Wishing Star
5 Um Novo Amanhecer
No outro dia, acordei melhor... Acho.
– Bom dia dorminhoca. – Alice cantarolou no meu ouvido assim que abri meus olhos.
– Bom dia... – respondi me espregiçando.
– Você parece melhor. – ela comentou.
– Eu me sinto melhor. – tentei acreditar nas minhas fracas esperanças.
Alice encarou cegamente a janela que eu achei que ela estivesse tendo uma de suas visões, enquanto a questionava:
– Aquilo não vai acontecer, vai? – perguntei com certo receio de sua resposta.
– Parece que foi só um pesadelo mesmo. – ela sorriu pra mim. Pensei ter visto certa dor naquele sorriso, só não consegui ter certeza...
– Ufa, já me sinto bem melhor com sua resposta. – tentei acreditar em minhas palavras.
Alice só me abraçou e murmurou no meu ouvido.
– Nós nunca iríamos deixar nada te ferir. Nunca.
– Eu sei. – a abracei tentando manter um sorriso. Aquelas palavras que minha tia havia acabado de me dar uma certeza: as coisas só iriam piorar.
Quando a soltei respirei profundamente tentando dissimular os meus pensamentos sombrios e perguntei:
– Jake esta aqui?
– O cheiro dele já empesteou toda a casa. – eu dei um risinho baixo.
Ainda de pijamas sai da cama carregando meu travesseiro, Alice desceu e eu fui acordar Jake com uma boa dose de guerra de travesseiro.
Caminhei até a porta do quarto de visitas, abri muito discretamente e na ponta dos pés eu entrei. Então cheguei à cabeceira da cama e o ataquei. Dei milhões de travesseiradas nele e ele acordou atordoado enquanto eu gargalhava.
Jake colocou o braço para se proteger das travesseiras que eu estava dando em seu rosto e me ameaçou dizendo:
– Ah, então é assim – enquanto isso eu o atacava.
– Você ta perdendo... E feio. – continuei enquanto ele "sofria" nas minhas mãos.
Então ele pegou seu travesseiro e agora sim nossa "guerrinha" estava mais justa. Eu corria dele pelo quarto inteiro, tentando não ser atacada. Mas Jacob era mais forte que eu, eu não tinha quase nenhuma chance contra ele.
– Não Jake, não vale você é mais forte. – tentava me proteger atrás do meu travesseiro, o que não estava dando muito certo.
– Foi você quem provocou isso. – ele me disse o que eu já sabia.
Pensei rápido em uma solução que não vi quando o travesseiro dele veio com tudo na minha coxa. Quase bambeei, então parti pra cima dele e o empurrei para baixo da cama e sai correndo. Eu era mais rápida que ele, — pelo menos um ponto forte eu tinha que ter — então larguei o travesseiro no corredor e corri sem pensar duas vezes.
Sai correndo escada a baixo e lá vi Alice e Jasper conversando na sala de estar. Não prestei atenção no que eles falavam, mas eles pararam assim que passei como um raio por eles, não liguei, fui para cozinha me esconder.
A cozinha era enorme, mas alguns armários nela estavam vazios, pois pra que comida em uma casa de vampiros? Só eu me alimentava de comida naquela casa. Quer dizer, eu e Jake.
Me escondi atrás da porta do fundos torcendo pra que Jake não me
encontrasse que eu praticamente parei de respirar, até que eu ouvi...
– Alice, Jasper. Vocês viram Nessie? – era a voz de Jake.
– Talvez. – ela respondeu.
– Obrigado. – Jacob disse em seguida.
Alice havia me dedurado. Que saco. Eles não sabem o significado da palavra brincadeira? Estraga prazeres.
– Nessie... – Jake entrou na cozinha me chamando — Nessie?
Por um minuto eu consegui perder a minha respiração. E de repente eu não ouvi mais nada. Jacob havia parado de me chamar e de andar pela
cozinha.
Meu Jake fechou a porta. Eu pude sentir seus olhos me encarando como se o rumo que a nossa brincadeira estivesse sido levada a um nível perto da idiotice, só que eu não o encarei, já havia fechado meus olhos com as mãos e me sentei apoiando em meus joelhos. Como uma posição de defesa, na verdade eu nem sabia por quê... Entre tanto perdi a minha linha de pensamento quando ele disse:
– O seu cheiro te entrega fácil. – ele sorriu malignamente enquanto eu saia de tras da porta.
– Aposto que foi Alice e Jasper me deduraram. – lamentei.
