Wonderwall
2 O2. Thinking of You
Notas iniciais
Andrew: http://data.whicdn.com/images/12378647/andrew-garfield-bei-den-golden-globes_large.jpg
Ah Londres! Eu sentia falta daquela cidade, daquela vista, daquele clima, daquelas ruas. Agora eu não tinha muito tempo, era produtora e não tinha quase tempo para mim. Trabalho, eu era feliz antes disso e não sabia. Quer dizer, era quando eu sai daquela cidade de New Jersey, ali me vinha lembranças ruins, eu fui humilhada ali e nunca mais vi a pessoa que me humilhou, quer dizer, eu achava que nunca ia vê-lo. Uma vez eu estava vendo um canal qualquer de música e o vi cantando, era ele, os dois garotos que ficavam com ele na escola, Mikey e um loiro na bateria que eu não sabia quem era. Ele continuava o mesmo, o mesmo sorriso, mesmo olhar. Eu lembrava do jeito que ele me olhou naquela noite antes de tudo acontecer, eu tinha que esquecer isso. Meus pensamentos foram interrompidos com o barulho do meu celular
“alô?”
“hey gata” – ah! Esqueci de falar, estava namorando – “como você está?”
“bem, eu estou indo para o trabalho agora, só vou parar numa cafeteria agora”
“você tem que aprender a tomar café em casa, café na rua nem sempre é mais saudável” – Andrew, sempre preocupado com a minha alimentação, eu tive uma crise de anemia no ano passado e ele depois disso ficou desesperado – “está muito atrasada?”
“não, estou até na boa”
“ok, você vai estar na mesma cafeteria que vamos sempre”
“aham”
“estou indo para ai tomar café contigo então” – ele desligou, eu gostava do jeito dele. Ele me fazia bem demais, mas na verdade eu queria que outra pessoa estivesse no meu lado agora, infelizmente aquilo era mais do que impossível.
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“é sério, tomar café na rua não vai te ajudar nada” – Andrew falou sentando na cadeira na minha frente
“Andrew, relaxa, eu to bem” – sorri – “é tão bonitinho ver você preocupado assim comigo”
“você quase me matou de susto ano passado”
“eu sei, desculpe” – olhei para o meu café, ele levantou meu rosto
“eu te amo” – sorri e ele se inclinou para me beijar. E de novo ele veio na minha mente, aquele beijo que eu sempre esperei, foi perfeito, mas claro o estupido tinha que ter estragado tudo com uma idiotice daquela. – “o que foi?”
“ham?”
“o que foi? Você ficou pensativa do nada e... aconteceu alguma coisa?” – ele me olhou preocupado
“não, só estava lembrando de algumas coisas aqui” – sorri, olhei para o relógio – “droga to atrasada, tenho que ir Andrew”
“eu te levo até a empresa”
“não precisa”
“eu faço questão, vem” – sai com ele da cafeteria e fomos em direção ao seu carro. Entrei logo depois ele entrou também, ele deu a partida do carro e saímos dali. Esses dias ultimamente eu estava lembrando muito do Way, acho que ver clipes da banda dele na TV não me fez muito bem.
Gerard’s POV
“porque você fez isso?”
“aquela garota merecia voltar ao mundo real, aonde já se viu... pensar que você ia olhar para ela, ridícula...” – Asheley falando sorrindo – “fiz um favor para você, afinal de contas, já pensou? Você teria que aturar aquela garota chata, melosa e ridícula em cima de você como um urubu fica em cima da car...”
“CALA A BOCA! CALA A PORRA DA SUA BOCA!” – Asheley me olhou assustada – “você não tinha direito de fazer isso, você não tem a menor noção de como você a humilhou”
“claro que eu tenho amor”
“faz um favor para mim e o resto da humanidade, SUMA” – sai dali antes que eu fizesse algo que me arrependeria depois.
Lembrar daquela noite não me fazia bem, mas mesmo assim a imagem do olhar dela não saia da minha cabeça, droga ela não saia da minha mente de jeito nenhum.
“hey? Gerard?” – nunca mais a vi depois daquilo, nunca mas escutei sua risada – “hey?” – eu sempre sonhava com ela e as vezes isso acontecia quando... – “MAS QUE PORRA TA SURDO?”
“AH! Que é Ray?”
“eu estou a horas te chamando” – exagerado, nem um pouco – “estamos em Londres, eu quero sair dessa merda desse hotel e ninguém quer me acompanhar”
“porque será né”
“cala a boca”
“então moças, vamos sair desse quarto? Isso já está ficando chato e pela primeira vez eu vejo um tempo bom em Londres, olha só, tem até um sol tímido saindo” – disse Frank abrindo mais a cortina – “vamos logo antes que eu enlouqueça aqui” – ele saiu do quarto acompanhado do Ray, eu sai logo depois.
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Andamos por alguns minutos, até chegar no centro da cidade, que não estava vazio
“que saudade daqui”
“você nem gosta daqui Mikey”
“é claro que eu gosto, me sinto no século passado” – eles saíram andando
“eu mereço um irmão assim” – sai andando com eles, eles andavam mais um pouco a frente. Não estava prestando muita atenção, quando senti alguém esbarrando em mim – “desculpe” – falamos juntos, levantei meu rosto e não acreditei que estava ali na minha frente.
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