Wrong Love
13 Chapter 13
Notas iniciais
Um mês depois:
– Vai visitar seu pai no feriado? – perguntou ao melhor amigo.
– Ainda não decidi, a última vez que nos falamos, ele estava em Londres resolvendo uns problemas da filial e isso foi a duas semanas. – resmungou. – Se eu for, é por saudade dos meus gatos. – deu de ombros, fazendo Oliver negar com a cabeça. – Mas presumo que você vá passar o feriado enfurnado nos aposentos de alguma caloura, estou certo?
– Por incrível que pareça, sim. – eles estavam andando pelos corredores da universidade, caminhando em direção ao restaurante do campus. – Mas essa caloura é a minha irmã, ela e Roy estão me ajudando a melhorar a forma. – brincou.
– Isso é irônico, o Oliver fodão Queen recebendo aulas da irmãzinha e do cunhadinho. – o homem revirou os olhos.
– Ele é um bom garoto, está a ajudando muito com essa história da separação dos nossos pais. – Tommy assentiu, ele não tinha nada contra Roy, ou contra Thea, ou o relacionamento dos dois, porém, eles estavam distantes e ele sentia falta da garota, era como se ela fosse sua irmãzinha.
– Eu não o conheço o direito, então não... – ele se interrompeu quando os olhos azuis de uma mulher que estava passando pelo corredor passaram pelo seus. – Hey! – acenou e recebeu um aceno de volta.
Oliver virou o corpo na direção que o amigo acenava e ficou surpreso ao encontrar Felicity ali, tomando o seu rumo, presa em seus pensamentos, como sempre a via pelo corredor.
– Você conhece a Felicity? – perguntou surpreso.
– Claro, você também? – levantou as sobrancelhas, também surpreso.
– Uhum. – confirmou. – Na verdade, ela é a garota em que estou interessado. – Tommy arregalou os olhos, completamente chocado.
– Uou, você está querendo me dizer que a doce Felicity é lésbica? – Oliver assentiu e Tommy negou rapidamente. – Não é, não mesmo. – gargalhou. – Ela nunca mostrou qualquer interesse em nenhuma mulher.
– Ela namorava a Sara. – continuou Oliver.
– Não acredito nisso. – cruzou os braços, impassível. – Somos amigos Oliver, eu tenho certeza que ela teria me contado. – argumentou.
– É sério Tommy, sério mesmo! Pergunte a Sara, a Laurel, ou até mesmo a ela. – insistiu Oliver.
– Eu vou acreditar em você... – levantou as mãos em rendição. – Não vou entrar em uma discussão sobre a vida amorosa de Felicity. – revirou os olhos. – Estou sóbrio demais para esse nível de conversação.
– Tem razão. – concordou Oliver. – Faz o seguinte, vai indo para o restaurante, te encontro lá. – deu um tapa leve no ombro do amigo e começou o seu caminho.
– Beleza.
Oliver praticamente correu pelo caminho que Felicity havia feito minutos antes, e logo avistou o longo cabelo negro preso em um rabo-de-cavalo alto.
– Ei, Smoak. – a mulher parou no meio do corredor e virou em direção a voz.
– Oi Oliver. – sorriu amigavelmente. – Como está? – perguntou.
– Surpreso, muito surpreso. – a mulher franziu o cenho. Um sorriso divertido estava nos lábios de Oliver. – Você é amiga do meu melhor amigo e nunca me contou. – cruzou os braços.
Uma gargalhada gostosa saiu dos lábios dela.
– O Tommy, não é? – ele assentiu. – Nunca houve necessidade de tocar no assunto. – deu de ombros.
– Ele me disse uma coisa curiosa... – cruzou os braços, encarando os dois olhos azuis, uma esperança queimando dentro do seu corpo.
– O que ele disse? – ela imitou a posição do amigo e levantou as sobrancelhas.
Eles estavam frente a frente, parados no meio do corredor, ambos com os braços cruzados e os olhares vidrados, presos um ao outro.
– Que você não é lésbica. – isso pegou a mulher de surpresa, impedindo-a de segurar a gargalhada que se seguiu.
