Wolf Ice
1 I
Notas iniciais
Bom, aqui tem sempre aquele blá blá blá, então vou poupá-los de lê-los e partir para a parte importante.
Eu tenho muitas provas por bimestre, e tenho que estudar, então não teremos programação para os capítulos, até porque ninguém nunca posta na programação correta! ^^
Em relação aos comentários, espero que vocês comentem, porque nunca escrevi fanfics baseadas em animes, então... Já viram né?!
Espero que gostem do capítulo!
Beijos e latidos!
Capitulo 1
“Reza a lenda que uma pequena menina vivia no alto da montanha do norte com sua família, país e um irmão pequeno, menor do que ela.
Houve um dia em que a menina resolverá passear antes da jantar. Sua mãe havia lhe falado que estava com um mau pressentimento. A menina de nada fez além de rir, disse que era para a mãe ficar tranquila, pois, mesmo pequena, a menina sabia se defender.
Ela andou por vários lugares estranhos, diferentes e macabros. Nunca havia andando por aqueles lugares, pois seu pai dizia que ali viviam pessoas más, que não mereciam sentir o calor do sol. Como uma criança curiosa, a menina sempre teve vontade de explorar tais lugares. Naquele dia, ela os conhecerá, e se arrependerá disso.
Em uma das cavernas em que entrará, havia um homem... Não era um homem, era um monstro. Um monstro devorador de humanos, segundo a lenda. A menina não havia visto aquela criatura, porém sentiu como se a felicidade houvesse ido embora de seu corpo, assim como a vida. Assustada, a menina correu.
Mal sabia ela, que o monstro havia decidido correr atrás dela.
Quando chegou próximo à sua casa, a menina percebeu que o monstro a seguirá, e tinha os olhos vidrados na casa. Ela tentou correr para outro lugar, tentar fazer o monstro segui-la novamente, porém ela já não era mais seu alvo.
Ouviu-se o grito de misericórdia de uma mulher, seguido de vários tiros e um choro de bebê. A menina escondida entre as árvores, assistiu sua família morrer. Todos devorados pelo monstro... Ao terminar, o mesmo correu de volta para o lugar de onde saiu, mais agora, estava satisfeito.
A menina saiu de trás das árvores, andando lentamente até ficar frente a frente de sua casa, agora, em chamas. A menina, em prantos, caiu ajoelhada no gramado, antes verdes, agora vermelho de sangue.
Cinco dias.
A menina ficará ajoelhada, chorando, cinco dias seguidos, em frente ao que sobrou de sua casa, sua família, sua vida. Não comeu, não bebeu, não se importou com a chuva, com o sol, com o vento, a menina apenas chorou.
Onze dias. Foi o tempo que a menina ficou ajoelhada. No décimo primeiro dia, um mago, que estava passando pelo local, que estava trabalhando, seu objetivo era matar o monstro que ali vivia, o mesmo monstro que havia matado a família da menina, viu uma figura, parecida com uma menina, ajoelhada de frente para as cinzas de uma casa. O mago estranhando tal atitude decidiu conversar com a menina. Porém, ao tocar a pele da mesma, sentiu apenas o frio, seu corpo não possuía calor, ao tocar o ombro da menina, ela caiu deitada no gramado, morta. O mago surpreendido pegou a menina nos braços e a levou para sua casa, deixando de lado seu trabalho.
Quando o mago, com a menina nos braços, colocou os pés dentro da casa, colocou o corpo da menina sobre a mesa, colocou a mão sobre o coração dela, disse uma série de palavras, que conforme repetidas, viraram flocos de gelo, e em questão de minutos, a menina voltou a respirar.
A menina contou ao mago o que havia acontecido. Sobre o monstro. Sobre sua família. Contou até mesmo de quem foi à culpa pela morte de sua família. Ela mesma. O mago furioso com tais palavras jurou que ensinaria sua magia para a menina, para assim ela matar o monstro como forma de vingança.
