Writing about you

22 Cause we both know how this ends...


Notas iniciais
Olá, meu povo. Sentiram a minha falta? Porque eu senti a de vocês. Eu abandonei essa história ou qualquer outra minha? Nunca. Eu vou sumir mais alguma vez? Espero que não. Essa história terá final feliz? Olha, depende do conceito de felicidade, mas quem sabe? haha. Desculpa pela longa demora, mas meu semestre foi bem pesado, mas vim para falar de coisa boa, estou quase de férias da faculdade e como é uma federal, vou ter uns três meses :D. Ando sentindo falta de um contato mais próximo entre a gente, então vou deixar meu twitter e meu tumblr aqui, caso vocês queiram falar mais "de perto" comigo. O tumblr tem um chat e também tem uns textos legais meu lá, se alguém se interessar. Também estou pensando em criar um grupo, por que ai vocês podem se conhecer e fazer amiguinhos, mas tenho que saber se alguém ainda acompanha essa bagaça, então deixem um comentário para eu ter uma ideia. Bom, é isso, acho. Desculpa de novo, mas we're back bitches ♥ ♥. Twitter: https://twitter.com/1Lovegood Tumblr: momentaize.tumblr.com Muscia: https://www.youtube.com/watch?v=FPHhNuSdrYE

Mas é que ela não é como as outras pessoas e isso é algo raro, confuso e bonito. Ela é como aquelas plantinhas que a gente via muito quando era criança, aquelas que quando tocamos, se fecham na mesma hora. Aquelas que você tem que admirar de longe, que tem que pedir permissão para chegar um pouco mais perto. Ela é uma daquelas raras pessoas que apresentam uma fragilidade quase proporcional ao tamanho da beleza, e ela é linda. Quem consegue chegar perto, quem consegue realmente enxergá-la, é uma pessoa de sorte, porque ela tem muitas raízes e essas raízes podem afastar as pessoas, mas também explicam muito sobre ela. Não é fácil e ela sabe, mas vale a pena. Talvez ela esteja aqui apenas para nos ensinar que, assim como algumas flores, existem pessoas que não precisamos tocar para mostrar o quanto elas nos encantam. É como minha mãe sempre disse, as flores mais bonitas, as que mais tocam nossos corações, são aquelas que nunca serão colocadas em vasos dentro de nossas casas. Você tem que admirar o que ela é, compreender como ela é e aceitar que, assim como as melhores e mais delicadas flores, algumas pessoas não resistem ao bruto toque humano. (Minha autoria)

...

[...]R: Algum dia você iria me contar que vai para Índia, ou eu só saberia quando você estivesse se despedindo de todo mundo?[...]

E: Regina? O que….?

R: Não me faça repetir a pergunta, Emma.

E: Como você?

R: Gold me disse.

E: Ele o que? Quando? Onde?

R: Isso importa? [seu tom não era mais acusatório, mas seus olhos não encaravam os de Emma] Por que você não me disse? Você nunca iria me contar?

E: Olha… [Emma interrompeu sua frase e respirou fundo, a porta do 202, apartamento que ficava de frente para o seu, estava entreaberta e a senhora assustadora que morava lá, e que Emma nunca lembrava o nome, estava escutando a conversa] Nós podemos conversar no meu quarto? Por favor [pediu em tom baixo, quando Regina não fez nenhum movimento para entrar no apartamento]

Regina apenas assentiu com a cabeça e entrou, suas bochechas coraram ao ver Alex sentada tentando, inutilmente, ser engolida pelo sofá onde estava.

A: Hey, Regina [cumprimentou com um sorriso torto]

R: Olá [cumprimentou sem saber muito bem o que falar]

E: Nós estaremos no quarto, se você precisar de alguma coisa…

A: Eu… Eu vou ir na Ruby… ou conversar com a senhora Maggie.

E: Senhora Maggie? [perguntou confusa]

A: Sua vizinha, a do 202, senhora interessante sabe? Ela tem um gato suicida [comentou]

R: O que? [perguntou curiosa, esquecendo por um segundo o porquê de estar ali]

A: Eu explico uma outra hora… hum.. Boa conversa, eu acho [murmurou baixinho antes de praticamente correr até a porta, mas caindo com um baque surdo quando tropeçou no próprio sapato] Tô ótima [gritou fazendo Regina sorrir de leve]

R: Acho que o desastre faz parte da família.

