Wrong Love
3 Chapter 3
Notas iniciais
Eram cinco da manhã quando Caitlin começou a ouvir o som irritante do seu despertador. Maldito despertador. Sem realmente olhar, tateou a cabeceira da cama até encontrar o pequeno botão que desligava o aparelho.
Levantou, ainda de olhos fechados, e caminhou até o guarda-roupa. Webb havia passado mais de uma hora gritando na noite passada. Isso era um inferno para Caitlin, já sentia saudades de sua cama em Central City.
Estava entrando no banheiro quando seu celular começou a tocar. Voltou até o quarto.
– Alô? – sua voz ainda era rouca pelo sono.
– Cait... – era Barry, ela reconheceu. – Desculpa se te acordei. Só liguei para desejar uma boa viagem. – ele sussurrava, isso significava que todo mundo estava dormindo por lá.
– Obrigada Bar. – sua voz estava cheia de sinceridade. – Quer que eu faça alguma pergunta para o Doutor Wells? – a mulher já estava sentada na cama de novo, puxando uma caderneta e caneta de dentro da gaveta.
– Várias perguntas, na verdade. – Caitlin o conhecia bem suficiente para já saber disso. – Mas quero que você faça duas.
– Pode falar. – murmurou sorridente.
– Se realmente existe um projeto de construção de uma acelerador de partículas. – a mulher anotou rapidamente.
– Próxima... – esperou.
– Se existe alguma lei física que explica a ideia do gerador infinito de energia. – um sorriso estava nos lábios dele também. – Essa é do Cisco.
– Sabia. – admitiu. – Só essas duas?
– Humhum. – admitiu. – Não! – exclamou alto demais. – Pergunta se no natal o protótipo do gerador do zero absoluto já vai estar pronto. – voltou a sussurrar.
– Pode deixar, perguntarei tudo. – sua voz era gentil.
– Obrigado Cait. – podia-se ouvir o sorriso na voz de Barry.
– Por nada Barry.
– Nós vemos segunda então. – murmurou Barry. – E qualquer coisa, é só ligar.
– Pode deixar.
– Tchau.
Caitlin desligou o celular e encarou o visor por alguns segundos, isso a surpreendeu e melhorou seu ânimo, mesmo com sono, estava pronta para continuar o dia. Então lembrou que se não apressasse, iria se atrasar.
(...)
Oliver acordou cedo naquela manhã. Tinha prometido que iria ajudar Thea com a mudança para o dormitório, e, quando se tratava de sua irmã, ele sempre era pontual.
Para o seu azar, o banheiro estava ocupado, por esse motivo, decidiu ir comer alguma coisa primeiro, e ficou surpreso por já ter comida na mesa. Uma garrafa de café estava pronta, alguns pães assados, e um grande pote de manteiga de amendoim sobre a mesa. Havia um papelzinho sobre o pote.
"Aproveitem sem com moderação, lembrem-se que isso engorda, é a melhor manteiga de amendoim DO MUNDO que eu provei. E Cisco e Barry, não sejam egoístas sejam educados e ofereçam ao Queen.
Com amor, Felicity"
O homem começou a gargalhar.
– Está rindo do que? – perguntou por impulso. – Não que seja da minha conta! – exclamou. – Não precisa responder. – negou com a cabeça. – Arg.
Oliver virou e deparou-se com uma Felicity de cabelos molhados, uma camiseta xadrez de mangas longas, o mesmo short do dia anterior e o mesmo par de tênis de sempre. Só os óculos que não estavam em seu rosto, estavam em suas mãos que limpavam a lente com o tecido da camiseta. Seu rosto estava avermelhado pela vergonha.
Como essa garota conseguia ficar bonita assim? Vestida, praticamente, como um garoto!
Oliver fora criado em um mundo onde mulheres bonitas estavam sempre de saltos altos, roupas bem elaboradas e bem ajustadas, cabelos bem penteados e rosto muito bem maquiados. Felicity tinha uma beleza natural que ele não conhecia.
