Wizard
28 Capítulo 11.1 - Second Season
Notas iniciais
Assim que todos entraram na sala, toquei no pedestal. A sala foi iluminada com um brilho acobreado e, quando finalmente saiu, estávamos em uma caverna. Havia uma fissura no teto que emitia uma pálida luz, focada em uma mesa de pedra; acima dela estavam diversas esferas de pedra, do tamanho de uma bola de gude. Imediatamente tentei fazer uma pequena esfera de água, com relativo sucesso. Tentei usar apenas o meu ambiente pra sustenta-la, mas se desfez no segundo em que tentei.
Olhei para os outros, pereciam bem, só analisavam a sala com a lanterna dos seus celulares. Como não me notaram ainda, retirei a venda e olhei pela caverna escura, tinha uma leve cobertura viscosa escura, além disso, as bolas de pedra estavam com as runas dos nossos elementais. Recoloquei a venda e caminhei até a mesa, pegando duas pedras, uma de Aqua e outra Ray.
— Tem uma nota aqui. — disse a Alice pegando um pergaminho em cima da mesa. – Tá em latim.
— Deixa eu ler. Aqui diz que os magos devem pegar uma pedra que vincule a sua magia. Tem raros pontos onde encontrar refis pra certas magias aqui. – Disse o Caio.
— Por que o velho disse que não podemos usar magias aqui? – Perguntou a Cláudia, passando a mão por cima das esferas até encontrar uma Plantae.
— Acho que ele não se referiu a Dungeon toda, e sim a algum ponto específico. Além do mais, podemos usar apenas a energia contida em nossas Cromatinas, o que requer um controle maior aqui embaixo. – Pensei em voz alta. – Então todos pegaram a sua? – Todos concordaram.
Seguimos com um estreito corredor, ele era irregular e aparentava descer continuamente. Ouvíamos apenas a nossa respiração e em alguns pontos um gotejar leve. O Caio ia a frente, iluminando o nosso caminho, mas a aparência pouco mudava. Depois de alguns minutos, o piso nivelou e chegamos em uma grande área aberta, o teto era bem alto e com poucas estalactites. O piso ao redor das paredes era recoberto por estalagmites, formando uma grande área circula com duas saídas, uma a esquerda, com rochas menores, e outro em frete, completamente livre. Eles imediatamente começaram a avançar, assim que pisaram no interior dela, pequenos guinchos se espalharam.
— O que foi isso? – O caio, assim como o Arthur procurou ao redor algo com a luz dos celulares, mas por serem fracas, não cobriam uma distância suficiente.
— Deixa que eu ilumino. – A Carla Disse levantando uma das mãos.
— Espera, tenho uma ideia melhor. – Disse. – Desliguem as luzes. – Os guinchos pareciam mais próximos.
— Como assim, você tem demência?
— Eu posso enxergar aqui, mesmo com o mínimo de claridade.
— Guarda as piadas pra depois. – A Carla levantou a mão e criou uma pequena esfera de fogo, a erguendo por cima de todos nós. Vimos agora, por completo, a dimensão da caverna e os seres que tinha nela: cerca de quatro quadrúpedes, lembravam muito roedores, mas tinham os olhos leitosos, além de serem do tamanho de cães de guarda. Acima de nós, vimos vários pares de olhos vermelhos, um deles se aproximou e revelou um morcego enorme, com garras facilmente semelhantes à de um gavião.
Ok, eles parecem amigáveis. – A Cláudia disse caminhando calmamente em direção dos animais. Devido ao eco, cada passo dado causava um enorme barulho, que estava deixando os morcegos cada vez mais agitados. Assim que estávamos mais próximos daqueles seres, eles mexeram a cabeça em várias direções e começaram a guinchar mais alto, entrando em uma posição mais hostil.
— Eles não parecem nada amigáveis. – O Caio sussurrou. No mesmo instante uma delas investiu em nós. Carla acertou um golpe com o cabo da sua espada, ele se afastou mas outro tomou o seu lugar e tentou ataca-la. Fiquei na retaguarda, enquanto o Caio e Carla mantinham aqueles animais afastados. Retirei a venda e olhei para cima; devido à luz, os morcegos estavam voando cada vez mais baixo.
