Wounded hearts

6 Capítulo 6 - Sentimentos


Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? Bom, eu queria dedicar esse capitulo a uma pessoa muitoooooo legal, ela me disse que essa era a fic preferida dela entre as minhas, então esse capitulo é seu DANI sua linda

— Rukia —

O silencio predominava na luxuosa sala de jantar onde encontrava-me a jantar junto de Byakuya, que parecia mais pensativo que o normal. Faziam algumas horas desde que Masaki havia partido e ele havia chegado logo depois convidando-me a fazer nossa refeição.

Sentia-me um pouco inquieta, pois notara que Ichigo estava estranhamente calado desde então. Perguntava-me o que o estaria afligindo. Queria entender o que se passava na cabeça daquele ruivo idiota, mas não podia, não naquele momento.

Não poderia deixar Byakuya jantando sozinha para ir falar com outro homem. Aquilo poderia ser considerado desrespeito e desrespeitar um homem tão bom quanto ele, estava fora de questão.

— O que houve, Rukia? — Perguntou Byakuya de repente, assustando-me.

— Byakuya-sama?! — Indaguei olhando-o confusa.

— Eu lhe perguntei o que houve. — Respondeu serio encarando-me.

— Ah! — Exclamei incerta, não estava acostumada com ele sendo tão atencioso. — Nada não. — Respondi apressada ao ter aquele frios olhos acinzentados sobre mim.

O silencio voltou a prevalecer entre nos enquanto terminávamos nossas refeições. Já havia me habituado ao jeito calado dele. Sentia-me confortável, era bom passar aquele tempo com ele, do mesmo modo que era bom passar as tardes com Ichigo no jardim.

Depois de terminar, agradeci pela comida e já esta pronta para me retirar, Byakuya parecia pensativo e cansado demais, e eu não sabia se ele ainda desejava minha companhia. Então levantei-me fazendo-lhe uma rápida reverencia.

— Rukia. — Chamou-me.

— Sim, Byakuya-sama. — Respondi calmamente olhando-o.

— Nos não iremos tomar chá na varanda essa noite? — Perguntou observando-me.

— Bom. Pensei que o senhor estaria cansado e eu não quero incomodar. — Falei de forma sincera.

— Não diga bobagens. — Disse logo após agradecer pela comida. — Vamos? — Indagou ao levantar e andar até meu lado.

— M-Mas...? — Gaguejei timidamente, olhando-o em seguida.

— Vai me negar sua companhia quando é ela que me renova, Rukia? — Perguntou seriamente deixando-me sem palavras.

Sentia o ar fugir de meus pulmões. Aquele era mesmo Byakuya a minha frente? Nunca imaginei que ele poderia me dizer tais palavras e isso me fazia entrar em um turbilhão de sentimentos nunca antes experimentados por mim.

— Vamos? — Perguntou-me pela segunda vez naquela noite, estendendo-me a mão.

Sentia-me sufocada com aquelas novas atitudes dele, suas palavras ainda ecoavam em minha mente deixando-me ainda mais confusa.

Aceitei rapidamente seu convite tocando minha mão na dele, não poderia negar que aquilo de algum modo, me alegrava. Fazia-me sentir bem saber que ele apreciava minha companhia tanto quanto eu apreciava a dele.

— Rukia? — Indagou ao finalmente adentrarmos a varando iluminada pela luz do luar.

— Sim. — Respondi olhando-o atentamente.

Ele pareci hesitante e aquilo fazia com que a ansiedade me tomasse por inteira.

— Nada. — Disse suspirando cansado. — Então, como foi seu dia? — Perguntou mudando de assunto.

— Foi agradável. — Respondi soltando lentamente sua mão para sentar-me ao seu lado na varanda. — Masaki-san esteve aqui. — Continuei sem encara-lo, não sabia o motivo mais sentia-me decepcionada.

— Ela veio para ver o jardim, certo? — Perguntou, mas alguma coisa em seu tom de voz fazia-me perceber que não era sobre aquilo que ele desejava falar.

