World of minds
19 Fardo
Notas iniciais
POV PERCY
Estou me acostumando com minha nova vida, onde não sou mais o centro das atenções, não faço mais parte do time e sou excluído como todo aquele que se vira para as politicas nerd x populares.
Porém tudo isso está sendo a melhor coisa que já me aconteceu lembro-me do meu pai me dizer que: você só irá estar bem com tudo se estiver bem consigo mesmo, sendo livre e sendo você mesmo. Não sei o porquê de não ter seguido isso que meu pai disse antes, devia ser a raiva que eu sentia pelo seu sumiço, por ter deixado mamãe e eu, mas agora vejo que ele tinha razão, nunca me senti tão bem com minha vida do que agora que sou eu mesmo.
Devo grande parte disso a Annie, minha namorada que está atrasada depois da nossa primeira noite juntos, ontem foi maravilhoso. Foi ela que me fez enxergar e ser a pessoa que eu deveria ter sido o tempo todo.
Sou tirado dos meus devaneios com a noite passada por uma Annabeth, ofegante e linda parada na porta da sala de aula, seus cabelos soltos caindo em cascatas por suas costas, bochechas rosadas e um olhar perdido, que parece divagar por universos paralelos. Incrivelmente perfeita. Porém não sou o único a notar isso, logo hoje ela deixou para vir de shorts, que para mim é extremamente curto, ela quer me deixar maluco, e esses marmanjos olhando para as pernas dela?!
Com um sorrisinho de lado ela se senta ao meu lado e eu digo cochichando:
– Bom dia.
– Bom dia. – Disse ela dando um sorriso acanhado.
– O que aconteceu pra você chegar atrasada? – digo
– Problemas com minha mãe, depois ti conto e uma aparição surpresa de Silena na minha casa, me fazendo vir à escola assim. – Disse ela apontando para roupas.
A olho de cima a baixo, a avaliando e lembrando que vou ter que aturar todos esses meninos safados a olhando as aula inteiras e digo:
– Pois é, me lembre de dizer a ela que a odeio. – Dou uma pausa. – Você só pode ficar linda assim pra mim. – Digo chegando mais perto e mordendo meu lábio inferior para controlar a vontade de atacar sua boca.
– Ciumento você em. – diz ela e me da um selinho, aproveitando que a professora não estava prestando atenção.
Me arrumo e digo:
– Não sou ciumento, só cuido do que é meu.
Ela ri e da um beijo em minha bochecha, pelo canto de olho vejo o Babaca vulgo Nico nos encarando com o cenho franzido, Annie percebe e segura minha mão e cochicha:
– Você prometeu.
– Humm, seria mais fácil se ele parasse de ti perseguir. – Digo voltando a encarar seus olhos cinzas.
– Ele não está me perseguindo pelo que eu saiba foi só as ameaças na festa.
– Espera ai, ameaça? Como assim ele ti ameaçou? — Ela desvia o olhar e franze as sobrancelhas.
– Foi confuso, ele disse que eu tinha uma coisa que um... amigo dele quer e que quando chegar a hora eles me teriam. – Ela deu uma pausa voltando a me encarar. – E eu não posso deixar de pensar que isso tem haver com meus poderes Percy.
– Você tem razão, isso é confuso. Mas Annie quem é eles ou ele, que querem você, e por que tudo isso está voltando sempre a você, pelo que vi há muitos lá fora, por que logo você? – Digo tentando achar um pouco de lógica nessa maluquice toda.
– Eu não sei Percy. Mas pretendo descobrir.
– Pode contar comigo.
*************
As aulas passaram sem mais nenhum acontecimento importante, mas eu tinha uma coisa a fazer agora que sei que esse imbecil quer a Annie, seja lá de que forma. Eu irei ficar de olho, se ele fizer algo suspeito eu serei o primeiro a ficar sabendo.
*********
No almoço levei a Annie na casa dela para ela se arrumar, eu iria leva-la num restaurante para almoçarmos e depois voltar a sua casa para ela arrumar suas coisas. Pois é, ela irá se mudar para a casa cheia de pessoas com poderes e eu serei o único “normal” lá, se é que depois de ser o namorado de uma pessoa que podia ler mentes e mexer objetos com o poder da mente eu ainda poderia ser classificado como normal.
Não pude não notar como a Annie ficou estranha quando entrou em sua casa e subiu as escadas, só então me lembrei do tal problema que ela teve com a mãe dela, porém eu esperaria até o restaurante para perguntar.
Esperei no seu sofá pelo que pareceu uma eternidade, mas valeu a pena quando a vi descer as escadas, se era possível ela ter ficado mais linda que hoje cedo ela estava. Com certeza vermelho é a cor dela.
– Vamos cabeça de alga, temos algo importante para conversar. – Disse ela me puxando e dando um beijinho rápido.
– Sim senhora.
***************
Já no restaurante, pedimos nossos respectivos pratos e sucos, para ai sim ela começar a falar o que quer que seja o assunto importante que ela teria para falar.
– Percy eu fiz algo terrível. – disse ela negando com a cabeça, franzi a testa o que seria de tão ruim? – Eu desenvolvi outro poder hoje cedo, quando estava discutindo com minha mãe minha ida para a casa da Thalia e Silena. Eu gritei com ela que eu iria sim e que ela iria aceitar isso, e ela ficou parada me encarando, e disse que estava tudo bem de eu ir.
– Sim Annie, mas o que de tão ruim você fez? — Não sabia onde ela queria chegar.
– Ó céus Percy! Eu a manipulei, eu a forcei a fazer o que eu queria e ela nem sequer percebeu. Não foi por querer, eu estava tão furiosa que a encarei e disse o que ela iria fazer e ela fez... Quando eu me virei e olhei no espelho meus olhos, eles... eles estavam totalmente cinzas, e quando digo totalmente é totalmente mesmo Percy. Foi ai que eu percebi, eu tinha adquirido mais esse poder. – Disse ela abaixando a cabeça e colocando as mãos no rosto.
Como uma pessoa tão frágil poderia ter tanto poder, e que fardo pesado para só ela carregar. A puxei para meus braços e a apertei a mim, acariciando seus cabelos disse:
– Não foi proposital Annie, fica tranquila, você não sabia que podia fazer isso.- peguei seu rosto a segurando para me olhar. – Era preciso ok?! Vai ficar tudo bem.
Depositei um beijo calmo em seus lábios e nos separamos, ela suspirou e disse:
– Tem, razão é muito fardo só pra mim. Mas esses dons foram dados a mim por algum motivo, e é meu dever descobrir para quê.
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