World of minds
17 Controle
Notas iniciais
POV ANNIE
Ontem passei minha primeira noite com Percy, e nunca me senti mais feliz, eu o amo e em pouco tempo ele se tornou tudo em minha vida, não posso deixar de notar o quanto ele está diferente. Ele me apoia, me protege, quer estar comigo independentemente de eu ser o que sou.
Minha mãe e Malcon continuam os mesmos, só não percebem que eu não. Muito menos que meu namorado passou a noite comigo e saiu de madrugada escondido, pela porta da frente. Naquele momento em que me vi feliz, não consegui esquecer a dor e as dificuldades que Silena e os outros passaram, perder alguém importante. Eu não queria isso.
Então tomei minha decisão, eu irei me mudar, para estar perto daqueles que são iguais a mim. Mas antes tenho que comunicar minha mãe, que neste momento está na cozinha preparando café da manhã.
Como dizer a ela que sua filha de dezesseis anos quer sair de casa para morar numa casa cheia de adolescentes e ainda faze-la acreditar que estava tudo numa boa? Suspirei, terminei de me arrumar, por que é claro, ainda tinha escola depois de uma iminente discussão com minha mãe e depois mais uma discussão com meu namorado, que com certeza não estará animado de eu ir morar numa casa com outros adolescentes e principalmente, onde também moram garotos.
Desci as escadas, Atena estava sentada na mesa na sua pose que diz eu mando aqui, essa ia ser difícil, minha mãe acredita que discussões e ações são baseadas em fatos, o que não inclui poderes, o que indica que devo pensar em algumas objeções contra seus argumentos contra eu me mudar.
Puxei uma cadeira e me sentei.
Ela nem me notou, Pigarreei e só então ela me olhou me avaliando com uma sobrancelha arqueada, ri internamente, era eu que procurava respostas assim nas pessoas não ela.
– Bom dia, mãe.
– Bom dia querida, há quanto tempo não, sinto muito Annie mas eu estou atrasada então se tem algo a dizer fale rápido. – Sempre direta, suspirei outra vez e comecei.
– Bom, se é isso que quer... Mãe eu andei pensando, eu estou com dezesseis anos, e bem uma amiga minha me chamou para morar com ela, e eu quero isso, a senhora concorda? – Olhei para ela e ela estava incrédula. Droga não era para eu ter sido tão direta assim.
– O que?! Você quer ir morar com uma amiga? Como assim uma amiga? Você não tem amigos. Passou suas férias inteiras em casa e agora tem uma amiga que ti convidou pra morar com ela?...- Ela começou um discurso de como eu sou fracassada e como eu não tenho amigos e que quem quer que seja essa pessoa que quer que eu more com ela devia ser um psicopata, e blábláblá... Ela estava me deixando furiosa.
Ser minha mãe não dá o direito de me fazer ser uma pessoa que eu não sou. O que ela acha que está pensando me dizendo como eu sou, sendo que não para nem meia hora para conversar comigo?!
Ela ainda estava falando quando me coloquei em pé e olhei bem nos seus olhos e disse:
– Quer calar a boca! Eu NÃO sou mais assim, eu tenho amigos, um namorado e eu VOU me mudar, e a Senhora querendo ou não, vai aceitar isso.
Silencio, foi isso que se seguiu, eu não entendi de imediato o que tinha acontecido.
– Tudo bem Annie, você vai se mudar. – Disse ela calmamente, hipnotizada pelos meus olhos. Franzi o cenho para ela que estava ainda na mesma posição.
– Mãe, o que foi? – Ela não respondeu só me olhava nada se passava pela mente dela. Uma onda de pânico começou a me invadir. O que diabos estava acontecendo?
Minha cabeça começou a doer, então percebi que era EU. Eu estava fazendo algo que jamais imaginei ser possível. Estava controlando os pensamentos de alguém. Da minha própria mãe.