— Sim. Ela é uma pessoa muito gentil, assim como Aizen-san. — Respondi bebendo o chá que Ayame havia depositado a minha frente deixando-nos a sós logo depois.

Um silencio agradável fez-se presente. O ar fresco da noite trazia o perfume delicioso da magnifica cerejeira até nos, carregando juntamente algumas pétalas rosadas que fugiram de seus galhos.

— Maravilhoso. — Sussurrei hipnotizada pelo magnifico espetáculo da natureza.

— Sim. — Concordou sorrindo fazendo-me olha-lo admirada.

Meus olhos prenderam-se instantaneamente aos dele, não conseguia desviar minha atenção daqueles olhos tão bonitos e frios quanto o aço. Parecia que estava me perdendo naquele mar acinzentado e eu só não sabia se essa mistura de sentimentos era, de fato, bom ou ruim.

— By-Byakuya-sama. — Gaguejei desajeitada forçando-me a desviar meus olhos dos dele. — Esta tarde... — Continuei hesitante.

— Rukia... — Falou fazendo-me observa-lo de soslaio.

— Sim. — Respondi nervosa com os sentimentos que me faziam criar expectativas fantasiosas em minha mente.

— Boa noite. — Desejou simplesmente fechando aqueles maravilhosos olhos.

— Boa noite, Byakuya-sama. — Respondia apressadamente deixando-o sozinho a apreciar o maravilhoso perfume de cerejeira que impregnava o lugar.

Minha respiração estava ofegante e minhas mãos tremiam, e isso somente por uma intensa troca de olhares. Sentia-me sufocar com todos aqueles estranhos sentimentos que começavam a acumular-se dentro de mim.

Suspirei cansada, sabia que naquela noite o sono não chegaria tão cedo e tudo por culpa daqueles estranhos sentimentos.

— Ichigo —

Observava o dia amanhecer sentado embaixo da cerejeira preferida de Rukia, não havia conseguido pregar os olhos a noite inteira e isso me irritava.

Não conseguia parar de pensar em tudo o que Ulquiorra havia falado e como aquelas palavras pareciam remeter a mim mesmo. Não queria aceitar mais meus sentimentos por Rukia pareciam crescer a cada dia. Perguntava o que deveria fazer, mas não conseguia pensar em nada.

Mas não era só isso que estava me atormentando. Ainda tinha aquela mulher, Masaki, que me olhava de uma maneira estranha e isso deixava-me ainda mais confuso.

Precisava falar com Rukia, estar com ela sempre me acalmava, mas não havia conseguido desde que Byakuya, marido dela, havia chegado convidando-a a jantar com ele. Aquilo havia deixado-me bastante irritado, mas não poderia fazer nada.

Levantei limpando a sujeira de minhas vestes, ainda tinha muito trabalho a se fazer e eu queria começar cedo para poder ter algum tempo livre para conversar calmamente com Rukia. Talvez aquele sentimento fosse só algo da minha cabeça e tudo se esclarece ao falar com ela.

O tempo havia passado rapidamente enquanto eu realizava minhas tarefas e só fui notar isso ao ver Rukia aproximar-se lentamente com seu, agora, inseparável coelho nos braços.

— Bom dia, Ichigo. — Saldou abrindo um lindo sorriso instantaneamente.

Senti meu coração disparar automaticamente fazendo-me sentir meu rosto mais quente que o normal.

— Bom dia. — Respondo desviando o olhar engolindo em seco logo em seguida.

Parecia que meu coração iria estourar no peito fazendo-me respirar ofegante.

— Ei Ichigo? — Chamou ela parecendo preocupada. — Você esta bem? — Indagou levantando deixando o coelho sobre a cadeira.

— E-Estou sim, não se preocupe. — Falei rapidamente sem olha-la.

— Tem certeza? — Insistiu aproximando-se cada vez mais.

— Tenho sim, idiota. — Falei ríspido dando alguns passos para trás.

