Notas iniciais
Oi, minha gente, olha só a fênix que ressurgiu das cinzas para escrever em outro fandom, haha. Eu gosto de BTS faz um tempão, mas nunca tive coragem de escrever nada, mas recentemente Jikook tem me inspirado bastante e agora que eu terminei a faculdade e estou esperando o diploma, tenho um tempinho para escrever esse fluffy que dá até diabetes.

PS: na fic eles tem todos a mesma idade, então releva.

Enfim, espero que me aceitem no fandom e boa leitura!

Estúpido. Estúpido. ESTÚPIDO.

Jimin se xingava e batia sua cabeça na porta de seu quarto repetidamente, seus óculos escorregando de seu nariz e caindo no carpete devido ao impacto.

Cristo. Você realmente se superou agora Park.

De todos os nomes que ele poderia ter dito, ele teve que escolher o menos provável – Elvis Presley teria feito mais sentido.

Ele lembrou do jantar, a conversa que começou essa confusão toda.

“E-eu não posso sair com ela,” Jimin gaguejou, desejando que sua mãe parasse de empurrá-lo para namorar essa garota só porque ela era filha de uma amiga. Ele odiava ser pressionado e estava mais que estressado.

“E por que não? Jimin, ela é uma garota adorável, talentosa-“

“Porque eu já estou saindo com alguém!” ele falou de repente, a mente tentando pensar em um nome.

Sua mãe pareceu assustada, depois suspeita, e então brava com seu tom. Ela ergueu a sobrancelha como se dissesse ‘Ah é?’ essa expressão é uma das coisas que ele herdou de sua mãe. “Quem é?”

O cérebro de Jimin quase sobrecarregou pensando em um nome. Se ele ao menos tivesse mais amigos, um nome seria fácil de escolher – Hoseok já havia saído do armário, mas sua mãe sabia que ele estava namorando Yoongi, Taehyung era...ela não ia acreditar.

De repente, um sorriso debochado cheio de dentes e olhos escuros apareceram em sua mente, e Jimin não pode parar sua boca. “Jungkook.”

Houve um ofego alto e sua mãe derrubou o garfo no prato. “Jungkook? Jeon Jeongguk?

Isso foi uma péssima, péssima ideia que ele ia se arrepender para sempre, não ia?

Ele e Jungkook se conheciam desde que eram bebês, a consequência de suas mães serem amigas desde o ensino médio. Naturalmente, as mulheres esperavam que os garotos fossem próximos também, e eles foram...por um tempo, mesmo sendo completamente opostos. Agora, Jungkook andava com os populares, jogando futebol e se mantendo nas listas de todas as festas de finais de semana. Ele governava a escola, e tinha pouco interesse no invisível e estranho traça de livro.

Jimin tinha o hábito de dizer que ele preferia essa forma. Houve um tempo que ele gostava de Jungkook, pego por seu charme e calor e personalidade forte. Seu sorriso que mais parecia um coelhinho...

Tudo havia mudado quando eles entraram no ensino médio. Jungkook se distanciou, dando desculpas mal feitas toda vez que Jimin tentava fazer algum plano. Finalmente, Jungkook estourou quando Jimin tentou falar com ele uma manhã, o humilhando na frente de seus novos amigos e mais ou menos dizendo para Jimin dar o fora.

Jimin estava de coração partido, mas ele enterrou tudo instantaneamente, retornando a sua caixa que havia criado em sua cabeça, forçando a si mesmo a não mostrar mais emoções. Ele simplesmente piscou olhando para Jungkook, deu de ombros e foi embora como se os últimos oito anos nunca tivessem acontecido. De alguma forma, isso tornou as coisas mais simples para ele, pois ele não tinha mais que se preocupar em acidentalmente deixar Jungkook perceber o quanto ele gostava dele a qualquer momento que eles estivessem juntos.

Havia momentos em que ele se perguntava se Jungkook já sabia, se essa foi a razão para o desfecho de sua amizade. Ele sempre pensou sobre isso, mas não quis pensar na dor que isso causaria se fosse verdade.

Suas mães ficaram desapontadas quando os garotos ficaram quietos durantes as visitas semanais, Jungkook chutando uma bola no quintal e Jimin enrolado no sofá assistindo um filme ou só escondido em seu quarto. E em raras ocasiões eles interagiam, Jungkook geralmente decidia provocá-lo até ele perder a paciência. Seus argumentos eram explosivos.

Ano passado ficou tão ruim que as mulheres decidiram deixar seus filhos em casa durantes as visitas. Eles ainda se viam na escola infelizmente e, mesmo ignorando um ao outro a maior parte do tempo, havia uma tensão no ar como uma rocha gigante pronta para esmagar alguém a qualquer momento. Era como se algo estivesse se construindo entre eles. Homicídio, provavelmente.

O garoto de dezessete anos franziu as sobrancelhas ao lembrar de todas as vezes que ele e Jungkook brigaram, todas as palavras de ódio; sua mãe nunca engoliria isso. "Sim.”

“Jimin,” sua mãe disse, “vocês dois mal conseguem aguentar um ao outro no mesmo planeta, e você ainda não me explicou o porquê, e ainda assim espera que eu acredite que estão namorando?”

Jimin lembrou da vez que quebrou um prato na cabeça de Jungkook por ter dito que ele ia morrer virgem porque ninguém ia querer ir para a cama com um marshmallow gordo.

Foi a ultima vez que suas mães permitiram que eles ficassem na mesma casa.

