Notas iniciais
Olá pessoas esse capitulo está pequeno mas é importantissimo pra história. Eu estou meio que atrasada pra sair então Boa Leitura!

POV ANNIE

Chegar à Organização foi relativamente fácil e quando estava dentro a parte difícil seria chegar até Hera uma das cabeças daqui. Não me orgulho de dizer que estou usando Luke e os outros, mas é preciso.

As coisas podiam ser fáceis, mas se sempre esperarmos que as coisas caiam em nossas mão nunca aprenderemos como correr atrás daquilo que realmente interessa e esta é a minha vez de correr atrás do que interessa para mim. Não importa o custo que eu tenha que pagar a Organização não irá mais continuar a perseguir ninguém como eu.

Estou sozinha agora. Mas sempre estive não é mesmo? Então é hora de lutar.

Ando pelos corredores inspecionando as mentes para descobrir algo de bom, infelizmente Luke não seria tão útil pois não tinha a autorização de saber onde Hera estaria. Quando finalmente encontro algo que presta já é cinco da tarde, uma das secretárias responsável pela agenda de Cronos sabe que Hera está no laboratório principal e agora eu também sei.

Subo até o andar do laboratório e sinto-me tonta pelo esforço, usar tanto dos meus poderes tinha um preço e era uma merda, só me sobrava um pouco para continuar e seria o bastante para chegar até ela.

Passo por mais corredores sem ser parada até chegar a porta de vidro do laboratório sinto a presença dela do outro lado e de alguns cientistas. Bato na porta e uma das mulheres atende com uma cara nada boa.

– Você me deixará entrar. Preciso falar com Hera. – Facilmente ela me dá passagem com um sorriso no rosto. Quando entro todos me olham assustados e Hera está do outro lado da sala agora vestida com um jaleco branco e me olhando mais surpresa do que assustada. – Nos deixem a sós.

– Espere, o que estão fazendo? – Ela pergunta quando todos saem da sala, ela tem medo que eu a mate, seria uma boa ideia se eu não precisasse saber do que a Organização planeja.

– Não vou mata-la, pode ficar tranquila. – Digo sem usar meus dons agora.

Sua postura superior é colocada como um ato de me rebaixar, ela trabalha com as possibilidades enquanto tenta achar um meio de saber o que eu quero, é quase engraçado.

– O que você quer? Como fez para que meus cientistas saíssem?

– Eu quero saber o porquê. Por que vocês nos querem presos?

Ela ri.

– Olha minha querida a Organização é um órgão contra anormalidades, eles querem todos mortos, mas eu, eu quero estuda-los. Criar antídotos ou até mesmo criar mais de vocês, aumentar seus dons. – Ela anda até mim se colocando em minha frente, seus pensamentos agora ficam claros, eles não tem um objetivo em comum, mas conosco presos todos os objetivos podem ser alcançados.

– Ficou claro agora. – Digo sem abaixar a cabeça para ela. Se ela achava que eu fosse me rebaixar a ela, estava muito enganada. – É incrível a forma como vocês agem, é claro que você tem seus peões, me diga quantos desses soros você já fez? Não, espere. Vários. – Ela me olha espantada quase deixando a pose cair. – Mas e quantos deles testaram? Nenhum. Não me diga, controlar-nos está sendo mais difícil do que você pensa não é mesmo? É incrível como o poder pode ter dois lados. – Ando a sua volta e paro do seu lado. – Acredite eu sei como se sente frustrada.

– Como sabe de tudo isso? -Ela rosna.

– É muito simples. EU sou um Dote. Você não faz ideia do que eu sou capaz.

Ficamos nos encarando eu com meu melhor sorriso sarcástico e ela pensando nas mil possibilidades para me matar.

– Você não vai me matar também. – Digo por fim.

E então ela descobre finalmente.

– Você pode ler mentes então. Quando me disseram no relatório que você apenas era telecinética eu acreditei, mas eu subestimei você.

– Ora não fique tão triste, todos me subestimam.

“Eu posso ajuda-la, podemos usa-la para testar os soros ao invés dos seus amigos.”

Fico em silencio. Eu escutei isso mesmo?

Eu sei que você tem dificuldades assim como todos para usar seus dons por muito tempo, sei que você quer proteger todos os seus amiguinhos fugitivos, eu posso ajudar eles, se você me ajudar.”

Se eu aceitasse Percy e os outros poderiam ter uma vida normal, se ela me tentar me trair eu com certeza saberei então o que eu perderia com isso?

– É uma boa proposta, meus amigos saírem livres, e nada de testes com outros a não ser eu. Você sabe que se me trair eu vou atrás de você certo?

– Não trairei, então temos um acordo? – Diz ela torcendo os lábios.

– Temos sim, mas antes olhe para mim querida. – Ela olha. – Você está do meu lado agora, não me trairá e fará tudo o que puder para que a Organização deixe meus amigos em paz.

Ela pisca e lá se vai minha reserva de poderes.

– Certo vamos começar. – Diz ela.

Ela manda todos os cientistas entrarem e eles conversam sobre mim e como eu serei uma cobaia, mas não me arrependo. Tudo na minha vida sempre foi difícil, mas agora eu poderei ser eu mesma e ajudar aqueles que eu amo, aquele que eu amo.

“Amo você Percy” mando mentalmente enquanto Hera me dava instruções para me deitar em uma maca e amarrava meus braços e pernas bem apertado. Fechei meus olhos enquanto as pessoas me observavam atentamente com plaquetas nas mãos. Hera pega uma seringa enorme e se posiciona para injetar o líquido verde em minha veia do braço.

– Certo pode ser desconfortável. – E então sinto a ardência quando o soro entra em minha circulação sanguínea, meu corpo parece estar em combustão e minha cabeça dói de uma forma que parece estar cheia de gás pronta para explodir, só aí me lembro que nem ao menos perguntei qual soro estava e sendo injetado em mim.

Notas finais
Comentem, favoritem e recomendem bjsss Camila.