Wonderwall
4 Goodbye
Notas iniciais
Os dias passavam cada vez mais rápido e eu sabia que no fim do verão, Sam iria se mudar para a Califórnia com seus pais. Não era de se espantar que ele fosse para lá, porque convenhamos, ele tem tudo que um garoto Californiano tem! Toda vez que eu o via, geralmente me lembrava daquela música de Phantom Planet: “California, here we go” . O pai dele estava com dificuldades financeiras, então aceitava qualquer emprego que oferecesse mais e se mudava para qualquer lugar onde era oferecida uma oferta maior, eu queria ajudá-los, mas eu não tinha coragem de oferecer ajuda, talvez ele ficasse ofendido.
Sam tinha saído da cidade no fim de semana, ou seja, eu não iria ao parque, então passei o dia no quarto lendo mais um romance de Nicholas Sparks quando o telefone tocou.
— Alô?
— Quinn? Sou eu, Rachel.
Ah, tudo que eu precisava para meu dia ficar completo, uma ligação da hobbit.
— Oi Rach. – falei falsamente.
— Ai Quinn, estou com tantas saudades suas, por isso pensei em marcar uma coisa aqui em casa, só as garotas. O que você acha?
— Ah, não sei Rachel... – eu falei, mas eu não queria ir, Rachel dizia para todo mundo que era apaixonada por Finn, mas juro que eu vi ela olhando para os meus peitos no último dia de aula e na aula de história, tenho certeza de que ela se esfregou em mim quando fizemos uma dinâmica em grupo.
— Vou ligar para as meninas, vai ser amanhã, tá?
— Tá. Vou ver se consigo ir.
— Tenta vir. Vai ser bem legal.
— Tchau Rachel.
Assim que desliguei o celular, recebi uma mensagem de Sam que dizia “Estou com saudades de você Quinn”. Eu estava com muitas saudades dele, do seu cheiro, do seu abraço, seu beijo, de tudo nele. Não via a hora de poder tê-lo em meus braços novamente. Fechei os olhos pensando nele, só nele. Porque era ele que eu queria na minha vida. Era ele que eu queria passar o resto dos meus dias. Era ele, e sempre será ele, Sam Evans.
O dia passou lentamente, li um pouco, conversei com minha mãe e quando a noite adentrou o céu, me obriguei a ir para o quarto. Fiquei assistindo TV e em algum momento peguei no sono. Tive um sonho horripilante no qual Sam estava na Califórnia, eu o via surfando, seu tanquinho amostra. Quando ele saiu do mar, chacoalhando seus cabelos, uma morena correu em sua direção, e o beijou. Eu conseguia ver o seu rosto borrado, e fui correndo em sua direção, quando cheguei perto, percebi que era Rachel. Dei um grito e acordei assustada.
— Mas que merda foi essa? – perguntei a mim mesma.
Me virei para o lado tentando pegar no sono de novo, porém não consegui, desisti e peguei o celular. Eram 09:23 e havia uma nova mensagem. De Sam. “Precisamos conversar!”.
Existia expressão pior do que "Precisamos Conversar?" Nunca era um bom sinal e com o azar que eu estava tendo ultimamente, aquela notícia seria horrível, mas eu tentei manter o otimismo, pensando que seria uma coisa boa, quem sabe, ele estava voltando e poderíamos voltar a viver nosso conto de fadas? Ou quem sabe o pai dele havia conseguido dinheiro e moraria aqui para sempre? Saí da cama, tomei um banho e escovei meus dentes. O dia estava frio hoje. Não um frio gelado, mas um frio gostoso. Botei minha calça jeans nova e uma blusa amarela.
— Respira Quinn Fabray, não pode ser algo tão ruim. – Falei para mim mesma, sentando na cama e pegando o iPhone em minhas mãos. Disquei trêmula o número do Sam, torcendo para ele não atender. O telefone chamou uma vez. Chamou duas vezes. Nada. Três vezes. Ia cair na caixa Postal. Yes. Foi quando ele atendeu.
— Quinn?
— Oi, queria falar comigo?
Ele ficou quieto e eu podia ouvir sua respiração.
— Sam?
— Quinn, eu... eu... bom... eu não sei como te falar isso... – ele falou gaguejando.
Foi minha vez de ficar quieta. Aquilo não era algo bom.
— Eu não vou mais voltar. – ele falou.
— Não? – eu falei sentindo meus olhos marejarem. Eu queria gritar, mas eu não podia gritar com Sam. Eu não conseguia.
— A gente veio pra cá, e achamos uma boa oferta de emprego pro meu pai. Ele vai ganhar razoavelmente bem e conseguimos encontrar uma boa casa em uma boa vizinhança – ele ficou quieto. Meus pais vão voltar pra Ohio pra pegar a mudança, e como as passagens são mais do que podemos pagar, só eles vão voltar.. Desculpa, Q.
Eu estava chorando, não sei se era de tristeza ou de raiva.
— Quinn, sinto muito. Eu queria poder me despedir, mas não vai dar. Eu acho melhor a gente se afastar, acho que será o melhor para ambos. Quero dizer, eu amei passar todo aquele tempo com você, mas a gente sabia que não ia dar certo. Eu sempre soube pelo menos. Foi só um romance de verão. – Sam falava cada palavra sendo seco. Não havia sentimento em sua voz, o que me deixava mais irritada.
— É realmente uma pena que a gente acabe assim Quinn. Você deve seguir em frente e você merece alguém melhor que eu... Você merece, como era o nome do cara lá? Finn? Bom, você merece alguém como ele. Alguém que um dia vai poder te dar uma casa como a sua, e não alguém como eu, que não pode te dar nada.
— Sam, faz um favor?
— Qual?
— Vá se foder.
Depois de falar aquilo, desliguei o telefone e me joguei na cama. Eu era uma idiota por achar que ele realmente gostava de mim. Eu era uma completa idiota. E eu me odiava por aquilo. Mas eu ia fazer exatamente o que Sam disse, eu ia seguir em frente. Eu ia esquecer ele e seguir em frente, porque assim como Finn, assim como Puck, ele tinha sido só perda de tempo. E eu não estou em condições de perder mais tempo na minha vida.
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