X-men Renovation

1 Capítulo O1 : Renovação


Notas iniciais
Houve uma mudança no contexto da estória. Pelo fato de no princípio ter estado em primeira pessoa ! Efetuada em 20/02/2014 !

Cap. O1 : Renovação

Com a entrada da primavera, o sol se sobrepõe sobre os carvalhos do amanhecer latentes pelas flores aos arredores, a fragrância da nova estação trazia lembranças agradáveis as mentes sonhadoras, pois o tempo de trevas se dispersava junto com o temido inverno, que por ventura dava a sensação macabra de que a sorte não estaria a favor do mundo.

Junto com a estação, seguia a leve sensação de renovação das flores, árvores, o clima e de pessoas que consequentemente se tornavam mais esperançosas e desfrutavam de um grande bom humor , acompanhado de maçãs formadas em seus rostos.

Porém, como Yin e Yang , a primavera também tinha seus contras que mesmo escondidos da maioria, não deixavam de existir e de forma sorrateira traziam desesperos a alguns poucos rostos, que diante das circunstâncias não conseguiam perceber o quão lindo era o céu do lado de fora. Mas, não perdendo o espírito, a primavera era digna de seu nome... aliás, sempre representou bem o que era pré-destinada. Ser a estação do desabrochar. Concomitante a isso, os diplomatas da paz — queridos X-MEN — buscavam pela evolução eminente da humanidade, o próximo passo do desenvolvimento da sociedade, os mutantes.

Utilizando seus recursos, seguiam até a cidade de Los Angeles a procura de um mais novo despertado. Porém, era a única coisa da qual tinham informação, já que ele não desejava ser encontrado e tudo indicava que possuía o necessário para não ser. Aos céus encontrávamos Tempestade levando uma leve e breve neblina sobre a vizinhança, enquanto entre as avenidas dividiam-se dois grupos de busca , para Hollywood Hills : Múltiplos e Vampira, já em Bell Gardens a busca prosseguia com Ciclope e Jean Grey.

Múltiplos se estendia além dos limites e seus clones espalhavam-se e procuravam até mesmo nos lugares mais banais. Quando parecia estar se aproximando do alvo, ele simplesmente desaparecia, como mágica e as buscas eram retomadas. No mesmo instante, Jean tentava encontrar e se conectar telepaticamente até perceber a inconstância dos movimentos.

– A forma em que ele se move com toda certeza não é normal, até mesmo diria que possui habilidades de teleporte como as do Kurt. Mas me arrisco a dizer que há algo a mais em tudo isso. Ele utiliza os poderes de uma forma descuidada, parece ter medo, toda vez que alguém chega perto dele, ele simplesmente foge.

Ciclope:

– Talvez não sejamos os únicos que estão atrás dele. Creio que não será fácil nos aproximar ! Como está o contato telepático ?

Jean :

– Não importa quanto me esforce , não consigo estabelecer. Ele é extremamente forte e me expulsa antes mesmo de conseguir aproximar minha mente !

Ciclope:

– Então teremos que utilizar um método mais sutil ! Avise os outros para não baixarem a guarda. Podemos não estar sozinhos !

No momento em que Jean passara a mensagem, Vampira por um segundo conseguia ver o alvo, que em um surto desaparecia novamente.

– Bem, o que posso lhes afirmar e que a questão do medo é verídica. Ele acabou de aparecer na minha frente e sumir de forma repentina.

Logo, Múltiplos surgia atrás de Vampira e dizia :

– Não acho que seja apenas medo, cheguei a vê-lo mais de uma vez no mesmo lugar..

Vampira :

– Isso significa que talvez ele não tenha o controle das habilidades e por esse motivo estava sendo tão descuidado !

Enquanto tentavam entender os motivos da fuga do alvo, ele abria um portal no centro da cidade. Aparentava estar exausto e confuso, ficará de joelhos forçando uma respiração. Até que de repente um círculo se formava a seu redor e a partir de uma nuvem de fumaça , um pequeno ciclone o fazia levitar, impedindo-o de se teleportar. Leve e delicada, Tempestade descia dos céus como uma folha , aproximando-se do garoto com um olhar sincero e demonstrando toda sua preocupação dizia-lhe:

– Não se preocupe, não estou aqui para feri-lo ! Ao contrário, estamos lhe procurando para que possamos lhe ajudar a passar por esse transtorno.

