World Sekai Gakuen | Interativa

2 Regra 1#: Never Tell a English that He's Gay


Notas iniciais
Tradução do Título: "Nunca diga à um Inglês que ele é gay"

Cyzarine está extremamente calma, como sempre.

É seu primeiro dia na tão falada World Sekai Gakuen, um internato particular financiado pela própria Organização das Nações Unidas, e ela está feliz em ter sido convidada junto com seus irmãos. Embora não imaginasse que Yekaterina também fosse convidada para a WSG, Czar está alegre por finalmente ter um lugar aonde poderia recomeçar. Isto é, um lugar onde poderia – finalmente – ter amigos.

Ela anda pela escola, vendo o lugar aonde passaria o ano inteiro. Há uma lojinha de conveniência perto do dormitório feminino A, e Cyzarine revolve visitá-la primeiramente. Precisa comprar absorventes extras para Natalia, já que ela provavelmente esqueceria os dela em algum ponto do ano letivo. O jardim que circunda o dormitório e a lojinha é grande, com uma fonte no meio e várias flores. Não faz calor por ser um dia da primavera, e Czar fica feliz; tem medo do calor, medo de acabar derretendo.

A lojinha é maior do que a russa pensava, com milhares de coisas estranhas dentro. Há até mesmo uma guitarra, um celular de última geração e vários bichinhos de pelúcia. Mas o que chama a atenção da garota é a quantidade enorme de sprays para pichação, todos organizados em uma prateleira que ocupa uma parte da parede toda. Uma garota os observa, como se estivesse decidindo qual deveria comprar.

Ela é alguns centímetros menor que Czar – todo mundo é menor que ela – e parece ter mais ou menos a sua idade. Seu cabelo é curto até os ombros e cacheado, de um tom que mistura o loiro com o castanho-claro. Usa uma presilha vermelha no lado direito da cabeça, e é tão "branquela" quanto Czar. Seus olhos são azuis, e o corpo dela é menor e menos desenvolvido que o de Czar. Deve ter 168 cm de altura.

Ela usa o uniforme da escola – uma camisa branca com uma saia vermelha, um casaco preto e uma gravata vermelha, além da meia-calça cinza e sapatilhas pretas. O casaco preso na cintura, enquanto a gravata se mantinha presa no braço esquerdo da garota.

– Hmmm... Qual deles...? – Cyzarine ouve a garota dizer. Ela percebe quase de imediato que a loira também é estrangeira, por ter um forte sotaque. A garota tenta pegar o spray preto, que está na última prateleira, mas ela é baixinha demais para alcançá-lo. Czar resolve ajudá-la, e pega o spray e entregando-o.

– Thank you! – A loira diz animadamente. Czar fica surpresa pelo fato dela não ter sido amedrontada pela altura e o sorriso que a russa mandou, e gosta da sensação. – Você também é nova aqui?

– Ah, sim. Eu sou, sou Representante Cultural da Rússia. – Czar diz. – Meu nome é Cyzarine Braginskaya, muito prazer. – a russa vê os olhos cinzas da menina se esbugalharem. Ela está surpresa pela reação da menina; é como se ela não acreditasse naquilo.

– Eu pensei que você fosse de outro país! Nunca imaginei russos morenos. – A garota diz, com um leve sorriso envergonhado no rosto. Cyzarine não se importa com a reação e retribui o sorriso.

– Eu pinto o cabelo.

– Ah, legal! Sempre quis pintar meu cabelo, porque assim poderia ser diferente do idiota do meu irmão gêmeo. – A mais baixa diz, com as bochechas infladas e um olhar carrancudo. Czar gosta da companhia dela por algum motivo; talvez por ela trata-la como igual e não ter ficado apavorada com a visão gigantesca da russa. – Aliás, meu nome é Daisy F. Jones, mas pode me chamar de Lise! Representante Cultural dos Estados Unidos, senhora!

Cyzarine sorri, mas fica um pouco tensa; os Estados Unidos têm uma rivalidade com os russos, mas por que Daisy conversa com ela como não se importasse? A russa decide querer aquela garota como sua amiga, uma aliada dentro daquele lugar estranho. Começar o ano letivo com uma pessoa legal e confiável; as coisas só ficam melhores e melhores. Ela observa o spray que a americana segura, e pergunta:

– Para o que você vai usar isso, da?

– Ah. Vou pichar o armário do meu irmão, o Alfred, dando “boas-vindas”, se é que você me entende. – o sorriso de Daisy se torna maníaco e Czar percebe que se tornou cúmplice da loira. – Ele fica dizendo que é mais velho que eu em dois minutos, o que é mentira. Todo mundo sabe que a fabulosa eu nasceu antes daquele idiota. – Czar revira os olhos rapidamente com a explicação da americana. – Então, você quer me ajudar?

