Xontrix - O Primeiro Mundo
1 Prólogo
Notas iniciais
Há aproximadamente 600 milhões de anos-luz da Terra num planeta chamado Lecoe na Galáxia Ametis...
Estava tudo destruído, tudo acabado, foram pegos desprevenidos, os destructors tinham chegado e o planeta Lecoe ainda não estava pronto para o contra-ataque. Habitantes escondiam-se dentro de suas moradias, os mais pobres, chamados lecóinos do solo, tinham mais tempo para esconder-se, pois suas habitações ficavam no solo, o exército não estava dando conta dos monstruosos e suas armas violentas que em um só tiro transformavam um nac – uma espécie de veículo aéreo usado no dia-a-dia e os personalizados em combates – em pó. E já estavam chegando ao solo onde ficava a estação do governo, pois os lecóinos sabiam que era o lugar mais seguro e lhes daria mais tempo caso os destructors chegassem antes de eles estarem preparados, como agora. Uma nave iria lançar-se no espaço com uma equipe especializada para uma missão e ali perto havia algumas famílias que se tivessem sorte poderiam esconder-se em campos subterrâneos que o governo construíra.
— Mãe, é o papai ali — Falava o jovem lecóino desesperado— Sim, é ele, e aquele destructor está atrás dele. Escondidos embaixo de uma mesa, olhando por um grande buraco na parede feito pelos destructors. A mãe chorava abraçada ao filho, pois, sabia que o fim era certo e que o filho sofreria com a morte eminente do pai, que voltava do trabalho e foi atacado na frente da casa.
— Não olhe — falava a mãe, tapando os olhos do filho. Mas o mesmo não obedeceu, vendo aquilo, correu para tentar salvar o pai, logo, um dos destructors percebeu que alguém se aproximava e atirou, a mãe jogou-se na frente do filho e virou pó no mesmo instante, assim como o pai. O garoto correu para dentro, arrumou as coisas o mais rápido que pôde, pois, os destructors estavam lá fora, não o viram, por isso ainda estava vivo. Sabia que ali perto havia um campo onde estaria protegido. Depois de passar por dois destructors e conseguir mata-los com uma arma que encontrou perto de casa, que provavelmente era de um dos monstros que haviam sido mortos ali, o jovem lecóino conseguiu chegar à estação e teve que ir para uma fila onde os lecóinos seriam direcionados para os campos subterrâneos.
— Engraçado — dizia um garoto que aparentava ter oitocentas pantzés, de costas.
— O que é engraçado? Lecóinos morrendo? — perguntava impaciente.
— Não— virava-se —, nós, os pobres lecóinos do solo, sendo salvos e os lecóinos cidadãos lá em cima, acho que é uma espécie de vingança do destino por tudo que passamos.
— Merecendo ou não, morrer não é engraçado.
— Não concordo, é engraçado e interessante, a propósito — tocou-lhe o rosto —, prazer, Lare!
— Eu sou Dolwin — falou, mas não respondendo ao sinal de comprimento, não tocou no rosto de Lare também.
— Tudo bem, sabe Dolwin, se eu fosse você dava um jeito de entrar naquela nave que vai atrás de Xontrix e da destruição dos destructors — Lare riu com o que disse.
— Do que você está falando? — perguntava Dolwin incrédulo — Você não está se referindo a aquela ridícula lenda de que existe um planeta superdesenvolvido longe daqui e que pode deter os destructors, não é? Aquilo é só uma história inventada, desculpe, não queria destruir seus sonhos infantis, mas a verdade é essa.
— Você deveria acreditar. Acredite!
— Por quê?
—Porque é verdade, e vejo que você perdeu pessoas que gostava, vejo isso em seu pensamento, não deveria deixa-lo tão exposto assim, sabe que nós, lecóinos do solo, sabemos ler mentes fracas.
— Claro que sei— Dolwin desviou a face e os olhos de Lare para que não pudesse mais ler seu pensamento—, eu também sou daqui. Lare virou-se, pois estava chegando a sua vez de receber o chip para que entrasse no campo—Lare! —chamou Dolwin—Por que acha que isso é verdade?
—Não acho, é verdade, mas isso não está acontecendo por causa da invasão, já estava tudo planejado e tiveram que apressar a viagem por causa de hoje, você não vê os noticiários? Uma nave vai “explorar o espaço”, e não vai à toa, gastar combustível com um passeio no espaço como eles fazem parecer para a população, além do mais li a mente de um dos comandantes de tropas enquanto perguntei alguma coisa sem importância e depois ouvi uma conversa de dois soldados dizendo que a “Equipe Am’s”, a que vai controlar a nave, já havia chegado. Mas se não quiser acreditar em meus sonhos infantis tudo bem.
—Então se for verdade, não quer... Vir comigo?
Lare riu.
— Gostaria de ficar por aqui e rir quando os destructors invadirem esse campo.
— Por que acha que vão? — Dolwin estava impressionado como um garotinho sabia tanta coisa, pois ele também percebeu que aquele lugar não era seguro.
— Porque sim, e você sabe que sim, não precisa ser um garoto superdotado para saber que os inimigos tem potencial para invadir todo esse campo e matar a todos nós com um só arroto. Aqueles monstros nojentos, ninguém conseguiu se livrar deles, só Xontrix, mas... — Lare riu novamente— a quem os governantes pensam que estão enganando?
—Talvez— falou Dolwin— Você é bem esperto, para um garoto tão novo. — puxaram Lare para colocar o chip.
“Vá, você consegue! Vá por aqueles que você gostou, vá por nós que morreremos ainda hoje...” — Era o que dizia a mente de Lare, que a deixou fraca para que Dolwin pudesse ler, saiu da fila e foi atrás do local onde a nave estava. Vingar a morte de seus pais era o que ele mais queria, e agora tinha criado empatia por Lare que também morreria.