– Eles não disseram nada. – ele respondeu sorrindo.
– Verdade, nós não dissemos nada. – Alice respondeu da sala.
– Tudo bem. — fingi acreditar neles — Então vamos tomar café? – perguntei enquanto pegava uns bacons.
– Claro. – ele sorriu enquanto ia até a geladeira e trazia o suco.
Eu estava preparando o nosso café até que Jake me trouxe um copo de suco.
– Obrigada. – sorri e me virei para o fogão.
Ele murmurou algo inaudível e eu senti que ele iria chegar mais perto de mim, talvez para sussurrar no meu ouvido, ou então pra uma dose de cócegas diária, então me virei.
– Hã? — só que quando eu fiz esse movimento para tentar entender o que ele queria fazer ou dizer a mim, eu vi que ele iria me dar um beijo na minha cabeça como sempre fazia, mas foi tão rápido que acidentalmente
ele tocou os meus lábios ao invés do meu rosto.
Senti minhas bochechas corarem quando ele me beijou então me virei. Não aguentaria olhar nos olhos dele agora. Eu estava nervosa e meu coração estava batendo como louco. Mordi meu lábio inferior tentando entender aquilo.
Percebi que Jake estava atrás de mim ensaiando para dizer algo. Ele ia estragar tudo – pois se ele dissese que era só meu amigo, eu morreria -. Decide me virar para encará-lo de uma vez.
Jake estava atrás de mim, de olhos fechado murmurando algo quase indecifrável, com os punhos fechados. Ele estava mais nervoso que eu.
– Jake! – eu o chamei — Jake! – eu o chamei novamente para que ele olhasse pra mim e foi o que ele fez — Não precisa falar nada. – fechei os olhos e me virei para o fogão tocando meus lábios. Será que ele nunca iria querer tocar os meus lábios?
Os bacons estavam prontos, eu os tirei do fogão e coloquei na bancada. Jake já havia arrumado tudo. Mais perguntas rondavam a minha cabeça. Droga.
Sentei-me de frente a dele, mas ele nada dizia. Só ficava desviando olhar, olhando para o bacon, para as paredes... Pra tudo, menos pra mim.
– Jake. – eu o encarei. Eu era tão feia assim? Acho que por isso que o pessoal da escola olhava pra mim. Por que eu era feia demais — Jacob Black. – o chamei muitíssimo nervosa. Foi então que me lembrei que não
estávamos sozinhos em casa, Alice e Jasper estavam nos ouvindo. Que
ótimo!
Jake me olhou com de olhos baixo.
– Vamos apagar essa cena que acabou de acontecer, ta bom assim pra você? – eu parecia um pouco séria demais.
– Não, é que... – ele tentou se explicar.
– Tudo bem Jake. Eu sei que você não queria fazer isso, foi só um acidente. Isso não vai afetar em nada na nossa amizade. – dizer aquilo doía demais em mim, mas se Jake queria assim... Eu só podia aceitar aquilo. Podia aceitar aquilo por ele.
O resto do nosso café da manhã foi um silêncio mortal. Eu percebi que ele realmente estava com peso na consciência por isso e que ele realmente não gostava de mim. Só como uma amiga, como uma irmã.
Mas eu poderia jurar que os dois segundos que nossos lábios nos encontraram, eu tinha sentido algo. Eu percebi que o coração dele bateu até mais rápido que o meu...
Quando acabei meu café e fui lavar a lousa. Jake deixou o prato dele no canto da pia e disse:
– Me deixa só lavar as mãos aqui na pia, rapidinho... – mesmo com as mãos ensaboadas eu me afastei da pia e ele se limpou, não prestei muita atenção em seus movimentos, até que o vi encher a palma da mão e logo depois jogou aquela água nos meus ombros molhando meu pijama.
– Jake! – eu gritei. Ele riu e continuou a jogar água.
Acabei o empurrando e peguei água para jogar nele. Ele correu para o quintal e eu fui atrás. Então vi a mangueira e corri até ela, só depois que eu a peguei Jake se deu conta de que estava na minha mira.
Liguei a mangueira e comecei a molhá-lo. A água voou para todo o lado e eu a coloquei bem em minha frente para não me molhar. Não sei porque, mas fechei os olhos enquanto deixava a água atingir Jake e esperei alguns segundos.