– Eu adoraria, mas tenho que encontrar absorventes para a minha sestra. – Czar diz e Lise aponta para um lugar. Ali, havia um trilhão de marcas de absorvente, até mesmo absorventes internos. Czar agradece e vai para a prateleira, pegando vários de uma vez só. Sorrindo, ela percebe que encontra a garota Jones na fila atrás de si. Lise também sorri, e as duas percebem que uma amizade havia nascido ali.

Daisy F. Jones

Após Daisy encontrar a russa de nome esquisito, ela guarda o spray preto na bolsa, pega suas malas e vai para o dormitório enquanto conversa animadamente com Cyzarine sobre os países de onde vieram e como imaginavam o ano letivo naquela escola nova. A americana gosta de saber que tem uma boa amiga como Cyzarine naquele lugar estranho – a russa conseguia entendê-la de maneira inacreditável, e era calma como a chuva. Mas Cyzarine ainda a assustava um pouco, por sua calmaria quase psicopática.

– É aqui que eu fico. Onde você vai ficar? – Daisy pergunta para sua nova amiga. Cyz (apelido que ela inventou) observa o número da porta e depois olha para o papelzinho que lhe foi dado na secretaria.

– Vou ficar aqui também! – ela diz, com um sorriso. Daisy fica radiante; não perderia contato com alguém tão legal como a russa, e sempre a veria no final do dia. – Como devem ser as nossas colegas de quar–?

Cyzarine se interrompe quando abre a porta do quarto. Há uma menina, baixinha, girando no ventilador e uma Lolita jogando um... Eroge?

– Olha só como eu sou rápida, Lottie! – a baixinha grita, girando junto com o ventilador.

A menor é, definitivamente, a menor naquela sala. Aparentaria 14 anos se não fosse por seu busto, embora não tivesse um corpo esbelto como o de Cyzarine ou esguio como o de Daisy. Ela tem pele branca, um pouco morena, e seus cabelos são bastante longos, de uma bonita cor do marrom, presos em um rabo de cavalo com um lacinho azul. Ela também vestia o uniforme escolar, mas usava o casaco preto enquanto sua gravata vermelha está em cima da mesa em que a garota loira joga o eroge.

A outra é obviamente mais alta. Tinha longas marias-chiquinhas, e seu cabelo era de um tom claríssimo do loiro, mais claro que o de Daisy. A saia do uniforme dela é mais longa, dando-lhe um estilo Lolita. É branca como Daisy, mas não tanto quanto Czar. Seus olhos são verdes, e ela usa óculos vermelhos. Seu corpo é o mais desenvolvido da sala, chegando a fazer Daisy se sentir desconfortável. Ela usa um pequeno chapéu e duas presilhas no lado direito da cabeça.

– Est très agréable, cher. – a menina diz vagamente, distraída com seu jogo. Tanto Daisy quanto a garota morena ficam confusas com o que a garota diz, e Czar nem parece ter ouvido. – Hm? AH! Desculpe, esqueci que você não fala francês, Gyl– KYAH! Quem são vocês~~?

Daisy se apavora com a perversão da garota, que abraça Czar com a cabeça deitada nos seios da mesma. Não que ela fosse despeitada ou muito bem “desenvolvida”, mas a americana tem trauma de peitos desde um pequeno incidente quando ela tinha 12 anos. Ela se afasta alguns passos, ficando atrás da russa.

– Meu nome é Charlotte Bonnefoy, representante cultural da França! – Ela diz animadamente para Daisy, ainda agarrada ao corpo de Czar. A russa a olha de maneira assustadora, mas Charlotte nem parece notar. A garota do ventilador solta suas pernas dele e se joga na cama, mas acaba batendo a cabeça na parede e ficando parada demais.

– ELA MORREU? – a americana grita, surpresa.

– Nháá~~ Como você é macia~~ – a francesa ronrona, ignorando a loira aterrorizada atrás de seu “travesseiro”. – Você usa sili–?

– SÓ EU PERCEBI QUE A ANÃ ALI MORREU?

– Calma, eu tô bem. – a menina diz, se sentando na cama e limpando o sangue que levemente escorreu do pequeno corte. Mas ele continua a jorrar enquanto ela sorri, dando a mão para Daisy. – Meu nome é Gylla Virtanen, da Finlândia!

– POR QUE VOCÊ NÃO VAI PRA ENFERMARIA?

– Ah, isso não é nada. Eu tenho um crânio forte.

