Wolf Ice

13 Illllllllllll


Notas iniciais
Yoo minna! Como estão? Eu fiquei bem inspirada hoje e resolvi escrever esse capítulo ^^ Espero que gostem e cuidado! Segredos serão revelados neste capítulo!

Capítulo 13

– E então? – Pergunto caminhando em direção à mesa onde o time mais forte de Fairy está – Qual será o trabalho de amanhã? – Questiono.

– Como será o seu primeiro trabalho – Começa Erza – Nós decidimos...

– Você decidiu... – Fala Natsu baixinho, sussurrando.

– Que você escolherá o trabalho! – Ela completa com orgulho a frase.

“Acho que ela não ouviu o comentário do Natsu...”.

“Ou ela simplesmente ignorou”

“Duvido!”.

Sorrio em gratidão para eles e me viro em direção ao mural. Onde posso ver o mesmo corpo em frente à ele, procurando um trabalho (sempre) e nunca se decidi. Paro em frente e começo a olhar os anúncios e os preços.

“Lembre-se que você terá que dividir o pagamento entre o time, então não pegue um baratinho!”

“Sabia que eu posso fazer mais de um trabalho antes do final do mês?!”

“Você tem muita preguiça para isso!”

“Eu não sou preguiçosa! Eu farei mais de um trabalho por mês!

“Novamente: duvido!”

“Vá dormir!”

Encaro um folheto que me chamou a atenção. Não olhei o seu preço, entretanto a frase que li me deixou... Curiosa?

“Procura-se magos para acabar com o sofrimento da vila”

Sofrimento? Como assim? Que tipo de sofrimento?

Então, olho o valor da recompensa: 540,000 peças. Isso é perfeito! Não terei que trabalhar mais neste mês para pagar o aluguel e ainda sobrará algum dinheiro para gastar! Legal!

“Preguiso...”

“Se terminar está frase, ficará sem comida o resto do dia!”

“Eu disse graciosa!”

Bufo.

Viro-me em direção à mesa e novamente caminho até a mesma, com um grande sorriso nos lábios:

– Já escolhi o trabalho! – Falo orgulhosa. Natsu pega o papel em minhas mãos e lê o mesmo.

– Que tipo de sofrimento? – Questiona Lucy.

– Eu não entendi, mas a recompensa é alta! Eu estou empolgado! – Disse Natsu.

– Aye Sir! – Completa Happy – Para teremos que ir, Lucy?

– Aqui diz que vamos para um vilarejo chamado Terumishu.

– Nunca ouvi falar – E pela primeira vez, ele se pronuncia. Depois do beijo, nós não se falamos mais, nem olhamos para o rosto do outro. Como se fossemos... Estranhos.

– Vou avisar Mira sobre o trabalho. Partiremos amanhã! – Erza anuncia autoritária.

Sento-me ao lado de Lucy, que já voltou a conversar com Natsu e Gray. Olho de soslaio para Erza que conversa com Mira. E então, meu olhar se vai para o espaço vazio no balcão. Makarov não esta mais lá.

“- E Laxus? – Interrogo.

“- O que tem ele? – Makarov se faz de inocente.

“- Ele não é sua família? – Começo a pensar em variadas formas de perguntar o por que.

“- Ele é como os outros, minha família.

“- Por que ele me encara de modo estranho? Por que ele aparece sempre nos locais onde estou? – Com tantos modos de dizer aquilo...

“- Ele é maior de idade e faz o que quiser fazer! Eu não sou o pai dele para controla-lo! – Makarov parecia zangado. Eis o ponto chave.

“- Por que pediu a ele que me observa-se? – Ele então me encara, como se eu tivesse feito a descoberta do século – Por que?

“ – Não pedi isso à ele. – Fala Makarov com uma expressão de reprovação.

“- Mestre...

“- Vá procurar um trabalho com seus amigos, afinal amanhã vocês irão trabalhar, não? – Ele desfaz o assunto. Apenas assinto.

“- Sinto muito”

– Mina? Você está me ouvindo? – Pergunta Lucy passando a mão frente à minha face. Pisco repentinamente olhando para ela. Meus devaneios sempre aparecendo em horas erradas.

– Ah... Sim! Claro... Desculpe, Lucy-Kun! Eu estava pensando em outra coisa. Pode repetir? – Sorrio carinhosamente.

– No que estava pensando? – Pergunta Happy curioso.

– Já ouviu falar que a curiosidade matou o gato? – Rio com sua expressão de medo.

– Você é assustadora, Mina-chan... – Acaricio sua cabeça azul.

Voltamos a conversar sobre algo aleatório. Se não me engano, sobre como fazer um gato rir. Estranho.

“Mina, sabe o que eu estava pensando?”

“Não, o que você estava pensando, loba?”

“Lembra o que o Makarov disse? “Não pedi isso à ele”?”

“Sim, o que há demais nisso?”

“E se ele pediu para outra pessoa nos observar? Tipo, de perto.”