“Isso...começou na escola...”Jimin mentiu. “Nós fomos escolhidos para um projeto e forçados a trabalhar juntos a não ser que quiséssemos ficar na detenção. A gente começou a se falar de novo. E só...meio que aconteceu.”

Sua mãe o encarou por um momento antes de soltar um suspiro e levantar de sua cadeira e lhe dar um abraço. “Isso explica algumas coisas.” Ela riu. “Ah, querido, eu não poderia estar mais feliz!”

Ótimo.

“Eu tenho que ligar pra a mãe dele!”

Jimin escorregou pela porta, ele tinha absoluta certeza que a senhora Jeon confirmaria sua mentira depois de confrontar Jungkook e ele rir na cara dela.

Ele esperou, mas sua mãe nunca veio para puni-lo por sua mentira.

Na manhã seguinte, Jimin estava fora de casa antes que sua mãe pudesse dizer qualquer coisa ou fazer perguntas. Ele tinha um sentimento horrível que seria estrangulado hoje.

Na escola esse sentimento só se intensificou. Ele devia ter ficando em casa onde era seguro, ele duvidava que sua mãe tentaria jogá-lo em uma lata de lixo do jeito que Jungkook talvez faria.

Jimin estava indo para a cantina quando aconteceu. Ele estava vagando, esperando evitar as multidões (evitar Jungkook) indo pelos caminhos mais longos, indo pelo banheiro masculino. Ele considerou se esconder lá até o sinal tocar, mas ele estava faminto depois de ter pulado o café. Não que ele se importasse em perder alguns quilos, ele era um marshmallow, assim como Jungkook disse.

Jimin gritou na surpresa, mas de forma máscula (quem ele estava enganando Ariana Grande ficaria enciumada desse agudo) quando seu moletom foi puxado com força e ele foi jogado contra a parede dura. Ofegante do impacto, Jimin rapidamente se virou para ver quem o atacou e encontrou olhos escuros o encarando por debaixo de uma franja, como esperado.

“Oi, Jungkook.” Ele murmurou, arrumando seus óculos e segurando em seu moletom, maior do que seu tamanho, e que estava caindo de seu ombro.

Jungkook praticamente rosnou, “Eu vou terminar você, seu pequeno-“

“Eu posso expli-“

“Você disse para sua mãe que nós estamos namorando!” Jungkook falou entredentes, chegando mais perto como se temesse que alguém fosse escutar, “minha mãe gritou comigo por ter escondido dela e depois me encheu de abraços.”

Jimin não conseguiu segurar seu sarcasmo – ele tentou, okay? Mas ele estava transbordando. “E você viveu para contar a história?”

Jungkook empurrou seu ombro forte contra a parede. “Você tem dez segundos para se explicar antes que eu arranque os seus braços e de bata até a morte com um deles.”

“Tecnicamente, eu acho que a hemorragia ia—“

“De qualquer forma você morre. Fala. Agora.”

“Deus, você precisa de terapia para raiva.” Jimin rebateu, ignorando a dor em seu ombro. “Foi um acidente. Minha mãe estava tentando me arrumar um encontro com a Momo-“

Jungkook começou a rir. “Como se ela fosse sair com você. Eu duvido que alguém saísse com você.”

Suspirando forte para disfarçar a dor das palavras que Jungkook jogou nele, ele empurrou o maior alguns passos. “Se foder.”

O garoto mais alto o olhou com aversão. “Nos seus sonhos Minie Mouse.”

“Poderia calar a boca por dois segundos? Minha mãe estava tentando me arrumar com a Momo e para me livrar eu disse que já estava saindo com alguém. Quando ela perguntou quem, eu entrei em pânico e disse você. Eu acho que seu nome acaba vindo na minha mente nos momentos mais horríveis. E para seu comando, eu me trancaria dentro uma secadora com um travesseiro cheio de facas antes de deixar você me tocar.”

As narinas de Jungkook se expandiram e Jimin podia quase ouvir seus dentes rangerem. Então desapareceu, substituído por um sorriso arrogante. “Você teve a chance de sair com a Momo e disse não, porque...?”

A boca de Jimin se apertou, mas ele permaneceu quieto.

“E você disse que estava namorando comigo ao invés...” um sorriso debochado se alocou em sua face perpetuamente convencida. Jimin queria esfrega-la. “Aw. Será que o pequeno Marshmallow gosta de p-“

“Se engasga na merda de que você é feito.” Jimin rebateu venenoso.

Algo passou pela expressão de Jungkook perante a confissão hostil, antes da sua máscara de satisfação voltar. “oh-ho! Bravinho, bravinho.”

Jimin se puxou da parede com um pequeno sibilo. “Eu vou te mostrar o bravinho!” ele se lançou para Jungkook com a intenção de tirar esse sorriso. Em um segundo ele estava preso, suas costa no peito de Jungkook, com um braço pressionando na base sua garganta.

“Sh, sh pequeno Marshmallow.” Jungkook ronronou em sua orelha, fazendo Jimin estremecer por sua autoconfiança enquanto uma mão larga se espalhava por seu baixo ventre. “Não vamos transformar essa relação em uma abusiva.”

Jimin rosnou e relutou, desejando ser alguns centímetros mais alto ou pelo menos mais talentoso nesse tipo de coisa. Ele não era uma pessoa violenta, mas tinha algo sobre Jungkook que trazia esse lado para a superfície.

E pensar, que uma vez ele desejou ter essa boca cruel contra a sua.