– Czar, acho que entramos no quarto errado.

– Não entramos. Esse é o certo. Olhe, quarto 242. – “Merda.” Daisy pensa, e imagina que seu ano letivo vai ser muito estranho se tiver uma francesa pervertida, uma russa assustadora e uma finlandesa “de crânio forte”. Ela deixa suas malas ali mesmo e foge junto com a bolsa; precisa parar de se estressar com aquelas doidas e fazer alguma coisa doida.

Enquanto corre, ela percebe o conjunto de armários do ginásio masculino. Então para. Os homens estão aprendendo alguma coisa com o professor, talvez uma explicação de como aquilo ali funciona, então os armários estão livres para qualquer atrocidade cometida por uma vingativa americana loira e seus planos malignos.

– Hehe... É hoje que o Alfred me paga. – ela sorri triunfante enquanto pega o spray preto e procura o armário do irmão. Ela se lembra vagamente que começa com “A” e depois vem um número qualquer. Há quatro armários daquele tipo, então ela opta pelo armário da direita – A-580.

Decide escrever um gigantesco “FUCK YOU” em preto no armário, em letra cursiva e “bonitinha”. Alfred iria rir muito daquilo depois de esganá-la por passar vergonha no primeiro dia de aula, ou talvez até levasse na esportiva e se vingaria depois. O relacionamento deles era tão emocionantemente belo que Daisy até choraria.

Enquanto ela desenhava a letra “K”, ela ouve um grito e a primeira coisa que pensa é: “Ah, merda. Me pegaram”.

– O QUE VOCÊ ESTÁ... O QUE VOCÊ FEZ COM O MEU ARMÁRIO, SUA BLOODY–

– A CULPA NÃO É MINHA! ME OBRIGARAM! – ela grita em clemência, se ajoelhando. Claro que não é a coisa mais honrosa a se fazer, mas ela tinha que tentar, não é?

Quando abre seus olhos, ela encara um rapaz que parece tão irritado que ela teve a impressão que ele iria explodir a qualquer momento. Ele parece ter a mesma idade que ela e é do tipo de “nerd” com quem ela amava tirar sarro. Tinha olhos verdes que, a americana não conseguia negar, são muito bonitos. Ele é, sim, um pouquinho atraente para ela, se não fossem aquelas duas taturanas demoníacas que são suas sobrancelhas; Aquelas coisas pareciam prestes a ganhar vida e matá-la ali mesmo!

– SOCORRO! O SOBRANCELHAS DE TATURANA VAI ME MATAR! – ela grita, quase chorando.

– O QUE DIABOS VOCÊ FEZ COM O MEU ARMÁRIO? E O QUE VOCÊ QUER DIZER COM–?

– Cara, você é inglês? – ela pergunta, parando de gritar e espernear. – Sempre achei que os ingleses fossem estranhos, mas você é pior.

– COMO OUSA?

– Onde eu estava mesmo? Ah, é. SOCORRO! EU JURO QUE ELES ME OBRIGARAM. O ALFRED ME OBRIGOU. ELE É UM IRMÃO MAIS NOVO MUITO MAU, MUITO MESMO.

– Você é irmã daquele bastardo?

– É, gêmea. Sou mais velha que aquele idiota. – O inglês parece ter ficado aterrorizado com a menção da garota ao irmão. Antes mesmo que ele pudesse responder, é interrompido por um grito.

– O QUE VOCÊS FIZERAM COM OS ARMÁRIOS? – o grito vem da assistente do diretor, Mary. Assustada, ela imediatamente se esconde atrás do inglês e diz:

– ELE ME OBRIGOU, PROFESSORA. ELE DISSE QUE IA ME BEIJAR SE EU NÃO FIZESSE ISSO.

– O QUE RAIOS VOCÊ DISSE? – O de olhos verdes pergunta, chocado.

– PROFESSORA, EU NÃO POSSO TRAIR A CONFIANÇA DO MEU IRMÃO. ELE É NAMORADO DO ALFRED.

– VOCÊ TEM PROBLEMAS MENTAIS?

– CALADOS! – a professora interrompe a discussão que estava prestes a acontecer entre o casal. – Os dois! Direto para o escritório do Roma!

Daisy praticamente desmaia e o inglês quase a acompanha. Parece que seu plano genial de envergonhar o irmão foi por água a baixo.

E parece que aquele seria um longo ano com as intermináveis brigas entre um inglês rabugento e uma americana vingativa...

Notas finais
Ficou ruim, eu sei x.x Mas espero que tenham gostado. Frase da Charlotte: "Está ótimo, querida".