— Idiota é você. Eu só estava preocupada com você, retardado. — Falou dando-me as costa irritada.

— Desculpe. — Sussurrei continuando o que estava fazendo. Minha respiração se acalmava lentamente.

O silencio reinava entre nos e ela parecia não se importar com aquilo, enquanto eu parecia cada vez mais necessitado de ouvir a voz dela.

— Ei idiota. — Chamou-me de repente sem olhar-me.

— O que foi? — Perguntei rapidamente.

— Aconteceu algo ontem? Você esta meio estranho desde ontem e eu queria saber o motivo. — Declarou olhando-me seriamente dessa vez.

— Não aconteceu nada. — Declarei sem olha-la. — Eu só... Bem, eu achei aquela mulher de ontem meio estranha. — Confessei deixando-a saber de metade da verdade que me atormentava.

— Masaki-san? — Perguntou surpresa.

— Sim, ela me olhava de uma maneira estranha. — Falei sentando-me ao lado dela.

— Ah... Ela só estava curiosa sobre você. Ela gostou muito do seu trabalho com o jardim. — Falou sincera.

— Entendo. — Falei tentando convencer a mim mesmo de que aquela era o verdadeiro motivo daqueles olhares que me confundiam. — Então como vai essa bola de pelos ai? — Perguntei levando minha mão até o bichinho que descansava sobre as pernas dela.

— Ei não toque nele. — Falou segurando firmemente em minha mão, senti-me arrepiar ao sentir aquele toque suave sobre minha pele. — Ele não é nenhuma bola de pelos. — Reclamou olhando-me seria.

— Certo. — Falei ao ser liberado por ela. — Desculpe. — Completei vendo-a sorrir.

Senti meu coração acelerar mais uma vez, uma onda de sentimentos e sensações tomavam-me ao ter aquele sorriso direcionado a mim. Algo em meu interior desejava que ela só sorri-se dessa maneira só para mim. Era doloroso imaginar ela sorrindo dessa maneira para seu marido, aquilo me frustava e irritava.

— Ichigo? — Questiono e foi quando percebi que apertava os punhos com tanta força que os havia machucado.

— Rukia, sempre quis lhe fazer uma pergunta. Posso? — Perguntei apressado.

— Claro, só que com uma condição. — Falou deixando o sorriso em seu rosto crescer.

— Certo. É justo. — Falei ao pensar por alguns instantes.

— Okay. — Falou pensativa. — Me diga qual seu maior sonho para o futuro. — Pediu radiante deixando-me surpreso.

— Bom... É... Meu maior sonho? — Indaguei vendo-a concordar com a cabeça. — Bom. Eu queria ser medico. Cuidar de vidas me fascina desde pequeno, por isso que me dou bem cuidando de jardim ou qualquer outra coisa que tenha vida. — Confessei corando devido meu constrangimento.

— Uau! — Exclamou sorrindo. — Acho que isso combina com você. Doutor Kurosaki. Muito legal. — Disse olhando-me de maneira gentil.

— Obrigado. — Disse passando as mãos por meus cabelos. — Minha vez. — Declarei serio.

— Certo. — Concordou olhando-me atentamente.

— Por que você se casou tão nova? Seu sonho não era ser escritora? — Perguntei olhando-a com atenção.

— Isso é complicado. — Respondeu suspirando impaciente. — Pergunte outra coisa. — Mandou sem olhar-me.

— Não. Eu respondi sua pergunta, então responda a minha. — Falei rispidamente.

— Okay. — Respondeu irritada. — Eu não tive escolha, era para o bem da minha família. — Sussurrou confessando.

Aquelas palavras pegaram-me de surpresa fazendo-me encara-la seriamente.

— Então você não o ama e casou por que foi obrigada? — Questionei ansioso.

— Não fui obrigada, eu decidi ajudar minha família. — Respondeu simplesmente.

— Certo, mas então você não o ama? — Perguntei.

— Eu não preciso te responder mais nada. — Falou evasiva decepcionando-me.

