Years Away
1 Colliding
Notas iniciais
Blaine Anderson tinha uma vida perfeita da qual todos invejariam, compositor e publicitário de sucesso com apenas 32 anos de idade, vive em Lima/ Ohio com sua namorada de longa data Quinn Fabray. Blaine e Quinn se conheceram durante o último ano do ensino médio precisamente quando tinham 17 anos, mas só começaram a namorar 5 anos depois quando ambos estavam formados, o moreno com já havia dito se formou em publicidade e logo após ingressou no curso de música, Quinn por sua vez se formara em história da arte e atualmente trabalhava em uma galeria.
Recentemente um cliente em potencial havia procurado a agencia Limits Creatives na qual Blaine trabalhava, eles planejavam lançar uma propaganda estilo Storyline e procuravam alguém capacitado para o projeto, serviço que seria capaz de mudar por completo a vida do criador. Uma dessas mudanças seria trabalhar na melhor agencia de publicidade e morar em uma zona privilegiada de NY. Ele tinha certeza que esse prêmio já era dele.
Sua vida não poderia estar melhor.
Blaine iria pedir Quinn e casamento após contar sobre a possível promoção, ele estava empolgado e nada poderia dar errado. Na mesma noite o moreno levou sua namorada em um restaurante caro nas redondezas de Westerville, após chegarem em seu apartamento na cobertura Blaine se direcionou ao quarto e retornou para a sala com a caixinha da aliança que comprara a algum tempo. Se aproximou de Quinn se ajoelhou e propôs:
B- “Quinn desde que te conheci tive a certeza de que havias surgido para ser a mulher da minha vida, eu te amo tanto e quero que você esteja para todo o sempre ao meu lado dividindo com você tudo o que tenho você apenas tem que me responder você quer se casar comigo?” (disse ele abrindo a caixinha e aguardando uma resposta da loira)
Q- “Blaine eu quero terminar com você.”
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O moreno nunca soube o real motivo por Quinn ter terminado com ele, 10 anos simplesmente sem nenhuma explicação. Após dizer tais palavras Quinn saiu do apartamento, saiu da vida de Blaine sem olhar para trás. Quando o moreno se recompôs do choque ele seguiu em direção a seu quarto e havia notado que nada que pertencia a Quinn estava no local, ela já havia planejado o deixar e talvez ele não tivesse dado a chance para que ela o fizesse.
02 semanas depois Blaine ainda estava sofrendo, um relacionamento de 10 anos não é fácil de se esquecer e o moreno fazia de tudo para que sua vida pessoal não afetasse eu desempenho profissional. A agencia lhe enviou um informativo sobre as novidades do novo projeto, algo lhe chamou a atenção mas nada que o surpreendesse já que nesse ramo a competição era comum, principalmente em grandes projetos. Seu concorrente seria Noah Puckerman de Los Angeles e isso não afetou Blaine em nada.
Na manhã seguinte Blaine acordou bem atrasado, se trocou rapidamente, tomou um banho de perfume e como não havia muito tempo para escovar os dentes apenas virou o Antisséptico Bucal enquanto ajeitava o cabelo. Pegou sua pasta e correu para seu carro.
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Kurt acordou naquela manhã com os feixes da luz do sol batendo em seu rosto, tateou pelo criado mudo a procura do seu celular para ver que horas eram, ao perceber que ainda faltavam 15 minutos para seu pai lhe chamar então decidiu aproveitar esses minutos. Mas antes que desse conta seu pai já estava no seu quarto tirando suas cobertas, como parte de sua rotina matinal ele começou a reclamar e se dirigiu para o banheiro, tomou banho, fez seu ritual de hidratação, escolheu suas roupas e desceu para o café da manhã.Kurt tinha acabado de completar 17 anos e estava no último ano de escola, e sua vida era bastante movimentada, frequentava festas e seu favorito eventos proibidos (corridas de rua, invasão de locais e por ai vai) claro “escondido” de seu pai. Se despediu de Burt e Carole sua madrasta, pegou sua mochila e montou em sua moto e dirigiu-se para escola. Kurt fazia sempre o mesmo percurso de sempre e algumas vezes era irresponsável no transito, enquanto passava pelo cruzamento da North West Street com South West Street (obviamente sem parar no sinal por conta de estar sempre vazia a essa hora) a moto de Kurt se percebeu que outro veículo atravessava o cruzamento e escutou a freada antes de sentir o impacto.