Jungkook suspirou contra a sua orelha. “Acabou?”

Jimin apertou os dentes, querendo tanto só...despedaçar Jungkook. Mas ele acenou com a cabeça. Jungkook esperou um pouco, então o soltou.

Se afastando, Jimin arrumou seu moletom, querendo nada além de se afastar de Jungkook. “Eu expliquei. Faça o que quiser com isso. Adeus.”

Ele andou alguns passos antes de Jungkook tê-lo contra a parede novamente. “Não tão rápido, Marshmallow. Nós temos um problema.”

Jimin ergueu a sobrancelha.

“Nossas mães pensam que nós estamos juntos. E elas estão felizes por isso. Deus sabe o porquê.” Jungkook começou. “O que nós vamos fazer sobre isso?”

“Dizer que terminamos.” Jimin deu de ombros, tentando ir embora novamente. Mas de novo ele foi empurrado com a parede.

“E nós vamos, cedo ou tarde.”

Jimin cerrou os olhos ao olhar diabólico na cara do mais alto. “Do que você tá falando?”

“Eu tô falando de fingir por um tempo. Eu não sei você, mas minha mãe tá feliz e eu gostaria de vê-la assim por mais um tempo.”

“Você tá louco.”

Jungkook sorriu, daquele jeito estranho com olhos vazios que faziam Jimin querer fugir. “Não. Eu só sou bom em vingança;”

Jimin sacudiu a cabeça exasperado. “Não.”

“Ou você concorda, ou eu digo para a minha mãe a pra sua mãe que você estava mentindo. E nos colocou nessa confusão. Você realmente achou que eu ia deixar isso passar?”

O pé de Jimin coçou de vontade de fazer contato com a virilha do outro. “Não. Eu não pensei. Seu psicopata.”

“Diz o mentiroso compulsivo.”

“Uma mentira não faz de ninguém compulsivo, seu idiota.”

Jungkook deu de ombros. “Tanto faz.”

Jimin bufou e cruzou os braços. Por que ele abriu a boca? Por que ele só não saiu com a Momo? Ele poderia ter feito amizade com ela e então eles seriam melhores amigos. Agora ele estava se abrindo para chantagem do seu nêmeses.

“Um mês.” Jungkook declarou. “Nós fingimos estar junto por um mês. Em casa. Aqui na escola, nada munda. Não é como se alguém fosse acreditar que meu padrão caiu para zero de repente.”

As palavras ardiam como álcool em uma ferida aberta e Jimin queria dizer para Jungkook ir se foder em uma árvore de natal e depois ir para casa chorar. Mas ele lembrou do olhar no rosto de sua mãe e parou. E deus sabe que Jungkook contaria a história de forma a fazê-lo parecer ainda pior.

“Tudo bem.”

Jungkook se afastou com um sorriso satisfeito. “Te vejo depois da aula.”

“Ond-“

“Nós vamos para a sua casa pro jantar, elas planejaram ontem a noite. Sua mãe não te disse?”

Os lábios de Jimin se apertaram em aborrecimento.

“Bem, agora você sabe.”

Jungkook acenou para ele por cima dos ombros e foi embora.

Jimin queria gritar.

Jimin estava na metade da garagem quando ele ouviu um carro passar nas pedras atrás dele. Ele se encostou na cerca de madeira, não confiando em Jungkook no volante. Ele lutou a raiva ridícula sobre o fato de ele ter que pegar um ônibus para ir à escola enquanto Jungkook dirigia e não oferecia nem carona – não que ele fosse aceitar.

A janela abaixou. “Espera por mim antes de entrar.”

Ele virou para olhar para Jungkook com um sorriso largo e um doce. “Vai se foder.”

O carro acelerou jogando algumas pedras para longe passando por ele, mas Jimin não ia deixar ele entrar primeiro. Ele pulou para o outro lado, largando a bolsa na grama e indo para a porta da frente antes que Jungkook conseguisse sair do carro.

O maior estava de punho cerrado enquanto ia em direção a Jimin – a franjinha o fazia parecer bem menos ameaçador, mas Jimin conhecia bem. Jungkook era um monstro em uma luta, Hoseok descobriu isso primavera passada quando Jungkook lhe presenteou com um olho roxo. Jimin não tinha ideia do que houve lá, mas isso só tornou as coisas piores.

“Seu bost-“

Com seu coração dando seu melhor para bater em seu peito Jimin atravessou a porta com Jungkook bem atrás. Por alguma razão ele estava mais ansioso do que assustado – talvez porque ele esperava olhar para a expressão estúpida na cara do outro quando ele o alcançasse.

“Vem cá!” Jungkook tentou alcançá-lo, mas o menor se evadiu da mão com um passo para o lado.

Quando ele passou pela sala, a mulheres saíram da conversa. Jungkook o seguindo alguns segundos depois, acelerando pela entrada como um lobo perseguindo sua presa enquanto Jimin sibilou e tropeçou, mas rapidamente recuperou seu passo. Nenhum dos garotos parou para cumprimentar sua mãe.

As mulheres observavam o espetáculo olhando uma para a outra em satisfação e ouvindo enquanto seus garotos subiam as escadas.

Jimin mal alcançou o ultimo degrau antes de ser puxado por trás e os braços de Jungkook agarrados ao seu corpo como uma cinta de aço, se prendendo ao seu redor. Ele tinha mesmo que manuseá-lo tanto assim? Ele teria gritado, mas uma mão cobriu sua boca enquanto ele era arrastado pelo corretor estreito para um quarto de hóspedes.

