Notas iniciais
Hey amores *-* como estão? Então, quero pedir desculpas pela demora, eu realmente de um bloqueio e não conseguia escrever de jeito nenhum! Mas consegui escrever e espero que vcs gostem

“Você nunca poderá consertar realmente um coração”

Depois de um tempinho, eu estava conversando com Francesca, uma menina da minha idade e de Ludmila, irmã de Leon, extremamente simpática, eu gostei muito dela. O tempo todo o senhor Vargas ficava falando o quanto sentia orgulho de ter um filho igual Leon, ele tinha inúmeras medalhes de natação e notas altíssimas, Leon ficava ate sem graça.

–- Me desculpem, estou passando um pouco mal, vou la fora respirar um pouco – Leon disse e saiu.

–- Fran – Falei – Seu irmão não gosta muito dessas coisas não, do seu pai... Ficar...

–- Não – Ela disse – A propósito, ele odeia ser o queridinho da família, se eu fosse ele já estaria cansada de se fingir de perfeito, uma coisa que ele não é.

–- Ninguém é – Completei

–- Pois é, mas enfim, meu pai é assim desde sempre – Ela explicou – Só espero que essas coisas não tenham influenciado Leon a fazer outras que possa prejudica-lo.

–- Como? Não entendi

–- Deixa... É coisa da minha cabeça – Ela disse – Vou à cozinha com Ludmila, quer ir conosco?

–- Não, vou ali – E sai.

Fui até la fora, aonde havia um jardim, a casa de Ludmila era enorme, mas eu conhecia muito bem la, era amiga dela há muito tempo. O tempo estava bem gelado, mas eu não sentia muito frio. Logo o vi sentado no banco, segui ate la e me sentei ao lado dele e ele me viu.

–- Oi Leon – Falei

–- Oi – Ele sorriu

–- Esta tudo bem com você?

–- Sim, e você.

–- Comigo esta, mas não tenho certeza se você esta.

–- Eu estou

–- Por favor – Falei – Não mente pra mim! Não precisa

–- Por que esta falando isso?

–- Eu... Sinto Leon – Falei confusa – Você não esta feliz! Tem alguma coisa ai, atrapalhando você a... Ser feliz

–- Sente?

–- Sim

Ele ia responder, mas Ludmila nos chamou para o jantar, ela olhava pra mim de um jeito malicioso, imaginei que ela estará pensando bosta, não conhecia uma pessoa com a mente mais poluída que a dela!

Chegamos ate a sala de jantar e serviu o jantar, eu não estava com muita fome, por isso nem comi direito. Os pais de Fran e Leon eram incrivelmente educados e finos, eles devam ser de uma família muito rica, as roupas eram de grife e a mulher, usava joias de aparência muito caras.

Depois do jantar os pais de Francesca de Ludmila foram resolver algumas coisas, eu já estava cansada e amanha teria aula precisava ir logo, mas Ludmila não queria deixar de jeito nenhum. Ela até propôs de eu dormir la, para ela, aquele momento era um de tédio e eu não podia deixa-la de jeito nenhum (dramática).

–- Vilu vou ligar pro seu pai e pedir pra ele deixar você dormir aqui, amanhã nos vamos pra escola juntas mesmo! Fran vai ficar também

–- Ok ne! Não tenho opção mesmo!

–- Isso mesmo!

Entreguei meu celular a ela e ela ligou pra meu pai, eu estava duvidando que ele fosse deixar, aliás, tenho quase certeza, ele nem queria me deixar vir. Estava ouvindo enquanto ela praticamente implorava pra ele deixar eu dormi la, no final da ligação ela fez uma cara de “desanimada”.

–- Vilu – Ela disse triste – SEU PAI DEIXOU!!!

Ele meio que começou a comemorar, tava doidinha, como sempre!

Nos resolvemos subir pro quarto e Fran veio conosco, depois Ludmila dava um jeito de pedir pro pai dela deixar ela também dormir aqui. Subimos e nos arrumamos la tirando a roupa que usamos no jantar, felizmente as roupas de Ludmi serviam pra mim e pra Fran, o que facilitou muito.

–- Ok – Falei – Agora... O que vamos fazer? Não to com nenhuma gota de sono, só um pouco cansada!