E: Você nem imagina. Meu quarto é ali…

R: Eu sei, Emma, eu já dormi nele [respondeu indo em direção ao quarto]

E: Sim [sussurrou seguindo Regina]

O quarto de Emma era branco, com cortinas escuras e uma cama de casal branca. Era simples e muito bonito, seu guarda-roupa, também branco, ia do chão ao teto e suas portas eram grandes espelhos opacos. Ao olhar mais atentamente para uma prateleira perto da cama, Regina notou duas fotos que não estava ali antes, uma de Henry sorrindo e uma sua.

R: Bom, estamos no seu quarto, você pode me contar agora.

E: Eu não sei bem por onde começar.

R: O início seria uma boa opção [seu tom era frio, mas Emma podia ver que ela estava triste, quase decepcionada]

E: Eu aceitei o trabalho por três razões. Porque é algo que eu quero fazer, ou eu achava que queria, porque eu precisava de um tempo longe da minha família e…

R: E?

E: Por causa de você.

R: De mim? Emma, se você queria terminar comigo…

E: Não [disse rapidamente interrompendo Regina] Foi antes da gente, foi… eu já iria aceitar antes, mas eu aceitei no dia em que nos encontramos aqui em Nova York.

R: Você vai? Você quer ir? [perguntou em um sussurro]

E: Eu não sei mais o que eu quero. Mas eu sei o que eu não quero, eu não quero estragar o que está acontecendo entre a gente [disse sinceramente, suas mãos puxando as de Regina, trazendo a mulher para sentar metade na cama e metade em seu colo] Eu não quero estragar mais isso na minha vida.

R: Eu… Por que você não me contou?

E: Porque eu não tive coragem, e teve momentos em que eu simplesmente esqueci… Eu.. Eu esqueço das coisas quando estou com você.

R: Isso não é desculpa, Emma. Eu.. eu confiei em você

E: Eu sei [sua voz era quase um sussurro, ela estava cansada e com uma vontade absurda de chorar] Eu sinto muito [murmurou, as primeiras lágrimas escorrendo pelo seu rosto] Eu.. Eu sei que você quer conversar, eu sei que eu fiz besteira, eu sei que você deve estar com raiva de mim, mas por favor, eu não sei se consigo aguentar mais uma briga. Não depois do que aconteceu hoje… Eu..

R: Emma [chamou baixinho, sua testa encostando com a da loira] O que aconteceu? [perguntou preocupada]

E: Eles desistiram de mim [sussurrou tentando inutilmente secar as lágrimas]

R: Quem?

E: Meus pais, eles finalmente desistiram de mim.

R: Emma [murmurou fechando os olhos] Eu esqueci que eles estavam aqui… eu… Eu posso fazer alguma coisa por você?

E: Seria muito egoísta se eu pedisse para você me abraçar?

R: Não [respondeu sinceramente, ajeitando seu corpo para sentar completamente no colo de Emma, seus braços segurando a loira com força] Nada nunca vai ser fácil para nós, vai?

E: É você e eu, não tem como ser fácil [disse encarando os olhos chocolate]

R: Não precisa ser fácil, mas pelo menos um pouco menos difícil.

E: É o típico drama lésbico [brincou, se arrependendo no mesmo instante ao sentir o corpo de Regina endurecer contra o seu]

R: Eu não sou lésbica.

E: Eu sei, foi apenas uma piada.

R: O que nós fazemos agora?

E: Agora? Neste exato momento? [perguntou, puxando a cintura de Regina e beijando o pescoço dela] Eu tenho algumas sugestões.

R: Não era disso que eu estava falando [respondeu sorrindo] É sério, Emma.

E: Eu sei, eu vou falar com Gold amanhã, dizer que não estou mais interessada na viagem.

R: Isso não vai atrapalhar você?

E: Pode ser que sim, pode ser que não. Não tem como eu saber.

R: Eu não quero que você desista de algo importante na sua carreira por causa de mim.

E: Eu não quero desistir de você.

R: Eu continuo aqui [brincou tentando aliviar o clima] Eu não vou a lugar nenhum, mas...

E: Vamos falar sobre isso mais tarde, ok? Nós tivemos um dia cheio.

R: Ok.

E: Algo aconteceu por causa daquela matéria?

R: Recebi ligações o dia inteiro, meus fãs estão enlouquecendo no twitter…

E: Você vai falar algo sobre?