– Sua mensagem na manteiga de amendoim. – ela bateu na própria testa.
– Sabia que eu deveria ter feito outro. – riu. – O que eu risquei está muito visível? – Oliver assentiu.
– Já tomou café? – ela negou com a cabeça.
– Não tenho tempo... – suspirou. – Tenho que pegar um ônibus, tenho trabalho a fazer. – fingiu dar de ombros.
– Quer que eu te deixe lá? Eu não me... – ela negou com a cabeça, não queria que ele soubesse o que ela iria fazer, não gostava que ninguém soubesse.
– Não se incomode. – riu pelo nariz. – Eu estou acostumada. – sorriu docemente. – Te vejo por ai. – despediu-se, caminhando até a grande bolsa que carregara até ali.
– Tem certeza? – o homem praticamente correu em sua direção, ficando a sua frente. O corpo músculo tão perto do dela, a fez recuar um passo. Ficar perto assim desse homem não era certo, era muito perigoso em sua opinião. – Você vai ter que carregar isso e vai ser... – ela suspirou pesadamente, aquele homem era a perdição de qualquer mulher.
– Oliver. – chamou. – Eu me cuido muito bem. – afirmou séria. – Agora, se me der licença, eu tenho que ir. – apressou-se a sair de lá.
Oliver Queen era a definição de sexy, se não fosse pelo fato de ela estar apaixonada por Barry e ele ser o namorado da irmã de sua colega de quarto, ela poderia se deixar sentir a atraída. Porém, ela não podia, e esse arrepio que ela sentiu quando ele se aproximou estava ainda mais errado!
(...)
Iris estava feliz por voltar a fazer exercícios. Se fosse esperar por Barry, passaria o resto da vida deitada. Esperando. Por isso, só o ato de correr a deixava extremamente feliz. Ela corria até esgotar cada músculo de suas pernas.
– Iris! – uma voz a fez parar.
– Eddie. – reconheceu, virando-se em direção ao homem. – Como está? – perguntou sorridente.
– Estou ótimo. – deu de ombros. – Ei, desde quando você corre?
– Tô voltando hoje. – deu de ombros. – Por que? – o homem abriu um grande sorriso.
– Tava atrás de companhia, mas pelo visto, você não vai acompanhar meu ritmo. – brincou, fazendo ela abrir a boca em choque.
– Veremos. – e antes que ele falasse alguma coisa, ela o empurrou e correu, sendo seguida por Eddie.
(...)
– Qual é o Cosseno de 0? – perguntou a mulher, esperando pacientemente.
– Dois? – a garota respondeu encarando o nada.
– Cindy! – exclamou. – Você sabe essa, vamos lá! – a garota encarou o caderno novamente, tentando encontrar a resposta. – Não tem a resposta ai. – cruzou os braços.
– Ah, fala sério. – bufou. – Como se eu fosse usar isso em algum momento de minha vida. – resmungou. – Quem tem a vida que eu tenho, nunca entra para a faculdade.
– Estou me sentindo ofendido. – a voz de Roy fez com que ambas virassem rapidamente para o lado.
Felicity levantou e praticamente correu em direção ao ex-aluno, agarrando-o fortemente. Estava morrendo de saudades dele. O homem retribuiu o abraço com força, devia muita coisa à mulher.
– Viu, ele não morreu por estudar. – piscou para Sin, voltando a se sentar. – Vem vem! – chamou para que ele se juntasse a elas. O garoto puxou uma cadeira de uma mesa próxima e assentou-se. — Tenho algo pra você! — a mulher virou o corpo, puxando sua mochila.
– E você anda com isso pra todo lado? — perguntou Roy, surpreso.
– Nada, sabia que você viria. — retirou um pacote de tamanho médio, embrulhado em um papel laminado azul e uma fita branca. — Quer dizer, não sabia sabia... — suspirou. — eu suspeitava. — estendeu o pacote. — Não sou nenhuma stalker, nem nada, mesmo podendo ser. — mordeu o lábio com força. — De toda forma, é pra você. — Um sorriso largo surgiu nos lábios do homem.