O garoto estava agitado e de longe percebia-se a sua falta de controle. Em um momento de fúria, expressava-se em um grito :

– Eu não quero e não preciso da ajuda de vocês ! Me deixem em paz ! — logo, tudo ao redor dele começava a ser drenado e uma grande quantidade de energia envolvia seu corpo e um segundo mais tarde, era liberada em forma de explosão. Tempestade que estava a seu lado, era arremessada a uma distância compreensível para o impacto que recebia, vidros ao redor eram quebrados pelas vibrações e a energia consumida retornava ao ambiente de uma forma bruta e violenta, desfigurando o que um dia foi.

Desnorteada, Tempestade apenas conseguia observar o garoto que caía no chão e repentinamente sentia a aproximação do cano da pistola e de uma forma singela, ouvia a frágil voz roca lhe dizendo :

– Qualquer movimento brusco que tente lhe custará caro, Ororo !

Reconhecendo a voz, em um rápido movimento se virava para o confronto de olhares inevitáveis entre inimigas. E acabava observando um sorriso maligno e sujo de Mística , demonstrando satisfação em uma vitória ainda não conquistada. Pelo menos não na concepção de Ororo. E como um raio de esperança , a rajada óptica de Ciclope acertava-a jogando contra a parede presente. Antes mesmo de voltar a si, com o estremecer do chão e com a força e velocidade de uma manada de rinocerontes, seguia Blob na direção de Scott e com o intuito de protegê-lo Jean criara um escudo telecinético que conseguiu ao menos conter o ataque. Agilmente Tempestade se erguia aos céus e convoca raios para fazer jus ao nome, enquanto o garoto se recompunha a fim de se teletransportar para fora da situação de embate.

No instante do teleporte voltara a se encontrar com Vampira, que preparada para a situação, utilizara seu toque absorvendo as habilidades, memórias, personalidade e conhecimento do garoto, que por fraqueza proporcionada pela energia drenada desmaiava sobre os braços da mesma.

– Desculpe querido. Essa não era minha intenção, mas agora que vejo pelo que passou, sei que será melhor que descanse. — logo o pegava no colo e o entregava a Múltiplos. — Cuide dele, irei até os outros ! — novamente a energia era drenada do ambiente e se reunia em volta de Vampira que abria um portal multidimensional e seguia em direção aos eminentes inimigos.

Chegando ao local, instantaneamente o equilíbrio do embate se estabelecia. Ao abrir o portal, várias borboletas forjadas de energia absorvida saiam a acompanhando e se dirigiam aonde eram ordenadas. Groxo que ficara escondido entre uma caçamba , ao observar as frágeis e doces criaturas, tentara capturar uma com sua língua, mas ao simples toque, ele se tornara imóvel. Sua essência era absorvida e a delicada criatura criada pela habilidade do garoto crescia e se tornava grande e majestosa, diria até mesmo sobrecarregada e após alguns bater de asas, ela explodia acima da criatura fragilizada que se tornou o assustado sapo. Ao observar a situação, Mística que enfrentava Ciclope em um combate corpo a corpo, usava de sua flexibilidade para dar um chute aos ventos e dispersar o adversário. A tomar distância, disparava uma de suas armas e acertara Scott com um dardo tranquilizante. De forma rápida, dava um sinal de retirada para Blob, que reuniu suas forças e deu um grande soco no escudo de Jean, que foi arremessada para longe, dando a oportunidade dele recolher Groxo e partir.

