World of minds
43 De volta pra casa eu vou
Notas iniciais
POV PERCY
Não era primeira vez que eu não sabia o que fazer e nem mesmo seria a ultima. De repente as coisas viraram de cabeça para baixo, numa hora estávamos sendo perseguidos e tínhamos que lutar contra a Organização e em outra estávamos livres para voltar a uma vida normal como se nada tivesse acontecido. Mas como? Como iriamos fingir isso? Depois de tudo que aconteceu, de todas as descobertas de todo o tempo que passamos teríamos que voltar a ser normais, não me parecia possível.
Se a Annabeth que disse tudo aquilo na TV estava a dizer a verdade poderíamos sim voltar à cidade, para a mansão de Thalia e eu, bem, poderia voltar para casa, para a escola e para a vida que eu tinha antes. Pelo menos foi isso que descobrimos depois do que Annabeth disse.
Foi uma conversa confusa, mas decidimos que ela falava a verdade e Nico mesmo acreditou nisso. Então voltamos.
Todos nós chegamos na mansão, esta estava bem destruída, não havia nenhuma emboscada nos esperando só um monte de entulhos pelos cômodos por causa do ataque que foi onde tudo começou. Estávamos exaustos, mas era um alívio não ter que pensar em sermos perseguidos.
Ainda existia em mim aquele buraco ao qual era destinado a uma certa garota que me colocou no meio de tudo isso e que agora eu dificilmente veria a novamente, eu precisava aceitar que toda nossa história estava acabada, que nossa história acabou quando ela se foi. Ela não havia nos traído afinal, demorei a entender isso, mas se ela tivesse nos traído nós estaríamos presos ou mortos não livres, mas havia muita coisa que eu não entendia, como: o porque ela estava daquele jeito, o que havia feito a Organização mudar de ideia e o que estava acontecendo com ela.
Eram muitas questões que eu fui obrigado a esquecer. Ou ao menos tentar.
***
– Você acha que eu devo mesmo ir pra casa?
Eu estava parado ao lado da van, havia conversado com Jason que me aconselhou a ir pra casa, a ir ver minha mãe e ter a minha vida de volta. Eu não estava muito certo de que isso era bom, com certeza minha mãe teria um infarto a me ver agora depois de tanto tempo, eu estou mudado, meus cabelos estão desarrumados minhas roupas de marca se foram, substituídas agora por roupas roubadas por Silena e Clarisse, meu carro também não faço ideia de onde está e eu estava mais musculoso e branco pela falta de sol da nossa ultima instalação.
Jason me empurrou para dentro do carro sorrindo, Piper e os outros que eram mais próximos a mim estavam parados ao seu lado com olheiras e descabelados. A casa mais ao fundo estava mais arrumada depois de arrumarmos pelo menos o lado visível para os vizinhos.
– Pare de falar bobagem Aquamen e anda logo, nós vamos ficar bem, arrumaremos um jeito de sobreviver como sempre. – Fala ele.
– Isso ae peixinho, mas você tem que prometer que se der errado lá com sua mãe você vai voltar pra cá. – Diz Thalia me dando um soco no braço.
– Tudo bem, voltarei para visitar vocês. – Digo e então tenho uma ideia. – Ei, se eu conseguir a minha vida de volta e voltar para a escola (nem acredito que estou falando isso) vocês poderiam dar um jeitinho de estudarem na minha escola também.
Eles riem e Nico bate no capô da van.
– Dá logo o fora daqui Percy.
Com um ultimo aceno pego o caminho para minha casa, feliz depois de muito tempo.
Estacionei a van na rua em frente à casa azul com vasos de flores tão conhecida por mim, as janelas estavam abertas e meu estomago embrulhou.
– Não fica nervoso Percy, é só sua mãe, ela não sabe o que aconteceu, mas é sua mãe cara.- Murmuro enquanto ando em direção a porta. Não sabendo se deveria bater ou entrar, opto pela primeira opção. Os passos nas escadas só servem para me deixar mais nervoso, mas então ela abre a porta. Seus cabelos marrons presos em um coque e de avental, seus olhos se arregalam e eu não tenho tempo de pensar em dizer nada, pois ela me puxa para um abraço apertado – aqueles abraços que doem nossas costelas, mas ao mesmo tempo passa uma sensação de amor – Meus olhos enchem de lágrimas e tudo o que faço é enterrar-me em seus braços.
– Oh meu filho, meu filho, senti tanto a sua falta querido. Não devia ter te deixado ir para esse intercambio. – Fala ela. Então eu entendo o que Annabeth havia feito. Minha mãe me solta e põe as mãos em cada lado do meu rosto. – Você está chorando! Ohh não meu amor está tudo bem, venha pra dentro. O que aconteceu com você? Não me deu noticias esse tempo todo!
– Me desculpe mamãe, era..era muito legal lá e eu me... me esqueci. Mas eu estou tão feliz de estar aqui novamente mãe. – Falo enquanto me sento no sofá com ela ao meu lado, sua expressão atônita enquanto me avaliava. Depois de um momento sua expressão se aliviou e ela me deu um beijo na cabeça.
– Vá tomar um banho, você está imundo. Depois conversamos. – Fala ela e vejo uma lágrima descer de seus olhos.
– Tudo bem. – Digo e vou subir as escadas, então me viro e digo. – Eu amo você, mãe, senti sua falta.
– Eu também querido.
***
Queria eu dizer que a conversa com minha mãe foi fácil, eu levei uma bronca do caralho, mas era muito muito bom estar em casa novamente. Minha cama, nossa como eu sentia falta da minha cama, do meu chuveiro, das minhas roupas. De tudo o que aconteceu eu não me via com chances de estar novamente em casa.
Depois de conversar com minha mãe e ela me dizer tudo o que ela queria – até me lembrou sobre voltar à escola no dia seguinte – eu resolvi ir para meu quarto, o notebook estava aberto em cima da mesinha chamou minha atenção. Meu facebook tinha cerca de 40 mensagem perguntando onde eu estava, só de Rachel eram 12.
Decidi ignora-los, amanhã eles teriam uma baita surpresa.
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