Quando a porta se fechou Jimin mordeu a mão do outro, o surpreendendo e fazendo soltá-lo. “Sai fora!”

Ambos os garotos, raivosos e ofegantes, olharam para o outro, encarando. “Você pode se comportar por um segundo?”

Jimin apertou os dentes. “Me comportar?!”

“Nossas mães pensam que nós estamos apaixonados um pelo outro, seu imbecil”. Jungkook relembrou. “Assassinato com biscoitos e chá não é uma opção...infelizmente.”

Jimin ergueu o queixo petulante e ajeitou os óculos, que ficaram tortos durante a confusão. “Eu te odeio.”

“Anotado.” Jungkook respondeu. “Mas por um mês, na frente delas? Nós vamos ser o casal perfeito, okay? A não ser que você queira que elas pensem que você...ah, sei lá, me chantageou para fazer isso.”

Os dedos de Jimin coçaram de vontade de estapear Jungkook até a próxima semana. Seus instintos violentos pareciam estar sobrecarregados – ele ia estourar e acabar matando Jungkook logo.

O mais alto sorriu cheio de dentes. “Bem?”

“tudo bem.” Ele murmurou . “Eu vou participar. Mas você vai se arrepender.”

Enquanto ele se dirigia para a porta, Jungkook estava de repente nas suas costas, lábios em sua orelha. “Eu não faria nada estúpido se fosse você, pequeno marshmallow.”

Jimin lutou contra um arrepio – era definitivamente um arrepio de raiva – e rangeu os dentes. “Se você fosse eu, eu poria fogo em mim mesmo. E para de me chamar de marshmallow!” ele rebateu, e se ajustou desconfortável. “Você sabe que isso quer dizer que nós teremos que...tocar um ao outro, certo?”

Jungkook riu baixo, um som que claramente era para irritar. “Ah, só de pensar nisso você fica arrepiado não é, Marshmallow?”

Se afastando...com nojo, Jimin abriu a porta. “Vamos acabar logo com isso, cara de escroto.”

Ele recebeu um sorriso. “Eu não preciso saber das suas fantasias.”

Jimin rosnou, tentado a empurrar o idiota da escada.

Antes que eles alcançassem a porta para a sala, Jungkook jogou um braço sobre o menor e o puxou para perto, fazendo o pequeno estremecer. Ele não devia nunca se acostumar com isso. Merda. Ele odiava o cheiro pós-banho que exalava no maior, um cheiro que um dia ele adorou, e encontrava conforto.

“Garotos!” a senhora Jeon exclamou, “o que vocês pretendem galopando na casa desse jeito?”

“desculpa, mãe,” Jungkook falou primeiro. “Minie queria muito muito me mostrar uma coisa.”

O tom de Jungkook fez o rosto de Jimin corar. Sórdido. Ele queria muito muito dizer alguma coisa, mas sua língua parecia paralisada. Normalmente ele teria só estapeado ou empurrado o outro, mas isso não era mais uma opção, era? Não perto de suas mães.

“Refrigerante?” ele perguntou ao invés de dizer outra coisa, tentando olhar para Jungkook sem nojo aparente em seu rosto.

O maior se virou com um sorriso adorável nos lábios, que quase parecia...real. Jimin conhecia bem. “uhum, seria ótimo, marshmallow. Obrigado.”

Se acalmando, Jimin podia sentir os olhos do maior em sua...costa enquanto ele seguia para a cozinha. Ele sabia que isso era apenas exibição, mas ainda sentiu suas bochechas esquentarem.

“Marshmallow?” a senhora Jeon perguntou.

Se ela soubesse que seu precioso filho o estava insultando.

Na cozinha, Jimin foi direto para o gabinete que tinha Tylenol, tomando dois antes de colocar coca em dois copos e tomar um gole para descer.

Na volta, ele viu Jungkook sentado na cadeira mexendo no celular e uma ideia se formou. Jungkook não era o único que sabia como deixar alguém desconfortável. Não...não que isso fosse uma habilidade para se orgulhar. Ao não ser se envolvesse o outro garoto, claro.

Quando ele adentrou a sala, ele também notou que as mulheres não estavam em nenhum lugar por ali. Ele colocou os copos na mesa. “Onde-“

“Jardim”. O maior respondeu monótono, ainda digitando em seu celular. “Mas é novembro então...eu acho que elas estão só falando sobre nós.”

Sentindo a maldade (e nervoso, mas ele nunca admitiria) Jimin se jogou no colo de Jungkook e pegou sua coca, tomando um gole delicado. Do canto de seus olhos ele podia ver o outro franzir o nariz em raiva. “Que diabos vo-”

“Sendo um bom namorado.” Jimin respondeu docemente, sacudindo um pouco para se ajeitar.

Um murmuro vibrou pelo peito do maior enquanto ele colocava seu telefone na mesinha e segurava seu quadril com força para parar seus movimento. “Para com isso.”

“Não é minha culpa se suas pernas são ossudas.” Jimin respondeu petulante, se ajustando novamente.

As chaves de Jungkook estavam furando sua bunda.

“Jimin,” Jungkook exclamou, voz falhando de raiva. “Para de se mexer ou eu vou te quebrar no meio. Melhor ainda, dá o fora.”

Bem na hora eles ouviram a porta se abrir, trazendo as vozes das mulheres de volta para dentro. Jungkook rapidamente se arrumou, envolvendo seus braços ao redor do menor e entrelaçando seus dedos.

