X-vision

1 Capítulo 1: Destino


Após Wanda, a feiticeira escarlate, retrucar muito na realidade alterada por ela, esta por fim diz 3 ultimas palavras que novamente causa grandes desastres: Chega de mutantes!. Um clarão veio de novo e, quando, voltaram ao normal, 90% dos mutantes ao redor do mundo haviam perdido os seus poderes.

A este momento, os sobreviventes deram o nome de Dia-M, desse modo os eventos relacionados à sobrevivência dos mutantes e os que perderam seus poderes estão ligados a Dizimação.

~Capitulo 1: Destino

Era um dia escuro, senti o ar gelado da cidade de Los Angeles em puro inverno, lembro ainda que existia algumas áreas que estavam cobertas de gelo e algumas pessoas ao meu redor, uma delas chorava muito, em algum momento olhei minha mão e vi que tinha sangue nela, acho que eu estava em posição horizontal no chão, os rostos que vi gravei bem, afinal uma cena daquelas eu não quero revê.

Meu nome é Kristina Klare, 15 anos, olhos castanhos claros, pele clara, cabelo vermelho, e aparentemente, eu sou uma mutante com o poder da clarividência, ver o futuro, entenda como quiser, eu não pude ter o direito de nascer normal como eu queria, entretanto quero ter o direito de não morrer como tinha visto nesse sonho, por isso vivo de forma a evitá-lo. Porém nem sempre temos o que queremos, é sério quando eu quero ter uma visão da prova que terei no dia seguinte eu não tenho.

Tive um sonho, foi a primeira vez que sonhei com a escola, nele, apareceu um menino na sala onde estudo, este menino tinha o rosto de uma das pessoas que me circulava enquanto estava caída num sonho que tive sobre minha suposta morte. Bem a julgar pelo que vivi até hoje, serei prudente o suficiente para ter uma séria conversa com meus pais durante o café da manhã sobre minha ida a escola:

- mas mãaae, eu não posso ir a escola hoje, eu tenho uma prova hoje e não estudei para ela, se eu perder essa prova eu repito o ano.

-Krist, se lembra da conversa que tivemos, não importa como estamos, mas quando surge um problema, nós devemos encará-los de frente, afinal, algum dia esses problemas chegarão a você.

E com esse breve diálogo eu não consegui deixar de ir a escola.

Confesso que eu não tinha prova alguma, mas enfrentar os meus problemas é muito mais difícil, preferia a prova. Assim, enquanto o relógio bateu para a primeira aula, o professor John, apresentou o novo aluno. Seu nome era Kinky Wasford, 16 anos, e vê-lo na minha frente levantou um frio enorme pela minha espinha, era como se eu sentisse que algo grande, muito grande, estava se aproximando.

No dia seguinte, encarar a escola com o novato poderia ser uma coisa até fácil, quer dizer eu previ o futuro nos sonhos algumas vezes , não quer dizer que eu irei acertar sempre, e eu poderia não estar morta de verdade no sonho, sem falar da grande redução de mutantes que ocorreu ao redor do mundo. Eu poderia ter meu futuro alterado e não conseguido ver ainda. Entretanto, na minha nova ida ao colégio, eu previ uma coisa, era uma coisa muito diferente do que já me aconteceu, antes era como se fossem sonhos que se tornaram realidade, agora foi algo como a realidade que se tornou o sonho.

“Estava saindo de casa, senti linhas atravessando o meu corpo, em um beco escuro estava eu, o estudante transferido e mais alguém, um grupo armado estava em minha frente, eles nos ameaçavam, e por fim quem estava caída no chão agora não era eu e sim minha mãe.”

Estes vãos de pensamentos perturbavam minha mente, afinal o que eu fiz para ser ameaçada por pessoas do exercito, o que isso tudo tem haver comigo, e por que minha mãe? Estes pensamentos me torturavam até o momento que o aluno transferido resolveu falar comigo:

-eu gostaria de saber por que você me evita tanto?

Tudo bem que eu disse que poderia ser uma coisa fácil, por isso botei “poderia” na frase, não quer dizer que realmente vá.

-bem, não é que eu te evite, é simplesmente que não quero chegar perto de você.

-dá no mesmo – o pior é que ele tem razão.

-sei lá, é só que eu não gostei de você, é aquilo de empatia.

