Wrong Knight
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sephiro POV's
Eu já era conhecido no reino. Meus feitos de cavaleiro real eram aplaudidos por todos, até mesmo o rei. Foi por isso que quando o castelo foi atacado, ele mesmo me mandou escoltar sua filha para a cidade mais próxima.
–Não deixe que nenhum tipo de mal aconteça a ela. É sua honra que esta sendo testada.
Foi oque ele disse, enquanto se preparava para lutar com sua próprias mãos. O rei sempre foi um ótimo espadachim, assim como seu filho mais velho. Marcus. Um orgulhoso com gosto por matar. Mas ainda sim, iria governar.
Já princesa Yuma...bom, ela era apenas uma criança a meus olhos. Tinha seus 14-15 anos, e sua aparência ‘’pura’’ apenas salientava isso. Ela iria morar no castelo ou provavelmente se casar com o príncipe de Kharo, um reino distante e bem novo. Mas promissor.
Corri dentre os soldados que lutavam bravamente e fui para o terceiro andar do castelo. Onde o quarto da princesa ficava. Estranhamente, já estava aberta a porta. E ela bom, não estava ali. Tentei pensar onde uma garotinha estaria no meio de uma guerra e então caminhei até a sacada. A vendo ali.
''Respirando um pouco de ar puro eh?''
Pensei comigo, e a observei por alguns segundos.
Vendo a garota que era tão elogiada por todo o reino. Mais baixa que eu, cabelos longos e pretos. Combinavam com sua pele bem clara e olhos verdes. Apesar de seu corpo não ter se ‘’desenvolvido’’ tanto, era uma garota encantadora. Era oque os homens diziam. E sua fortuna, bom. Ajudava é claro.
Lentamente dei alguns passos a frente. Tentando não a assustar eu disse:
–Princesa Yuma.
Ela se virou para mim um tanto assustada, mas logo relaxou. Sem deixar de seu semblante um tanto sério.
–Um cavaleiro… — A princesa sussurrou baixo. Me analisando.
Desviei o olhar. Me sentindo um pouco desconfortável. E fixei meu olhar no chão.
–Sim senhorita. Meu nome é Sephiro e seu pai me mandou para escolta-la até Montre. Por isso preciso que me acompanhe. — Tentei não soar rude, mas firme.
Ela olhou para o chão e suspirou alto. Mas logo voltou a seu quarto, fechando a porta da sacada e me deixando preso ali. Oque me fez bem surpreso, mas fiquei parado. Esperando para ver o porque daquilo. Alguns poucos minutos se passaram e Yuma abriu as portas.
Percebi que ela tinha trocado de roupa, oque explicou seu ato anterior. Lentamente entrei em seu quarto. E desviei meu olhar a ela.
–Pronta, majestade? — Perguntei cordial.
Yuma apenas assentiu, arrumando uma bolsa um tanto grande em seu ombro. A guiei para fora do castelo, tentando evitar que passássemos perto das lutar entre os soldados. Seria ruim que uma criança como ela visse um homem ser decepado. Caminhamos para fora do local e acabamos em um tipo de bosque. Fiquei feliz que tivesse várias árvores ao redor do lugar. Sem muita visibilidade. Sem soldados nos achando facilmente.
Mas depois de algumas horas caminhando, eu percebi que estava escuro e a princesa, bom, mal se aguentando em pé.
Sem ela perceber, nos guiei até um lugar um pouco mais fechado. Onde me sentei na grama e me encostei em uma árvore, afinal não podia fazer uma fogueira. Iria chamar muita atenção. Yuma fez o mesmo, se agarrando naquela bolsa.
Depois de alguns instantes, percebi que ela estava me fitando.
–Algum problema, majestade? — Perguntei fechando os olhos.
–N-Não… — Ela respondeu hesitante.
Sorri a mim mesmo por ouvir a ‘’princesa’’ envergonhada.