– Obrigado Meghan. — passou o braço pelos ombros dela, e beijou a sua cabeça. Colocou o presente sobre o colo, abriria outra hora — A melhor professor barra amiga que eu já tive. — voltou a olhar para Sin. — Você tem sorte de estar com essa daqui. Ela é um anjo! Aprenda a ouvi-la e você terá um futuro maravilhoso. — sorriu abertamente.
Roy não se achava um bom garoto, mas depois de tudo que Felicity e John haviam feito para que ele conseguisse melhorar de vida, ele a admirava e tentava ser a melhor pessoa possível.
– Viu? — brincou Felicity. — Apesar de ser exagero da parte dele, tudo será melhor se você me ouvir. — falou com um tom brincalhão.
– O Roy sempre foi um bom garoto, ele não conta. – resmungou Sin e Roy franziu o nariz. – Ele não conta. – os olhos de Felicity brilharam.
– Tudo nessa vida é uma questão de querer. – ela estava começando a perceber certas coisas sobre Sin que a lembravam de alguém.
– Apenas tente, tudo bem? – Roy colocou a mão sobre o ombro ossudo da menina.
– Por você Abercrombie. – suspirou.
– Então, qual o Cosseno de zero? – a garota precisou pensar um pouco.
– Um? – soou como uma pergunta.
E então, já estava decidido, Felicity escolheu Sin naquele exato momento, havia algo naquela garota, algo que mexia com a mulher.
(...)
– Oliver! Thea! – a voz de Robert o fez sobressaltar.
– Pai... – sua voz era quase um resmungo.
– PAI! – a voz de Thea era animada. – Veio dar uma ajudinha? – perguntou se jogando nos braços do pai.
– Na verdade não. – retribuiu o abraço com entusiasmo. – Eu vim convidar o Oliver para um jantar de negócios com os Merlyn's próximo fim de semana, o que acha Ollie? – o homem deu de ombros.
– Não que eu tenha realmente escolha. – assobiou, retirando alguns livros de literatura de uma caixa. – Ei mocinha, você não tem idade para ler isso. – exclamou levantando o livro de título Cinquenta Tons de Cinza.
– Calado! – grunhiu a garota, puxando o livro rapidamente.
– Oliver Queen. – irritou-se o pai. – Você tem que aprender a ter responsabilidade, próximo ano você será o CEO da Queen Consolidated. – o homem revirou os olhos.
– Novamente, como se eu tivesse escolhido isso. – o homem ficou de pé. – Já passou pela sua cabeça papai – falou com sarcasmo – que talvez eu não tenha interesse em ser CEO da empresa da família? Que talvez eu queria fazer alguma outra coisa da vida? – Robert levantou uma sobrancelha.
– Tipo o que? – desafiou.
– Sei lá. Ser um médico, um advogado, um stripper talvez... – o homem aproximou-se mais do pai. – Algo que não tenha a ver com trabalhar para uma empresa que ajuda a aumentar a criminalidade no Glades sempre que pode? Ou trabalhar com algo que não vá atrapalhar a minha vida, impedindo que eu passe tempo com meus futuros filhos e minha futura esposa! – o pai de Oliver o encarava surpreso.
– De onde você tirou que... – ele foi interrompido.
– Thea, desculpe-me.... – começou. – mas tenho que ir, além de não estar afim de ouvir as hipocrisias do papai, prometi a Laurel que seria pontual no jantar da irmã dela, podemos terminar amanhã? – a menina que apenas encarava tudo surpresa, assentiu, chocada demais para falar alguma coisa. – Não se preocupe papai eu estarei lá no próximo fim de semana, é só me enviar o local, a data e a hora.
E saiu, deixando seus familiares sem reação.
(...)
Os olhos de Caitlin brilhavam como nunca! Ela sabia onde queria trabalhar e o lugar era o Star Labs. Aquele era o local de seus sonhos. Uma empresa organizada, com profissionais de respeito, estudos avançados e com um grande buraco na área química que ela tinha o dever de preencher.
