Winter
4 All I've got left is a rubble of dust.
Eram 07:00 horas da manhã e Emma Swan estava em sua quinta xícara de café, ela havia resistido 4 belos meses sem cafeína, mas uma noite inteira se dormir direito tinha levado todo esse progresso ladeira abaixo. Ela tinha milagrosamente conseguido fazer com que Regina voltasse para casa depois do acidente. Agora ela estava lá, sentada na delegacia, morrendo de sono e com uma lista imensa de coisas para fazer, coisas que não poderiam ser feitas até os exames do laboratório forense chegassem. Em seu antigo trabalho, o resultados chegariam muito mais rápido, mas aqui em N.Y, ela não tinha nenhum contato no laboratório ainda, o que era uma droga, porque quando se está na polícia, contatos são tudo o que você mais precisa. Emma estava quase dormindo quando um barulho de papéis caindo em sua mesa a acordou.
“A equipe forense trouxe os exames das amostras de sangue e tecidos encontradas na Van. Eu sabia que aquela quantidade de sangue não poderia vir de apenas uma pessoa, a não ser que alguém tenha, literalmente, sangrado até a morte lá dentro. As amostras são…”
“O que você está fazendo aqui?” Emma perguntou irritada, ignorando o monólogo de Regina.
“O que?”
“O que você está fazendo aqui?”
“Trabalhando, eu achei que era o que fazíamos aqui, estou enganada?”
“Você estava envolvida em um acidente há poucas horas atrás.”
“Eu estou bem ciente.”
“Você bateu com a cabeça.”
“Mais uma vez, estou ciente disso.”
“Eu pensei que o médico que examinou você havia recomendado que você descansasse.”
“Bom, eu sou uma médica também.”
“E então você apenas invalidou a recomendação dele?”
“Não exatamente.”
“Então o que você chamaria isso?”
“Uma segunda opinião.”
“Meu Deus, você é impossível. Vai para casa, Regina”
“Eu não estou na sua equipe, Swan, você não me dá ordens. E já disse que prefiro que você me chame de doutora ou de Mills.”
“Não foi uma ordem, doutora, foi uma demonstração da minha preocupação.”
“Dispenso sua preocupação.”
“Não acho que isso seja algo que você possa decidir e simplesmente dispensar.”
“Se eu não voltasse para pedir o resultado desses exames com prioridade, eles só chegariam amanhã ou depois. Meus pedidos são muito considerados aqui, caso você não saiba.”
“Não, eu não sei, mas não é a primeira delegacia que eu trabalho, eu sei como a burocracia forense funciona.”
“Então você deveria estar me agradecendo.”
“Desde quando você precisa do meu reforço positivo?”
“Você vai realmente tentar o lado terapeuta comigo?”
“Bom, eu já tentei alguns lados meus, estou vendo qual deles funciona melhor para você. E eu já disse, doutora, eu não sou uma terapeuta.”
“Você vai vir para o laboratório comigo, ou eu vou ter que esperar o David para mostrar o que eu encontrei?”
“Você vai para casa depois de eu ver os resultados?”
“Eu vou para casa quando eu achar que devo ir para casa.”
“Meu deus, Regina, você é…” Emma interrompeu seu discurso ao ouvir um pigarro atrás dela.
“Swan, Gina. Bom ver que vocês estão se dando bem.” Abigail disse com um sorriso sarcástico.
“Melhor do que nunca, Abi.” Regina respondeu sem tirar os olhos de Emma.
“Gina, Abi?”
“Regina e eu temos uma antiga amizade, detetive Swan.”
“As pessoas chamam você de Gina, mas quando eu chamo você pelo seu nome, você quase usa sua visão de calor em mim?” Emma perguntou antes que pudesse se conter.
“Visão de calor?” Abigail perguntou confusa.
“Eu disse a você, ela tem quinze anos”
“Nós não iríamos ver alguns resultados no laboratório?”
“Agora você quer ir?”
“Eu acho que estou interrompendo algo então eu vou apenas voltar para o meu escritório. Detetive Swan, assim que você tiver alguma novidade me informe, por favor. A imprensa me enlouquecendo.”
“Sim senhora”
“Tenten não matar uma a outra, ok?”
“Eu não iria contaminar o meu laboratório com sangue da senhorita Swan, Abigail”
“Eu já tenho corpos os suficiente para uma vida, senhora”.
“Ótimo, então nós chegamos a um acordo. Eu preciso que você envie os relatórios até às 11:00, Gina”
“Eu envio assim que voltar para o laboratório.Você vem ou não, detetive Swan?”
“Estou indo, doutora, estou indo…”
...
O laboratório/necrotério, onde Regina trabalhava, era bem abaixo da delegacia, três lances de escada abaixo. Lembrava muito um porão e mais uma vez, Emma se incomodou com a falta de qualquer coisa que desse alguma lembrança de vida àquele lugar.
“Você trabalha na caverna do Batman” Emma comentou enquanto desciam as escadas.
“Você é mais infantil que o meu filho e ele tem 12 anos”
“Estamos falando de nossas famílias agora?”