“Você vai pagar por isso,” ele sussurrou diretamente na orelha de Jimin antes de afundar seus dentes no lado do seu pescoço.

Isso era como ser eletrocutado. Jimin estremeceu enquanto a sensação parecia acordar algo...algo no meio de suas pernas, ele segurou um gritinho que acabou saindo baixinho como um gemido. Jimin queria botar fogo em si mesmo por ter feito esse som, mas parecia que Jungkook já estava fazendo isso. Merda.

Ao ouvir o som, Jungkook estremeceu, sua mão se apertando tanto no quadril do menor que já estava dolorido, seu polegar parecia perfurar a pele de sua barriga. Com os dentes de Jungkook ainda cravados na pele de seu pescoço, o aumento da pressão faziam Jimin querer soltar ainda mais gemidos e se mexer, mas ele não daria essa satisfação ao outro. Um pequeno suspiro conseguiu sair, infelizmente. Sob ele e contra sua pele ele podia sentir a respiração do maior se descompassando.

Querendo se soltar, Jimin levou a mão até os cabelos do outro. Jungkook ronronou e mordeu mais forte. Jimin não o deixaria vencer-

Alguém pigarreou.

O maior rapidamente soltou seu pescoço e Jimin sentiu seu rosto corar como um tomate e timidamente levou seu olhar até a porta onde estavam suas mães os assistindo contentes. Que inferno. Isso deve ter parecido – claro que elas pensavam que ele e Jungkook estavam namorando, mas....ainda assim. Como se sentindo seu desconforto, o outro começou a massagear suas costas, e Jimin podia quase fingir que era real. Quase. A memória do final da amizade com ele, as palavras de três anos atrás o lembraram que não era, e nunca poderia ser.

“Nós estamos interrompendo alguma coisa, garotos?”

A vontade de sair do colo de Jungkook era forte, mas Jimin se segurou firme. Ele se mexeu – as chaves do outro ainda o cutucando. Ele tinha um monte de chaves.

“Na verdade, sim”. Jungkook murmurou. “mas tem sempre depois.”

O rosto de Jimin com certeza estava roxo agora. “Jungkook!”

Olhos emanando maldade, Jungkook se aproximou para apoiar seu queixo no ombro do outro. “Hmm?”

Estupidamente, Jimin se encontrou desejando que ele estivesse usando colônia. Ele provavelmente tinha um cheiro monótono em comparação com os doces e delicados perfumes usados pelas garotas com que o maior namorava.

Ignorando o turbilhão em seu peito, o menor sabia que precisava ceder ao toque. Ele ia fazer o outro pagar tanto por isso. Se ajustando ele se virou de modo que suas testas se tocassem e levou a mão até tocar pela extensão do lábio inferior de Jungkook.

“Se comporta.” Ele sussurrou na voz mais doce que conseguiu, muito baixo para suas mães ouvirem. Jungkook não era o único que podia fingir.

Os dedos do maior se movimentaram em seu quadril, apertando quase dolorosamente. Jimin piscou, olhando nos olhos do outro garoto. Ele não estava preparado para o que o recebeu, para o fio de raiva que estava sendo engolido por outra coisa. Esse olhar sacudiu o menor profundamente.

Não é real, ele se relembrou.

“Ah querido,” a senhora Jeon sussurrou para si mesma. A intensidade do olhar de seu filho era desconcertante. Não era algo geralmente encontrado em alguém tão jovem, ou em ninguém na maioria dos casos. Em todos os anos desde que Jungkook começou a namorar, ela nunca testemunhou esse olhar em seu filho. Ela já tinha visto antes, quando os garotos eram mais jovens e agarrados um ao outro. Jungkook sempre cuidou do menor como um dragão guardando seu tesouro, mesmo com a rixa que se criou entre eles.

Ela tinha a sensação de que isso...isso entre eles não acabaria tão cedo.

Mordendo seu lábio inferior Jimin manteve seus olhos presos aos do outro por mais um momento. Não é real. Ele deixou claro como se sente daquela vez.

...não fale comigo...”

Não é real, ele se lembrou novamente. Desviando o olhar antes que seus machucados pudessem ser vistos, Jimin saiu do colo do maior. “Pois é. Eu acho que...eu acho que...eu vou dar uma volta.” Ele gaguejou, indo em direção a porta. Ele precisava clarear sua mente.

“Jimin...o que-” foi tudo o que ele ouviu de sua mãe enquanto apressadamente corria pelo corredor. Assim que estava lá fora o ar frio fez um arrepio correr por seu corpo, o fazendo perceber que devia ter trazido um casaco. Ele rodeou a casa em direção as árvores onde havia uma passagem, essa era uma das vantagens de morar aqui, era um lugar perto de uma pequena floresta com espaço suficiente para longas caminhadas.

Quando crianças, ele e Jungkook acreditaram que moravam na Terra Média em alguma aventura épica para salvar o mundo. Jungkook sempre dizia que era Aragorn enquanto Jimin amava todos os personagens e não conseguia escolher, mesmo que quase sempre, Jungkook insistia que ele era Arwen. O Menor nunca ia confessar, mas ele secretamente amava Eowyn mais do que Arwen.

Jimin sorriu triste quando lembrou quando o primeiro trailer de Hobbit saiu na internet, e como ele pegou seu telefone para ligar para Jungkook, apenas para dolorosamente se lembrar, eles não eram mais amigos. Isso não o impediu de aproveitar os novos filmes, mas não era o mesmo, ele se viu se relacionando com Bilbo Bolseiro mais do que ele pensou ser possível.