– Eu não sou lésbica, nunca nem beijei uma mulher. – afirmou enquanto Oliver quase engasgava com a própria saliva. A primeiro momento, esqueceu completamente de o porquê dele acreditar nisso, então, a lembrança de Sara a atingiu com força. – Quer dizer, fora a Sara, porque nós namoramos. E de acordo com ela, fomos além do beijo. – mordeu o lábio ao notar o que tinha dito. – Não só de acordo com ela, nós fomos bem além do beijo. Fizemos certas coisas, do tipo, colar velcro e coisas do gênero. – enquanto falava, mexia as mãos, tentando empatar o nervosismo que formava dentro de si.
As bochechas vermelhas de Felicity, junto com a forma desengonçada que falara, fez o homem não resistir as múltiplas risadas que se seguiram. Era incrível como ela ficava fofa quando começava a se enrolar.
Oliver não poderia ficar mais feliz em saber que ela não era lésbica e que Sara era apenas uma exceção.
– Falando em Sara, como estão as coisas entre vocês? – uma careta tomou conta das feições da mulher, enquanto eles começavam a andar lado-a-lado.
– Ela passa o máximo de tempo possível longe de mim. – murmurou com tristeza. – Todo mundo está tão distante. – cruzou os braços e suspirou pesadamente. – Caitlin é a pior de todas, porque Barry está ocupado com o trabalho e o Cisco com o projeto. Ela passa o tempo todo com o namorado, e passa dias para responder uma mensagem minha.
Aquele rosto entristecido apertou o coração de Oliver, ele queria ajuda-la de alguma forma.
– Por que não os chama para fazer alguma coisa? – passou o braço pelos ombros dela, um sorriso nos lábios. – Amanhã é sábado, ninguém tem aula, nem trabalho, e, como você disse, a enchente impede que as aulas do projeto aconteçam. E você consegue encontrar algo que o namorado da Caitlin participe. O que acha?
Um sorriso genuíno apareceu nos lábios dela, um sorriso maravilhoso.
– Você é um gênio Oliver! Obrigada. – seus olhos se encontraram mais uma vez os dele, quando seu rosto se virou na direção do homem.
– Não por isso.
(...)
– Então, sobre o que você queria falar? – perguntou Sara, sentando-se em frente a colega de trabalho.
– Que tal pedirmos alguma coisa primeiro? – comentou cheia Helena cheia de sarcasmo.
– Hum... – a mulher de cabelos loiros deu uma olhada rápida sobre o cardápio e chamou o garçom com a mão. – Vou querer uma coca diet e fritas com queijo. – afirmou.
– O mesmo que ela, por favor. – comentou a mulher do outro lado da mesa, os olhos grudados na mulher a sua frente.
– Anotado. – o homem colocou a caneta sobre a orelha e saiu.
– Seu cabelo sempre foi tão loiro assim? – Sara levantou as sobrancelhas. – Sério, eu não lembrava de suas sobrancelhas serem loiras no ensino médio. – comentou levando as unhas pintadas em um tom de vermelho sangue até os lábios e tamborilando os dedos no local.
– Sempre foram e sempre serão. – a mulher colocou os cotovelos sobre a mesa e encostou o queixo em suas mãos. – E você me odiava naquela época. – lembrou.
– Você era uma ameaça. – as sobrancelhas subiram e um sorriso divertido brincou nos lábios de Helena. – Era linda, um amor de pessoa e apaixonada pelo Oliver, que era meu namorado, por acaso. – encarou os olhos azuis de Sara.
– Quando éramos líderes de torcida, você era uma vaca e o Oliver já namorava a minha irmã. – os dentes brancos cravaram nos lábios vermelhos, o movimento fez Sara desviar o olhar e foca nos lábios da mulher, lábios bem convidativos.
– Você era um alvo fácil, era boazinha demais. – assobiou.
– Isso mudou muito. – um sorriso malicioso tomou conta dos lábios de Helena.
– Notoriamente, mas você não foi a única. – afirmou Helena.
A comida chegou antes que Sara pudesse perguntar mais sobre a mulher.
– Eu preciso te fazer uma pergunta, uma pergunta que tem que ficar entre nós. – os cabelos loiros balançaram junto com o aceno afirmativo.