Como não ouvi nada — ele não estava reclamando, nem brigando comigo por eu estar o encharcando, nem nada do tipo, ele só estava respirando — decidi abrir os olhos e o vi vindo caminhando até mim, o que eu temia estava quase acontecendo – ele iria tomar a mangueira de mim.
Quando vi que não havia mais esperanças, larguei a mangueira e corri. Jake correu atrás de mim com ela e a esticou o máximo possível. Tentei entrar em casa, mas ele agarrou minha mão, fazendo-me parar e me virou para ele. Agora aquela água congelante estava vindo na minha direção.
Eu me molhei toda e Jake desligou a torneira sem parar de rir. Pulei em cima dele e nós dois rolamos molhados pela grama. Agora estávamos molhados e sujos de grama.
Parecíamos tão felizes. O sorriso dele, com certeza, poderia iluminar a galáxia, assim como iluminava a minha vida. Mas eu não queria dividi-lo com ninguém. Eu era muito ciumenta mesmo, pois eu nunca encontraria outra pessoa melhor que ele. NUNCA.
Deitei-me ao lado dele e demos um longo suspiro. Então logo me coloquei de pé e comecei a torcer as bordas da minha camiseta do pijama fui entrando em casa encharcada. E da porta do quintal eu perguntei:
– Que horas os meus pais voltam Alice?
– Acredito que não hoje. – ela respondeu suavemente.
– Por quê? Onde eles foram? – o que havia acontecido?
– Eles tiveram de viajar, Edward tinha uns compromissos empresariais e sua mãe foi junto... – Jake veio ficar do meu lado para ouvir o que Alice dizia.
– Mas e Rose, Emmett e Esme? – continuei a perguntar. O que Alice havia me dito não parecia muito convincente. Alice não era a melhor mentirosa do mundo, ela perdia pra mim.
– Foram visitar Tanya, parece que ela não esta muito bem...
– Porque nós não fomos também? – eu só me lembrava da época em que Tanya foi até Forks para me conhecer. Ela até parecia simpática.
– Porque você tem escola e eu e Jasper ficamos encarregados de cuidar de vocês. – eu apenas revirei os olhos. Como eles eram! Eu já estava bem grandinha para ter uma babá. Eu não podia nem brigar com eles, pois nem Alice, nem Jasper tinham culpa da super proteção de meus pais. Então eu e Jake subimos para nos secar.
Tomei uma ducha rápida, me troquei — sem nem ao menos prestar atenção no que estava vestindo, se Alice havia escolhido então estava bom — peguei meu material e todos já estavam na sala a minha espera.
– Estamos atrasados? – perguntei colocando a mochila nas costas.
– Não, ainda temos muito tempo. Fique tranqüila. – Jasper respondeu.
– Bem, então podemos ir? É porque eu não quero chegar atrasada na primeira aula, de novo. – resmunguei comigo mesma.
– Então vamos. – Alice sorriu.
Quando saímos de casa a moto de Jake estava na porta e o porshe de Alice também. Ontem no estacionamento eu tinha percebido que as pessoas da cidade viviam bem, pois havia vários carros muito caros por lá. Então o Porshe talvez não fizesse tanto burburinho.
Enquanto eu ia caminhando até a moto com Jake, me virei e perguntei:
– Alice, o que diremos a todos? – fiz Jake parar do meu lado.
– Vamos dizer que um parente nosso não esta muito bem e que você não podia perder nenhum dia de aula, então ficamos. – ela piscou.
– É quase a verdade. — concordei.
E continuamos nosso caminho. Sentei-me agarrando meu melhor
amigo e suspirei.
– Você está melhor? – ele perguntou me olhando de lado atrás de seu ombro.
– Acho que o medo evaporou. – o tranquilizei.
– Você é bastante corajosa. – ele sorriu de lado. O mundo podia acabar agora, porque eu iria morrer feliz.
– Vamos? – perguntei.
– Vamos.– ele concordou.
A viagem até a escola novamente foi rápida demais, eu queria aproveitar cada segundo que eu tinha com Jacob, mas alguns eu perdia sem querer.
Então comecei a imaginar como seria se ele me levasse à praia de
La Push, só nós dois caminhando pela areia fofa e vendo o por do sol, ou até mesmo o nascer do sol...
Foi então que eu percebi que eu estava reproduzindo aquela imagem. E Jake a estava recebendo! Eu sou um desastre por completo mesmo! Minhas bochechas pegaram fogo e eu tirei apaguei aquela imagem da minha mente.
