World of minds
51 Epilogo
Notas iniciais
EPILOGO
Pensei que o mais difícil disso tudo seria voltar pra casa ou a vida normal, mas eu estava enganada. Foi fácil voltar para casa ver minha mãe e meu irmão, chorar abraçada a eles, porém o mais difícil foi descobrir que eu não tinha mais dons, nenhum pingo, o soro havia funcionado bem demais.
Eu me lembro de desejar ser normal, de ter amigos e um namorado que eu amasse, de poder sonhar com algo bom e eu consegui tudo isso. Eu fico feliz, mas eu queria voltar no tempo porque eu descobri que os meus dons faziam parte de mim e era uma parte que fazia sentido não fazer sentido.
– ANNABETH! — E essa é minha mãe. Dessa vez não tenho mais como escutar e saber o que ela quer, apenas me resta adivinhar. – Percy chegou! – ou só escutar o que ela diz mesmo.
Era meu aniversário e o pessoal decidiu comemorar entes de começarmos as aulas na escola na segunda. Seria o meu primeiro dia de aula depois do que aconteceu, muita normalidade para mim a partir de agora.
– Oie. – Digo sorrindo fazendo uma tentativa de ser sexy, acho que surtiu efeito, pois Percy sorriu malandro e me puxou para um beijo de tirar o fôlego.
– Juízo crianças! – Ralhou minha mãe enquanto corríamos para o carro de Percy.
– Você está linda. – Diz ele quando estamos dentro do carro. Olho para sua jaqueta de couro, calça jeans e cabelos espalhados formando a bagunça organizada mais linda que eu já vi.
– Você também não está nada mal.
Ele nos leva para uma boate que marcamos com os outros, era noite de sábado e estaria lotada se o Valdez não nos arrumasse convites vips para um lugar mais privado. O segurança nos deixou passar numa boa e lá dentro estava uma bagunça.
– Vocês querem me matar! – Falo a Percy que apenas ri e me leva pro meio da multidão.
– Vocês eu não sei, mas eu quero. Quero mata-la de beijos, de abraços, de amor. – E então sem me dar conta de como ou porque estou sendo prensada contra a parede da boate e sendo explorada pelas mãos e lábios de Percy.
Deuses como senti falta disso!
Separo-me dele e o encaro.
– Disse alguma coisa?
– Não, por quê? – Sua mão escorrega para dentro de minha blusa e eu ofego.
– Nada não. Que saber vamos pro carro, agora.
Ele sorri e me leva pra fora da boate. Lá fora damos de cara com nossos amigos.
– Onde os pombinhos pensam que vão? – Pergunta Leo.
– Fazer sexo, você devia experimentar. – Digo e Percy ao meu lado engasga.
– Nossa que engraçada ela ficou gente! – Fala ele sarcástico e eu sorrio. – Sabe, eu até trouxe alguém pra te ver, mas tudo bem então vai lá transar com seu boy e deixa as amigas.
Neste momento sai de traz dele uma morena de cabelos cacheados sorrindo.
– Hazel! – nos abraçamos igual duas doidas.
– Nunca mais suma assim e me deixe sem noticias sua loira de farmácia! Eu tive que aguentar a água de salsicha praticamente sozinha esse tempo todo!
Nós conversamos um pouco sobre tudo até que chegou Grover, Malcolm e Frank e eles decidem entrar.
Percy me abraçou por trás me levando ao seu carro, mas quando pensamos ter algum momento de paz a vadia ruiva está encostada no capô do carro do meu homem com um top e uma calcinha jeans.
– Olha só quem voltou para a cidade! – Suspiro, conto até dez e a encaro.
– Pois é Rach querida sentiu saudades?
– Não. Só do Percy, né querido. – Diz ela se aproximando e parando bem na minha frente. Percy para me “proteger” se coloca a frente de mim. – Eu não disse?! Me liga quando não estiver ocupado amor. – E ela beija ele.
É sério essa perua quer sangue. Ela sai rebolando e eu vou pular nela quando Percy me segura.
– Me solta agora mesmo que eu quero cortar a cabeça dela e servir em um pratinho!
– Não, nada de cabeças voando, tenho uma ideia melhor. – E então como em um passe de mágica ela está encharcada e eu fico estática.
– Eu ainda preferia bater nela. – Resmungo antes de entrar no carro e Percy nos levar para a casa dele.
– A noite ainda não acabou. – Diz ele me beijando quando entramos em seu quarto e me prensa na parede fazendo minha pele se arrepiar.
Levanta os braços pra mim amor.
Meus braços automaticamente são levantados e ele puxa minha blusa. Logo a sua jaqueta e blusa também vão pro chão e eu estou arranhando suas costas e ele está tirando meu sutiã e abocanhando meu seio e me beijando e tirando toda minha sanidade.
Meu corpo não é mais meu e minha respiração não faz falta. Eu o levo em direção a sua cama e caímos ali, eu por cima exploro seus gominhos e arranco a calça dele o deixando apenas de box vermelha. Ele geme enquanto eu rebolo em seu colo ao mesmo tempo que beijo chupo e mordo seu pescoço, maxilar e orelha.
Maravilhosa, humm...
Seus gemidos me deixam maluca e então eu me levanto e retiro o resto de minhas roupas fico apenas de calcinha e ele me puxa para baixo dele, me provocando, beijando cada parte de mim como se para memorizar.
E então estou sendo preenchida por ele, minhas pernas se agarrando envolta de sua cintura e meus braços sendo levados para cima, nossas mãos entrelaçadas e ele me faz sua outra vez, e outra vez mais até que amanheça e que nada mais importa apenas nós dois ali juntos e eu podendo ouvi-lo de novo.
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