-seiiiiii – antes de ele terminar algo que pretendia dizer, algumas garotas apareceram na sala, ele até que é bonito, as é simplesmente bonito, gosto dele não, e nem fiquei com ciúmes dele ter ido embora sem terminar o que tinha a dizer, porém se tinha algo a dizer era melhor contar.

Durante a aula, algo incrível aconteceu, era como se eu me dividisse em duas, pude ver dois futuros diferentes, em um deles senti uma bala me atravessar e noutro conversei com um esqueleto, a qual se denominava morte.

Ela me dizia que meu fim estava próximo, e que não importa o caminho que eu iria trilhar, o meu destino já estava traçado, a única escolha era eu fazer isso de uma forma que trouxesse vantagem para alguém, ou simplesmente nada a ninguém.

Quando estava voltando da escola resolvi seguir o conselho de minha mãe, e fui encarar o problema que me amedrontava de frente. Resolvi ir para o beco que tinha visto, ele ficava na 108 W. 2nd St., tinha leves pichações, porém ninguém me esperava no local, por um breve momento meu coração ficou aliviado. Novamente, como havia falado, “breve momento”, pois quando me virei, fui surpreendida por Kinky Wasford.

-o que você faz aqui – havia perguntado o novato.

-aparentemente vi para cá, pois resolvi ser seguida por você, só para lhe falar uma coisa, não te interessa.

Após minha frase ouvi um barulho mais ao fundo do beco, e mesmo relutante, resolvi seguir adiante, cuja atitude foi seguida pelo meu colega de sala.

Chegando ao responsável pelo barulho me deparo com a visão que tive.

Tinha quatro pessoas a minha frente em pé, pareciam soldados da guarda especializada antimutante, que recentemente havia aparecido neste lado da cidade, e um rapaz caído no chão. Rapidamente a atenção dos soldados armados se volta para nossas pessoas, e um deles fala algo:

-eles chegaram exatamente como estava descrito.

-sim exatamente no mesmo horário – falou outro soldado.

Apontando a arma para nós, tive outra visão, eu vi rapidamente dois destinos: morrer com um tiro na cabeça nesse momento, ou se utilizar do corpo do estudante novato para ser salvo, ainda não sabendo como. Desse modo escolhi fazer a segunda alternativa, o puxei a minha frente e dei-lhe um beijo, porém lhe disse algo antes:

-Não me deixe morrer.

Desse modo, senti varias balas passarem por mim como se fossem linhas, porém não sentia dor alguma, entretanto os guardas não paravam de atirar, e de subido ele me empurrou do corpo dele, quebrando assim nossa defesa. Assim o poder foi quebrado e fez nós dois voltarmos à forma original.

-seu idiota! — Foi à única coisa que consegui falar antes dele ser atingido por uma bala que ultrapassou o seu estomago.

Enquanto ele estava caído n chão senti as gargalhadas dos soldados, e logo depois ouvi outro disparo, que eu tinha certeza que foi para minha direção, porém o tiro não veio de encontro ao meu corpo, pois a pessoa que levou o tiro para mim, foi minha mãe.

Parando para pensar, talvez ela sempre soubesse que eu fosse uma mutante, porém preferia que ela nunca ficasse sabendo, afinal ser estranho sempre é doloroso, não só para nós, e principalmente a família é a mais afetada.

-mãaaaae!!!

Enquanto minha mãe estava em pé na minha frente, sangrando, e com um olhar bem bravo, ela dizia:

- vocês não encostarão um dedo nela, afinal ela é minha filha. Kristina eu já vi esse futuro em meus sonhos, e você só vai precisar agüentar um pouco, logo a ajuda chega.

-que ajuda mãe, sai daí.

-segundo o quartel, parece que a mãe também tinha poderes, mas não tem mais nada, pode eliminar. – havia falado um soldado que estava mais afundo, o qual tinha uma roupa levemente diferente dos demais.

E assim, como havia previsto, minha mãe levou um tiro a queima roupa, e caiu no chão. A imagem estava exatamente do jeito que eu vi e isso me fez pensar em algo. Se meu destino é morrer, e eu evito isso, então outra pessoa deve morrer no meu lugar para manter o equilíbrio ?

