Wolf Ice
5 Illll
Notas iniciais
Capítulo 5
Ao termino da transformação, minha loba movimenta a cabeça para cima, dando-nos a visão de Makarov surpreso. Ele não parece nem um pouco com medo de uma aberração..
“Lo-loba... Ele não parece estar com medo ou, simplesmente, incrédulo!
“Mina-sun, ele parece... Como vamos nos comunicar com ele?”
“Use a sua telepatia loba”
Porém antes que isso acontecesse, Makarov começa a falar:
– Mina D’Moon, encontrará dia sete de abril de 698, por Tsume Dreyar. Ele, uma única vez, me mandou uma carta, pedindo ajuda para salvar uma garotinha de cabelo negros. Sim eu sei. Apenas não sabia de seu dom...
“Dom? Como pode chamar essa maldição de dom? Admito que ter a loba como minha amiga, é fantástico, porém não encaro isso como dom” – Falo para ele mentalmente.
–Que incrível! Vocês usam a telepatia para se comunicarem?
“Sim, vovô, telepatia entre a besta e a amaldiçoada!” – foi à vez de minha loba falar.
– Como podem encarar esse dom magnífico, como uma maldição?
E então, o que eu poderia responder? Se pararmos para pensar, realmente, ter minha loba comigo, não é maldição. Mas...
“Eu perdi o meu mestre quando ganhei esse Dom... Eu perdi varias pessoas ao redor desse Dom, como eu posso chamá-lo de maldição? Você pergunta?”
– As trevas não são segunda opção, se aquele mago escolheu as trevas, que culpa você pode ter? Agradeça pela amiga que você tem hoje, assim como seu dom maravilhoso! – Makarov fala como Tsume um dia falou. “As trevas não são segunda opção...”
“Mesmo que as trevas não sejam segunda opção, ter alguém falando 24 horas por dia na sua cabeça, não é algo legal de se ter”. – Diz minha loba fazendo ambos rirem.
– Então, a lenda, é a verdadeira história? – Makarov pergunta à nós.
“Certas partes são. Poucos fatos são verídicos. Vou contar-lhe a verdadeira história.” – Digo puxando o máximo de ar possível para meus pulmões – “Loba, deixe-me voltar para a forma humana”.
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“Eu vivia com a minha família nas montanhas do norte, nas proximidades de um vilarejo. Minha mãe vivia em casa, ela não gosta de sair porque dizia que o mundo fora de casa era perigoso. Mais eu e o meu irmão sempre saiamos para brincar próximo ao rio que ali havia. Meu pai era um mago... Um ex-mago, por assim dizer, pois ele em uma de seus trabalhos perdeu a visão. Acabou se tornando inútil para a guilda, e foi mandado embora. Ele não guardava nenhum rancor por isso, dizia que ter sido expulso, fora uma das melhores coisas que poderia ter acontecido, pois assim ele pode presenciar o crescimento de seus filhos.
Eu fui sempre curiosa, queria explorar o mundo. E meu pai sempre dizia-me que na floresta, onde eu gostava de explorar, viviam pessoas ruins, que queriam o meu mal. Nunca duvidei das palavras dele, mais também nunca deixei de andar naquela floresta.
Houve um dia, em que minha mãe estava lavando a roupa naquele rio, e eu estava junto a ela. Mesmo com medo, minha mãe sempre lavava as roupas ali. E naquele dia, não havia sido diferente. Enquanto ela lavava a roupa, eu brincava por ali. E em uma dessas brincadeiras, eu encontrei uma velha casinha de madeira. Parecia abandonada.
Só parecia.
Eu me aproximei daquela casinha. Bem devagar e em silêncio. E eu vi, alguém na janela da casa. Um homem de olhos vermelhos. Ele me encarava assustadoramente, e algo parecia me puxar para a casa. Eu comecei a dar passos pequenos em direção a janela, em direção ao homem, como se eu estivesse sendo sugada por aqueles olhos. Porém, eu ouvi a minha mãe me chamar e desviei o olhar para alguns segundos para olhar para trás e responde-la, porém quando voltei a olhar para a janela, o homem não estava mais lá.
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Ao cair da noite, eu não consegui parar de pensar naquela casa e naquele homem de olhos vermelhos. Eu havia contato ao meu pai sobre o que havia visto e ele, obedecendo ao senso de proteção paterna, disse para eu não me aproximar mais daquela casa. Mais eu queria saber o que aquele homem era e por que só agora havia encontrado aquela casa.
Quando todos já estavam dormindo, eu saí de casa, ainda curiosa para descobrir mais sobre a casa. Eu fui procura-la novamente, mesmo desobedecendo às ordens de meu pai, eu queria saber mais sobre o que estava dentro da casa. Sobre o homem de olhos vermelhos.