Rindo quieto de suas idiotices, Jimin parou, envolvendo seus braços ao redor de si mesmo e suspirando. Jungkook estava certo, ele era mesmo um nerd.

O pequeno estava tão ligado em sua própria mente que não percebeu a grama afundando até um peso pousar em seus ombros, o assustando. Antes que pudesse surtar ele percebeu que o peso uma jaqueta. Ele olhou, era a jaqueta jeans de Jungkook.

“Tá frio.” Ele murmurou e Jimin olhou para quem costumava ser seu melhor amigo, que estava usando um moletom preto com as mangas puxadas até o cotovelo.

Jimin petulantemente começou a tirar a jaqueta de seus ombros. “Eu não--”

“Fica com ela.” Jungkook ordenou.

Suspirando, Jimin afundou a metade inferior de sua face no tecido, nariz franzindo e coçando como se a jaqueta o desse cocegas. Ele estremeceu quando Jungkook riu, bochechas ficando mais vermelhas. “Você é adorável.”

“não fica me tratando que nem uma criança.” Jimin rebateu.

“Eu não estou.”

O menor franziu a testa irritado. “A ultima vez que eu soube as pessoas não chamam seu objeto de ódio de ‘adorável’.”

“Você tá certo,” Jungkook concordou, virando para olhá-lo. “eles não chamam.”

“Algum galho bateu na sua cabeça ou algo assim?” Jimin perguntou irritado. “Será que os últimos três anos passaram dizendo tchau-tchau. Vai se foder.”

“Eu não sou passivo.” O maior riu. “Desculpa.”

“Você tá perdendo.” Jimin respondeu contra a jaqueta, sem ver os olhos de Jungkook se cerrarem.

“O que?”

“Eu disse, você está perdendo.”

A veia na testa de Jungkook rapidamente se tornou mais proeminente e Jimin deu um passo para trás. Ele ainda conhecia bem o outro, isso não iria mudar. E bem agora, ele sabia que seu ex-melhor amigo estava a beira de explodir.

“Eu tô?” Jungkook perguntou monótono, virando a cabeça. “Você tá dizendo isso por experiência própria ou só de ouvir?”

Jimin se perguntou se ele gostar de garotos era um problema para Jungkook; ele nunca imaginou que ele seria homofóbico...talvez ele realmente não o conhecesse. Ele decidiu testar sua teoria. Ele pensou em suas experiências com seus brinquedinhos. “Experiência. Claro, que arde um pouco...até você encontrar o ritmo certo, então é muito bom se o lugar certo for estimu-“

“JÁ CHEGA!” Jungkook gritou, punhos cerrando, dedos pálidos.

Jimin franziu a testa. “Meu deus, eu nunca te achei homofóbico. O que aconteceu com vo--”

“Homo-eu?” ele perguntou estupefato. “A próxima vez que eu tiver penetrando bem fundo no Yugyeom, eu vou me lembrar o quanto homofóbico eu sou.”

Jimin deu um passo para trás, seu peito apertado com um ciúmes consumidor que ele não queria. Ele se virou para ir embora, ele não queria escutar – Ah.

Ah.

Ele se virou e apontou um dedo para Jungkook. “Você tava com ciúmes.” Ele riu ofegante.

O rosto do maior se fechou quando ouviu as palavras, voltando para fria e vazia antes de responder para o garoto menor. “Ciúmes do que? Não infla seu ego não, marshmallow. Eu não transo com perdedores.”

As palavras eram como uma marreta, batendo forte e profundo, tirando pedaços da parede que ele foi forçado a erguer, sua única defesa, caindo com cada batida. Depois de três anos de insultos de alguém que ele ama...amava, Jimin estava dolorido e sangrando. Escalpelado e vivo. Ele não deveria mais deixar isso aborrecê-lo, mas a força de fingir que não era nada estava acabando.

“Acredite em mim, Jeongguk,” ele respondeu áspero, tirando a jaqueta de seu ombro, jogando-a para o maior. “Eu não sou estupido o suficiente para pensar que você...poderia alguma vez me querer.”

Quando ele se virou para ir embora, Jungkook o segurou, o jogando-o contra uma arvore. “Você precisa esfregar isso na minha cara?” Jungkook respondeu raivoso. “Não finja que não ficou aliviado de se livrar do idiota apaixonado.”

Jimin estremeceu, sacudido pelas emoções. “Do que você tá falando? Eu tive meu coração partido – ainda tenho.” Ele chorou. “Mas eu não ia continuar empurrando quando eu claramente não era desejado. Eu te amei, Jungkook.” A ultima parte saiu com um soluço.

“O quê?” aqueles olhos redondos seguravam um mar de confusão agora. “Isso...isso não pode ser...Jimin. Você estava frio como um gelo durante todo o verão. Você sabia o que eu sentia. Não mente pra mim.”

“Jungkook, Eu-eu não—eu não queria...eu só não sabia como agir ao seu redor. Eu estava tão assustado que você descobrisse que eu te amava mais do que um amigo e me odiasse por isso. E aí você odiou. Você terminou a nossa amizade-“

“Eu te idolatrava, Jimin,” o menor suspirou, “quando você começou a se fechar eu pensei que tinha percebido e ficou com raiva.”

Jimin deixou sua cabeça encostar na arvore e fechou os olhos enquanto ria. Como eles foram tão estúpidos?