Quando chegamos à escola, Alice e Jasper esperaram alguns
metros de mim. Eu desci da moto e o abracei e dei um leve beijo em seu pescoço. E pude ver seus pelinhos do pescoço se arrepiar quando eu o beijei.
– Até mais tarde. – ele murmurou no meu cabelo.
– Até. – sorri pra ele e sai. Torci para que ele tivesse levado aquele gesto na brincadeira.
Só ouvi o barulho da moto saindo enquanto eu caminhava até meus tios, quer dizer primos.
– Eu ainda acho que essa história está muito má contada. – censurei os dois com o olhar. Eles estavam achando que eu ia cair naquela conversinha? Não mesmo.
– Não temos outra pra te contar a não ser essa. – Alice respondeu.
– Pode me contar a verdadeira. – sorri.
– Vamos, o sinal vai bater. – Jasper me interrompeu.
Assim que entrei na escola com meus tios, Lucy veio me receber com um abraço caloroso.
– Ree... – ela correu de seu armário até mim.
– Lucy. – sorri pra ela e a abracei. Talvez ela tivesse sentido o calor do meu corpo, pois eu era mais quente do que um humano. Quando nasci eu era mais quente que um lobo, mas com o tempo meu corpo diminuiu sua temperatura...
Eu realmente tinha feito amizades que pareciam ser verdadeiras.
– Quem era aquele cara com você ontem? – ela perguntou muito curiosa.
– Depois eu te conto. – então a levei até os meus tios. Quer dizer, até minha irmã e meu primo.
– Esse é meu primo, Jasper. – sorri ao apresentá-lo.
– Muito prazer. – Lucy ficou encantada. E ele apenas acenou com a cabeça.
– E Lucy, essa é minha irmã Alice. – sorri pensando que se aquilo que eu tinha acabado de dizer fosse verdade, eu teria uma grande irmã.
– Prazer, Alice. – Lucy sorriu envergonhada.
– O prazer é todo meu. E vejo que Nessie já fez grandes amizades. – ela sorriu.
– Nessie? Que apelido legal. – Lucy agora se virava pra mim e me observava.
– Pois é. Eu tenho um nome diferente e um apelido mais diferente ainda.
– Mas eu prefiro Ree. Acho que “Nessie” a sua família já deve usar... – ela parecia se dar bem com a gente, será que algum dia eu poderia contar a verdade pra ela? Ter uma amizade completamente sincera. Sem mentiras... Talvez.
– Posso perguntar uma coisa? Se não for incomodo, claro. – Lucy continuou.
– Pode. – Alice respondeu.
– Bem... Onde estão os outros parentes de vocês? – ela perguntou curiosa.
Como eu tinha um sério problema em mentir, Alice me observou rapidamente, como se seu olhar dissesse: "Você consegue essa"
– É que tem uma tia nossa que está doente, a mãe da minha prima, Bella... Então meus dois irmãos e minha outra prima foram para acompanhá-la. Mas logo, logo eles estarão de volta. – sorri para Alice
rapidamente. Eu tinha conseguido, minha voz havia saído em um tom bem
convincente.
– Ah, eu... Me desculpe por me intrometer. – ela ficou vermelha.
– Tudo bem. – a confortei.
– Acho melhor vocês irem andando o sinal já vai bater. – Alice nos avisou.
– Sim, claro. Muito prazer em conhecer vocês. – Lucy disse enquanto se virava.
Alice saiu com Jasper e eu fui até o meu armário com Lucy.
– O seu primo é muito lindo. – ela comentou.
– Isso eu não posso negar. – assumi enquanto pegava meu livro de matemática.
– Sua irmã também, ela parece tão fofa. – Lucy encostou-se ao armário e fitava o nada. Ela parecia apaixonada.
– Ela é muito fofa mesmo. – sorri. Então fechei o armário e a observei dizendo:
– Conheço esse olhar... – comecei – Quem é o garoto?
– Ai, Ree. A minha paixão é de desde quando eu era pequenina.
– Sério? Que legal... Mas porque nunca aconteceu nada?
– Pelo simples fato dele me tratar só como amiga. – ela se virou na
minha direção.
Eu conhecia bem isso. Gostar de uma pessoa e ela te tratar só como uma amiga. Porém eu me sentia mal por Lucy, ela era tão legal... Merecia ser correspondi "por seu amor".
– Mas quem é? Talvez eu possa te ajudar...
– Ele vai aparecer em segundos... Você vai ver.
Então comecei a olhar os corredores da escola. Quem seria esse garoto? Até Nathan aparecer por trás de Lucy com um garoto junto a ele.
