Era uma vez um pequeno e lindo sonho, que caminhava nas ruas cheias de árvores.

Ninguém sabe quem o sonhou, nem mesmo ele tem idéia de quem o sonhou afinal era pequeno apenas

E afinal era um sonho pequeno mesmo

E isso fez o pequeno sonho pensar...

"Eu não quero desaparecer..."

"Como faço para as pessoas continuarem a me sonhar?"

O pequeno sonho pensou e pensou...

E no fim teve uma idéia...

"Eu farei as pessoas irem até mim, e elas farão meu mundo..."

O sonho que andava pelas ruas com árvores , a mesma rua sem fim agora tinha marcas pretas, de coelhos.Logo esse nobre coelho virou sua versão.

Em cada lugar daquele pequeno sonho havia pegadas de coelho, mas...Não pretas como antes e sim vermelhas e sempre molhadas.

O vermelho era grosso e escuro.

O tom era sangue puro.

O eco das batidas das patas do coelho, que dava passos curtos e fortes.Sempre acompanhado de um relógio, vendo as horas.

Certo dia o mesmo decide ir para a sua casa, escrever algo.

E assim escreveu, não escreveu com palavras e sim com sinais, naipes raramente reconhecidos.O naipe de espada, ouro, paus e por final copas.

Essas cartas possuiam cores, cores completamente definidas.Mas isso só ia aparecer, apenas quando o destinatário recebesse, abrisse e se encantasse.

"Esse Jogo, apenas começa, e um mistério será desvendado, ou nunca será...Farei com que as pessoas joguem e sempre ganhem.Se maravilhem e nunca cansem até que...Enfim morram, pela sua estupidez.Chamarei esse mundo de Wonderland, o País das Maravilhas"

Esse sonho pensava e logo sorria maliciosamente, enquanto as cartas foram enviadas para um lugar longe.Foram mandadas para a superfície.

Onde os destinatários pegariam e leriam, e iam cair num sonho sem fim...

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