E então tudo se encaixou na minha cabeça. Gray.

“Gray não... Ele não faria isso... E por que faria isso? Loba, na faz sentido”

“Faz sim! Makarov deve estar com alguma duvida ou esta achando que nós estamos mentindo, então pediu para Gray se aproximar de nós, assim ele ficaria sabendo do que quiser!”

Minha vista começou a ficar embaçada, minha vontade de chorar era grande. Por que não confiam em mim? Em nós? Por que?

“Loba... Eles... São família, não fariam isso” – Sinto uma lágrima escorrer, abaixo a cabeça instintivamente.

“Mina-sun, eu sei... Mais eles devem achar que somos mentirosas. Makarov não deve acreditado em nós...” – Então ela para e percebe o quão grave acabou de dizer – “Mina-sun, nós não somos uma ameaça para eles... Nós... Não somos monstros” – Então ela se pôs à chorar.

E misturando nossos sentimentos, as lagrimas são inevitáveis. Elas escorrem rapidamente pelo meu rosto, e em grande quantidade. São lágrima de desespero, por que não acreditam em nós?

Levanto-me rapidamente do banco, chamando a atenção de várias pessoas no local. Minha loba está grunhindo cada vez mais, e isso torna difícil segurar os soluços. Percebendo isso, começo a andar o mais rápido possível para fora da guilda, sedo seguidas por olhares curiosos. A cada passo uma lágrima, a cada lagrima uma pergunta. Ouço alguém chamar pelo meu nome, entretanto não paro para perguntar ou para ouvir, simplesmente começo a correr. O mais rápido que posso.

“E-eu achei que seriamos acolhidas! Ao contrário! Acham que somos mentirosas!”.

Durante o caminho para o meu apartamento, trombei com duas ou três pessoas. Não me lembro ao certo quem eram, apenas pedi desculpa e voltei a correr com os olhos repletos de lágrimas.

“Não podemos voltar para o apartamento! Eles vão nos procurar!”

Mudo meu trajeto. Começo a correr para fora da cidade, para um local onde terei paz e tranquilidade. Para a floresta.

ɸɸ

Mesmo estando sentada a algumas horas debaixo da árvore, minhas lágrimas não cessaram em nenhum instante. A dor que sentia no peito era estrondosa. No local onde não achei que seria julgada...

“Eu disse à você, Mina-sun. Em todos os lugares que fomos, todas as pessoas que descobrirem nosso segredo, sempre seremos monstros!”

“Mais Tsume disse que...”

“Ele estava enganado! Encaro os fatos”.

“Ele nunca erra... Ele nunca esteve enganado! Deve haver alguma coisa errada, Loba!”

“Sim, há uma coisa errada! Nós!”

E aquele simples frase machucou ainda mais o meu coração. Nós somos o que há de errado?

“Não! Não somos nós! Deve haver uma explicação para isso!” – Falo respirando fundo e começando a limpar minhas lágrimas.

“Mina...”

“Ouça-me loba! Nós não somos monstros! Nós não somos o errado!” – Levanto-me cuidadosamente – “Nós não somos culpadas!” – E então ouço um barulho vindo de trás da árvore. Sem pensar duas vezes viro-me rapidamente e ataco o que havia ali. Travo-o contra à árvore, com a mão em seu pescoço.

Surpreendo-me ao vê-lo.

– Por que está atrás de mim? – Pergunto estressada ao louro com a cicatriz. Ele sorri e me encara pelos olhos.

– Posso ver a fúria brilhando em seus olhos... – E aquilo me deixa ainda mais brava. Então, ele quer brincar, tudo bem, eu vou brincar. Do meu jeito.

Conjugo o feitiço mentalmente. Frostclaw. Minhas unhas começam a crescer, transformando-se em garras de gelos, que são, perigosamente, pressionadas contra o pescoço de Laxus.

– Eu te fiz uma pergunta, e exijo resposta – Falo à ele.

– Sinto muito, porém não poderei responde-la – Pressiono ainda mais minhas garras contra o pescoço dele.

– Ou responde, ou morre – Minha loba diz em meu lugar e isso faz ele rir.

– Então vamos ver do que é capaz, Lola de Gelo! – E então ele me arremessa para longe. Coloco a mão no chão para parar. Olho vorazmente para Laxus que tira o casaco que vestia.

Cerro os olhos e vou para cima dele, que desvia dos meus golpes.

– Ice Rock! – E o cubo é formado, prendendo Laxus. Entretanto, ele usa sua magia e quebra por completo meu Ice Rock. Um mago de Raios. Não. Esse cheiro, ele... É uma Dragon Slayer!

– Acho que você percebeu... Que pena, já é tarde demais! – E então ele me ataca, como um raio. Ele é muito rápido. Porém eu consegui ver seus movimentos. Começo a me defender de cada soco e chute que Laxus dá.

“Mina-sun, ele esta com uma abertura!”

