Without The Love
18 Capitulo 16. Mas em ti o verão será eterno.
Notas iniciais
A situação toda com Matt me deixou bastante chateada e, para não estressar minha família eu resolvi ir ao Mystic Grill fazer o que todas as pessoas fazem quando estão chateadas.
–Margaritas, por favor. – Pedi ao garçom que escolhi cuidadosamente para que não fosse Matt.
Eu estava sentada em um banco perto do balcão, e Luke, o garoto do 3ª ano me entregou dois copos de Margaritas sem pedir a identidade. Garoto legal. De qualquer forma, afoguei minha lagrimas enquanto meu celular tocava: mamãe. Eu atendi da primeira vez e disse que estava bem, mesmo não estando, e ela me advertiu a não chegar tarde em casa. Eu conseguia ver Matt de onde estava e não era muito fácil. Porque eu fui lá mesmo? Ah, para beber. Assim mais um gole da bebida arranhou minha garganta.
–Nossa, vai com calma aí. – ouvi uma voz soar atrás de mim.
Vire-me.
–Ah. Oi. – tentei soar interessada, mas não estava. Ben permanecia parado atrás de mim e esboçava um sorriso gentil.
Pessoas gentis demais me assustam.
–Você parece chateada. – ele se aproximou um pouco e se sentou ao meu lado.
Tive a consciência de Matt encarando-nos de longe.
–Um pouquinho. – eu disse apenas.
Ben seguiu meu olhar e depois ergueu a sobrancelha.
–Isso tem a ver com Matt?
–Realmente não quero falar nisso.
–Pensei que tivesse a ver com o Salvatore...
Olhei-o.
–Porque Stefan não gosta de você?
–Não é como se eu morresse de amores por ele...
–Tem algum motivo especial?- perguntei surpresa com a minha própria incredulidade. Eu também não morria de amores por Stefan, tipo, até um mês atrás.
Quem eu era pra julgar mesmo?
–Só não nos damos muito bem. – Ben disse, mais uma vez esboçando o sorriso gentil. – Digamos que tenha alguma coisa a ver com Katherine...
–Ah. O que tem Katherine?- fiquei interessada.
–Stefan realmente não contou o que aconteceu?- ele perguntou, surpreso.
Senti uma pontada de raiva. Não, pensei em dizer, não ele não me contou então pode, por favor, matar essa curiosidade?
–Huuum, não me lembro bem. – eu disse.
Ben concordou sorrindo.
–Então acho melhor ele contar. Já que vocês dois estão juntos...
–Não estamos juntos. – fiquei com pressa em responder. Não estamos, estamos?
–Sério? Porque vocês me parecem bem próximos...
–Estamos dando um tempo antes de... Começar o namoro. – isso estava meio confuso.
Ben riu.
–Você está um pouco bêbada, não acha?
–Não acho, na verdade.
Ben deu de ombros.
–Tudo bem então. Mas acho que você não pode dirigir assim, então se precisar de ajuda...
–Não preciso.
–Só estava sendo educado.
–Pode guardar a sua educação.
–Uau você é tão mal educada assim com todo mundo?
–Só quando estou bêbada. – eu disse forçando um sorriso cínico.
Não queria ser má com Ben, até porque ele só estava sendo gentil, mas eu estava tentando dizer secretamente: se você não vai me contar aquilo sobre Katherine então já pode ir.
Ele ia protestar mais uma vez, mas alguém apareceu logo depois.
–Oh, Elena! Aí está você. – Damon disse com um sorriso debochado. – Está me esperando há muito tempo? Peço desculpas pelo atrasado...
Olhei pra ele com um ponto de interrogação no rosto. O que?
–Damon?
Ben olhou para o rapaz atrás dele. Damon era bem mais alto que ele! Era engraçado ver assim de perto.
Uma nota sobre sorrisos: Stefan e Damon possuem sorrisos bem diferentes. Stefan é quase como um sorriso malicioso. Damon tem uma coisa mais irônica. É engraçado perceber isso.
–Vejo que encontrou alguém para se ocupar. – Damon disse, analisando Ben.
–Damon Salvatore. – Ben quase cuspiu as palavras.
Levantei as sobrancelhas.
–Ok. Todo mundo aqui te conhecesse, menos eu?- perguntei.
Ben virou-se pra mim, mas não teve tempo de responder.
–Minha querida cunhadinha, devo dizer que o assunto a que venho tratar é de suma importância....- Damon dizia.
Ou talvez eu estivesse imaginando ele falando aquelas palavras. Sei lá.
–Ah. Ok. Vejo você depois, Elena. – Bem depositou um beijo no meu rosto e saiu.