“Era só o que me faltava” pensou Blaine antes de descer do carro.
B- “Você é louco?” disse ele batendo a porta do carro e seguindo ao motoqueiro caído no chão.
K- “Qual é o seu problema?” respondeu enquanto se levantava.
B- “Você passou o farol vermelho!” respondeu Blaine.
K- “Você é um idiota e deveria prestar mais atenção.” Disse ao tirar o capacete e encarar o outro motorista, Kurt parou de respirar por um momento ao se deparar com o homem a sua frente, ele parecia o príncipe Eric do filme da Pequena Sereia, sacudiu a cabeça para se concentrar na situação.
B- “Tem razão deveria prestar mais atenção caso algum motoqueiro adolescente imprudente resolver ultrapassar o farol vermelho novamente” Kurt revirou os olhos e voltou a olhar para o moreno. “Está tudo bem?” perguntou preocupado.
K- “Claro eu estou bem mas acho que entornou a roda da moto” disse o castanho analisando a moto ainda caída. Blaine o ajudou a levanta-la e notou como bonito era o rapaz a sua frente. “O impacto não foi tão forte então acho que é só esse dano”.
B- “A sorte que meu carro tem um freio bastante eficaz.”
K- “Se fosse eficaz não teria me atropelado” disse Kurt usando sarcasmo. “Acho que vamos precisar rebocar.”
B- “Okay vou ligar para a seguradora, meu nome é Blaine Anderson aliais” disse estendendo a mão.
K- “Kurt Hummel”
Após 15 minutos a moto do castanho já estava na mecânica e Kurt e Blaine estava super atrasados, como o conserto iria demorar algumas horas, o moreno daria carona para o adolescente até a escola. No caminho Kurt mexia no rádio alterando as estações salvas, colocando e tirando cd’s e colocando seus pés no painel do carro do moreno.
B- “Poderia tirar esse pé daí?” Kurt revirou os olhos e tirou os pés.
K- “Então o que você faz enquanto não está atropelando as pessoas?” dessa vez Blaine revirou os olhos e olhou para o castanho por uns segundos antes de voltar a olhar para o transito.
B- “Eu sou publicitário e musico e o que você faz além de estudar e ultrapassar faróis vermelhos e mexer nos cds das pessoas que te atropelam?”
K- “Ao contrário de você eu vivo minha vida” Blaine assentiu e o silencio se estabeleceu até chegarem ao William McKinley High School
K- “Então você vai me dar o seu telefone ou cartão sei lá?”
B- “Você planeja um acidente só para pedir o telefone de alguém? Isso é interessante”
K- “Oww serio isso? Eu só preciso do seu telefone para te ligar quando minhas aulas terminarem para me levar para pegar minha moto, mas se esse é o jeito que flerta com adolescentes você realmente precisa mudar”
Blaine riu e entregou o cartão para Kurt, se despediu e desceu do carro e imediatamente o celular de Blaine tocou.
B- “Blaine Anderson falando”.
K- “Você é brega até na forma que atende o celular” Blaine olhou para o castanho que olhava para ele da porta da escola.
B- “Deixa eu adivinhar está verificando se eu não dei o número errado.”
K- “Se acredita nisso, bem tenho que ir e você também pelo que me lembro você trabalha e está atrasado. Te vejo mais tarde coroa baixinho e bonitão” Antes que Blaine pudesse responder Kurt havia desligado o telefone e corrido para o interior do prédio, o moreno então ligou o carro se seguiu para a agencia.Durante todo o dia Blaine ficou pensando nos garoto que atropelara de manhã, nada muito grandioso, só lembrava do acontecimento em todos os detalhes até a hora que saiu dos arredores da escola. As 14h30 o celular do moreno tocou novamente.