Ice Total! – Congelo Laxus devido a sua abertura. Porém a magia não dura muito tempo, pois um raio caio sobre ele. Literalmente. Destruindo meu Ice Total.

Ele me encara, e eu não abaixo a guarda. Estou ficando cansada.

“Mina, deixe-me...”

“Não! Essa luta é minha!”

– Por que você está aqui? – Ele pergunta.

– Por que está me seguindo? – Revido com outra pergunta.

– Resposta errada – E então um raio cai sobre mim. A dor é imensa, porém não dou o prazer de ouvir meu grito à ele. Caio de joelhos no chão. Começo a respirar pesadamente.

Minha cabeça está rodando, minha vista está embaçada. Raios e gelo não são uma boa combinação, porém eu descobri as fraqueza.

– Por que você – Começo a me levantar, sem dificuldade alguma. – Está me seguindo? – O encaro raivosamente. Ele me encara com espanto.

– Incrível como você ainda está de pé. – Sorrio para ele.

– Resposta errada! – Sinto o circulo mágico abrir abaixo de mim. Seria a primeira vez que usaria esse feitiço. Posiciono as mãos em frente ao corpo, juntando o dedão, o dedo indicador e o dedo do meio, fazendo os dedos mindinhos ficarem um sobre o outros. E então sobre Laxus, o circulo mágico se abre – Ice Flames! – E então, o fogo frio é derramado sobre Laxus, e toda a dor que ele sente, se transforma em poder mágico depositado em meu corpo. Sinto seu poder em mim, todos os seus truques, fraquezas, tudo. Durante o feitiço ele se ajoelha, e colaca as mãos no chão, já não grita mais.

Ao termino do feitiço, estou completamente impregnada por poder dele. Sorrio macabramente ao ver que Laxus ainda tem forças para levantar e me olhar. Meus cabelos estão “em pé”, devido ao excesso de poder. Começo a caminhar para ao seu encontro, ele já esta de pé e me encara com raiva. Perfeito, a diversão começa agora.

– Sabe – Começo a dizer – Achei que realmente perderia para você no inicio, porém... – Rio. Já não sou eu no comando, permito que minha loba fale por nós – Mais você é fraco o bastante para perder. Sabe quem criou esse feitiço? – Me aproximo cada vez mais dele – Eu que o criei. – Ele parece surpreendido com isso. – Sim, eu sei. É incrível eu poder criar um feitiço deste porte, não é? Pena que isso é mentira. Essa é uma das vantagens de ter uma maldição – Paro frente a frente dele. Face a face. Posso sentir a raiva exalada por sua respiração. – Vamos tentar novamente, por que está me seguindo?

– Acha que poderá obter resposta assim? Facilmente? – Nego desapontada.

– Achei que falaria isso... – Acerto com toda a força possível, seu maxilar com um soco. Faço ele cair com dor – Tem certeza de que essa é a sua resposta final? – Sinto algo diferente em meu corpo. A magia de Laxus está mudando minha personalidade, tornando-me fria.

Laxus nada diz, apenas levanta e conjura o feitiço. O mesmo feitiço. O raio cai sobre mim, sem efeito algum. Sorrio para ele, que me olha incrédulo.

– O-o que?

– Os fracos merecem morrer, não é? – Digo, pois sinto que estas são suas intenções. Começo a correr em sua direção, distribuindo diversos socos em seu corpo e face. Laxus já não tem mais forças para revidar.

E então o golpe final. Que faz Laxus ir ao chão, desmaiado.

Minha cabeça começa a rodar, meu estomago está embrulhado.

“Eu sabia! Você não estava pronta para usar esse feitiço! Libere todo o poder de Laxus!”

E assim o faço. Revogo toda a magia dele. Sinto meu corpo se esvaziar completamente de sua magia. Percebo que a mesma, é amarela, e se vai de volta para o seu corpo de origem com o vento. Ele não deveria pensar assim. Meu corpo esta pesado, porém levanto-me e começo a me virar. Paro instantaneamente ao ver Makarov e Gray me encarando com medo.

Não esboço nenhuma reação.

“Eles já me julgaram demais. Não fará diferença falar qualquer coisa”.

– Não pedi para Laxus de observar – Começa Makarov – Pedi à Gray.

– Sim, eu sei – Falo, deixando os dois surpresos – Descobri isso pouco depois da nossa conversa, Mestre.

“Na verdade, eu descobri!”

“Fique quieta!”

– Eu só gostaria de saber o por que? Por que foi necessário isso? Por que não acreditam em mim? Por que você, mestre, não conversou comigo?

– Você sabe não sabe mesmo o por que? – Pergunta Gray.

– Não! – Falo alto.

Eles se entre olham e Makarov assente para Gray. Ele se aproxima de mim e diz:

– O mago que matou Tsume, está vivo.

Notas finais
Uhul! Como assim ele está vivo? Estou ansiosa para receber comentários! Beijinhos!