Ao chegar ao mesmo local onde havia visto a casa, eu vi o homem na janela, do mesmo modo que antes estava. Mas, desta vez ele estava sorrindo um sorriso macabro que, naquele momento não me deu medo. Ele dizia algumas palavras que não faziam sentido para mim, eu consegui ouvir apenas uma frase:
– Venhas que a morte lhe aguarda.
Quando eu consegui entender o que significava, já era tarde demais. Estava de frente para a porta da casinha, que nesse momento, estava aberta. O homem estava em pé lá dentro e estava com a mão esticada para que eu a pegasse. Mas eu havia entendido o que aquele frase significava. E então, eu corri para longe dali.
Mas, de nada adiantou. O homem de olhos vermelhos estava me seguindo. Mas eu vi algo que fez meu coração saltar no peito.
Eu o vi se transformando em um monstro de chifres. Eu não sei que forma era aquela. Dizem que EME uma maldição de transformação, você se transforma naquilo que a sua alma é.
Corri mais do que podia conseguir e o monstro ainda estava correndo atrás de mim. Eu estava correndo para minha casa. Então eu notei. Eu estava correndo para a minha casa. Onde a minha família estava. Onde os que eu amava estavam dormindo. Eu não poderia correr para lá, ainda tinha tempo para correr para outro lado, mas eu ouvi o grito de minha mãe, assim como o monstro ouviu:
– Mina! Onde você esta? – ela estava na porta de casa junto a meu pai.
Então eu escorreguei e cai no chão.
O monstro não se importou comigo, continuou correndo em direção a minha casa. Gritei com todo o ar que havia em meus pulmões para que minha família fugisse mais eles não ouviram. Levantei e voltei a correr para a minha casa.
Quando cheguei lá, vi meu pai conjurando feitiços para matar o monstro, assim como vi... Eles sendo mortos. Cada um de meus amores, sendo, literalmente, comidos. Primeiro o meu irmão, que havia me visto atrás da arvore, que havia sorrido e vinha em minha direção, fora agarrado e devorado pelo monstro. Depois foi o meu pai, que esgotado de magia, se rendeu a morte. Lembro-me perfeitamente dele gritar:
– Eu amo vocês!
E por ultimo foi a minha mãe, que correu para dentro de casa. Mais o monstro destruiu completamente a mesma, só sobraram... Não sobrou nada. Quando ele agarrou minha mãe, ela também me olhava, com lagrima nos olhos, porém com um sorriso nos lábios, ela gritou:
– Eu vou te amar com toda a minha vida – E então... Ela morreu.
As lagrimas foram tantas que não pude esconder os soluços.
O monstro antes de voltar para a casinha de madeira, ateou fogo na minha casa.
Ajoelhei naquela grama antes verde, em frente a minha casa em chamas. Por lá fiquei onze dias. Sem comer, sem beber, só em chorando por aqueles que perdi. Mas, houve um dia, no ultimo, no décimo primeiro, que uma dor em meu peito me corroeu, e eu fechei os olhos e o clarão veio. Eu não neguei, apenas aceitei a condição.
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Ao acordar, eu lembro de estar em uma cama velha e havia um homem, meus cabelos não eram mais negros, agora estavam brancos. Havia alguém me observando com um sorriso de alivio nos olhos. Ele se apresentou como Tsume, como um mago de gelo. Disse que eu estava quase morta quando me encontrou, que meus batimentos estavam tão fracos. Disse que usou uma magia em meu coração, para que ele voltasse a bater como antes. Transformou meu coração em gelo puro. Eu não conseguia me lembrar de quase nada naquele momento, o velho também não sabia, mais disse que me ajudaria a lembrar.
Isso demorou um pouco. Mais eu acabei lembrando, e quando isso aconteceu, a culpa me tomou. Contei à Tsume o que havia acontecido. E que me sentia culpada. Ele comentou sobre vingança, e então comecei a pensar nessa possibilidade. Eu era apenas uma criança, não tinha nenhuma sabedoria sobre a magia. Mais um dia, eu conversei com Tsume:
– O que você pretende fazer ao encontrar o monstro? – O velho me pergunta.
– Não é obvio? Vou matá-lo! – respondo com toda convicção. O que faz Tsume rir – O que há de engraçado?
– Pequeno floco de neve, você é muito jovem ainda! Não sabe nada sobre a magia do gelo! – E ele volta a rir.
– Velho, pare de rir! Não é engraçado o fato de eu querer matar aquele que matou minha família! – O silêncio que houve era horrível... O velho me encara, esperando que continue a falar – Apesar... Que eu sou a culpada pela morte de quem eu amava... – Sinto as lagrimas escorrem.
Tsume bravo comigo, bate sua caneca com cerveja na mesa, fazendo um tremendo barulho na cozinha, fazendo-me olha-lo.
– Como ousa dizer isso? – ele aparecia realmente bravo com minhas palavras – Como ousa dizer que a morte de sua família sou culpa sua?
– Mais se eu não tivesse... – Ele não permite que eu continue.