–Não estamos perto de ninguém, não precisa usar esse título. ‘’Majestade’’. — Yuma falou suspirando.
A olhei confuso e encostei minha cabeça na árvore. Pensando nas palavras dela.
–Prefere que eu use seu nome?
–Sim…
–Então assim será.
Ela suspirou novamente, vindo até mim e ficando a minha frente. Me olhando curiosa e um tanto, irritada. Oque, tenho que admitir, era adorável.
–E não precisa me obedecer. Não sou autoridade. — Falou firme.
Sorri de canto e deixei minha cabeça pender para o lado um pouco. Observando aquela garotinha.
–Então eu que mando? — Perguntei confuso.
Ela colocou o indicador na boca, mordendo de leve. Pensativa.
–Você é um cavaleiro, se achar necessário. Pode me dar alguma ordem, eu acho. — Yuma disse parando de morder seu dedo.
Assenti e fechei meus olhos. Ela voltou ao lugar que estava e fez o mesmo, caindo no sono. Algumas horas se passaram e eu fiquei de vigília, cuidando para que nada se aproximasse. Mas depois de um tempo. percebi que Yuma estava tremendo. Pelo frio que fazia aquela noite. E eu não tinha ideia do que fazer.
''Não deixe que nenhum tipo de mal aconteça a ela. É sua honra que esta sendo testada.''
As palavras do rei vieram a minha mente. Me fazendo chamar pelo nome da princesa, tentando a acordar.
–Hum…? — Ela perguntou abrindo os olhos lentamente, sonolenta.
–Esta com frio? — Perguntei a observando.
Yuma assentiu mas logo sorriu meio sem jeito para mim.
–Esta tudo bem, volte a dormir. Sir Dawn.- Ela disse em tom baixo.
Suspirei baixo e desviei o olhar.
–Eu devo protege-la de qualquer tipo de perigo. E ficar resfriada é considerado um. Então, por favor. Fique próxima a mim, Yuma. — Pedi com a voz rouca.
Depois de alguns segundos, senti ela se sentar ao meu lado. Mas não próxima o suficiente. Por isso, envolvi sua cintura com meu braço direito e a fiz se encostar em mim. A olhei e a vi corar, mas logo fechar os olhos com força. Tímida por estar tão próxima a um homem, desconhecido. Mas eu sabia que ela não estava dormindo, por isso perguntei:
–Como sabe meu sobrenome? — Falei em voz baixa, quase sussurrando.
–M-Meu pai sempre fala de você. Diz que é o melhor general que ele já viu. — Ela falou em tom baixo também.
Sorri ao ouvi-lá, feliz por saber que o rei estava satisfeito com meu trabalho.
–Mas diz que você é muito fechado. E poucas vezes age pensando de um jeito...bondoso…
Estranhei o resto de sua frase. Me deixou intrigado saber que ele pensava isso, só porque eu não bancava o herói não quer dizer que eu seja malvado…
–Temo que meu rei tenha entendido mal minhas intenções.
Ela lentamente colocou a mão em meu peito, me olhando confusa.
–Eu não acompanho as ações do exercito, mas...Sei do incidente de novembro. Ele se refere aquilo, Sir Dawn. — Yuma explicou, me fazendo virar o rosto.
Odiava lembrar daquilo, me incomoda até hoje minha escolha. Eu poderia libertar os escravos e desistir de lutar contra um exercito mais fraco ou lutar e ter que matar os escravos também. Eu escolhi a segunda opção, oque me fez perder alguns homens e gastar vidas de inocentes. Mas voltei para casa como herói.
–Aquilo foi um erro, nada mais. Agora durma para que possamos sair daqui a algumas horas. — Quase sussurrei.
Yuma apenas assentiu, suspirando baixo e se encostando em mim. Fechando os olhos. Por um impulso ou vontade, eu a trouxe para mais perto. Vendo como era bom ver que poderia proteger alguém tão...indefeso.
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