Xeque-Mate

1 Fabrício - Quando as vacas voam


Notas iniciais
Olaaaa leitoreees, tudo bem? Bom, estou aqui com mais uma Fanfic para voces, desta vez de Percy Jackson! Mas oras, nao uma simples fic sksksksk e uma fic em parceria com o nosso querido evento do universo do tio Rick, o ESBH! O evento e um evento online, e presencial de BH-MG, mas por causa da pandemia, as atividades presenciais ainda nao voltaram. Significa: Encontro de Semideuses em BH (pelo menos eu acho sksksksksk), e eu em conjunto com o meu chale (chale 7 - Apollo), resolvemos fazer uma fanfic baseada em cada semideus daquela familia maravilhosa! A fanfic e escrita por 3 autoras, eu, Braguinha e Sanny! Hoje vcs terao o grande prazer de presenciar um pouquinho da escrita maravilhosa desse trio! Espero que gostem!

Muita gente diz que quando estamos morrendo, vemos nossa vida inteira passar diante de nossos olhos, todos os momentos importantes e que nos marcaram de alguma forma, sejam eles tristes ou felizes.

Eu consigo pensar em algum deles, a maioria bons, como no dia em que cheguei ao acampamento, o dia em que consegui derrotar o Michael pela primeira vez em um combate, como me senti na primeira vez que beijei a Bela.

Mas agora, enquanto eu sentia a água gelada consumir todo o meu corpo, tendo o último vislumbre de meus irmãos caídos e ensanguentados ás margens do rio, sendo atacados por incontáveis monstros, eu soube que isso era uma mentira, e a última coisa que eu iria ver e ouvir seriam os gritos de mais dos meus irmãos sendo mortos.

Mas então eu acordei.

Pulei da cama ofegante, caindo de cara no chão e com o lençol enrolado nas minhas pernas, ouvi passos rápidos ao meu redor, encontrando meus irmãos e irmãs parados em posição de alerta, mas que foram logo relaxando e deixando sorrisos e risadas tomarem conta do chalé.

Respirei fundo, me levantando um pouco envergonhado, sabia que meus irmãos não iam esquecer isso por um tempo.

— Teve um pesadelo Fafá? — Alguém falava rindo ao fundo.

— Aposto que dos piores, você não parava de choramingar — Outra pessoa falou.

A que ótimo, mais munição.

Mas então avistei alguém de longos cachos loiros e reluzentes, quase como se emanasse uma luz própria, e respirei aliviado imediatamente, ali estava Will Solace, o conselheiro de Apolo e meu salvador.

— Tá bom pessoal, deem espaço pra ele e vão acordando, temos muito o que fazer — O mais velho ordenava com um tom amigável e ao mesmo tempo autoritário.

Todos tomaram cada um seu rumo, mas sem deixar de soltar alguma brincadeira sobre os meus barulhos noturnos. Sorri para o Will, que apenas cruzou os braços com um sorriso no rosto, fazendo um sinal com a cabeça para que eu também fosse tomar um banho, algo que ele nem precisou repetir duas vezes.

E quando me direcionei para a porta, arrastando um pouco ainda do lençol preso a meus pés, o braço de Will impediu minha passagem, olhei para ele confuso e descabelado.

— Quando terminar, me encontre na casa grande, preciso de um favor.

Eu apenas assenti, com certeza fazendo uma careta engraçada pelo riso que meu irmão soltou e voltei a andar.

O acampamento meio sangue, para os íntimos CHB, e para mim, casa, estava localizado nos Estados Unidos, mais especificamente em algum lugar nas colinas de Long Island, onde temos belíssimos campos de morango, lagos de água cristalina e uma floresta agradável e bem cuidado, há e claro crianças portando armas, soa como casa.

Somos um refúgio para todos aqueles chamados semideuses, proles de humanos com deuses, que são caçados incansavelmente por monstros e treinam como soldados a partir do momento que conseguem segurar uma faca (um pouco problemático, eu sei, mas fazer o que). O lugar é comandado por Dionísio, o deus do vinho e péssimo de memória, e o seu fiel amigo e treinador de grandes heróis o centauro Quíron, que vigiam a todos nós na Casa grande, que tá mais pra uma casa normal de dois andares.