R: Não [respondeu rapidamente] Não quero me expor, amanhã tem uma festa organizada pela editora e eu tenho que ir. Tinha esquecido totalmente dessa festa.

E: É a premium quality da Rocco, não é?

R: Sim, você vai?

E: Ruby e eu vamos estar lá, para coluna literária.

R: Vocês cobrem muitos eventos literários ou só os que eu participo? [brincou]

E: Você é nossa exclusividade [respondeu beijando o pescoço de Regina]

R: É? [perguntou com os olhos fechados]

E: Com certeza [riu, derrubando a morena de costas na cama] Nós estamos bem?

R: Por agora? Sim [respondeu dando um beijo em Emma]

O restante do dia passou extremamente rápido e quando Regina notou, já estava na hora da grande festa. Ela não queria ir, ela não queria ter que aguentar 100 jornalistas perguntando sobre sua vida pessoal, principalmente quando nem ela sabia o que estava acontecendo na sua vida pessoal, mas Belle disse que ela tinha que ir, então ela foi. A festa era no sexto andar de um dos prédios mais caros de Nova York. Regina estava acostumada com festas editoriais, mas não como aquela. Não era apenas uma festa com escritores famosos, mas sim uma festa com diretores, roteiristas, atores e atrizes famosos também. Todas as pessoas que estavam participando, de alguma maneira, das adaptações literárias para o cinema estavam ali. Regina reconheceu metade do elenco que estava atuando na adaptação de seu livro. Não era comum para Regina estar “sozinha” nesses eventos, Robin sempre a acompanhava, mesmo que não gostasse que ela fosse, Belle também. A francesa havia vindo com ela, mas precisou se afastar um pouco para resolver algumas coisas sobre uma entrevista que Regina daria no programa da Ellen. Regina estava ganhando muito mais visibilidade agora que seu livro se tornaria filme. Isso era incrível, mas assustador ao mesmo tempo. Tudo estava um pouco confuso e chato, até Regina sentir a voz baixa de Emma soprar contra seu ouvido esquerdo.

E: Será que a senhorita me concederia uma exclusiva?

Regina virou-se para responder, mas as palavras sumiram da sua boca. Emma estava linda, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo luxuoso e ela vestia um blazer preto, dobrado até o cotovelo, uma blusa branca, com um laço preto no lugar da gravata, uma calça preta que caia muito bem no seu corpo e parecia ter dois números a menos de tão colada que estava e um salto alto preto e simples. Regina teve que parar alguns longos segundos para apreciar toda aquela vista, Emma Swan estava deslumbrante.

R: Não acho que eu me importaria, senhorita Swan. Você está…. linda [comentou com a voz rouca] absurdamente linda.

E: Você já se olhou no espelho? [perguntou tentando não sorrir bobamente com o comentário de Regina. A morena usava um longo vestido verde escuro, apertado em todos os lugares certos e com uma abertura nas costas. Seu cabelo estava solto e sua maquiagem era delicada. Emma podia olhar para ela o dia todo]

R: Sim [comentou se aproximando do ouvido de Emma e sussurrando baixinho] Você deveria ver o que eu estou usando por baixo.

E: Você não deveria me provocar em um lugar tão cheio.

R: Por quê? [perguntou se aproximando um pouco mais] o que você vai fazer…. Swan?

E: Reginaa..

R: O que você quer fazer?

E: Você adora me provocar, não é? Como se você não soubesse o efeito que tem sobre mim.

R: Talvez eu tenha esquecido. Que tal você me lembrar? Qual é, exatamente, o efeito que eu tenho sobre você, Emma?

E: Bom, você faz com que...

W: Regina? Regina Mills?

R: Hey, Willian Saver, certo? [Respondeu, afastando-se de Emma rapidamente]

W: Isso, eu sempre quis conhecer você pessoalmente.

R: É um prazer [respondeu com uma sorriso sincero] Essa é Emma Swan [apresentou quando Emma fez um barulho forçado com a garganta] Ela é jornalista na Gold's Magazine.

W: Revista do senhor Gold, certo?

E: Sim, eu fui encarregada de cobrir o evento.

W: Eu estou atrapalhando uma entrevista?

E: Não, nós só estávamos…

R: Terminando [apressou-se em dizer]. Eu estava apenas acertando algumas coisas com a senhorita Swan.