Sobrando somente nós três vivos, eu, o garoto novato e aquele menino acuado no fundo, fazer algo com agente é muito fácil agora. Eu já vi alguns mutantes na televisão, e vi que tinham alguns com poderes muito bons, como um tal de caolho, ou é ciclope, que consegue disparar raios dos olhos, talvez um poder desses seja o melhor para mim agora.

-agora você garota, já a analisamos, e tu não tem nada que possa nos deter agora com sua mutação, vai vir com agente, ou irar dificultar?

Eu não sabia o que fazer, não tive nenhuma visão neste momento para me mostrar o que fazer, a pressão era muito forte sobre mim, até que num dado momento, apareceu uma mulher, ela era loira, parecia com uma alemã, sua voz era tênue e não demonstrava fraqueza, e acompanhada de alguns gestos com as mãos, ela falou:

-“A grande feiticeira do caminho tortuoso lhe falas, homens que bradam as armas para com estas pobres crianças, sejam expurgados deste lugar!”

E assim, todos os soldados que estavam ali sumiram num piscar de olhos, ainda assustada e abalada eu fui de encontro ao corpo da minha mãe. Não consegui compreender se o que aquela loira me falava, mas aceitei as palavras dela com certa facilidade:

-sua mãe já se encontra morta, não ha mais o que fazer, foi exatamente como ela previu, a morte dela serviria para a proteção da sua filha. Devemos agora nos preocupar com os sobreviventes.

-mas eu devo deixar minha mãe aqui no chão?

-acredito que você andar com este corpo na rua irar chamar muita atenção, e pelo limite que estão meus poderes eu não devo ter conseguido mandar aqueles soldados para muito longe.

Ainda sentia a respiração do Kinky Wasford, para mim isso era um bom sinal, porem eu sabia a coisa certa a se fazer, e iso incluía deixar a minha mãe lá. Não que eu seja desnaturada mas o que posso fazer, sabe o fato de eu e minha mãe não ter dado um enterro digno ao meu pai me ajudou e muito a tomar essa decisão, parece que de certa forma ela estava me preparando.

-certo o que vamos fazer agora? — eu perguntei.

-a que consegue ver o futuro aqui não sou eu — disse a loira.

-como você sabe?

-sua mãe, parece que ela já tinha previsto isso ha muito tempo, até o momento do nosso encontro, na verdade eu só me encontrei com você por causa dela, ela fez um pacto comigo, a qual envolve você.

- AI MEUDEUS MINHA MÃE VENDEU MINHA ALMA?

Soltando uma leve risada, e indo em direção ao garoto que estava caído no chão, cujo inicialmente estava sendo encurralado pelos soldados, ela disse:

-não é nada disso, é só que, uma coisa que sua mãe me disse, pois se eu ajudar você, eu conseguirei o que quero, não é bem um pato e sim interesses comuns.Qual seu nome garoto?

-Meu nome é Kris Lewis.- disse o menino meio cansado e com uma voz muito frágil.

-e o seu nome?-eu perguntei.

-o melhor nome para você me chamar agora é de Amanda Sefton.

-melhor? Você tem outro ?

Ela ficou calada, por um tempo e pareceu que estava, de certa forma cuidando do garoto. Eu fui ver como o Kinky estava, e para minha surpresa a bala causou um ferimento, porém o buraco da bala já estava se fechando. Um pouco assustada, eu resolvo mostrar a Amanda:

-se chama fator de cura, aparentemente ele possui um fator de cura elevado, porém já vi melhores.- tinha dito ela.-vamos temos que sair daqui.

-minha casa é perto daqui.

Deixando o corpo da minha mãe estirado no chão, eu segui com Amanda, a mulher para quem minha mãe confiou a minha vida. Ainda não aceito que meu futuro é morrer, se bem que todos irão morrer um dia, mas não irei morrer daquela maneira. Uma vez assisti um filme que dizia que a cada vez que olhamos o futuro, ele muda, e eu sinceramente espero por isso.

Notas finais
-A amanda entrou na historia, pois eu nunca a deram o tratamento adequado, e também por causa do seu esquecimento por parte da marvel.

-Algumas coisas estão colocadas comum ar de caiu de paraquedas, pois eu desejava que a historia tivesse aquele ar de que por mais que pareça sem querer era para acontecer, afinal estamos falando de pessoas que vêem o futuro
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.