Ao afugentar os inimigos, os X-MEN se reestruturavam, Tempestade descia dos céus e socorria Ciclope que estava debilitado graças ao tranquilizante, enquanto Vampira socorria Jean que se encontrava caída. Porém, no momento em que Vampira tocara em Jean, uma conexão psíquica se formava entre elas e o garoto. E isso lhes fez ter visão pelos olhos do mesmo que estava em uma dimensão alternativa com Múltiplos como refém. Logo se assustaram e se erguiam para resgatar o companheiro sequestrado. Vampira :

– Tempestade ! Precisamos de que cuide de Scott sem nós ! Nossa batalha ainda não acabou ! — ao terminar, novamente abria um portal multidimensional em que ela, precedida por Jean Grey entrava em busca de Múltiplos e com o intuito de ajudar o pequeno garoto assustado.

Dentro da dimensão a qual se encontravam, tudo parecia diferente, Vampira mesmo tendo estado ali apenas uma vez conseguiu perceber isso. O local era inerte , sombrio e parecia até mesmo o que poderíamos chamar de canal dos espíritos, pois elas apenas seguiam um fluxo de caminho único. Jean :

– De alguma forma, consigo pressentir o garoto em todos os cantos deste lugar. Mas desde que chegamos, a presença tem sofrido uma grande alteração. Estava mais fraca e agora está mais forte..

Vampira :

– Mas essa não é a questão.. e sim o fato dela estar em todo local . Não é ? Consigo senti-lo também... o fato de ter absorvido suas habilidades, lembranças me dão uma maior percepção do que isso pode ser ! — fazia uma breve pausa e respirava fundo antes de prosseguir — Jean, precisamos salvá-lo ! Ele necessita disso, mais do que os outros que encontramos por esses tempos.

Jean :

– Não se preocupe, faremos isso ! — apontava a frente — Ele está logo ali, esteja preparada !

Ao se aproximarem, encontravam-no chorando e com grandes olheiras , plenamente visíveis. Quando percebera que Jean e Vampira estavam a sua frente, fechou a cara e disparou um olhar frio sobre elas.

– Pensei já ter dito que não queria a ajuda de vocês... não acho que seja tão difícil de se entender.

Vampira :

– Não queremos lhe ajudar por você querer ou não, mas sim porque precisa ! Os problemas que tem enfrentado com suas habilidades, não são algo que te impedem de ser normal ou fazer coisas normais como ir a escola.

Voltava a chorar como uma pequena criança e colocara as mãos sobre os ouvidos, logo uma grande quantidade de energia voltava a se reunir sobre ele.

– Eu quero ter controle ! Eu preciso ter controle ! Por favor, me ajudem ! — em desespero lágrimas escorriam pelo rosto do garoto descontroladamente e a energia que o envolvia ficara estável e logo começavam a se transformar em formas imperfeitas de Jean e Vampira.

Jean :

– Não se preocupe, é por isso que estou aqui ! — como um escudo, Vampira entrava na frente de Jean e com o avançar das criaturas , utilizava o poder que obteve do garoto para suprimi-las. Ao desaparecem, Jean tomava a frente e concentrando a energia de sua mente, conseguiu penetrar as defesas psíquicas e enfim, desfez a dimensão criada pelo garoto.

Retornando ao cenário anterior, Tempestade encontrava-se aguardando o retorno, enquanto Ciclope parecia estar descansando dentro do X-Jato.

– Vocês parecem arrasadas ! Creio que as coisas foram mais complexas do que o esperado... — dizia Tempestade, em um tom de sarcasmo.

– Complexo mesmo são as garotas terem que resgatar os príncipes! Só acho que deveria ser o contrário ... — disparava Vampira com toda sua ironia presa em sua gargalhada.

Após a descontração, o garoto começara a reagir e Jean o recepcionava com seu sorriso encantador.

– Olá novamente ! Se sente melhor agora ?

– Com toda certeza... me desculpem por todo o transtorno que lhes causei. Não era minha intenção ! — demonstrava angústia.

– Não se preocupe, já passamos por situações que nos deram mais trabalho. — dizia Vampira acenando.

– Bem, o mínimo que posso fazer no momento e agradecer e me apresentar. É um prazer conhecer vocês, meu nome é Brand Horison !

– Nós que agradecemos por poder lhe ajudar ! E é um prazer Brand ! Nós somos os X-MEN ! — encerrava Jean novamente lhe dando um sorriso acolhedor.

– CONTINUA -