— Certo. — Concordei a contra-gosto.

Ficamos ali somente ouvindo o canto dos pássaros em silencio. Meu coração martelava contra meu peito, sentimentos e mais sentimentos se emaranhavam em meu interior e tudo isso por causa da baixinha que estava ao meu lado. Definitivamente esses sentimentos não me deixariam tão cedo e sinceramente eu nem sabia se isso que eu queria.

— Byakuya —

Estacionava o carro em frente a minha residencia apressadamente, havia deixado a empresa o mais rápido possível movido pelo meu grande desejo de almoçar com ela, Rukia, a mulher que havia despertado meu coração ferido mais uma vez, minha esposa.

Já havia dado um grande passo em minha mudança tentando aos pouco fazer com que ela falasse comigo normalmente. Desejava que ela conversa-se comigo com a mesma intimidade com que ela conversava com aquele maldito jardineiro. Deseja que ela me visse com outro olhos, mas seria paciente. Tudo a seu tempo, era assim que pensava.

Adentrei a passos largos pela casa encontrando Ayame a preparar a mesa para o almoço.

— Onde esta minha esposa? — Perguntei sem olha-la.

— No jardim, mestre. — Respondeu fazendo uma longa e desnecessária reverencia. — Quer que eu vai chama-la? — Perguntou respeitosamente.

— Não é necessário. Eu mesmo irei chama-la. — Declarei caminhando apressado em direção ao jardim, sentia-me irado por saber que ela mais uma vez estava na companhia daquele miserável.

Andei silenciosamente vendo-os sentados lado-a-lado na espreguiçadeira que havia ali. Eles ainda não havia me notado.

— Uau! Acho que isso combina com você. Doutor Kurosaki. Muito legal. — Falou ela animada.

Sabia que não era o certo, mas decidi ouvir até onde iria aquela conversa que poderia me acalmar ou confirmar minhas suspeitas.

— Certo. Agora é minha vez. — Falou o jardineiro deixando-me ainda mais curioso para ouvir sobre o que eles falavam.

— Certo. — Respondeu Rukia prontamente.

— Por que você se casou tão nova? Seu sonho não era ser escritora? — Perguntou surpreendendo até mesmo a mim.

Ela nunca havia me contado nenhum de seus sonhos, mas havia contado a ele. Sentia que poderia perde-la a qualquer momento e isso me inquietava.

— Isso é complicado. Pergunte outra coisa. — Mandou deixando-me ansioso por ouvir aquela resposta, mesmo já sabem dos motivos e das circunstancias pelo qual ela havia aceitado ser minha mulher.

— Não. Eu respondi sua pergunta, então responda a minha. — Falou o jardineiro de maneira ríspida.

— Okay. — Respondeu irritada. — Eu não tive escolha, era para o bem da minha família. — Sussurrou fazendo-me chegar um pouco mais perto para ouvi-la, mas ainda sem chamar a atenção dos dois.

— Então você não o ama e casou por que foi obrigada? — Questiono o maldito parecendo ansioso pela resposta afirmativa da parte dela.

— Não fui obrigada, eu decidi ajudar minha família. — Respondeu simplesmente.

— Certo, mas então você não o ama? — Perguntou fazendo meu peito se apertar em angustia.

— Eu não preciso te responder mais nada. — Falou evasiva decepcionando a ambos pelo que pude notar.

— Certo. — Concordou o jardineiro a contra-gosto. Os sentimentos dele já estavam claros para mim e aquilo deixava-me ainda mais inseguro.

Já havia ouvido o bastante.

Sentia-me aliviado e triste ao mesmo tempo, queria que ela respondesse sinceramente se me amava ou não, mas sabia que era muito cedo para isso.

Então simplesmente iria deixar o tempo e os sentimentos me guiarem, levando-me para a direção certa ou não. O que importava era ter Rukia ao meu lado. Simples assim.

Notas finais
Então? O que acharam.? Comentem Por favor. Bjos