Anos se passaram. A menina, agora era uma moça perfeita, cabelos longos e brancos como a neve, olhos roxos como uma flor. Ela havia de tornado uma excelente maga do gelo. Seu objetivo era matar o monstro buscar a vingança. E esse dia havia chegado, porém ao se aproximar da caverna onde o monstro estava, ela e seu mestre foram surpreendidos, o monstro estava à espera dos magos. Estava em prontidão e então atacou. O tal monstro atacou a menina, que se defendeu, porém o monstro conhecia a magia e ricocheteou o feitiço. O mestre vendo sua maga cair ao chão desacordada, interferiu na luta, lançando vários feitiços seguidos. E então algo de estranho aconteceu. A menina reabrindo os olhos e vendo seu mestre contra o monstro, decidiu ataca-lo por trás. Levantou-se e posicionou seus pés, fez alguns movimentos com as mãos e atacou o monstro, que na hora, urrou de dor e caiu no chão.
Como isso é apenas uma lenda, esta parte da história muda de cultura para cultura. Alguns dizem que o monstro se levantou do chão, e como um mago disse palavras, que tocaram o coração da garota, dando a ela a maldição da lua. Outros dizem que ele a mordeu. Porém todas possuem o mesmo final. A garota agora estava amaldiçoada, ela virará um lobo.
Seu mestre, então furioso, matou o monstro. Virou-se para a maga e ajoelhou-se ao seu lado, acariciando sua cabeça, pensando no que fazer. Olhou para ela e conjurou um feitiço. Transferindo a maldição da garota para ele. Porém, como consequência, o corpo do mago não suportou tamanho feitiço. Seu corpo fora levado pelo vento, como as pétalas das flores são levadas no final da primavera.
Ao acordar, a menina olhou em volta, estava em frente à caverna do monstro, que agora estava morto. Procurou por seu mestre. Mas ele já não estava neste mundo. Ele sacrificará sua alma para poder trazer sua maga de volta a sua forma humana.
Mas parte da maldição ainda estava em seu corpo, porém em menor numero. A garota, toda vez que desejava, troca de forma, passava de humana, para loba branca como a neve.
Então, com medo do que as pessoas achariam dela, a garota desapareceu.”
ɸɸ
Essa é a história que mães contam para seus filhos, crianças extremamente curiosas, para poderem obedecê-las sem pestanejar, dando a elas o gosto do medo, as fazendo senti-lo para que não de perto. O problema é que essa não é apenas uma história.
Ou uma lenda.
O que contam por aí, sobre a Loba de Gelo, é verdade.
Ela é real.
Solto uma risada nasal ao ver a reação da criança, para quem a mãe conta a história. Uma expressão de horror e medo.
Sempre é assim.
Desde que o velho, Tsume, morreu, ando por aí, tentando não ser notada, tentando ficar o máximo possível sozinha. Tentando esconder a minha maldição. Pois, afinal, não é fácil ser uma loba e humana ao mesmo tempo.
Sim, eu sou a garota da lenda.
A garota que viu os pais sendo devorados.
A garota que perdeu o mestre.
A garota azarada.
Sim, eu sou azarada, porque para perder a família e o mestre na mesma vida, é difícil.
Mas agora, pretendo fazer as coisas diferentes. Pretendo me juntar à uma guilda. Fazer o bem, deixar o mal de lado, tentar fazer a minha loba sumir. Sim, é impossível, eu sei disto. Porém, quanto mais ela ficar escondida melhor.
O velho falava de uma guilda em especial, de um lugar de onde ele veio. Fairy Tail. É para lá que eu vou. O velho também disse que o porquê gostaria de ir para lá, pois seu irmão Makarov é o mestre de lá. Porém, o velho não teve tempo para isso. Por isso eu vou para lá! Para poder realizar o sonho de meu mestre. Contar à Makarov o que aconteceu com seu irmão. Poder ter uma família. Bom, foi isso que o velho me contou. Que em uma guilda, todos são família.