– Ótimo, o que você sabe sobre Werner Zylie?
(...)
– Você estava incrível! – exclamou Fiona, sentando-se. – Sério, fiquei impressionada. Você vai ser um excelente físico. – um sorriso gigantesco surgiu nos lábios de Cisco.
– Obrigado... – ele ficou em silêncio rapidamente.
– Mas... ? – continuou Fiona, esperando que ele complementasse.
– Eu sou um engenheiro mecânico. – a mulher colocou as mãos sobre o rosto delicado.
– Não me ache uma burra, por favor... – sua voz soou abafada pelas mãos. – Mas eu não faço ideia de qual a diferença entre os dois. – passou a olhar para o homem com o rosto avermelhado.
– Ei, relaxa Fiona, tá tudo numa boa. – afirmou. – O seu lance é literatura, eu sei disso. – a mulher franziu o nariz.
– Você sabe tantas coisas sobre mim e a única que eu achava que sabia sobre você, estava errada. Isso é meio injusto... – revirou os olhos.
– Eu não tenho problemas em falar da minha vida, na verdade, falo muito sobre isso. — afirmou.
– Eu sei, eu sei... – a mão dela lançou-se em direção a dele, segurando-a. – Mas você tem esse cérebro incrível que lembra de tudo isso. O máximo que eu consigo lembrar são algumas frases de livros. – seu olhar era entristecido.
– Eu sei muitos conceitos, de que isso adianta se a vida é uma constante prática e pessoas não são conceitos, você não é um conceito... – toda as feições da mulher se tornaram imediatamente felizes.
– "Sou apenas uma garota fudida procurando por paz." – sussurrou a citação. – Até as minhas frases favoritas você conhece!
A mão que não estava sob a dela, foi em direção ao rosto feminino, deslizando seus dedos pela bochecha avermelhada, levando alguns fios para trás da orelha.
– Você é tão incrível, sabia disso? – a voz da mulher era quase um sussurro.
Os lábios de Fiona começaram a se aproximar do de Cisco.
– VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR! – a voz de Barry fez ambos pularem. – Felicity nos chamou para jogar boliche hoje!
(...)
Lá estava Tommy, caminhando para fora do campus, estava cansado e irritado, e o principal motivo não era a universidade. Laurel estava o enlouquecendo, estavam bem mais próximos desde que ela começou a ter seus problemas alcoólicos e de autoestima, porém, esses problemas o mantinham ainda mais afastados.
Queria que ela estivesse bem e que notasse a sua presença, que pudessem ficar juntos.
Ao aproximar-se de seu carro, pode ver o corpo longilíneo encostado no carro, os cabelos castanhos batendo sobre o retrovisor e os olhos azuis direcionados ao homem. Ela fugia completamente do estilo mais obscuro de sua família, roupas sérias e em tonalidades pasteis, cabelos penteados e uma maquiagem limpa.
Todavia, possuía a mesma sensualidade letal.
– Talia Head, a que devo a sua honra? – a mulher levantou as sobrancelhas muito bem delineadas.
– Como você pode ser amigo daquele cachorro do Oliver? – grunhiu. – Deixa pra lá. Preciso da sua ajuda. – afirmou, desencostando-se do carro.
Talia e Oliver se odiavam por três motivos simples. Um, Talia era a melhor amiga de Laurel e odiava o fato de ele ser um cafajeste. Dois, Oliver sabia o quão letal Nyssa podia ser e fizera questão de provocar a ira e os ciúmes da garota para mostrar que Sara deveria acabar e assim ela fez. Três, ele insistia em chama-la de Talia Al Ghul e ela odiava o nome de seu pai, não suportava ser da mesma linhagem dele e escolheu trocar de nome assim que fez 18 anos.
– A disposição. – Tommy sorriu e se aproximou dela.
– Laurel... – suspirou pesadamente. – Ela está doente e receio que nós não podemos ajuda-la. Nem Sara, nem Quentin, nem mesmo Dinah. – seu olhar era possesso de raiva e até mesmo Tommy, que não era um bom leitor de feições podia notar.
– E quem você acha que seria capaz? – ele destravou o carro e encostou o braço sobre o teto do mesmo, obrigando a Talia a ficar de lado para poder encará-lo.
