Winter Love

39 The New Queen


Notas iniciais
OLHA QUEM TÁ AQUI DE NOVO!!! Quero recompensá-los por ter ficado tanto tempo longe! >.< Lembram quando disse para vcs prepararem os corações? Então..... torço para que vcs tenham um desfibrilador ( aquele aparelho que faz o coração voltar a bater depois de uma parada cardíaca - obrigada tio Google por ter me ajudado a encontrar o nome ¬¬) em casa, pq estou quase indo comprar o meu! Hoje é só uma prévia, por que o grand finale ou cereja do bolo é amanhã! Boa leitura! :3

Claro que meu pedido não foi exatamente atendido.

Quase sete meses depois e cá estava eu, em frente ao espelho com uma roupa típica de coroação. É um vestido de cerceta com um corpete com laço bronze. Suas mangas pretas chegam até meus pulsos. A partir de meu busto, o vestido desce em uma coloração verde com típicos detalhes de meu reino. Luvas verdes com os mesmos detalhes e capa magenta complementam. Meus cabelos estão presos em um coque elaborado e não posso evitar comparações com minha mãe.

Estou igualzinha a ela

Suspiro. Se ao menos eles estivessem aqui...

Me afasto do espelho e me aproximo de uma mesinha, onde há um candelabro e uma caixa de joias arredondada.

A cerimônia exigia a retirada das luvas na hora de pegar os objetos

" Encobrir, não sentir, não deixar saber"

Ouvia muito essa fras, quando Anna morreu. Papai tentou me ajudar a treinar meu autocontrole e repetia essa frase, para eu memorizá-la. Mas imagino que nem eu ou ele prevíamos uma guinada diferente dos rumos

Estavam muito nervosa nos últimos meses e perdia o controle facilmente

Tirei uma luva, depois outra. Olhei para o quadro de meu pai, segurando tais objetos em uma calma invejável. Estava quase pedindo ajuda divina para ter um terço daquela calma toda

Peguei os objetos e tentei me controlar ao máximo. Fechei os olhos, mas tudo que sentia era o gelo se espalhando nos materiais.

Coloquei tudo de volta à mesinha. Iria fazer a coroação com luvas. Talvez o bispo nem reparasse.

Recoloquei as luvas bem a tempo de um guarda bater e entrar em seguida

– Majestade, os portões devem ser abertos para o início da cerimônia.

– Tudo bem. Pode abrir — respondi

Era a primeira vez em anos que se abririam os portões. Minha ansiedade aumenta.

Acompanhei o guarda pelo corredor onde as criadas se postaram sérias rígidas e o segui até Edgar que me esperava no começo da escada, onde o povo passava direto para a capela

Dava para a ver animação delas

Edgar estava radiante.

– Vai dar tudo certo — ele afirmou, segurando minhas mãos enluvadas

– Obrigada — sussurrei

Ele então, juntou-se com os outros ministros.

Após eles, eu entraria

E o pesadelo teria inicio

***************

Estou diante o bispo, sob o olhar de expectativa de várias pessoas, com um coro acima de minha cabeça, entoando canções enquanto me curvo para receber a dourada e delicada coroa que, quando colocada em minha cabeça, prova ser mais pesada do que aparenta

Me endireito e então chega a hora mais temida para mim: os objetos. Estendo as mãos enluvadas para a almofada

"Ele não vai perceber" "Continue calmamente e, quando pegar os objetos vire-se rapidamente" pensamentos assim rondam minha mente quando um som de chamada de atenção me faz olhar para o bispo

– Majestade, as luvas — ele olha as luvas e eu entendo o recado

Suspiro e retiro as luvas calmamente, com as mãos trêmulas pego o candelabro e a caixa e me viro diante o povo, que se levanta.

O bispo começa a falar coisas que para mim não fazem sentido. Sinto o gelo começar a se espalhar e, não aguentando mais, volto ambos à almofada na hora certa, recolocando as luvas no momento em que me anunciam rainha e o povo vibra.

Eles param, entusiasmados em ouvirem minhas primeiras palavras como soberana

– Que o baile real tenha início — digo, pondo a maior firmeza que consigo na voz

***************

A sensação de ser anfitriã de um baile é gostosa e esquisita. Ver todas aquelas pessoas que estão ali para homenagear você e não saber o nome delas direito é perturbador. Mas cumprimentei à todos, até um certo rapaz ruivo e estranhamente familiar se aproximar com um homem baixinho e calvo ao seu lado

– Elsa? — o rapaz questiona — Lembra-se de mim?

O olho cuidadosamente, tentado-me lembrar da onde o sujeito realmente me conhece.

