World of minds

37 Quero-os vivos


Notas iniciais
Oieeeee lindos e lindasss!!! Desculpem a demora, mas sabem como é volta as aulas é foda, então eu fiz um capitulo bem legal hoje *----*. Espero que gostem, Ah e Feliz dia dos Paisss!!!! Boa Leitura!

POV ANNIE

Perdi a noção do tempo estando aqui na base inimiga, tudo é em ordem. Existe a hora de dormir, hora de comer, de treinar, de conversar com Dylan que continua me desafiando a retaliar suas tentativas de me fazer me ferrar, dizendo ou fazendo algo errado e o mais importante, a hora de sair em missões.

Eu ainda não fui liberada para as missões, eu continuo sendo o elo indecifrável, mas vejo que as coisas estão mudando. Eu consegui me ajeitar como um deles, eu sou acolhida por todos os dotes traidores e eles fazem questão de me proteger de Dylan. Ok, eu meio que estou fazendo eles gostarem de mim e algumas coisas que eu digo são para mexer com suas mentes, mas este é o único jeito de eu conseguir ser aceita e descobrir como as coisas funcionam por aqui.

Minhas tentativas estão dando certo. Tudo o que eu digo é estritamente pensado e calculado para atrair informações e aliados, tudo o que eles pensam eu sei.

Eu tinha problemas com meus poderes, mas agora mais do que nunca eles são necessários e a cada dia eu me sinto mais forte.

Queria poder estar com os outros, eu queria saber o que está acontecendo com eles, o que eles estão planejando, se vão atacar outras bases, eu queria poder encontra-los. Mas como isso provavelmente não acontecerá eu continuo me fazendo de aliada e procurando uma brecha para acabar com eles.

Minha vida está sendo simplesmente uma rotina, um jogo de gato e rato onde os jogadores não sabem quem eu sou. Nenhum dos lados sabem quem eu sou.

Acordei desanimada e estressada, mas minha imagem tem de ser calma e simpática sempre aberta para informações.

– Vamos Annie, não quer se atrasar para o café da manha né? – Fala Ethan.

Se não fosse por tudo nós poderíamos ser amigos.

Ponho o travesseiro em cima da cabeça e gemo, escuto sua risada e ele puxa meu cobertor.

– Desgraçado! – Digo tacando o travesseiro nele que gargalha e sai para o banheiro dos homens.

Me espreguiço esticando os braços acima da cabeça e me sento na cama observando a todos os outros andando para os banheiros e vestindo suas roupas. Meu olhar passa pelo cômodo até encontrar os olhos de luke, que é como um líder para todos, – o primeiro a ser recrutado – ele me olha da forma de sempre e eu sei que ele gosta de mim mais do que desejo que ele goste.

Desvio meu olhar e vou em direção ao banheiro feminino, as garotas que são poucas, andam de um lado para outro enroladas em toalhas. O banheiro é grande com capacidade de seis duchas e seis lavados, existem armários para cada uma de nós com roupas e tudo o que precisarmos. Pego minhas coisas e vou me arrumar, quando pronta ajeito minha cama antes de seguirmos todos juntos pelos corredores brancos com azulejos azuis e amarelos até o refeitório.

O refeitório está sempre cheio de guardas que sempre, sempre nos ignoram. Nos servimos e comemos, muitos emburrados outros fazendo piadas sobre os guardas, eu fico em silencio procurando informações novas pelo refeitório e eu finalmente acho algo bom.

Parece que haverá uma reunião de buscadores hoje e nós estaremos sendo convocados.

O que quer que seja, será bom o bastante e eu estarei lá sabendo mais do que todos eles juntos.

– Annie está tudo bem? – Pergunta Luke que está sentado na minha frente. Só então percebo que estava parada com a colher no ar, focada demais na mente de todos e desligada com a minha.

– Hãm... Ah estou sim Luke, só estava pensando quando poderei estar numa missão de verdade.

Ele sorri novamente para mim e pega minha mão que estava sobre a mesa, tremo mentalmente, eu não estou preparada para isso.

