Wyrda
4 Capítulo 3- Otho
Notas iniciais
uh-hu!
No exato lugar onde tinha tocado o dragão pela primeira vez, havia uma marca que Diogo reconheceu de gravuras e pinturas em pergaminhos que estudara na casa de Klaus durante sua vida. -O quê?! É uma... É a... –Diogo curvou-se diante do dragão- Oh, poderoso Skullblaka! Sinto me honrado por ter-me... – Diogo foi interrompido por um rugido agudo. O dragão olhava para ele com seus dentes à mostra. Não. Dragão escolher. -Sinto muito. Acho melhor eu te ensinar a falar! Acho melhor, seu você. -Ah, é. Meu nome é Diogo. Qual o seu? Meu na ser. -Não tem nome? Não tenho. -Vamos escolher. Onde estão seus pais? -Eu que te perguntei isso! Seu ninho. Onde? -Não sei ao certo. Estou perdido. Eu, você. Procurar. -Quer que nós procuremos juntos? Juntos. Você é meu cavaleiro. -Certo- concordou Diogo dando um sorriso de satisfação ao ouvir a primeira frase direita de seu dragão. É uma boa frase. Pensou. É. Boa frase, Diogo. -Ops! –Diogo havia se esquecido de que cavaleiros e dragões compartilhavam pensamentos e sentimentos. — Vamos procurar então. No caminho, eu te ensino a falar!Duas semanas depois, o garoto e seu dragão continuavam perdidos. Para a surpresa de Diogo, o animalzinho que antes mal alcançava seu joelho, já estava da altura da sua cintura, e já sabia falar, e também sabia sobre a história da Alagäesia- ou pelo menos o que o pequeno cavaleiro sabia. Mas ainda não tinha nome. Os dois já tinham parado de procurar a clareira de Diogo no quinto dia, e então, se instalaram um uma pequena cabana feita de palha e pedaços de madeira. Diogo se alimentava de frutas, e às vezes tentava cozinhar alguns coelhos ou peixes. O dragão no início capturava pequenos pássaros, e pouco tempo depois á tinha evoluído para coelhos, e depois para pequenos cervos. Porém com o tempo a comida foi ficando escassa. O dragão já era grande demais para sobrar alguma comida se Diogo compartilhasse com este. Neste ponto, o Dragão já estava do tamanho de um cavalo, e, conseqüentemente, Diogo teve que fazer uma “cabana” maior. Mas o dragão ainda não tinha nome. Diogo. Eu preciso de um nome. -Hã?! – Diogo ficou surpreso ao perceber que tinha esquecido isso- Puxa vida, desculpe amigo- eram assim que se chamavam, por isso nunca tinha pensado em botar um nome no dragão- Então está bem, vamos pensar. Que tal... Glaedr, o último dragão da era dos cavaleiros. Achei que Saphira e Thorn ainda existissem -Existem, mas são daquela época. E Shruikan? -Ele não conta. Certo. -Mas e aí? E aí o quê? -Glaedr? Não. -Que tipo de nome você quer? Não sei. Os cavaleiros escolhem os nomes. -E os dragões aprovam ou reprovam. Fale um nome na língua antiga. -Eu não sei muitas palavras na língua antiga. Mas fale as que você sabe. -Brisingr. Não. De preferência sem elementos da natureza. -Legal. Eu ia falar arduna, arget, stern... Eu sei. Por isso eu disse “sem elementos”. -Então... E agora? Quando você estava me ensinando a falar, também me falou da história da Alagäesia, dos anões e dos elfos. Nessa hora, você mencionou uma palavra. Não me lembro dela, só sei que não era na língua dos humanos. Era um bom nome. -Se não era na língua antiga, deve ser na língua dos anões. Orik? Não. -Horthgar? Não. -Que tal Ot... Isso! Essa que estáem sua mente. -Otho. Otho é o meu nome. Disse o dragão, agora chamado Otho, fazendo sair fumaça de suas narinas.
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