– Oliver Queen. – ao pronunciar o nome, seu rosto se contorceu em uma careta de desgosto.
Tommy arregalou os olhos e deu um passo para trás.
Talia está fora de si, deve ser enlouquecido.
– Você está louca? – sua voz ficou alguns quartos mais alta e mais grave. – Você quer que eu vá até Oliver e peça para que ele volte com a Laurel? – seu olhar estava quase perdido, não só o medo de perde-la novamente começando a invadir como o ódio por acabar com a vida de seus melhores amigas. – Oliver está muito mais feliz sem a Laurel e eu não vou tirar essa felicidade dele. Sem falar que a Laurel não merece ser tratada como o Oliver a trataria. Laurel o ama verdadeiramente e não suportaria a ideia de tê-lo de volta por seu comportamento depressivo. – grunhiu.
– Eu não estou falando para eles voltarem! – exclamou. – Estou dizendo para eles conversarem, quero que peça ao Queen isso. Ela precisa cair na real, precisa entender que não foi ela o problema, Laurel precisa disso, porque, ao contrário dele, há um coração naquela mulher que chora toda noite ansiando por o amor de alguém que nem mesmo tem um. – cruzou os braços.
O homem podia observar cada parte da poderosa e tempestuosa do rosto da mulher.
A razão e a emoção brigavam dentro de sua cabeça, seus sentimentos pedindo que ele não desperdiçasse a chance que tinha de fazer Laurel ama-lo como homem, por outro lado, o seu amor e sua razão pediam que ele concordasse, que Talia estava certa, ela precisava disso.
– Eu vou falar com ele.
(...)
Felicity amarrou o seu habitual avental e refez o rabo-de-cavalo, deixando-o bem preso. Sorriu para o espelho e pode ver uma felicidade tão real que se assustou. Em breve iria rever os seus amigos todos juntos e, tinha que admitir, a amizade de Oliver estava fazendo muito bem.
– Hey Íris. – saudou assim que passou pela porta que a liberava para o balcão.
– Alguém está de muito bom humor, não é mesmo? – Felicity mordeu o lábio inferior, tentando diminuir o sorriso que surgiu em seus lábios.
– Vamos todos ao boliche hoje! Eu, o Barry, Cisco, Caitlin, Ronnie e Fiona. – tamborilou os dedos sobre o balcão.
– Que maravilha, vão hoje à noite? – perguntou a mulher, terminando de conferir o dinheiro no caixa.
– Yeah. Você quer ir? Seria bem divertido, pode levar o Eddie se quiser. – convidou.
– Oh, eu adoraria, mas não vai dar. – fechou a caixa registradora e virou para a outra mulher. – Eu e o Eddie estamos oficialmente namorando, tivemos a conversar e definimos. – sorriu abertamente. – E meu tio vai jantar na casa do meu pai e nós passaremos o feriado em Central City.
– Tudo bem, de todo jeito o time está cheio, não que eu tivesse chamado você por educação, não foi isso, eu queria que você fosse, e isso não significa que eu estou magoada com isso. – respirou fundo. – Cadê a Carly? – mudou de assunto rapidamente.
– Ah, eu ia me esquecendo, o AJ está doente e ela o levou ao hospital. – deu de ombros. – Você é boa em cálculo, não é? – um sorriso gigantesco de se abriu em seus lábios.
– Yep, por quê? – abaixou-se para pegar o álcool e um pano para limpar as mesas.
– Quer ficar no caixa? Odeio ficar no caixa. – Íris juntou as mãos, praticamente implorando.
– Pode deixar comigo. — a mulher de pele morena suspirou aliviada.
– Eu fico com isso. – apontou para o que a outra segurava. Felicity entregou de bom grado. – Obrigada. – após dizer isso, correu até as mesas, começando a trabalhar.
A outra mulher aproximou-se do caixa, repetindo o mesmo processo que a Íris havia feito. Analisando as anotações e contando notas. Era tão rustico o trabalho que tinha de fazer. Oferecera a Carly para ajudá-la a informatizar o café, todavia, a mulher não quis, gostava de fazer tudo rusticamente.