Quando Jungkook estremeceu, ele abriu os olhos. “Nós somos idiotas.” Ele suspirou. “Eu sinto muito que te levei a me odiar, Jungkook. Eu tinha tanto medo por minhas próprias razões...eu não percebi que estava te machucando. Eu espero...talvez nós podemos...ser amigos de novo?”

Jungkook fechou os olhos com força por um segundo. “Eu nunca te odiei.” Ele sacudiu a cabeça. “Eu não posso ser seu amigo, Jimin.”

“Ah,” o coração do menor afundou novamente e sua esperança morreu assim como a excitação de saber que Jungkook uma vez gostou dele.

Jimin se assustou quando a testa do outro se encostou a sua. “Eu te quero demais,” Jungkook sussurrou. “Eu nunca deixei de te amar, de precisar de você, de sentir sua falta...eu te tratei horrivelmente mal, e eu sinto tanto. Hoje me fez perceber o quão estupido eu estava sendo e eu pensei que queria que nós fossemos amigos de novo...mas, por deus, Jimin, eu não...como eu posso ficar perto de você, perto o suficiente para tocar, sabendo que você não é meu? Eu sou um bastardo egoísta, eu admito. Mas eu não consigo.”

Jimin lambeu seus lábios e se aproximou do maior. “Eu sempre fui seu, seu idiota.”

Jungkook piscou, algo brilhando nesses olhos que ele não vaia há tanto tempo. Um mundo de possibilidades. Ele levou a mão até o rosto do outro para tocá-lo em sua mandíbula, seus dedos gelados, o guiando em um beijo. Jungkook fez um barulho de desespero quando seus lábios se tocaram e o pressionou com mais força contra a árvore, alinhando seus corpos desde o quadril até a boca enquanto sua mão acariciava carinhosamente as bochechas de Jimin.

Todos os clichês que ele já ouviu falar ou leu sobre, Jimin sentiu bem aqui. Os fogos de artificio, as borboletas, e a sinfonia tocando. Era muito ridículo, e muito perfeito.

As coisas esquentaram rapidamente depois disso e Jungkook se afastou antes de perder o controle e tomar Jimin bem ali no chão da floresta. “Seja meu namorado, de verdade?”

Jimin mordeu os lábios para esconder um sorriso. “E a escola? Você tem uma reputação. Não vou querer que ninguém pense que você abaixou seus padrões.”

Os olhos de Jungkook imploravam desculpas. “Minie, eu—“

“Eu sei,” o menor pressionou um beijo no canto de seus lábios. “Eu também disse algumas coisas terríveis, então estamos quites.”

Murmurando, Jungkook o beijou de novo e se afastou com olhos cerrados. “Minie?”

Jimin se aproximou novamente, procurando o calor que radiava do maior como uma chama. Estranho como eles puderam se reconciliar rapidamente depois de três anos de guerra. Não que ele estivesse reclamando. “Hm?”

“Ainda agora, você falou sobre ser passivo...”

Jimin estava lutando para manter sua satisfação disfarçada, ele o olhou inocentemente. “Sim?”

“Quem?” o ciúmes transbordando em apenas uma palavra quase o quebrando. Quase.

“Tae.” Sim, ele nomeou seu brinquedo pelo seu artista favorito, Taeyang. Processa ele. Coincidência também é um de seus poucos amigos se chamar Taehyung, Jimin estava se divertindo.

O rosto de Jungkook se contorceu e Jimin sabia que tinha que explicar antes que Jungkook engolisse a própria língua. “É um brinquedo.”

Jungkook piscou sem entender.

“O...quando eu falei como era, eu estava me referindo a minha experiência com um vibrador que eu comprei anos passado. Eu...eu sou virgem.” Com vergonha Jimin pigarreou. “Não ia te contar essa parte e te ouvir dizer ‘eu te falei’.”

Antes que ele pudesse checar a expressão de Jungkook, ele foi pressionado contra a arvore, o maior lambendo sua boca com um gemido. “Porra. Isso é...” ele engoliu seco e alto e o beijou novamente. “Isso é sexy.”

“Então você tem um fetiche, é?” Jimin sussurrou, seus dedos brincando com os cabelos que caiam sobre sua orelha.

“Na verdade não,” Jungkook sorriu. “Eu geralmente gosto de parceiros com experiência, mas o pensamento de alguém mais te tocando me aborrece como nada nesse mundo. Pergunta pro Hoseok.”

Jimin rolou os olhos. “Ele é um amigo, eu nunca estive interessado—“

“Ele ia te convidar para sair.”

“O q-“

“Ele disse pro Taehyung, que disse pro Mark, que disse pro Yugyeom que contou pra mim, e mim não gostou disso.”

“Você acha que eu gostava de te ver cantar todas aquelas garotas?” Jimin perguntou irritado. “Eu não ia lá e socava elas.”

“A maioria delas eram maiores do que você pra ser sincero.”

Jimin fez biquinho. “Você está dizendo que eu sou baixo?”

“Você é deliciosamente pequeno, sim,” Jungkook ronronou, escorregando as mãos para cima e para baixo sensualmente no corpo de Jimin, polegares afundando quando alcançavam sua barriga todas às vezes. “Meu pequeno Marshmallow.”

“Por que marshmallow?” Jimin esteve se perguntando isso desde a primeira vez que Jungkook o chamou assim.

O maior mordeu o lóbulo de sua orelha, enviando arrepios por sua espinha. “Você não lembra?”

