -Ela chamou. -O que há entre você e aquele mordomo ? -

Será que tudo foi assim, tão notável?

Eu e Sebastian, mesmo não tendo nada concreto, como...Um casamento, ou até, compromisso, alguns beijos ocorreram.

Foi algo tão...

''Tão'' que me fez perceber o quanto eu era insignificante pra ele.

Será que errei em dispensar Ciel? Será que ele é um demônio?

Ou talvez, tenha me enganado quanto a Sebastian...

Demônios tem sentimentos?

''[...]Eu pensei que você seria minha forma de escapar.''

O que Sebastian quis dizer com isso? Ele estava...Me usando?

Ah, tantas perguntas, nenhuma resposta...

–Não. Ele é um mordomo...Por favor, vó. -Eu disse, a olhando com cara de desentendida e subindo as escadas.

Me deitei.

Estava quase pegando no sono quanto ouvi passos vindos de dentro do meu quarto mesmo.

–Quem está aí ?-Perguntei, me levantando e pegando um abajur no criado mudo. Não era a melhor forma de defesa, mas aposto que uma panca com um abajur tão pesado faria qualquer bandido cair.

Não houve resposta. Eu comecei a ficar um pouco nervosa, e andei em direção a porta,quando coloquei minha mão direita na maçaneta...Alguém a segurou.

–Que bom que está bem.

Uma voz masculina, que era IMPOSSÍVEL não perceber que era de Sebastian(Pois o tom,a grossura e o jeito de pronunciar as palavras eram incrívelmente únicos) disse, segurando minha mão que ainda estava em cima da maçaneta.

–SEBASTIAN! -Gritei.

–Por favor, sem gritar, madame. -Ele disse,colocando a mão sobre minha boca. -Eu vou tirar a mão ,se prometer não falar alto, tudo bem?

Acenei com a cabeça positivamente.

–O que está fazendo no meu quarto? -Perguntei, fitando-o.

–Eu senti tanto a sua falta. -Ele disse, com seus olhos rubros brilhantes.

O que? Como parece que nunca tive dúvidas quanto a Sebastian?

Talvez, isso seja apenas interesse em alguma coisa.

Minha alma?!


Notas finais
Desculpem a demora.