– Em breve Annie. – Sorrio pra ele que leva como encorajamento para se aproximar como quem vai falar um segredo. – Na verdade terá uma missão para achar o seu ex-grupo. Eu vou fazer com que você venha conosco Annie. Você vai poder se vingar deles, por que agora você sabe que eles não eram para você. – fala sussurrando. Dentro de mim uma luz me invade. Eu vou encontra-los.

Mas logo minha mente começa a girar de novo. Eu estarei agindo como um agente da Organização, com vários agentes da organização. Não será fácil para mim essa missão, mas é melhor eu estar lá.

Eles não podem ser pegos e comigo lá eles não serão. Preciso de um plano.

Sorrio animadamente para Luke e aperto sua mão. Satisfeito ele se senta normalmente e continua a comer.

Assim que terminamos vamos em direção ao local da reunião, uma grande sala com cadeiras e um palanque á frente. Lá dentro estão todos os tipos de pessoas que nos encaram desafiadores e se colocam em guarda. Tanto adolescentes como nós quanto adultos, todos buscadores que são pagos para nos encontrar, não confiam em nós.

Sentamos na ultima fileira da sala, todos tensos . Se eles pretendem fazer que os buscadores e os dotes trabalhem juntos não será fácil.

Minhas ideias de como eles pretendem achar Percy e os outros são interrompidas por um grupo que eu imediatamente identifico como os verdadeiros chefes da Organização.

Uma mulher alta e magra com pele escura vestida de bege, entra na frente com a cabeça erguida em sinal de superioridade, ela anda como se nenhum se nós existíssemos. Sua imponência imediatamente é sentida. Entro em sua mente.

Conhecida por Gaia ela é o cérebro. Ela manda todos obedecem.

Atrás dela vem um homem alto e musculoso, seu olhar recai em nossa área nos encarando com repulsa, e eu encaro seus olhos dourados.

Cronos, cuida da força da Organização. Os guardas são de sua responsabilidade.

Do seu lado uma mulher com longos cabelos e olhos castanhos incrivelmente bela, porém em seus lábios um sorriso de escárnio pior que o de repulsa dança intimidantemente.

Hera, a união entre A Organização, a fundadora. Trabalha na área de testes em Dotes.

Isso está ficando cada vez mais interessante.

Eles caminham lentamente em direção ao palanque e todos na sala se calam. Aparentemente eu não sou a única que nunca havia os visto, muitos da sala ficam estáticos.

– Meus queridos é uma honra estar aqui em companhia de todos. – começa Gaia, sua é voz rouca e forte. – Mas temo que as novidades não sejam boas. Nossa missão é acabar com a ameaça, com aqueles que são imprevisíveis, mas falhamos. – Ela faz uma pausa dramática. – Eles agora acham que podem nos atacar, nos vencer. Mas eu digo que não. Eu digo que vamos encontra-los e eles vão se arrepender de ter entrado em nossos caminhos. Vamos deixar claro a eles que A Organização não deixa barato, quem não está conosco, está contra nós.

Ela termina e batemos palmas. Ela nos odeia e mesmo assim nós Dotes batemos palmas, ridículo.

Reprimo minha vontade de gritar a todos que isso é a pior merda que eu já ouvi, mas me controlo.

Cronos toma o palanque e começa a distribuir ordens de ataque, de rastreamento e então olha para nós.

– Vocês Dotes que sabem onde devem estar poderão mostrar a aqueles que nos desafiaram quem nós somos. Vocês podem não ser o ideal, mas sabem se por no lugar certo. Vocês estarão no ataque principal, sem reféns, quero todos mortos....

Hera o interrompe.

– Desculpe Cronos, querido, mas precisamos fazer alguns testes com eles, se não for incomodo. Quero-os vivos. – Apesar de parecer um pedidos todos entendemos a ordem implícita por trás de suas palavras.

Notas finais
Gostaram? Comentem, favoritem e recomendemmm!!! xoxo Camila.