– É legal aqui, não é? – a voz de Ronnie a assustou.
– Ronnie! – colocou a mão sobre o peito. – Quer me matar? – o homem gargalhou.
– Não, nenhum pouco. – respondeu. – Então, o que achou?
– Eu achei maravilhoso. – admitiu. – Eu estou apaixonada por esse lugar. – suspirou.
– Seria legal trabalhar com você aqui. – deu de ombros, porém, aquilo fez o coração dela acelerar. – Vai se inscrever? – ela franziu o cenho.
– Pra o que? – perguntou surpresa.
– As vagas universitárias, qualquer aluno que esteja no último ano pode se inscrever e o melhor qualificado irá ganhar uma bolsa de especialização de um a dois anos na Star Labs, pós faculdade, e se seu trabalho for bom o bastante, ganhará um emprego. – a medida que ele falava, ela começou a sorrir e caminhar sem rumo.
– Adoraria, mas não posso. – suspirou pesadamente. – Eu estou adiantando essa matéria, eu só vou terminar próximo ano. – franziu o cenho, mas tinha Cisco, talvez ele se interessasse. — Se inscreve no site? – o homem assentiu.
– Posso fazer uma pergunta indiscreta? – ela franziu o cenho.
– Pode.
– Por que você está sempre com sono? — a mulher arregalou os olhos, surpresa.
– Minha colega de quarto não me deixa dormir. – admitiu. – Eu acho que ela é louca. – murmurou para si mesma.
= Sério? Por que? – a mulher negou com a cabeça.
– Nada de mais. – suspirou, não queria falar sobre os gritos de Webb para Ronnie, contara para Cisco, Barry e Felicity, já tinha gente de mais que sabia.
– RONNIE! – alguém gritou.
– Vejo você depois. – piscou rapidamente antes de sair.
Caitlin não perdeu tempo, puxou o celular da bolsa e começou a adicionar os contatos.
Cisco Ramon;
Inscrevam-se no site do Star Labs para concorrer a bolsa de um a dois anos de especialização, e possiblidade de um emprego na empresa.
Beijos, Cait.
(...)
Barry chegou em casa antes de Iris voltar da corrida, o que foi uma surpreendente. Na verdade, o homem comia uma fatia de pizza requentada, deitado no sofá e assistia o programa Super Câmera, quando Iris chegou e se pós em frente a TV.
– Barry Allen! – exclamou animada. – Você não sabe com quem eu corri hoje! – sem pedir permissão, desligou a televisão.
– Ei... – fingiu irritação, sempre preferia estar perto de Iris a estar fazendo qualquer outra coisa. – Eu estava assistindo. – a mulher revirou os olhos e jogou-se ao lado dele no sofá, puxando o resto da fatia que ele ainda tinha em mãos e enfiando na boca. – E eu estava comendo.
– Quer que eu vomite? Talvez ainda dê tempo... – fingiu colocar o dedo na garganta.
– Engraçadinha. – Barry riu, assumindo uma postura mais ereta. – Quem você encontrou? – a mulher levantou as sobrancelhas.
– Ah, você estava ouvindo? – mordeu o lábio, nervosa com o que Barry iria falar. Eles eram amigos desde sempre e a opinião dele era muito importante.
– Desembucha! – empurrou-a levemente com o corpo.
– Eddie Thawne, ex parceiro do papai, lembra? – o homem estava surpreso.
– Sério? O que ele faz por aqui? – a mulher sorriu abertamente.
– Ele quem está me dando aulas de defesa pessoal, mas isso não importa, o que importa é que... – ela respirou fundo, era agora ou nunca. – Ele me chamou para sair e eu disse sim. – afastou o corpo para trás, esperando uma explosão.
A explosão aconteceu, porém, como foi dentro de Barry, ela não pode ver. O homem estava devastado. Iris raramente aceitava sair com alguém, se ela tinha um encontro, significava que isso seria sério. Barry precisou contar até três, para recompor-se mentalmente. Ele era o ex parceiro do pai dele, isso deveria ser bom sinal.