Fiquei tão surpresa com o gesto que não consegui dizer absolutamente nada.
–Então, você e o Herondale? Não esperava por isso. – Damon disse depois que o garoto saiu.
Recuperei-me do susto e encarei o irmão de Stefan.
–O que foi isso?
–O garoto está caidinho por você! Santo Deus, Stefan vai pirar...
Corei completamente.
–Não isso... Porque você apareceu do nada e...?
–Porque diferente do garoto, você não esta caída por ele. Então eu te fiz um favor.
Ergui a sobrancelha.
–Como você poderia saber que não estou gostando dele?
–Porque você parecia querer morrer de tédio...
–Não parecia não!
Ele riu.
–Não estou aqui para discutir.
–Está aqui porque então?
–Porque meu irmão quer ver você.
–Oi? Você virou o garoto que entrega recados, por acaso?
Damon revirou os olhos. Olhos azuis mar!
–Eu estava vindo ao bar e por acaso encontrei a garota que meu irmão ama conversando com um garoto que ele odeia. Eu precisava intervir, é a lei do bom irmão.
Quase gargalhei.
–“Lei do bom irmão” Estou realmente tocada.
Damon bebeu a minha bebida e depois me analisou.
–Você parece chateada.
–Não estou! – disse, exasperada.
–Tudo bem, então. Tanto faz. Preciso levar você pra casa...
–Não posso ir pra casa assim. Minha mãe me mata.
–Então te levarei para a minha casa.
–Stefan está lá?
–Claro.
–Então não vou...
–Por quê?
–Porque vê-lo vai interferir no nosso “tempo separados”
–Ora, por favor. Quer um conselho de alguém experiente no assunto? Esqueça esse “tempo”, você só vai saber se o perdoou ou não se chegar lá e resolver isso. Seus amigos continuaram com raiva de você se não resolver a sua vida logo. – ele disse. – Ninguém gosta de gente que só tem os problemas, mas não quer resolve-los.
Damon me deixou na sua casa e depois voltou para o bar, como eu imaginei que ele faria. Eu não estava tão bêbada assim, então consegui subir as escadas e encontrar, por impulso, o quarto de Stefan. Fazia muitos anos que eu não entrava ali. E realmente não se parecia em nada com o que eu lembrava da época de criança. O quarto era grande e espaçoso, uma cama de casal ocupava bastante espaço, uma cômoda cheia de livros espalhados, um violão preso numa parede, um espelho enorme na outra, essas coisas.
Stefan estava deitado na cama. Os cadernos de escola ao seu redor, quase sorri com a cena.
–Hey. – devia ter soado mais descontraída.
Mas enfim, Stefan quase pulou da cama quando me viu. Então reprendeu-se por isso, sentando-se novamente e soltando um gemido de dor.
–Elena?
–Você está bem?- olhei para sua perna.
–Ah, isso? – olhou na mesma direção que eu e bufou. – Não preciso mais usar a muleta, mas ainda dói um pouco, não posso me mover com rapidez...
–Desculpe...
–Não faz mal. – ele disse com um meio sorriso que me fez ter borboletas no estomago.
–Está doendo?- perguntei.
–Dó mais estar longe de você. –ele me disse.
Suspirei. Ai, meu Deus.
–Stefan...
–E fica agonizante a cada dia.
–Stefan...
–E parece que está me matando não poder toca-la...
–Stefan...
–E não poder dizer para céus e terra que você é minha e só minha...
–Stefan...
–Sim?
Nem percebi que fiquei repetindo seu nome diversas vezes. Esse garoto me deixa doida!
–Eu... Eu acho que tomei uma decisão. – disse, decidida.
A expressão dele ficou tensa. Era o momento.
Caminhei até a sua cama e sentei-me frente a frente com ele. Um espaço considerável entre nós.
–Então...?
–É provavelmente a coisa mais... Diferente que eu já tive de dizer pra alguém. – Não. Não era essa a palavra. – Ah. Eu só sou péssima com as palavras...
–Você está se saindo bem...
–Ta. Stefan, o que me garante que eu não seja mais uma? Mais uma da coleção interminável de garotas que já se apaixonaram por você e se machucaram?
–Elena...
–Deixe-me terminar. – eu disse bravamente. – O que me garante que você não vai quebrar meu coração em mil pedacinhos pequenos? O que me garante que eu não vá me machucar como nunca tinha me machucado antes? A resposta, meu caro, é nada. Nada pode garantir essas coisas. Eu fiquei um bom tempo pensando sobre isso, você e eu, isso nunca daria certo. Eu estava tão certa disso... Mas quer saber? Pouco me importa. Eu não quero achar nada. Eu quero ver. Quero que me mostre que estou errada. Ou certa. Isso depende de você.