E: É [respondeu depois de longos minutos em silêncio] Eu tenho que ir… Trabalhar.. Que é o que eu vim fazer… aqui. Tenham uma ótima noite, eu provavelmente vou falar com você, senhor Saver, por causa do seu novo livro.

W: Vai ser uma honra. Sua matéria sobre a Regina ficou maravilhosa.

E: Sim, obrigada [respondeu com um sorriso forçado] Eu tenho que entrevistar algumas pessoas...

R: Emma [chamou quando percebeu que a loira talvez tivesse ficado um pouco chateada]

E: Nós vemos uma outra hora, senhora Mills, aproveite sua noite….

Emma caminhou até o outro lado do salão sem olhar para trás. Sua cabeça tinha começado a doer e seus olhos ardiam um pouco, ela estava quase chorando, embora se negasse a fazer isso. Não tinha acontecido nada demais, ela repetia para si mesma, isso era apenas o resultado de uma semana estressante. A loira caminhou apressadamente pelo salão até encontrar Alex perto do bar.

A: Hey, maninha… O que aconteceu? [perguntou quando percebeu que Emma não parecia muito bem]

E: Nada, só estou casada. Tem sido uma longa semana.

A: Sim, você estava bem perto da Regina, tem certeza que nada aconteceu?

E: Nada demais [suspirou] Eu estava com a Regina, mas um escritor apareceu e ela... bom, ela me deu um ombro frio [respondeu sorrindo de lado]

A: Emma, você sabe que entendo um pouco muito [brincou] sobre marketing, certo? É o meu trabalho.

E: Sim, eu sei. Por que você está me dizendo isso?

A: Você e Regina, talvez… Talvez ela não queira… talvez ela não esteja sendo aconselhada, na verdade, a ficar tão perto de você no momento. Em público pelo menos.

E: Por que eu tenho uma imagem ruim?

A: Não, claro que não. Mas ela era praticamente casada, ela aprecia com o noivo em todos os eventos. Não ficou nem claro ainda que ela está se separando e já jogaram o boato de que ela está com uma mulher loira. Uma mulher, Emma. E por mais que nós saibamos que sexualidade é algo enorme, que bissexualidade existe e é real, as pessoas não vão pegar leve com ela, nem com você.

E: Eu sei, mas eu sou bem grandinha, eu consigo lidar com isso…

A: Sim, mas e ela? Ela sabe?

E: O que eu faço então?

A: Respira e converse com ela, sobre o que vocês vão fazer, sobre o que vocês querem fazer. Mas ainda é muito cedo para você duas enfrentarem o mundo desse jeito. Regina é muito conhecida e, por mais que você seja bem grandinha [sorriu passando a mão pelo ombro de Emma] você continua sendo um ser humano, você tem sentimentos também.

E: Por que nós ficamos afastadas tanto tempo?

A: Porque a vida às vezes é uma droga [brincou]

E: Não que eu queria mudar desesperadamente de assunto, mas você viu a Ruby?

A: A última vez que eu a vi, ela e Belle estavam discutindo lá na sacada.

E: Sério? De novo? Qual o problema delas?

A: Ruby se preocupa com você, Belle com a Regina. É uma briga interessante.

E: Vamos lá [bufou puxando Alex para chegar até a sacada que ficava em um canto isolado do salão]

A: O que? Por quê? Elas vão querer brigar com a gente também.

E: Alex, nós estamos no sexto andar. Tudo que eu não preciso é que Ruby jogue a Belle lá de cima.

A: Você está brincando, não é? [perguntou seguindo Emma]

E: Quem sabe, mas... [Emma começou, mas perdeu as palavras no mesmo instante em que entrou na sacada. Ninguém estava gritando e ninguém estava sendo jogada da sacada também. Na verdade, tudo estava bem silencioso, apenas a musica do salão podia ser ouvida. A noite estava muito bonita e Ruby estava lá, bem no meio da sacada, beijando Belle]

Ao escutar pessoas se aproximando, as duas se separam no susto e encaram Emma e Alex com os olhos arregalados.

E: Sério? [perguntou surpresa]

R: Eu... Nós...

A: Nada contra, mas todo mundo é gay nesse lugar? [perguntou tentando aliviar o clima]

Você tem medo que as coisas deem certo, porque você não saberia o que fazer se isso acontecesse. Você é especialista em dar errado, garota. (Minha autoria)

Notas finais
Vou começar a desenvolver os outros personagens. Me avisem se gostaram, desculpe qualquer erro