– Que ótimo! – ele parecia realmente feliz, contudo, felicidade era a última coisa que ele sentia naquele momento. – Só que o seu pai irá surtar. – foi sincero.
– Quem é você? – perguntou, surpresa. – Nenhuma reclamação? Nenhuma reclamação sobre o partido que eu escolhi? – Barry revirou os olhos.
– A última vez, que eu me lembre – suspirou pesadamente – você estava querendo sair com o Oliver Queen, um homem quase casado que não se importa em colocar vários pares de chifre na cabeça da namorada, noiva, sei lá o que. – negou com a cabeça. – Se brincar ela tem mais chifre do que células no corpo.
– Credo Barry! – resmungou. – Ele não é tão ruim assim. – suspirou. – Ele ainda é um dos caras que eu sairia, e você sabe. – o homem revirou os olhos.
– Não queira saber o que eu sei dele... — o homem ficou de pé.
– Onde você vai? — franziu o cenho.
– Fazer algo para comer, eu ainda to morto de fome.
(...)
– Você está atrasada! – acusou Sara, quando Felicity adentrou a casa.
– Eu sei, eu sei. Feliz aniversário – abraçou a loira e logo voltou a fazer o seu caminho. – Eu perdi a hora conversando com... Esquece! – caminhou a passos rápidos em direção ao banheiro.
– Se você demorar mais de dez minutos nesse banho, eu arranco a suas orelhas e dou para os gatos de minha mãe! – ameaçou.
Felicity nem respondeu. Correu para o banheiro. Sara foi até o quarto de Felicity, começando a mexer nas roupas da garota. A maioria das roupas eram largas e velhas. As poucas exceções eram bastante apertadas. Teria um trabalho complicado, não queria deixar a mulher vulgar ou muito garotinha, tinha que parecer uma mulher séria e decidida.
Sara gargalhou alto.
– Por que eu sempre apareço na hora que alguém está rindo? – perguntou Felicity, adentrando de toalha ao quarto. – Não importa! Qual o problema com as minhas roupas?
– Essa sua calça é tão... – procurou a palavra certa.
– Stripper?
– Não! – encarou novamente a calça de couro vermelho que possuía um zíper em toda a extensão da pélvis. – Prostituta mesmo.
– Eu ganhei de uma stripper... – a risada de Sara fez a mulher bater na própria cabeça. – Eu tenho que parar com isso! – resmungou. – Minha boca é grande demais. – Sara negou com a cabeça.
– Não não, é uma gracinha. – piscou divertida. – Vem, senta aqui, deixa eu arrumar seus cabelos.
(...)
Eram cerca de sete horas da noite quando eles foram liberados para fazerem perguntas ao doutor Wells. Caitlin não tinha muitas perguntas, na verdade, passou quase quarenta minutos na fila para fazer as perguntas que outras pessoas queriam que ela fizesse.
Estava na espera de que a fila andasse rápido, não queria passar mais quarenta minutos esperando. Para sua sorte a fila foi rápida, bem rápida mesmo e em pouco minutos, estava frente a frente com Doutor Harrison Wells, o grande.
– Doutor Wells. – saudou.
– Caitlin Snow. – saudou junto, fazendo com que ela olhasse para seu crachá. – Eu não li no seu crachá. – negou. – Vi o seu trabalho sobre Dexpantenol para a diminuição da calvície e fiquei particularmente impressionado. – a mulher piscou várias vezes.
– Sério? – estava surpresa.
– Existem poucas pessoas que merecem os meus parabéns, você é uma delas. – ela ficava cada vez mais surpresa.
– Obrigada.
– A senhorita tem alguma pergunta? – perguntou curioso, tinha algo estranho sobre aquele homem.
Ela tirou o caderninho do bolso e abriu na página marcada.