– Trabalhar manualmente deve ser bem chato. – a voz era um tanto apressada, um tom agradável aos ouvidos de Felicity.
A mulher parou passar as notas de dois dólares e encarou o dono daquela voz. Seus olhos se arregalaram instantaneamente e tudo que ela segurava foi ao chão.
– Oh. Meu... – fechou a boca rapidamente, cesurando-se por fazer tanto caso daquele homem.
– Acho que você deixou vários Thomas Jefferson's caírem. – brincou sorridente.
– Desculpe. – abaixou-se e os recolheu rapidamente, enfiando de qualquer jeito dentro do caixa. – O que desejar senhor Palmer? – sorriu educadamente, exatamente como sua mãe fizera por anos dentro do cassino, mesmo quando não queria realmente sorrir.
– Você! – sua resposta foi tão rápida que Felicity demorou um tempo para compreender. – E um expresso, por favor.
Ela abriu a boca para responder, porém, seu cérebro não processou exatamente o que deveria falar, por essa razão, decidiu servi-lo primeiramente, e fez tudo no automático, na verdade, a máquina fazia quase todo o trabalho.
– Aqui. – colocou o café sobre a mesa. – Custa U$ 0,75. – o homem rapidamente sobre a mesa.
Enquanto recolhia o dinheiro e colocava em uma parte separada do caixa, seus olhos não saíram do homem que a encarava com certa diversão, só desviou o olhar para gerar a nota fiscal.
– O que o senhor queria dizer com "Você"? – murmurou enquanto entregava o papel para o homem.
– Acho que sou muito novo para ser chamado de senhor, não acha? – levantou as sobrancelhas, com um grande sorriso. Apolo! Se ele fosse um deus, ele seria Apolo e Oliver seria Adônis, mesmo esses deuses sendo praticamente as mesmas pessoas. Mas, espera ai, o que Oliver... Legal, agora o Oliver veio até aqui. Isso Felicity, que coisa mais involuntária, eu hein. – Me chame de Ray. – ele mantinha um sorriso largo e cativante no rosto. — Abriu uma vaga para estagiário no setor de TI, e o Cisco me indicou você, como confio na escolha dele, quero que você faça parte da minha empresa e comece a trabalhar em algo que não seja servir cafezinho. – balançou o seu próprio copo. – Suas capacidades estão muito além disso. Tome seu tempo e entre em contato, por favor. – jogou um cartão sobre a mesa.
– Eu não preciso de tempo! – exclamou animada. – Estou aceitando agora mesmo a sua proposta, mesmo sem saber o que é, e eu não deveria fazer isso, mas não ligo, estou muito lisonjeada para me preocupar com detalhes. – o sorriso dele ficou ainda mais cativante.
– Ótimo, vejo você na segunda. – apontou para a mulher. – Três horas na Palmer's Tecnology, qualquer dúvida, o cartão está sobre o balcão. Até breve Senhorita Smoak. – acenou positivamente com a cabeça.
– Me chame de Felicity. – sorriu gentilmente.
– Claro, até breve.
– Até breve Chefe.
(...)
– Tem certeza que quer jogar boliche? – o homem perguntou enquanto fechava a porta.
– Com certeza. – afirmou. – Sinto falta dos meus amigos. – a mulher colocou a bolsa sobre a mesa e caminhou até o sofá.
– Tem certeza que quer que eu vá? – o homem se jogou ao lado da namorada, havia uma certa acidez em sua voz.
– O que você quer dizer com isso? – Caitlin mudou completamente a postura, ficando ereta.
– A última vez que saimos, ficou bem claro que o Barry tem interesse em você. – cruzou os braços, emburrado.
– Não seja tão bebezão. – repreendeu a mulher. – Ronnie, por favor, não somos crianças. Eu e o Barry somos amigos a anos e tenho certeza que você está alucinando. – mentiu descaradamente, ela sabia muito bem o que havia acontecido, porém, uma parte de si sentia desesperadamente a falta de seu amigo... Não é só pelo Barry, é pela Felicity e pelo Cisco. – Faz mais de uma semana que eu e a Felicity não temos uma conversa verdadeira. – suas mãos alcançaram o rosto do namorado.
– Então, não existe a possibilidade de você me trocar pelo Barry, existe? – Caitlin revirou os olhos.