Chegou a um corredor, e seguiu um soldado e se escondeu atrás de um armário, avistou a nave, estava em outro campo, mas esse tinha uma abertura para a saída da nave e lá estavam os pilotos da nave e o governador de Lecoe.
— Pilotos, eu espero que a missão seja bem sucedida, estaremos esperando aqui, a resposta, caso encontrem Xontrix — Então Dolwin percebeu que o que Lare dizia era verdade, a nave estava à procura de Xontrix, a lenda—, vocês são a nossa última esperança, honrem seus planetas, sua galáxia Ametis. Nós sentimos muito que os outros planetas tenham sido exterminados sem que pudéssemos intervir... — Dolwin percebeu que cada integrante da equipe usava uma roupa diferente, cada um era de um planeta diferente da galáxia Ametis, pois em cada planeta um tipo de roupa apenas podia ser usado por todos, os mais pobres usavam uma versão econômica da roupa doada pelo governo, mas havia apenas dois e um era um robô, faltava o lecóino que veio correndo com o macacão na cor verde e pôs-se em posição ao lado dos outros.
— Desculpe o atraso, governador, estava me despedindo de meus pais lá no campo — Não podia ser possível, o piloto de Lecoe era Lare, um garoto de oitocentas pantzés, o mais novo de todos.
O governador ignora-o e prossegue com o discurso.
— Como eu estava dizendo...
A única mulher da equipe interrompe.
— Sr.Wollohans devemos ir agora!— colocava o capacete e os outros a seguiram, logo Dolwin percebeu que ela era a comandante. Percebeu também que eram todos jovens, o mais velho deveria ser duzentas pantzés mais velho que ele. O governador tocou a cada um o rosto e eles entraram na nave. Dolwin, foi para trás de uma caixa e percebeu que a mesma iria ser colocada dentro da nave, entrou e, ela continha alguma coisa que ele não identificara, pois, estava muito apertado lá dentro então, aconteceu o que ele havia pensado, ele estava dentro da nave a poucos minutos da decolagem.
— Mandou bem Ambby, estava cansado de ouvir o governador... — alguém falava e pausou a fala—, espera! O que tem nessa caixa? Sinto cheiro de lecóino do solo. Chutava a caixa em que Dolwin estava dentro.
— Sou eu, não seja idiota, Melben vocês onionesters têm um péssimo olfato — uma voz familiar respondia, era Lare—a propósito, a caixa é minha e não tem nada de importante. Dolwin por um momento pensou que Lare sabia que ele estava na caixa.
— Não seja idiota, você, eu sei que você é lecóino cidadão e um grande mentiroso também, seus pais morreram faz um bom tempo. Vai dizer que você foi ver seus pais lecos do solo e ficou com esse cheiro, o que você tava fazendo naquele campo?— chutou a caixa de novo e sentiu alguma coisa — Eu vou abrir! Dolwin estava prestes a ser descoberto, mas o que mais o intrigava era o fato de Lare ter mentido e o enganado quanto a morrer com aqueles lecóinos, sobre ser lecóino cidadão, estava com raiva, pois esse era o motivo pelo qual Lare acharia engraçada a morte de todos lá no campo, não ser um deles.
— Abre a caixa, também quero saber o que tem nela — falava a garota, seria ela a Ambby que alguém havia citado. Alguns barulhos e, a caixa estava aberta, todos estavam olhando para Dolwin estáticos, menos Lare, que ria.
— Você veio mesmo, acreditou no garotinho de novecentas e dez pantzés, ao contrário do que você pensa, não tenho oitocentas — dizia Lare sorrindo e os outros sem entender.
— O que está acontecendo aqui, alguém me explica? — fala Ambby que de perto era muito atraente, apesar do jeito mandão que aparentava ter— Quem é você?
— Ele é um amigo meu, Dolwin, ele é um bom atirador, e como todos nós quer acabar com os destructors — falava Lare.
— Como você sabe que eu sou um bom atirador? Como consegue ler pensamentos se é um lecóino cidadão? — perguntava Dolwin também sem entender.
— Eu te vi atirando naqueles monstros, você é bom, precisamos de alguém assim, porque quando voltarmos, não terá ninguém assim aqui— fez cara de pensativo— não li seu pensamento, eu só deduzi, quando estávamos chegando te vi atirando e, minha idade, todos pensam que tenho oitocentas pantzés.
— Já fofocou pro leco que nós somos os únicos sobreviventes de Ametis? Lecos são assim mesmo, fofoqueiros, imagina quantos lecos devem ter tentado entrar na nave... — Melben fala, quando é interrompido por Ambby.
— Tarde demais para pensar em jogar alguém da nave, segurem-se. Vesset, tudo pronto? — falava com o pequeno robô. Então, segurem-se, vamos decolar—sentou-se na poltrona do piloto-principal e virou-se para Dolwin— Estamos aqui para uma missão em prol de todos da galáxia Ametis, se quer nos ajudar fique quieto porque sabemos o que fazer. Todos aqui perdemos os nossos pais ou amigos, seremos os únicos sobreviventes de toda a galáxia. Não quero choro. Certo, Dolwen?
— Dolwin, meu nome é Dolwin e eu não vou chorar, se é o que está pensando, também não vou atrapalhar, só quero saber para onde estamos indo... —Ambby disse alguma coisa a Melben, Dolwin mal se levantou da caixa e, recebeu um murro de Melben e desmaiou. A viagem tinha começado.
Notas finais
e aguardem, logo colocarei a capa ;]
até o primeiro capítulo o/
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