Quando o menor não respondeu Jungkook riu, lambendo a mesma região. Ele definitivamente encontrou um lugar sensível. “Marshmallow são meus favoritos. Eu comia eles de mão cheia, ainda como.”

Jimin riu enquanto relembrava. Como ele poderia esquecer? “ Então...você está dizendo que quer me comer?”

O sorriso de Jungkook só aumentou e quando Jimin percebeu seus olhos se arregalaram. Suas bochechas esquentaram expondo um lindo tom carmim, e o garoto mais alto não pode evitar tocar essas bochechas. “Lindo.” Ele sussurrou.

“Eu sou tudo menos isso,” Jimin riu. Ele sabia que não era nada impressivo aos olhos, era só um fato.

Jungkook beijou seu nariz. “Eu acho que talvez você precise de outra prescrição de óculos, pequeno marshmallow. Você é perfeito. Eu...seja lá o que eu disse nos últimos três anos, nunca era sobre você, eu nunca quis dizer nada daquilo.”

Jimin mordeu a parte interior de sua bochecha. “Eu...eu sinto muito que joguei um prato na sua cara.”

“Não, você não sente.”

“Não mesmo,” Jimin riu. “Você mereceu.”

Mostrando seu sorriso de coelho, Jungkook beijou a testa do outro o afastou na arvore, colocando sua jaqueta de volta em seus ombros. “Nós temos que voltar...elas provavelmente pensam que a gente tá transando.”

Rindo, Jimin o empurrou brincando. “Eu tenho certeza que elas estarão certas qualquer dia desses.”

O olhar que Jungkook o deu o fez sentir um arrepio passa por seu corpo. “Você devia se livrar do Tae.” Jungkook sugeriu com olhos cerrados. Jimin deu outra risada.

“Você tá...” ele tentou segurar uma gargalhada. “tá com ciúmes de um vibrador?”

A expressão do maior se tornou constipada, fazendo-o parecer um gatinho bravo. “Não.” Seu tom não estava convencendo e Jimin adorou isso.

“Você vai roubá-lo e enterrar no seu quintal não vai?”

Jungkook coçou o nariz olhando para seus sapatos. “Provavelmente.”

“Eu esqueci o quão besta você é,” Jimin se encostou no garoto mais alto e entrelaçou deus dedos. Nesse momento, ele sentiu seus olhos doerem a mesma dor de seu peito. Um tipo bom de dor, do tipo que você não quer que acabe. Amor. “Eu senti saudade.”

Os dedos de Jungkook apertaram-se contra os seus e depois trouxe suas mãos depositando um beijo nas falanges do menor. “Eu prometo nunca deixar isso acontecer de novo. Nada vale a pena te perder.”

Jimin liberou sua mão antes de jogar seus braços ao redor do torso do mais alto, o puxando em um abraço. Quando ele sentiu Jungkook o abraçando forte de volta, reafirmando, ele quase chorou. Por mais que ele amasse beijos, por mais que os desejasse tanto, isso era o que ele precisava. Ele tinha seu namorado, mas isso era ele tendo seu melhor amigo de volta, isso eram eles se tornando um na mente de Jimin. E ele não ia deixa-lo ir. “Eu te amo, Jungkook.” Ele fungou, tentando se conter. “Eu te amo desde que nós éramos crianças, como amigo, como amante, de todas as formas que há—“

O maior o puxou um pouco, só o suficiente para seus lábios se tocarem. “Eu sei, Minie, eu sei. Eu sinto isso também. Como eu me sinto sobre você...não há palavras. Isso deveria me assustar, mas não. Eu sou todo seu, Minie. Eu posso gritar isso para todos os cantos da cidade, incluindo a escola.”

Jimin sorriu apaixonado, mas sua sobrancelha ainda estava franzida quando ele abaixou a cabeça. “Eu nunca te forçaria a—“

Jungkook ergueu o queixo do menor e deu um beijo carinhoso em sua testa. “Eu não tô nem aí para eles. Eu nunca estive. Você é tudo o que importa.”

“Jungkook, eu-” essas três palavras não pareciam o suficiente, não chegavam nem perto de abranger como ele se sentia, como ele sempre havia se sentido em relação o outro garoto, mesmo quando ele foi forçado a acreditar em outra coisa.

“Eu sei, meu pequeno. Eu também, sempre.” Jungkook o beijou na bochecha e então nos lábios.

“vamos voltar antes que elas mandem uma patrulha.”

“Um momento.” O maior o segurou antes de soltar sua mão para levar até seu bolso e tirar suas chaves, tirando uma do chaveiro. Ele sorriu enquanto começou a escrever algo na arvore. Levou um momento para o menor perceber o que ele estava fazendo, então ele se aproximou, colocando o queixo no ombro do outro e o assistiu enquanto ele escrevia suas iniciais.

“Clichê.” Jimin sussurrou. “Se você está tentando me seduzir está funcionando.”

Jungkook sorriu, sua língua entre seus dentes enquanto ele escrevia o E.

JJ + PJ

Para Sempre.

Notas finais

Desculpa os erros, são 1:20 da manhã e eu acabei de escrever e sabia que se não postasse nunca vai lembraria, então o que acharam? Espero ter sido aceita no fandom e pois é voltei bem no tempo, mas eu adoro high school AU, então me processem kkk.

Enfim, eu tenho outra one shot pronta, e se gostarem dessa eu posso postar a outra.

PS: eu postei essa fic no Spirit no user de Firework também.

Enfim, tenham um ótimo dia, mochis e deixem comentários para aquecer meu coração ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!