Naquele mesmo dia, em nossa ultima noite na minha kit net acordei Hazel no meio da madrugada, ou eu faria aquele pedido naquele instante ou eu nunca mais faria, ela acordou sem entender, mas logo sorriu.

—- É difícil saber quando ou como seremos como pais, mas eu sei que como homem eu tenho a obrigação de te dar isso, representa o oceano e o quanto eu realmente amo você e a nossa filha – falei entregando a ela uma caixa que eu tinha comprado em São Petersburgo, eu faria o pedido lá, mas com ela “doente” adiei o pedido e naquele local com nossa filha a caminho achei mais oportuno possível e Hazel chorou e sorriu me abraçando fortemente e coloquei o anel com o que tinha dado a ela há quase três anos que representava meu amor por ela e pelos golfinhos e agora este era meu amor por todos ele e a bebê.

Algumas semanas depois, precisei ir ao resgate de um golfinho no mangue onde tínhamos encontrado Maddie e lá o sinal de celular era péssimo, não queria ir por que minha filha nasceria ou no próximo mês ou nas próximas horas e não queria perder este momento, mas eu era um dos biólogos responsáveis naquele dia e fui com a equipe de salvamento e assim que estávamos colocando o golfinho macho no caminhão meu celular tocou e me desesperei vendo que era o numero de telefone de minha mãe.

—- Mãe? O que? Agora? Estou indo! – falei e corri para dentro do caminhão e pedi para que corressem o mais rápido possível para o aquário com o golfinho que eu iria para o hospital central onde Hazel estava entrando em trabalho de parto e logo mais conheceríamos nossa filha que não tinha nome (ainda).

Mal desci do caminhão e peguei meu carro e acelerei pelas ruas e estacionei de qualquer jeito no estacionamento do hospital e entrei na direção a sala de parto e assim que entrei ela estava na maca e Hazel apesar do suor e da dor fez força e rapidamente o quarto foi preenchido pelo choro agudo de nossa filha, era parecia branca como Hazel e tinha os cabelos numa cor que me lembrava a mistura dos meus cabelos e de Hazel, um castanho claro quase loiro e eu sorri recebendo minha filha em meus braços e minha mãe beijava a testa de Hazel que sorria e eu sorri pegando aquela garotinha que logo abriu os olhos e me encarou seriamente como Winter costuma fazer e eu sorri entregando ela para Hazel que sorria e chorava e minha mãe saiu dali indo avisar Clay e Reed que estavam na recepção, mas não falei com eles pois entrei correndo na sala de parto que nem dei a devida atenção aqueles homens que criaram minha noiva, beijei Hazel e limpei meus olhos das lagrimas que escapavam por eles e sorrimos para nossa menina.

Depois dos procedimentos feitos fomos os três para o quarto e minha mãe apareceu no quarto com Reed e Clay que tinham ursinhos de golfinhos nos braços e um balde de conchas e Hazel e eu sorrimos felizes.

—- Ela é linda – disse Reed pegando a bebê no colo com habilidade e mostrando – a para Clay que sorria.

—- É a mistura perfeita entre vocês dois – disse Clay e eu beijei a testa de Hazel que sorriu para o pai e o vô.

—- Já tem um nome? – perguntou minha mãe acariciando a lateral do rosto da bebê que sorriu com isso.

—- Resolvemos colocar três nomes – disse Hazel segurando minha mão e os três ali nos encararam.

—- Lorraine – murmurei e minha mãe me encarou surpresa e começou a chorar e veio me abraçar e eu ri.

—- Ellery – disse Hazel e Clay e Reed a encararam com lagrimas nos olhos e Clay abraçou fortemente a filha.

—- Winter – dissemos juntos e todos ali sorriram abertamente para a bebê que parecia sorrir com tudo isso.