– Oi, garotas. – ele sorriu. E eu vi Lucy suspirar como alguém que estivesse procurando ar e riu baixinho. Pronto, já tinha sacado. Era Nathan.
– Oi, garotos... – respondi sorridente.
– Ei. – o garoto loiro dos olhos azuis cutucou Nathan o censurando.
Eu não havia entendido, nem Nathan. Até o garoto dizer:
– Nathan Peter Metthew. – o olhou furioso. Até Lucy o observou com medo.
– Ah, sabe uma coisa que eu percebi, Ree. Não te apresentei ao Alex. – ele apontou para o garoto que há segundos atrás o estava censurando — Bem, esse é Alex. Alex, esta é a Ree. – Nathan sorriu.
– Muito prazer. — eu disse ao meu “novo amigo”.
– Pode deixar que o prazer fica por minha conta. – eu o encarei incrédula e Nathan e Lucy o censuraram.
– Alex! – Lucy bateu com seu livro no braço dele.
– Assim vai assustá-la. – Nathan avisou.
– Nem liga pra ele, Ree. – Lucy me aconselhou e era o que eu iria fazer.
– Olha Alex, eu vou fingir que não ouvi nada, pois não quero ficar com uma primeira má impressão sua, ta bom? – que legal, eu era amiga de um safado.
A bola dele baixou totalmente quando eu disse aquilo, mas pelo menos fui honesta.
– Vamos pra sala? – perguntei cortando o silêncio.
– Vamos, mas vocês têm aula do que agora? — Nathan perguntou.
– Biologia – Alex respondeu
– Matemática – Lucy respondeu.
– Eu também, Lucy – sorri. Eu não gostava de matemática, mas pelo menos eu estaria na sala com alguém que eu conhecesse.
– Eu tenho biologia... – Nathan murmurou.
– Bem então vamos. Até depois garotos. – respondi puxando Lucy. Eu precisava saber de tudo. E agora, na aula.
Só que quando estávamos passando pelo corredor, Lucy estava me contando de como ela conheceu Nathan. Ela o empurrou do balanço porque a roupa dele não combinava com a cor do balanço. Ai, só a Lucy
mesmo.
Até que eu o vi passando. Brian. Naquele momento eu gelei, mas
passei por ele normalmente como se nada nunca tivesse acontecido, porém, quando eu virei para observá-lo de costas caminhando pelo corredor... Ele estava olhando pra mim, nossos olhares se encontraram e eu voltei a olhar pra frente.
– Você está afim de Brian Nichols? – Lucy me pegou de surpresa.
– Claro que não. – respondi na hora. Porque eu gosto de outra
pessoa.
Então olhei para Lucy rapidamente, ainda bem que ela não estava encostada em mim, porque se não ela ia receber a imagem de Jake, sem nem ao menos conhecê-lo. “Mais cuidado Nessie!” – eu me censurei.
– Hum, e essa pessoa seria aquele motoqueiro gatão que você
estava ontem. – ela tinha dito isso um pouco alto.
– Lucy! – eu quase gritei – Ninguém precisa saber ta legal?
– Mas me diga pelo menos o nome dele... – ela implorou me fitando com seus lindos olhos verde-esmeralda. Como eu podia resistir?
– Jacob. – senti minhas bochechas queimarem quando eu disse o nome dele.
– Jacob é um nome bonito. – Lucy concordou enquanto entrávamos na sala. Eu senti uma pontinha de ciúmes quando ela me disse aquelas
palavras, mas eu não podia controlar. Eu o amava.
– Mas mudando de assunto... Eu já descobri quem é. – sorri vitoriosa.
– Até parece... – ela me fitou e eu estava serena. Sabia que eu estava certa.
– É o Nathan. – sussurrei. E ela gelou.
Lucy tentou dizer algo, mas gaguejou. Estava tão na cara.
– Você já disse a ele que gosta dele? – perguntei curiosa.
– Eu mal consigo falar perto dele às vezes. – ela respondeu tristonha.
Olhei para lousa e a professora estava escrevendo de costas para os alunos e você podia ver bilhetinhos sendo passados, aviõezinhos de papel sendo jogados de um lado ou outro, garotas passando maquiagem, gente respondendo mensagens outros até ouvindo música na aula.
Eu me virei para Lucy e disse:
– Eu vou te ajudar, pode deixar. – sorri confiante.
Assim eu pude ver um sorriso se formando em seu rosto.
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