–- Não sei – As meninas disseram juntas

–- Vishh – Falei

–- Vamos... – Ludmila começou – Sei la

–- Tenho uma ideia – Falei animada – Vamos fazer a brincadeira da verdade

–- Na? – Fran disse

–- Nos vamos convocar espíritos – Falei

–- Você ta doida? Eu morro de medo dessas coisas, vamos fazer outra coisa.

–- Ah eu gostei da ideia Ludmi!

–- Amiga, é só uma brincadeira – Eu ri – Não vai ter nada demais.

–- Não sei não hein! – Ludmila cruzou os braços

–- Vamos logo, preciso de velas, um fósforo e... – Fiz uma pausa pra lembrar – Um copo

–- Ok, vou la buscar – Fran disse – Onde tem essas coisas Ludmi?

–- Sei la, pergunta à empregada, ela deve saber!

–- Ok, a volto

Levantei e comecei a arrumas as cobertas e travesseiros para nos acomodarmos bem.

–- Agora... – Ludmi começou – So quero saber por que essa coisa chama brincadeira da verdade?!

–- Depois eu explico! – Ela assentiu e esperamos um pouco ate Francesa chegar. Ela não demorou muito, e logo começamos a arrumar as coisas.

Colocamos quatro velas e nos sentamos ao redor formando assim, um circulo. Então eu comecei

–- Esse jogo é muito fácil gente! Nos vamos primeiro pensar em uma pessoa morta e ela nos revelará verdades. Tipo, coisas sobre nossos ídolos, nossos pais, amigou ou ate nós mesmas!

–- To gostando cada vez mais disso – Fran disse

–- Violetta eu não quero fazer isso! Eu odeio essas coisas com toda a minha força! E você ainda quer chamar espíritos pra bater um papo com a gente!

–- Amiga eu já disse! Isso é só um jogo! Vamos, não tem nada demais.

Ela bufou e então eu acendi as velas, assim que acendia a primeira, Ludmila veio pra perto de mim, era evidente que ela estava com muito medo.

Estava tentando acender a ultima vela, mas não queria ir de jeito nenhum, talvez o pavio estivesse estragado. Os fósforos já estavam acabando.

–- Acho melhor eu ir buscar outra vela – Foram disse – Essa deve estar estragada

–- Não deixa que eu busco você já foi La uma vez – Falei

–- Vilu deixa! Vamos arrumar outra coisa pra fazer.

–- Não Ludmi, é rápido! Eu já venho

Me levantei rapidamente, mas uma tontura tomou conta de mim, eu cambaleei pra trás, as meninas logo levantaram pra ver como eu estava.

–- Vilu – Ludmila disse preocupada – Ta tudo bem?

Eu estava com uma falta de ar absurda, parecia que havia uma pedra em algum lugar que me impedia de respirar.

–- Violetta! – Fran disse – O que você tem? O que está sentindo?

–- Não consigo... – Falei com dificuldade – Respirar

–- Calma calma – Ela disse novamente me levando a janela do quarto – Tente respirar agora

Tentei inalar aquele ar fresco, felizmente havia melhorado, mas minha cabeça estava a ponto de explodir.

–- Acho melhor eu chamar meu pai – Fran disse – Ele fez medicina, vai ajuda-la.

Após isso não vi ela ao meu lado

–- Ai meu Deus

–- Fran calma – Falei tentando respirar – Eu já to melhorando

–- Não, não é isso! – Eu me virei para vê-la – O quarto! Ta pegando fogo!

Neste momento todas nos desesperamos, eu sabia por que não estava boa, eu tinha alergia, talvez no inicio foi só uma tontura, mas tudo piorou depois com a fumaça. O quarto estava todo incendiado, parecia àquela visão de filme de terror.

–- O que vamos fazer? – Ludmila perguntou

–- Sair daqui!

–- Mas... A chave ta no bolso da minha blusa e... Eu deixei ela la

Vimos à blusa dela pegar fogo.

–- Gente eu não vou aguentar mais – Falei – Ta doendo muito

–- Vilu calma! – Fran quase chorava – Tenta respirar!

Ludmila começou a gritar chamando alguém para nos ajudar. Eu estava com uma dor insuportável, não aguentava mais. Quando dei por conta de mim, perdi a consciência.

Notas finais
O que acharam? Comentem, favoritem u.u beijos!