– Basta! – ele grita, assustando-me – Digo-lhe uma coisa, floquinho, você não teve culpa do caminho que aquele mago resolveu seguir. As trevas não devem ser segunda opção e muito menos a culpa – Ele agacha em minha frente. Afinal, ele era muito maior do que eu! – Você busca a vingança por aquele que matou sua família?
– Sim! – mesmo com a vista embaçada e a voz tremula, tento responder com firmeza.
– Sendo assim, para que você tenha o descanso de sua mente e, se para você, com apenas a vingança, poderá viver em paz, eu vou lhe ensinar tudo sobre a magia de gelo! – Arregalo meus olhos. Ele vai me ajudar?
– Você vai... Transformar-me em uma maga de gelo? – Sei que meus olhos estão brilhando. O sorriso do velho se abre, deixando seus dentes brancos aparecerem.
– Prometo que vou transformar-lhe na melhor maga de gelo do mundo!
E assim ele fez. Ensinou-me tudo sobre a magia de gelo, seus pontos fortes e suas fraquezas. Aprendi tudo. Nós praticamos sempre. Sem descanso. Ele sempre me erguia nos momentos em que pensava em desistir, sempre me ergueu.
Quando completei 18 anos, Tsume disse que eu estava pronta.
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Quando chegamos naquela casinha de madeira, que estava igual à antes, o mago estava nos esperando. Não soubemos como ela sabia mais ele estava pronto para atacar. Comecei a atacar, todos os meus feitiços mais fortes para matar direto, sem piedade. Mais aquele mago era forte. Um mago portador da morte.
De todos os meus ataques, apenas um o acertou. Porém este único acerto, não surgiu efeito. O mostro então, me atacou.
Tsume me defendeu. Atacou mais ainda o monstro.
E então o matou. Eu estava ferida, não poderia ter feito nada demais. Apenas agradeci Tsume por ter matado aquele que era o meu pesadelo.
Pelo menos, ele parecia morto.
Ele estava me ajudando a levantar quando foi ataco. Um único feitiço para matá-lo.
Quando Tsume caiu no chão, uma raiva me dominou. Um circulo imenso de magia se formou sobre mim. Minha vista agora estava diferente, não conseguia ver o monstro normal, via ele como se fosse de gelo. Ataquei-o. E ele também me atacou, me mordeu. E foi assim que a loba surgiu.
No fim, consegui matar o monstro.
Porém, não havia motivo para felicidade. Tsume estava morrendo.
– Tsume! Por favor, não feche os olhos... – Minha vista está completamente embaçada – Eu vou fazer a magia... A m-magia... Não feche os olhos, velho! Eu estou mandando! – Mesmo com o meu objetivo completo. Ou quase. Sinto que meu coração está mais vazio que nunca.
– Mi-mina... Lembra-se da... – O velho começa a tossir. O sangue escorre de sua boca. E as lagrimas em seus olhos são inevitáveis. Assim como as minhas – Fairy Tail? – Ele começa a fechar os olhos.
– Velho, deixe os olhos abertos! Deixe-me ver o verde que só em seus olhos há! Sim eu me lembro da Fairy Tail e também de seu irmão! ABRA SEUS OLHOS!
– Vá para lá... Torne-se uma maga da Fa... Fairy Tail... – Ele reabre os olhos, porém eles não estão mais verdes. As lagrimas em meus olhos começam a atrapalhar mais ainda minha vista. Passo a mão pelos olhos e volto a encarar o velho – Co-onte... Makarov... Conte a ele...Diga, que e-eu,... Sinto saudades... – Novamente ele tosse e mais sangue escorre de sua boca – Cuide-se bem, meu precioso floco de neve... – E então todo o brilho que um dia eu vi naqueles olhos, se foi. Aquele simples apelido que Tsume me dera, naquele momento, nunca havia soado tão triste e... Pesado.
– Velho! Não vá... Por favor! Não me deixe sozinha, Tsume! – E novamente, volto a chorar, mas... Com o corpo daquele que me ensinou a ser forte, nos braços.”
Ao terminar de contar à Makarov a história, ele se sentou na cama e me observou. Não disse nada, apenas me observou.
“Fizemos bem em contar tudo?” – questiona a minha loba.
– Ele te amava muito – Digo para Makarov.
– Sempre soube que ele me amava, assim como eu o amava... Mais esperar o ultimo suspiro de vida para dizer isso, ele poderia ter me mandado uma carta! – Dou risada de seu comentário.
E então o silencio reina novamente.
– Viu o que eu disse? Sua loba é um dom que caiu sobre você em seus momentos de medo e raiva. Ela é o seu dom. – Ele diz
– Ela é a minha amiga – Sorrio sinceramente para ele, que retribui o sorriso.
– Existem magos que também possuem um dom, porém esse dom é de ouvir a conversa do outros atrás da porta! – Makarov diz e não entendo direito, até ele lançar a magia para abrir a porta e quatro seres caírem no chão.
Natsu, Happy, Lucy e Gray. E Erza observar em pé a cena
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