E que é onde eu estou, sentado na sala de reuniões que cheirava a salgadinho de queijo e café, olhando incrédulo para as pessoas a minha frente.

— Uma guerra? — Foi a única coisa que consegui dizer.

Will suspirou pesado, perdendo toda a postura calma de antes.

— Sim, achamos que tem algo acontecendo no olimpo, não falamos para ninguém, mas já fazem semanas que os deuses estão em silêncio, ao mesmo tempo que coisas estranhas estão acontecendo ao redor do mundo.

— E com coisas estranhas você quer dizer...

Quíron tomou a palavra.

— A tensão entre a Coréia do Sul e Norte está a ponto de estourar, revoltas civis no Chile e em Hong Kong, além de que os últimos semideuses enviados em missões não respondem ou dão sinais de vida.

Engoli em seco.

— E por que eu estou aqui? — Olhei envolta — Só eu estou aqui.

— Por que eu preciso que você seja o novo conselheiro do chalé de apolo — Will falou sem rodeios.

E eu ri como se ele contasse uma piada, parando imediatamente ao ver uma seriedade incomum em seus olhos.

— O que? Eu? Por quê? Você ainda está aqui.

— Não estarei por muito mais tempo, vou sair em uma missão, a mesma missão dos que não voltaram, e preciso que você tome conta de tudo até eu voltar.

— O quê? Mas eu... — As palavras fugiram da minha boca.

— Fabíolo apenas aceite logo, quanto mais tempo perdermos, mais perto do fim do mundo — O Sr. D disse impaciente como sempre.

— Fabrício.

— Que seja — Acenou sem olhar para mim, abrindo uma garrafa de diet coke irritado — Will é o melhor campista médico que temos, se as coisas estiverem graves como achamos que pode estar, ele deve ir ajudar seus irmãos e amigos, ou esqueceu que alguns dos campistas sumidos são seus irmãos também?

— Não, claro que não — Respondi olhando para as costas da camisa florida do deus, para em seguida olhar para os olhos azuis do Solace — Tudo bem, mas você tem que prometer que vai trazer todos de volta logo — Meu olhar era sério, enquanto eu interiorizava as dúvidas que haviam se formado.

Eu tinha certeza que ele iria voltar com todos, eu acreditava de verdade nisso. E eu não poderia estar mais errado.

— Então quer dizer que é o nosso novo conselheiro Fafá? — Uma garota de óculos e voz infantil e terna falava enquanto partia um boneco de treino ao meio com um chute ­— Incrível!

— É, incrível...

— O que foi, não está animado? — Um garoto portando uma espada, a rodava como se fosse um pino de boliche, brincando.

— Estou Paulo, mas a situação não é a ideal.

— E você já viu alguma situação ideal para semideuses?

Dei de ombros.

— Touché.

— Mas então, eles te chamaram na Casa grande só pra te darem o cargo? – Lais ajeitava os óculos enquanto enxugava o suor do rosto.

— Não exatamente, mas não posso falar o resto, desculpem.

— 5 minutos no poder e já subiu a cabeça, você mudou Fabrício — Paulo falava com falsa indignação e sorriso travesso no rosto enquanto brincava com a lâmina.

Não consegui evitar de sorrir com a brincadeira.

— Mudei mesmo, fiquei melhor que você com as espadas.

— Olha eu duvido muito.

Paulo se posicionou, colocando a lâmina na frente do corpo, sorrindo presunçoso.

— Pode vir chefinho.

E quando corri para desferir o primeiro ataque, o acampamento inteiro tremeu sob meus pés, tudo ficou quieto e então uma explosão atingiu a barreira protetora e uma fumaça escura subiu.

— Mas o que...

Mas antes que eu continuasse, outra explosão cresceu, dessa vez as labaredas subiram o suficiente para que pudessem ser vista de qualquer lugar do acampamento, consegui escutar ao longe coisas sendo quebradas e escombros caindo, os gritos de ataque dos campistas vinham de várias partes, todos parecendo se juntar em único ponto.

E então, quando um Minotauro voou em nossa direção, foi que eu descobri tarde demais...

Que a barreira havia sido quebrada.

Notas finais
Gostaram? Amaram? Dei gatilho? Espero que tenham gostado ♥