– Oh, ia me esquecendo. – lembrou-se da pergunta que Felicity havia pedido tão avidamente que ela fizesse. – O doutor já pensou na possibilidade de clonar pessoas através do computador? — fez as aspas com as mãos — já que copiamos tantas grandezas analógicas de forma digital, porque não conseguiríamos fazer o contrário? E se, hipoteticamente, conseguimos, haveria a possibilidade fazer com pessoas? – perguntou tentando lembrar de tudo.
– Se sua amiga Smoak tiver alguma ideia, diga que eu estarei ansioso para ouvir, porque eu não tenho. – os olhos de Caitlin arregalaram-se.
– Como conhece a Felicity?
– Eu patrocino um de seus projetos. – fingiu dar de ombros. – Também conheço seu amigo Ramon. – deu de ombros. – Na verdade, estou particularmente interessado no novo projeto que ele está trabalhando.
Certo Caitlin, hora de fazer as perguntas rapidamente e ir embora, esse cara era assustador.
(...)
Oliver e Laurel já estavam sentando em seus respectivos lugares quando Quentin chegou. Ele estava fora de seu fardamento de detetive e isso era reconfortante. Oliver já havia perdido a conta de quantas vezes havia sido ameaçado por um Lance furioso e com a arma ao alcance.
A próxima a chegar foi Dinah Drake, que voltara ao seu nome de solteira após a separação. Ela era quase uma fera quando queria, todavia, para sorte de Oliver, ela achava que Oliver era a melhor pessoa que Laurel iria encontrar em toda a sua vida.
– O Oliver vai assumir a empresa assim que terminar a faculdade, eu estou tão orgulhosa dele. – Laurel anunciou, apertando a mão do namorado.
– Sério? – perguntou Dinah. – Isso é ótimo, meus parabéns!
– Oliver... – a voz de Quentin era séria. – Quando você vai pedir a minha filha em casamento? – Oliver teve que se controlar para não arregalar os olhos. Isso ia dar em merda.
– Já esqueceram que a aniversariante não é Laurel? – a voz de Sara era cheia de sarcasmo.
Todos os olhares voltaram-se para a aniversariante que estava deslumbrante em seu estilo nada delicado. Usava uma calça preta bem rasgada, uma blusa vermelha decotada na medida certa. Seus cabelos estavam presos em um rabo-de-cavalo bagunçado, seus olhos haviam sido realçados com uma sobra marrom escura e esfumada e em seus lábios apenas um gloss levemente rosada. Para completar o look, usava um par de brinco grande e pretos, e um par de saltos enormes.
– Uau. – o pai parecia impressionado, assim como Oliver, Laurel e Dinah. – Você est... – ele foi interrompido por uma outra mulher, ainda mais bonita que sua filha.
–... o homenzinho simpático ofereceu e não tinha como não comprar. – murmurou, oferecendo a flor vermelha a Sara. – Feliz aniversário! – desejou sorridente quando Sara pegou a flor.
Felicity Smoak estava um escândalo. Usava uma saia alta, longa e com uma estampa étnica de verde e preta, combinando com um cropped preto de mangas curtas e bem ajustado ao seu corpo, as cores escuras contrastavam com a tira clara da pele de sua barriga magra, deixando seu corpo ainda mais sensual. Um par, ainda mais altos que os de Sara, de salto estavam em seus pés, alongando a silhueta da mulher. O cabelo negro estava levemente cacheado e bem arrumado ao lado de seu rosto. Sua maquiagem era básica e marcante, um delineador preto, um blush polido e um batom vermelho sangue deixando sua boca incrivelmente bem desenhada.
Os olhos de Oliver estavam cravados naqueles lábios, ele desejou, com todas as suas forças, que o mundo parasse naquele momento e ele pudesse beijá-la. Aqueles lábios eram a sua perdição, ele sabia disso. Aquela mulher era magnífica, ele precisava conhece-la.
– Pessoal. – Sara chamou a atenção de todos. – Essa é Felicity... – um sorriso travesso tomou conta de seus lábios e o choque tomou conta do rosto de Oliver, ele conhecia Felicity três dias e nunca imaginou que ela ficaria tão divina. – Minha namorada. – enlaçou a cintura da colega de quarto.
CONTINUA...
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