B- “Blaine Anderson”
K- “Você sempre atende as ligações assim?”
B- “Desculpa quem?”
K- “Serio que já esqueceu de mim? Você me atropelou deveria ter pelo menos salvo meu número já que irei precisar que venha me buscar as 15h”
B- “Kurt eu...”Blaine não teve tempo de responder Kurt já havia desligado, se perguntara se ele mesmo era assim quando mais novo. Avisou a secretaria de que estaria ausente por um tempo mas que voltaria para agencia em pouco tempo.
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S- “Vamos lá Kurt para de ser tão ridículo, agente já se pegou umas vezes vamos tornar as coisas mais quentes” Kurt não respondeu apenas seguiu o caminho enquanto o outro garoto o seguia “Vamos Kurt eu sei que você quer” Disse o rapaz prendendo em seus braços.
K- “Sebastian” disse Kurt virando e o encarando bem de perto e colocando sua mão nas entre as pernas do rapaz “Ou você para de me perturbar ou nunca mais vai usar isso” disse apertando com força fazendo o outro rapaz gemer de dor “achei que já estava cansado de saber que eu não curto babacas como você ah nem com um brinquedo tão pequeno” disse se afastando e dirigindo a saída. Ele olhou por um curto tempo até encontrar o carro que procurava seguiu em direção do veículo abriu a porta e entrou.
K- “Olha achei que fosse demorar mais, só que eu acho que estava louco para me ver.” O moreno o encarou surpreso.
B- “O que?”
K- “Não se preocupe coroa baixinho bonitão eu causo esse efeito nas pessoas mesmo” disse o castanho convencido.
B- “Será que você pode parar com isso?” Kurt o olhou inexpressível “Com isso me chamar de coroa baixinho bonitão e falar essas coisas isso é ridículo”
K- “É apenas a verdade, será que podemos ir por favor?” Blaine revirou os olhos e ligou o carro fazendo o caminho para a oficina.
B- “Aliais eu não sou um coroa” disse após algum tempo.
K- “Não é o que sua barba diz, serio você tem quantos anos? Uns 48?” Blaine o olhou irritado e um pouco chateado pelo garoto falar que ele era mais velho.
B- “Não eu tenho 32” dessa vez Kurt estava surpreso.
K- “Wow Serio? Cara você precisa de uma makeover rápido.”
B- “Eu só estou passando por um momento difícil e ...”
K- “tipo o que?” interrompeu Kurt.
B- “Tipo não é da sua conta e não vou me abrir para um adolescente de 16 anos”
K-“Tenho 17 para sua informação”
O silencio se estabeleceu novamente e ao chegarem na mecânica foram informados que a moto só ficaria pronta no dia seguinte, ou seja, Blaine teria que ser o motorista do adolescente por mais um momento. Kurt gostou da ideia, não pelo fato de ter um motorista mas por poder passar um tempo a mais com o publicitário, claro que estava obvio que ele havia sentido uma atração e o mais velho parecia ser muito devagar para perceber.O mais novo foi dando as coordenadas do local onde deveria ir e perguntou-se o moreno gostasse de café, chegaram a um local chamado Lima Beans e antes que Blaine pudesse protestar Kurt já havia informado.
K- “Eu trabalho aqui pelo resto do período, vem vou te pagar um café... minha forma de agradecer pelo que está fazendo por mim” Blaine olhou confuso para os olhos azuis a sua frente.
B- “Não precisa agradecer, quer dizer eu estou fazendo o que é certo afinal atropelei você.”
K-“Sim eu sei, mas duvido que outra pessoa faria metade do que está fazendo, e aliais quando as pessoas te oferecem um café de graça você apenas tem que aceitar.” Disse o castanho descendo do carro e seguindo para o estabelecimento. Blaine sorriu internamente e ainda sim desconfortável com a situação, mas como Kurt mesmo disse: “quando te oferecem um café de graça você apenas tem que aceitar” e como bom amante de cafeína Blaine iria aceitar.
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