Cortei o contado visual, e olhei no espelho na sala de jantar, meus olhos estavam completamente cinzas, até a parte branca, era como se toda cor que ficava na bolinha do meu olho se expandisse e cobrisse toda a superfície dos meus olhos, e do mesmo modo como começou acabou. Ela voltou ao normal, confusa e desorientada. Eu podia sentir as lágrimas vindo, saí correndo escadas a cima e me tranquei em meu quarto.
Como eu pude fazer isso? O que estava acontecendo comigo?
Ajoelhei-me de costas para parede encostando minha cabeça no joelho.
Podia ouvir minha mãe subir as escadas e bater na minha porta:
– Annie, está tudo bem? O que aconteceu?
– Nada, mãe. Pode me deixar sozinha, por favor. — Como ela podia não perceber?
– Claro filha, mas me avise quando for se mudar ok? Tenho que ir, ti amo tchau.
Chorei ainda mais, eu tinha feito ela fazer algo que não queria, eu a manipulei.
De repente senti um braço me envolver. Silena.
– Meu Deus Annie, o que aconteceu? Tudo bem com você?
– Não Si, não está, eu.. eu, desenvolvi um novo poder.
– Sério?! Nossa, isso era para ser legal, mas porque está assim? – diz ela me ajudando a levantar, neguei com a cabeça como um gesto de que não queria falar nisso.
– Haa Si, eu só não consigo suportar isso, eu sinto muito, não quero falar sobre isso agora.- ela me senta em minha cama e limpa as lágrimas do meu rosto.
– Todo bem Annie. – diz ela. – Só vim aqui ti perguntar se você estava bem, e se já se decidiu.
Fechei meus olhos com força me obrigando a seguir em frente, eu não podia ficar mais aqui.
– Sim, eu vou morar com vocês. Mas antes preciso arrumar minhas coisas e ir pra escola.
Silena deu pulinhos de alegria murmurando “mais uma à família”, e me abraçou.
– TUDO BEEM! Mas primeiro você não pode ir para escola assim, então eu vou ti arrumar ok.
E seguiu para meu banheiro, pegando maquiagens, e desaparecendo e aparecendo com roupas para eu experimentar, sendo que eu já estava arrumada para ir pra escola, mas não a impedi, pelo menos me faria esquecer por um tempo o que eu fiz para minha mãe.
Quando Silena terminou, deu pulinhos de alegria e se ofereceu para me teletransportar para a escola, já que eu estava atrasada.
Cheguei e as aulas já tinham começado, e eu nunca chegava atrasada, droga.
Fui correndo para minha sala, era aula de Química com professora Héstia para minha sorte, ela era de boa.
Cheguei na sala todos os olhares foram direcionados a mim, incluindo Percy sentado sozinho nas mesas duplas e Nico Di Angelo. Suspirei, um habito que estava fazendo parte do meu cotidiano ultimamente, e me dirigi a minha carteira ao lado de Percy que sorriu de orelha a orelha quando percebeu um chupão deixado por ele noite passada em meu pescoço, porém logo sua expressão se fechou ao notar os meninos de olho em minhas pernas.
– Bom dia. – cochichou ele para mim depois de eu ter me sentado.
– Bom dia. – Disse dando meu melhor sorriso, ou pelo menos o melhor que eu tinha nesse momento.
– O que aconteceu pra você chegar atrasada?
– Problemas com minha mãe, depois ti conto e uma aparição surpresa de Silena na minha casa, me fazendo vir à escola assim. – Disse apontando para minhas roupas.
– Pois é, me lembre de dizer a ela que a odeio. – disse ele. – Você só pode ficar linda assim pra mim. – Diz chegando mais perto e mordendo o lábio inferior.
– Ciumento você em. – digo e lhe dou um selinho, aproveitando que a professora não estava vendo. Ele se indireita e começa a copiar.
– Não sou ciumento, só cuido do que é meu.
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