Winter Love

21 When is difficult to say goodbye...


Notas iniciais
FÉRIAS, SUA LINDA, ATÉ QUE ENFIM VOCÊ CHEGOU!! *---* Gnt, vcs não tem ideia da loucura que foi tentar postar! Primeiro, estava praticamente estudando as tardes inteirinhas para provas finais e simulados de fim de ano. Segundo: o capítulo estava prontinho, divo, só faltava postar e adivinhem? Perdi o capítulo e não consegui recuperar! :( Fiquei bem chateada e fiz outro, mas não sei se saiu do jeito que eu gostaria Estou sentindo falta de alguns leitores comentando, floquinhos cadê vcs? Boa leitura!!

Acordei na manha seguinte, consciente o suficiente para saber que tudo não passara de um sonho muito vívido e puro. Anna não estava viva e não estávamos brincando na neve.

Olhei em volta, esperando ver as enormes geleiras em meu quarto, mas o que eu vi foi apenas água e algumas calotas que ainda derretiam. A trinca continuava congelada

Assim que pisei no chão, uma batida tímida ecoou em minha porta. Concentrei toda minha calma e, por incrível que pareça, consegui descongelar a trinca. A porta se abriu, revelando uma Louise com a cara inchada e totalmente vestida de preto.

Ela me encarou por alguns minutos

– Bom dia Elsa, vim lhe preparar – ela disse, em um fiapo de voz

Ainda ouvia choro pelos corredores

– Me preparar? Para o que? – perguntei sem entender nada

Louise pareceu lutar contra suas lágrimas antes de responder

– Para a cerimônia de homenagem a Anna – ela respondeu e meu coração pesou

Fiquei sem reação,mas quando percebi que ela me empurrava de volta ao quarto, lembrei-me do gelo e água pelo todo cômodo. Ao contrario de Anna e meus pais, ninguém mais sabia de meus poderes e com Louise não era diferente.

– Louise, poderia me aprontar nos aposentos de minha mãe? – perguntei nervosa

– Porque pequena? – ela perguntou, confusa

Inventei a resposta mais esfarrapada de todas

– Queria ficar próxima a minha mãe – respondi sem emoção

Não era mentira, me arrumar com mamãe poderia ser bom

Louise assentiu e me conduziu ate o quarto no fim do corredor, onde os soluços eram mais altos

**************

Arrumar no quarto de minha mãe, havia sido um tiro no escuro. Não sabia como ela estava e muito menos como ficaria.

Porém, ela nos recebeu muito bem e ate ajudou Louise a me preparar. Me vestiram inteira de preto, fazendo a tradicional trança em meu cabelo

Mamãe também vestiu preto, assim como todos do castelo.

Aproveitei um momento de distração de mamãe, que mandara eu ficar sentada e quieta enquanto ela era arrumada, para ir até a janela e abrir uma fresta das pesadas cortinas e avistar o reino

O tempo estava cinza, ameaçando a chover ou até nevar. Todos que estavam chegando estavam vestindo preto. Todos chorando

Louise e a ajudante de minha mãe saíram assim que papai chegou. Entregou uma caixa de veludo a mamãe, a abraçando, vindo depois até mim

– Olá Elsa – ele disse, lançando um sorriso triste

– Bom dia papai – respondi

– Eu lhe trouxe um presente – ele disse e foi então que reparei em uma outra caixinha em sua mão

– O que é? – perguntei

– Pode abrir! – ele me estendeu a caixa e eu a abri

O que encontrei naquela pequena caixa era um par de luvas pretas. Eram lindas, com renda e exatamente do tamanho da minha mão. Porém, não sabia exatamente o que fazer

– São lindas papai, mas acho que não entendi – eu falei

– Essa luvas Elsa, irão ajudá-la a controlar seu poder. Não seria muito agradável você perder o controle no meio de tanta gente. Já estão comentado sobre você ser a única do lado de sua irmã e não ter conseguido salvá-la – ele respondeu e eu abaixei a cabeça

– Edward! – mamãe o repreendeu e seus olhos encheram-se de lágrimas

– Você sabe que isto esta ocorrendo Lana, não tente esconder dela, pode ser pior! – meu pai respondeu nervoso

– Eu já entendi. Com licença, vou esperar com Louise – pedi, saindo do quarto, onde uma discussão se iniciou

Suspirei, caminhando ate meu quarto, colocando as luvas em minhas mãos

**************

– É lamentável saber que uma vida tão pequena e meiga foi-se perdida. Mais lamentável ainda saber que a criaturinha que se foi era alguém tão doce, meiga e jovial. Não há palavras suficientemente grandiosas o bastante para consolar a família neste momento difícil. Por este motivo, todos que quiserem lançar palavras para confortar os corações dos membros da família real, sinta-se a vontade

O bispo terminou, descendo de um pequeno púlpito. Logo, tanto reino, quanto funcionários do palácio e pessoas de outro reino começaram a falar

Nenhuma palavra era suficientemente boa

Não tinha intenção nenhuma em falar. Nunca fora boa em falar em público, ainda mais em um tão grande.

Mas surpreendi ate a mim mesma ao levantar-me do lugar onde estava e me dirigir até o local onde o bispo estivera alguns minutos atrás, perguntando se havia alguém mais para falar.

Subi e encontrei milhares de olhos me encarando, entre eles, os dos meus pais

– Eu não faço a mínima ideia de como começar isso. Mas se Anna estivesse aqui, eu sei que ela acharia adorável eu vir ate aqui. Nunca poderia imaginar como uma brincadeira tão inocente quanto aquela pudesse acabar desse modo. A culpa foi minha, inteiramente minha. Eu prometi estar lá para segurá-la e ajudá-la caso ela caísse, mas eu fui fraca por não conseguir – eu disse, sabendo que todos me ouviam, comecei a sentir as luvas mais geladas, mas tinha que terminar – É tão complicado dizer adeus... Mas eu sei que é preciso então... Adeus Anna, eu te amo – sussurrei, sentindo o maldito gelo

Sem dizer mais nada, saí correndo sem olhar para trás, até chegar em meu quarto, bem ao tempo de desencadear outra crise

Notas finais
Está aí amorecos, não ficou exatamente do jeito que eu queria, mas...... Agora com férias, a fic vai ser atualizada mais rápido! Até o próximo! :)