As palavras pareciam me libertar. Sim, é exatamente assim que tem que ser.
–Isso quer dizer que... — ele quase não conseguiu terminar.
–Sim. Estou perdoando e confiando em você, Stefan Salvatore. – eu disse com um meio sorriso. – E devo dizer que seu irmão está me apoiando, então se você for um idiota...
–Você está mesmo me dando uma chance?- um Stefan totalmente aturdido levantou-se de onde estava.
Virei-me para vê-lo perto do armário.
–Algum problema?
–Pensei que eu teria de ir atrás dos seus pais... — Ele quase sorriu. – ai, meu Deus.
–Você ia falar com meus pais?- perguntei, surpresa.
–É claro!
Fiquei tão surpresa que nem soube bem o que dizer. Ele ia mesmo fazer isso? Só por minha causa?
–Bom, a boa noticia é que você não vai precisar...
–Elena. – ele me olhou então. E então senti uma pontada no peito. Seus olhos fitavam os meus. – Prometo que serei o melhor namorado desse mundo. Prometo que lhe darei tanto prazer que nem se lembrará do seu nome...
Corei completamente. Oh, Stefan. Eu acredito nisso. Levantei-me da cama rapidamente e caminhei até ele.
–Você é mais que o suficiente para mim, Stefan.
Ele fechou seus olhos e encostou sua testa da minha.
–Eu amo tanto você... – sussurrou.
Uma onda de felicidade inundou meu corpo. Ele me amava! Ai, meu Deus. Ele me amava. Stefan Salvatore....
–“Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno” – sussurrei fazendo-o sorrir.
Foi a única coisa que passou pela minha cabeça de Shakespeare naquele momento. E pareceu agrada-lo tanto que me inundou ainda mais em uma felicidade absurda. Stefan curvou-se para beijar meus lábios delicadamente. O gosto e o cheiro dele impregnando-se em mim. Seus braços fortes me apertando toda... Ele passou a mão pela minha coxa e me apoiou entre sua cintura. Eu arfava sob seus lábios, mas não permiti que se afastasse de mim. Suas mãos tão urgentes por meu corpo, mas tão gentis em retirar minha camiseta. Beijava meu pescoço inteiro quando me deitou cama, cobrindo meu corpo com o seu.
Seus lábios explorando cada parte de mim. Como se fosse tudo novo e maravilhoso para ele, eu estava sendo levada por uma viagem totalmente hipnotizante enquanto ele descia seus beijos cada vez mais... Minhas mãos encontraram o zíper de sua calça e em um minuto ou outro estava ajudando ele a retira-la. O mesmo foi com o short. E depois minha calcinha e sutiã. Ele percebeu minha necessidade dele naquele momento e penetrou em mim fazendo tudo flutuar em mil flocos de neve brilhantes. Arfei e gemi em seu ouvido fazendo com que um Stefan totalmente excitado sorrisse. Aquele tipo de sorriso malicioso fantástico que eu adorava nele.
–Eu te amo, seu idiota. – saiu mais como um gemido, mas ele entendeu.
Eu soube que ele entendeu porque estava sorrindo ainda mais. Aumentava o ritmo fazendo com que eu precisasse fechasse os olhos para não gritar mais alto. Eu o amava tanto que chegava a ser estranho para mim. Justo eu que nunca achei que amaria alguém. Justo a Elena Gilbert que preferia ficar sozinha do que com um bando de gente. Justo aquela garota da fila da frente na sala de aula, a que adorava fazer da vida daquele garoto um inferno. Justo eu. Ele foi fazer justo eu me apaixonar? Mas que garoto estupido esse! Tanta garota por ai querendo um Stefan Salvatore e ele vai se apaixonar logo por mim? O que eu tinha demais? Fala sério! Mas era tarde demais para lamentações bobas. Eu estava totalmente ligada á ele.
–Você é uma garota muito especial, sabia?- ele me disse. Parecia ler a minha mente às vezes, que garoto irritante!
–Você está dizendo isso porque acha que precisa dizer ou porque quer mesmo dizer? – perguntei, cética.
Ele sorriu.
–Porque você namora um cara bem idiota.
–Eu sei.
–E você disse que o ama.
–Eu sei.
–E ele está explodindo de uma felicidade absurda.
–Eu sei.
–E ele é todo cheio de hormônios adolescentes.
Eu ri.
–Eu sei.
–E ele quer fazer de novo o que estavam fazendo agora á pouco.
Revirei os olhos e ri novamente
–Eu sei.
Então ele me beijou e voltamos a fazer o que estávamos fazendo antes.
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