World of minds
3 Deixe fluir
Notas iniciais
POV ANNIE
Dormir.
está aí uma coisa que eu não estava conseguindo fazer. Peguei no sono eram umas 3 da manhã e logo fui levada para um sonho muito louco eu estava no meio de um salão, aqueles de baile dos filmes antigos com piso de madeira e grandes janelas com cortinas vermelhas, estava com pouquíssima claridade mas dava para enxergar que estava sentada numa cadeira de madeira, coisa flutuavam ao redor de mim, madeira, livros, estantes, talheres, muitas coisas. Era como se eu estivesse no meio de um furacão. De repente uma vós esquissada, mas masculina disse ecoando pelas paredes:
– Deixe o poder fluir criança, venha até mim eu te farei grande...
Acordei em um salto, soando frio o relógio marcava 6:00 da manha, uma sensação ruim me inundou algo ou melhor alguém estava me chamando no sonho e eu estava parada no meio de uma confusão, isso não foi apenas um sonho, era muito real para ser.
Umedeci meus lábios, estava com a garganta seca, precisava ir pra escola, veio em minha mente, primeiro dia de aula, suspirei. Iria esquecer isso por enquanto a escola era importante agora, não que fosse difícil para mim passar de ano, era só uma espiadinha na mente dos professores e pronto respostas na mão ou melhor na cabeça.
Resolvi me levantar e tomar uma ducha gelada, hoje precisava me recompor e não perder a cabeça.
Optei por uma calça jeans clara apertada com um all stars azul e uma blusinha sem manga branca com uma jaqueta cinza, arrumei meu cabelo com cachos volumosos e uma maquiagem forte nos olhos e leve nas demais partes do rosto peguei minha mochila e desci as escadas dizendo a mim mesma: sem usar meus poderes hoje ia ser um dia normal.
Minha mãe estava na mesa tomando café sozinha, Malcon provavelmente ainda estava se arrumando. Depois que meu pai morreu era assim ela sozinha eu sozinha e Malcon com os amigos retardados dele.
– Bom dia mãe! –disse me sentando na mesa.
– Bom dia filha, hoje vou chegar mais cedo, então não precisa se preocupar em ter que fazer o jantar tudo bem? — disse ela se levantando. Na maior partes das vezes ela chegava tarde em casa me deixando a janta pra fazer, o que era ridículo pois apenas eu comia. Ela e Malcon nunca chegavam a tempo. –Ahh...Então eu já vou indo filha tenho que ir pra uma reunião. Até mais tarde. — levantou-se e me deu um beijo e saiu pela porta.
– É isso ai annie, mais um dia normal...- disse para mim mesma, me levantando, pegando uma maçã e minhas chaves. Antes de sair grito a Malcon que já estava indo e pra ele andar rápido se não estaria numa fria.
Cheguei na escola 15 minutos antes do sinal. Ótimo boa chance de testar se estava funcionando o bloqueio, virei para pegar minha bolsa no banco do passageiro quando acabei vendo que do outro lado da rua existia uma garota com um sobretudo e óculos que me encarava, automaticamente busquei a mente dela, mas não consegui pegar nada, um caminhão passou na sua frente e quando eu ia descer do carro para ir falar com ela, ela não estava mais lá.
Um calafrio desceu pela minha espinha, quem era ela? E o que ela queria comigo? O dia estava ficando cada vez mais estranho.
Desci do carro indo para a secretaria pegar meu horário, enquanto andava as pessoas me encaravam, suspirei, devem estar se perguntando onde esta meu blusão preto com capuz e meus fones de ouvido, como eu disse a excluída, mas pelo que vejo eles estão surpresos pela minha normalidade, ou melhor se perguntando se sou aluna nova, vou levar isso como sendo algo bom.
A secretária estava vazia então pedi a moça os meus horários. Má sorte peguei filosofia na primeira primeira aula, o professor sempre nos fazia falar sobre nossas férias e eu tinha que enfrentar os pensamentos maldosos direcionados a mim, mas hoje não, hoje eu estou no controle.
Cheguei a sala e me sentei nas fileiras da janela, gostava de me distrair olhando o jardim da escola, era o melhor, cheio de flores pelo gramado e árvores, apaguei por um tempo só voltei ao ar quando o resto da turma entrava na sala.
Merda, de novo o Jackson e sua turminha estavam na minha turma, ele estava conversando com as vadias populares e elas se esfregando nele e no tal Piter amigo do Jackson, mas ao contrario do que imaginei eu ainda conseguia ouvi-lo e aquilo me confundiu. Por fora ele parecia que estava amando aquela bajulação toda, mas por dentro... Por dentro ele estava revoltado com aquelas pessoas. Mas porque diabos ele ainda esta com eles?
Eles se sentaram fazendo um barulho danado e então ele olhou pra mim. Espera ele olhou pra MIM, só pode estar brincando e ainda pensa:
“A irmã do Malcon, cara como ela está diferente e ela esta olhando pra mim...”
E ainda da um sorrisinho. Desvio o olhar rapidamente e deito minha cabeça na carteira, só pode ser macumba viu! Mas que droga ele ta querendo comigo?
A aula passou rápido esse ano o professor disse que não iria querer as apresentações e taus, então fiz o que faço de melhor: fiquei boiando a maior parte do tempo e é claro ignorando os pensamentos do Jackson na minha cabeça.
O intervalo foi o que mais me impressionou, estava eu sentada sozinha como sempre, em baixo do pinheiro no pátio comendo e uma garota com cabelos enrolados mais do que o meu pele dourada e olhos cor âmbar veio do nada e parou na minha frente.
– Oi, desculpa, mas será que eu poderia me sentar com você? Eu sou nova aqui.
– Hãm, oi, pode sim, mas não sei eu sou tipo a excluidona da escola e ninguém fala comigo então você quem sabe. – ela se senta ao meu lado — A propósito me chamo Annabeth.
– Meu nome é Hazel, e aquelas meninas não fazem meu tipo se é que me entende. – ela disse simpática, fiquei estática ela realmente queria sentar comigo. É estou melhorando, uma amiga em minha lista. –Não sei por que não me sentaria com você. Você me parece mil vezes mais normal do que aquelas ali –disse ela apontando paras as vadias da mesa do Jackson.
– Ahh então agradeço. –digo sorrindo – E então você é de onde?
Conversamos o intervalo inteiro, ela era muito legal, minha primeira amiga depois de muito tempo, durante todo o tempo podia ver os olhares lançados a nós e me concentrei ao máximo para não deixa-los entrar.
O resto do dia foi normal, aulas chatas, a vadia Rachel fazendo piadinhas sobre mim e eu chegando em casa e indo pro meu quarto.
Mas quando abro minha janela vejo um carro de mudança estacionado na casa ao lado, ótimo, novos vizinhos.
A casa ao lado da minha era assustadora. Quem eram os imbecis que vão querer morar lá? Ela era tipo uma mansão antiga de madeira com vários arbustos em volta, era imensa e às vezes crianças entravam para brincar e saiam chorando dizendo que é mal assombrada.
Cansada de especular quem seriam meus próximos vizinhos, decidi deitar um pouco, tirar a noite mal dormida.
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