– Desculpe a indelicadeza — comecei — Mas não

– Hans, das Ilhas do Sul — respondeu o ruivo prontamente

Uma luz se acendeu em minha cabeça. Claro! Hans! Ele estava definitivamente mais forte e tinha que admitir que estava atraente

– Nossa, me perdoe! Estou tão perdida! — lamentei e ele riu

O senhor baixinho ao seu lado pigarreou e Hans parou de rir imediatamente

– Elsa, gostaria de apresentar meu tio, o atual Duque de Weasel Town — Hans começou, mas recebeu uma enorme puxada de orelha ao falar o nome do reino

– Weselton! Não é possível que um sobrinho meu não saiba dizer nem minha província corretamente -disse o raivoso senhor, deixando a orelha de Hans vermelha, enquanto esfregava-a com cara de dor. E então voltou-se para mim — Minha jovem formosa rainha, creio que nunca tivemos a oportunidade de realmente nos conhecermos. Eu sou o Duque de Weselton — ao se curvar, boa parte de seus poucos cabelos vieram junto, deixando tanto a mim, quanto Hans segurando uma risada que seria bem desagradável. Ele se levantou — Acredito que, como uma nova rainha, eu deveria lhe oferecer uma primeira dança

– Anh, sabe, senhor, eu não danço — ele fez muxoxo com a declaração — Mas vê aquela jovem de vestido amarelo? É minha dama de companhia. Seu nome é Louise e ela adoraria dançar com você — seus olhos brilharam e nem tive tempo de dizer algo e o Duque sumiu entre os convidados

O Duque era um dos principais aliados de Arendelle, o mesmo poderia se dizer de Ilhas do Sul

Voltei para Hans

– Como está a orelha?

– Ela vai melhorar. Mas, me diga uma coisa, se a senhorita não dança, o que foi aquilo alguns anos atrás? — ele ergueu uma sobrancelha, enquanto um sorriso brincava em seus lábios.

Corei violentamente e olhei o chão

– Faz muito tempo que eu não danço — tentei desconversar

– Ah, por favor Elsa. Prometeu-me uma dança em meu aniversário, não? Estou em meu direito de cobrá-la — detestava dívidas, ainda mais promessas não cumpridas

– Hans, acho melhor não... — tentei

– Uma dança e então ficará livre o resto da noite — ele não ia desistir e tenho que admitir que ele é muito persuasivo

Aceitei sua mão estendida e logo estávamos no meio do salão, já dançando.

– Eu sinto muito o que tenha acontecido com você. Sabe, sua irmã, seus pais e tios. Deve ter sido difícil — ele começou

Ah não. Hoje não

– Sim, foi — não queria falar sobre aquele assunto

– O que acontece aqui Elsa? — ele pergunta de repente — Portões fechados por tanto tempo, morte esquisita da princesa mais nova, desaparecimento e morte repentina de madame Lauren — ele tentava soar inocente, mas via mais que interesse em seus olhos.

– Foram coisas inevitáveis — disse, tentando parecer desinteressada — Aconteceu e ninguém conseguiu evitar

– Ninguém conseguiu evitar ou você cuidou para que não evitassem? — ele disse venenoso

O que ele estava sugerindo? Que eu cometi tudo aquilo? De certa forma poderia até estar certo, mas tudo aconteceu porque eu estava lá na hora errada, no lugar errado

– Como ousa? — perguntei, parando de dançar

– Elsa...olha, me desculpa... não sei o que passou pela minha cabeça — ele tentou

Neve caia do teto e todos olhavam assustados para mim em busca de respostas

Me afastei o mai rápido que pude, mas o senti agarrando meu braço

– Elsa, por favor, me deixe explicar — ele começou

– Não, não vai explicar nada! E não tem mais permissão p-ara me chamar pelo meu primeiro nome. Agora para você é Vossa Majestade. — tentei me afastar e senti minha mão desprotegida

Minha luva! Perdi minha luva para Hans!

A neve aumentava

– O baile acabou, retire todos e feche os portões — instrui à um guarda que logo concordou

– Elsa, por favor Elsa...... Volte aqui — ele continuava atrás de mim

– Chega Hans! — adverti

– Por favor, só me deixe explicar...

Ele continuava falando e a raiva explodiu ao extremo

– EU DISSE CHEGA! — gritei enquanto me virava e a mão desprotegida lançou uma proteção à minha volta,onde saía as estacas mais afiadas e mortíveras de gelo, separando-me do povo

O que foi que eu fiz?

Notas finais
Uooool, bem estilo Frozen! Preparados para amanhã? Espero que sim! E agora? O que acontece? Esperando comentários! Grandes beijos!