— Claudia, não tem uma magia pra fazê-los mais calmos ou desmaiarem? – Ela negou com a cabeça. Assim que ela puxou o arco, ouvi um guincho e institivamente me abaixei, o morcego passou a poucos centímetros de onde estava a minha cabeça, com as garras abertas. Voltei para o grupo e estiquei a minha mão esquerda. Mirei com cuidado em um dos animais e atirei uma estaca de gelo fina, atingiu em cheio o peito dele, fazendo-o guinchar de dor. Os outros, ao ouvirem o grito e posteriormente os gemidos do semelhante, correram em direção à saída. O Animal que acertara, estava sangrando, parecia estar realmente sofrendo. Peguei a minha espada e com um golpe finalizei a criatura.
— Vamos sair dessa área aberta. – Comecei a caminhar na direção à entrada logo a frente, seguido um tempo depois por eles.
— Hey, olha pra aquele bicho! – A Carla apontou para a carcaça do animal. Estava saindo uma fumaça escura dele, assim como um som, semelhante ao de uma panela de pressão. Ele inchou lentamente até explodir em uma nuvem de fumaça negra, deixando para trás um de seus dentes frontais. Ela correu lá e pegou o dente, colocando-o dentro do seu bolso. – Vai que vale alguma coisa.
Seguimos corredor a dentro, agora com a luz da esfera de fogo da Carla, iluminando o caminho, mantendo também todos mais próximos a ele aquecidos. Poucos metros depois, paramos em outra câmara, com três acessos, dois pela direita e um a frente. Os ratos estavam lá, novamente tentaram nos atacar, mas dessa vez estávamos mais preparados. Eu, Carla e Caio eliminamos rapidamente, mas deixaram novamente apenas dentes.optamos pelo corredor em frente, mais uma vez, mas acabava em um espaço vazio, mesmo usando o meu olho.
Voltamos e pegamos o primeiro corredor, depois de uns metros, começava uma descida mais ingreme, terminando em mais uma câmara pequena e sem saída, mas tinha restos de uma fogueira antiga ali, assim como uma pequena quantidade de lenha. Carla montou uma pequena fogueira e desfez da sua magia, assim que ela acabou, ficamos ao redor dela.
— Só revendo, isso – disse indicando a caverna. – e semelhante uma DG de um game. Podemos usar a magia das nossas cromatinas e os animais daqui são são reais, eles somem e dropam itens. Só isso?
— Basicamente. – Disse a Cláudia, com as mãos esticadas em volta da fogueira. – Pelo que eu li, existem lugares que funcionam de maneiras diferentes, principalmente se forem criadas espontaneamente. Mas magos que perdem tempo montando alguma, mantém esse padrão, já que o encantamento é longo e energia gasta e bem alta, matando se acabar sendo insuficiente.
— Algum de vocês realmente entrou em alguma?
— Acho que só eu então. — Disse o Arthur. – Mas a que eu fui era bem linear, tinha duas salas de madeira sem inimigos, antes de entrar eu um salão. No meio dele tinha um machado cravado em uma rocha, assim que o tirei, várias aranhas do tamanho daqueles ratos me cercou, mas foi meio fácil lidar com elas.
— Cara, tu tem coragem, são aranhas. – Disse a Carla com nojo, fazendo todos rirem. – Hey, já que estamos aqui, me fala, qual é a do tapa olho.
— Ele só recobre o olho que perdi, como causa muita dor ao olhar pra luz, eu mantenho ele coberto.
— Deve ter ficado uma cicatriz foda. – Falou o Caio. – Tira pra gente ver. – Apontei pra fogueira, mas mesmo assim ele insistiu. Os outros se juntando a ele, como não vi algum mal deles saberem, retirei o tapa olho, mas mantive o olho fechado.
— Olha, não saiam espalhando isso pelos outros, ok? – Eles concordaram. Abri lentamente o olho, fazendo um esforço para me acostumar com a luz da fogueira. “Desde que eu não olhe pra ela vai ficar tudo ok.” Pensei. – Então?
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