– Ronnie, ele não é você... – aproximou o rosto do dele. – E eu te amo. – sussurrou baixinho, colando os lábios com os dele. Era a primeira vez que ela dizia aquelas palavras e aquilo o fez sorrir abertamente durante o beijo.
– Eu também te amo. – sussurrou e puxou-a mais para perto, colocando-a sobre o seu colo.
Eles ainda não haviam chegado lá. Não por falta de tentativas dele, contudo, ela queria que fosse perfeito, não se sentia pronta ainda, tinha medo de se magoar e sabia que o tombo seria muito maior se entregasse seu corpo inteiro, já que sua alma havia sido entregue naquele momento.
– Eu não vou insistir. – Ronnie sussurrou sobre os lábios dela. – Vou preparar o jantar. – Caitlin o beijou mais uma vez e saiu de cima dele.
– Eu ajudo.
(...)
– Alô? – a voz de Oliver soou abafada e cansada.
– É a Felicity. Você está bem? – mudou repentinamente de assunto.
– Estava correndo com a Speedy... Minha irmã que você não conhece. – a risada dele a fez sorrir. – Na verdade, vou almoçar com ela hoje, quer ir? Vocês se conheceriam. – comentou.
– Eu amaria conhecer a sua irmãzinha, você sempre fala tão bem dela, só que hoje não é bem o dia. – mordeu o lábio ao falar isso.
Felicity estava deitada em sua cama, segurando o celular em uma mão e enrolando os dedos nos cabelos com a outra. Parte de si, amaldiçoando-se por não ter conseguido segurar a tentação de liga-lo e chama-lo.
– Vou jogar boliche com meus amigos e liguei para te convidar. – chamou. – Pode ir depois do jantar, o que acha? – todo o seu corpo implorando para que ele dissesse sim.
– Não vai dar, desculpe. – murmurou, claramente chateado. Ele queria ir, queria estar lá por ela. – Eu vou encontrar a Laurel hoje. – toda e qualquer felicidade que a mulher tivera durante todo o dia morreu naquele momento.
– Laurel? Laurel Laurel? Sua ex-namorada? – piscou rapidamente.
– Você conhece outra? Pensei que fosse um nome incomum. – brincou.
– Só estou estranhando, você está pensando em voltar? – um suspiro pesado saiu do outro lado da linha.
– Não. – apesar de transpassar confiança, ela não acreditou. – Nós vamos apenas conversar, nada demais. – completou.
Mas era demais para ela. Aquela conversa levaria a um beijo, ela podia ver as roupas serem jogadas ao chão e os corpos se juntarem sobre a cama, em uma reconciliação prazerosa e duradoura.
– Hum... – ela não sabia bem o que dizer. "Por favor, não volte" estava fora de cogitação. – Eu te avisei que não vai ter aula amanhã por causa que houve uma inundação na escola, né? – tentou mudar de assunto, tirar aquelas imagens da cabeça.
– Avisou sim, não se preocupe. – a voz dele era meio decepcionada. – Vai comemorar o dia de Cristóvão Colombo aqui? – estava bem curioso quanto a isso, não teve muita coragem de perguntar antes.
– Até segunda ordem, sim. – avisou. – E você? – fechou os olhos com força, torcendo por uma resposta positiva.
– Não tenho muita opção. – ele que escutou a risada dela dessa vez. – O que foi?
– Paris e Nova York estarão chatas por acaso? – o sarcasmo era claro.
– Com certeza. – brincou. – Quer fazer al...
– Só um segundo, tenho outra ligação. – quando a mulher olhou a tela do celular, seu rosto empalideceu. – Oliver, eu realmente tenho que atender... Nos falamos depois?
– Claro. – sua voz se tornando um poço de decepção, e ela pode notar.
– Tem certeza? – sua voz saiu quase sussurrada, não queria desligar.
– Absoluta. – afirmou. – Boa noite Felicity.
– Boa noite Oliver e boa sorte com a Laurel. – brincou.
– Vou precisar, até mais. – e ele desligou.
A mulher suspirou pesadamente e encarou o nome no visor "Floyd Lawton".
É, ela realmente tinha que atender.
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