Wolf Ice
16 Illlllllllllllll
Notas iniciais
Capítulo 16
– Preparado para a segunda etapa do treinamento? – Pergunta olhando para Gray, que assente. Começo a caminhar pela cidade de Magnólia, pensando em um local propício para realizar a segunda etapa. Ele me acompanha na caminhada, observando as pessoas que também caminham.
“A segunda etapa é saber utilizar a magia, não é?” – Pergunta a loba.
“E quando usa-la”
Após chegar de viagem, fomos para a guilda, onde conversamos com Makarov relatando o que havia acontecido, e obviamente, ninguém deixou de lado o fato de que eu demorei um pouquinho á entender o que estava acontecendo no vilarejo. Ninguém esqueceu. Consegui dinheiro suficiente para pagar o aluguel do apartamento e ainda abri uma conta no banco da cidade, depositando no mesmo o restante do dinheiro da missão.
– Vamos para a ponte – Digo olhando para ele.
– Qual o objetivo da segunda etapa? – Pergunta ele curioso.
– Treiná-lo.
ɸɸ
– Feche seus olhos, concentre-se na magia que há em seu coração, você sabe como ela é, então concentre-se – Digo sentada à sua frente. Gray esta começando a meditar, ótimo. Ele está começando a aprender como concentrar toda a sua energia em sua magia – Agora, tente dominá-la e fazê-la adquirir a forma que você deseja – Digo observando sua expressão.
De dificuldade.
– Como o que? – ele pergunta.
“Como a loba matando você!”
“Loba, por que esta assim? Lembre-se que ele é nosso amigo”
“Para você, simplesmente amizade não basta, Mina-sun, e isso me deixa com raiva! Seus sentimentos por ele estão me contaminando!”
– Como algo importante para você, algo que fez a diferença em sua vida – Digo a ele, que assente e volta a se concentrar. Suas expressões variam entre raiva e angustia. O fato é que Gray esta tendo muito dificuldade para conseguir dominar sua magia e para alguém como ele, que conseguiu rapidamente ver a mesma magia, demorar a dominá-la não é comum – O que está acontecendo, Gray? – Ele abre os olhos frustrado.
– Eu não consigo! Está bem?! Eu não sei como fazer isso, não tenho força suficiente para conseguir! – Ele está diferente, seu medo está se espalhando pelo ar, mas não consigo entender, do que ele tem medo? – Eu... Eu perdi tudo o que havia de importante em minha vida, não consigo materializar a Ur em minha magia, é como se ela...
– Nunca houvesse existido – Completo sua frase – Eu sei como se sente, após a morte de Tsume, também não consegui materializá-lo em minha magia, como se minhas lembranças dele não passassem de sonhos que tive. Isso acontece, Gray – Encaro seus olhos – Porque magia nenhuma pode dar à vida aquilo que já morreu. Sua magia é algo vivo dentro de você, algo que não pode ressuscitar ou Tsume – A dor em meu peito, ao relembrar a dura condição, é grande.
Desvio o olhar de seus olhos e me levanto, ficando de costas para ele, andando até a grade da ponte. A brisa balança o meu cabelo, trazendo de volta o sorriso de Tsume e suas frases que me animavam:
“Você consegue! Basta querer!”
“Você é um floco de neve ou um saco de batatas?”
“Concentração, é disso que sua magia precisa para se materializar”
“Magia nenhuma traz de volta a vida”
Sinto mãos em meus ombros, mãos que fazem meu corpo se arrepiar por completo, mãos que mesmo paradas, podem dominar-me por completo, mãos de Gray Fullbuster. Viro-me para ele, fitando seus olhos que brilham como as estrelas, seu rosto não está mais do que três palmos de distancia do meu, sua respiração está levemente acelerada, a mesma, posso sentir passando por minha face. Suas mãos deslizam por meu corpo, param em minha cintura e saem da mesma, parando na grade da ponte, prendendo-me ali. Meu coração acelera, minha mente começa a recordar o beijo de Gray.
“Não quero ver o que irá acontecer” – A loba se vai para meu subconsciente, deixando minha mente livre.
– Eu sei que dói... – Ele diz, ainda fitando meus olhos – Mas não precisamos lembrar de ninguém, não agora...
– Gray... – Ele não me permite continuar.
– Algo dentro de mim, me diz que quando estou perto de você, não preciso lembrar de nada ou sentir falta de alguém, pois estou completo quando estou com você – E aquilo toca o meu coração, acabo por sentir as palavras que ele disse, as mesmas coisas em sinto, porém não conseguia entende-las, até agora. E antes que pudesse dizer outra coisa, Gray sela nossos lábios em um beijo nunca sentido antes.
Suas mãos voltam para a minha cintura, me puxando para próximo a seu corpo. Já as minhas, vão para seus lisos fios de cabelo, agarrando-os e puxando para mim. Nossas bocas estão em perfeita sincronia, como se soubéssemos o que cada um iria fazer, qual a atitude que cada um iria tomar.
Como se fossemos um casal.
A cada toque seu, meu corpo se arrepia como se fosse o primeiro toque dele em minha boca. Entretanto, o ar é sempre necessário e acaba nos obrigando a nos separar, porém Gray faz com que aquele ultimo toque, seja o melhor.
E quando reabre os olhos, vejo que ele, além de materializar a magia, dominou-a por completo, tão perfeitamente que pode projetá-la como gelo em sua mão. E o mais incrível é no que ela se transformou.
Em mim.
Uma pequena replica perfeita de minha face, enquanto sorrio timidamente.
Volto o olhar a ele, sorrindo.
– Conseguiu – Comento com certa vergonha, pois não sei o que dizer agora. E isso o faz rir pelo nariz.
– Você fez com que eu conseguisse Mina – O modo como meu nome fora dito, naquele momento, queria poder gravá-lo para ouvi-lo sempre.
E então, selo nossos lábios novamente, porém com mais desejo.
ɸɸ
– Você sabe que não precisava ter vindo até aqui, não é? – Digo olhando Lucy ao meu lado. Ela sorri gentilmente e fala
– Quero que sejamos grandes amigas, então tenho que passar mais tempo com você! – Ela continua sorrindo. O que é estranho em seu sorriso? Já sei.
– Ou você quer saber o que esta acontecendo entre Gray e eu – Falo cruzando os braços e flexionando os joelhos em minha cama.
– Então tem alguma coisa rolando? – Ela sorri maliciosamente.
– Por que quer tanto saber, Lucy-chan? – Pergunto piscando três vezes seguidas.
– Porque quero ajudá-la com o que precisar. Quero de verdade ser sua amiga – Ela diz corando.
– E a sua vida amorosa, Lucy-chan? – Pergunto deixando-a mais corada ainda.
– O-O-O que? Eu não tenho vida amorosa!
– E quando a Natsu? – Ela se torna um completo pimentão.
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