XadreZ

10 Capítulo 9


Notas iniciais
O que estão achando?

O primeiro dia começou as 6:30 da manhã. Os treinadores montaram um regime de treinos especialmente para nós focado em nossa situação e curto espaço de tempo. A primeiro meia hora começou com uma série de exercícios pesados, coordenados por Martin, depois de um alongamento igualmente pesado. Pensei que talvez não aguentássemos por que nosso ritmo sempre fora mais leve mas todos estavam firmes e focados em nosso objetivo, até Thomas, pela primeira vez, não reclamou. Apenas estranhei Erick, meu irmão que normalmente é mais ativo estava bem mais quieto. Alguma coisa o incomodava.

Depois dos treinos físicos fomos para o jogos de desenvolvimento do raciocínio coordenados pelo Charlie. Jogávamos um contra o outro jogos desenvolvidos para estimular o raciocínio lógico e aumentar nossa capacidade de estratégia em um jogo. Depois fizemos uma pausa para o almoço e continuamos com os treinos pesados até que depois de um tempo Thomas não aguentou, ele caiu cansado e Erick correu a frente de todos para ajuda-lo isto por que ele já havia pedido para parar antes e não foi permitido.

— O QUE ESTÁ FAZENDO?! – Erick grita.

— Estou fazendo o que me pediram! Isto é um treino de verdade.

— NÃO PEDIMOS POR ISSO. NÃO PODE FORÇA-LOS ASSIM! NUNCA TREINARAM NESSE RITMO ANTES!

— POIS AGORA TREINARÃO. CONHECER SEU LIMITE É O PRIMEIRO PASSO PARA SUPERA-LO! – Agora ele também gritava.

— ULTRAPASSA-LO NÃO!

— O que está acontecendo? Martin? – Charlie apareceu com a gritaria. Eu corri para ajudar Erick a levantar Thomas nesse momento.

— Ele está nos forçando até o limite. Eu sei o que estão fazendo por nós e agradeço muito, mas não pode ser assim, eles nunca treinaram nesse ritmo, não pode começar assim logo de cara!

— Martin, talvez você tenha exagerado um pouco. Vá com mais acalma. – Ele falava calmamente em oposição a Erick que estava mais agressivo.

— Você só tem isso a dizer?! Não vai fazer nada? Ele quase desmaiou e é tudo o que tem a dizer?

— Erick calma... – tento acalma-lo.

— Desculpe, mas o que quer que eu faça?

— Não sei. Não sei se devia esperar mesmo algo de você já que o melhor pra você é virar as costas para tudo mesmo e sumir, como fez no passado.

— O que está dizendo? – Charlie parece confuso e eu também. Erick vai chegando mais perto dele.

— Eu era muito pequeno, mas me lembro de você, me lembro claramente do seu rosto naquela casa em que fomo deixados. Você nos abandonou quando éramos pequenos, foi embora sem dizer nada.

— Do que está... – Ele estava perplexo.

— O que? – Eu também estava confuso. – Erick respira fundo e se vira saindo de quadra.

— Olhe bem Ian, esse é o nosso pai.

Notas finais
Desculpem a parada que dei na história. Sabem como é. Férias.....