Sinto minha barriga roncar alto, chamando a atenção de todos em volta. Sinto certa vergonha por isso. Minha loba ainda está com fome:
- Por favor, mais uma refeição, sim? – peço educadamente ao garçom.
- Mais uma?! A senhorita tem certeza? Já foram sete refeições! – Sinto minhas bochechas ficarem vermelhas.
- S-sim, mais uma, por favor... – “É tudo sua culpa, loba!” penso imediatamente, obtendo resposta de um animal faminto e furioso, “A culpa é sua! Ninguém mandou ficar tanto tempo sem comer uma refeição decente!!” ela rosna no final. Sinto um calafrio passar pela espinha. Ela não está brincando.
Logo o garçom traz o prato. E acabo devorando o mesmo.
Um lobo não deveria sentir tanta fome! Deveria se controlar também, para não fazer-me passar vergonha!
(...)
“Vamos! Por favor! Deixe-me sair daqui, deixe-me correr um pouquinho!”- ouço a lobo implorar para tomar o controle.
“Já disse que não! E se alguém te vir? Irão nos caçar como se fossemos loucas!” – respondo.
“Prometo que não farei barulho... Mais por favor, eu preciso correr, Mina-sun”
“Não faça eu me arrepender, loba!”
“Nunca!”
Mesmo estando na floresta, sei que às vezes alguém pode ver um lobo correndo entre as arvores, e só Deus sabe o que poderia acontecer conosco.
Concentro-me e deixo a loba dominar. Solto minha mochila, deixando-a cair no chão. Sinto meu corpo mudando de forma, duas perna não me sustentam mais, caio de quatro, meu rosto começa a se alongar formando um focinho. Já não sou eu no controle, é a loba quem manda agora. Minhas transformações observem as roupas, ou seja, não preciso tirá-las, quando voltar a minha forma humana, voltarei vestida com as mesma roupas.
“Por favor, sem besteiras!” – Imploro a ela.
“Já disse que não farei nada demais”
Então, ela começa a correr. Devo dizer, a sensação do vento contra o meu rosto, a sensação de liberdade... É incrível!
Ficamos em um ritmo de corrida normal, minha loba consegue correr muita mais do que isso, porém eu não permito que ela corra mais.
Corremos por longos minutos, até chegarmos próximas a um vilarejo pequeno. Crianças brincam, adultos fazendo os seus trabalhos. Tudo normal. Minha loba resolve deitar sob a sombra das arvores e observar o vilarejo.
Sinto um aperto em meu coração... Como sinto saudades da minha família.
“O que foi, Mina-sun?”
“Nada demais, loba... Apenas saudades” – ela sabe de quem se trata.
Volto à atenção para o vilarejo, tudo tão calmo e sossegado...
“Poderíamos morar aqui, o que acha?” – ela sugere.
“Não! Nós vamos para Fairy Tail... É para lá que o mestre queria ir.”
“Por que não esquece o velho? Ele morreu!”
“Se disser qualquer outra coisa sobre ele, você não irá mais sair do meu controle, loba! Nem que isso custe a minha vida!” – ela não tem o direito de falar assim de Tsume.
Um grito é solto do vilarejo. Minha loba levanta e fica em posição de ataque.
“O que foi isso?!”
“Ouça o que o vento diz!”
Então ela se concentra e procura ouvir... Um ladrão barato está roubando...
“Mina-sun, que tal irmos até lá?”
“Já lhe falei que não vamos fazer estas aparições e salvar a pátria!”
“Não foi isso que o seu mestre fez?”
Isso foi como uma pontada no coração. O velho realmente salvou minha vida. E se alguém precisa de ajuda ali...
“Sem chamar muita à atenção, ok?”
”Ok”
Notas finais
Qualquer erro gramatical, ou outra coisa, por favor me avisem.
Comentem, estrelas!
Beijos e latidos!
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