“Você é uma idiota…”
Emma riu e tentou disfarçar, mas ela estava preocupada com Regina. Enquanto elas desciam as escadas, ela podia jurar que os passos de Regina estavam mais lentos que o normal, mais pesados e mais inseguros. Não que Emma prestasse tanta atenção assim em Regina Mills, mas havia algo nela. A morena tinha se envolvido em um acidente recentemente e mesmo que não admitisse, Emma sabia que ela estava com dor. Emma estava tão concentrada em seus próprios pensamentos que não notou um pequeno vacilo que o corpo de Regina deu ao descer um dos últimos degraus da escada, só quando a médica fechou os olhos com força e pisou em falso em um degrau, Emma correu para segurá-la pela cintura.
“Eu peguei você”
“Eu preciso”
“Você precisa ir para casa”
“Eu só preciso de um minuto.”
“Eu não preciso ser médica para saber que você teve uma concussão, droga, Regina, você não pode ser um ser humano normal por um dia?”
“Eu estou bem.” Regina respondeu irritada, mas assim que deu um passo para trás, o mundo começou a girar rápido mais uma vez. Para não cair, Regina acabou agarrando a cintura de Emma novamente.
“Ou você gosta muito de tocar em mim, ou você não está bem. Qual opção você vai escolher, doutora?.... Regina? “
“Eu… eu preciso sentar”
“Aqui” Emma segurou regina pela cintura e a levou até uma cadeira no meio da sala. “Eu vou pegar um pouco de água para você lá na delegacia.”
“Não” Regina respondeu um pouco assustada. “Eu... Tem uma garrafa minha ali na mesa”
“Tudo bem. Como você está se sentindo?”
“Maravilhosamente bem.”
“Regina, você…”
“Eu não sou uma de suas vítimas.”
“O que?”
“Eu não sou uma de suas vítimas, pare de me tratar como se eu fosse.”
“Eu estou tratando você como um ser humano,se acostume com isso. Você deveria estar em casa.”
“Vou pedir para o Jefferson me levar para casa.”
“Ele saiu, foi conversar com a família da última vítima, eles tinham algo para contar. Eu levo você.”
“Você não precisa”
“Eu sei, mas eu quero. E eu não estou perguntando, Regina, eu estou afirmando que vou levar você em casa.”
“As anotações sobre o sangue encontrada na van estão no meu armário.”
“Eu posso ler depois.”
“Você sabe ler?” Regina perguntou séria, mas Emma sabia que ela estava brincando.
“Aprendi quando era criança. Surpreendente, não?”
“42nd street, uma de dois andares branca”
“O que?”
“Meu endereço.”
“ Posso levar você para casa então, ou você prefere um jantar antes?”
“Você é sempre idiota assim?” Regina perguntou séria, mas Emma podia jurar que a morena estava tentando esconder um sorriso e, por alguns segundos, Emma se perguntou se o sorriso de Regina seria tão bonito quanto ela...
...
A 42nd street estava calma e quase sem nenhum movimento, Emma não precisou olhar mais de duas casas para saber que aquela era uma rua de pessoas absurdamente ricas. Tudo ali gritava dinheiro, as cercas brancas, a grama verde, as crianças com suas bicicletas e as BMW’s nas garagens. Assim que parou na frente da casa de Regina, Emma soltou um baixo assobio. A casa, que poderia ser facilmente chamada de mansão, era linda e a cara de Regina Mills.
“Obrigada, Swan” Regina agradeceu enquanto tirava o cinto.
“Sem problemas, você pode me chamar de Emma, você sabe.”
“Eu prefiro não”
“E: Por que você não gosta de mim?” Emma perguntou rapidamente, sem conseguir se conter. “Desculpa, foi uma pergunta nada profissional, você não precisa responder”
“Acho que não é só sobre você, é sobre o que você representa” Regina respondeu antes de sair do carro e caminhar até sua porta da frente.
“Regina?”
“Sim?” Perguntou sem se virar, a mão já na maçaneta da porta.
“Eu posso não estar na sua equipe, mas você está na minha. Tenha cuidado”
Regina não disse nada, não se virou para olhar para Emma, apenas entrou na casa e fechou a porta atrás dela...
....
Assim que voltou para a delegacia, Emma se deparou com Jefferson sentado em sua mesa com uma cara de poucos amigos.
“O que aconteceu com a Regina? O que você fez com ela?”
“Olá para você também, Jefferson. Nunca mais sente na minha mesa.”
“O que você fez com ela?”
“Hey, se acalma ai justiceiro, Regina está bem e tudo o que eu fiz foi levá-la para casa.”
“Eu não confio em você, Swan.”
“É? E sua desconfiança é baseada em alguma coisa real ou só suas birras de criança? Eu não sei se você sabe, Jefferson, mas você é um detetive e trabalha com provas. A não ser que você tenha algo concreto contra mim, eu sugiro que você dê um passo para trás e lembre quem é a chefe da equipe aqui.”
“Você….”
“Emma, Jefferson?” David chamou nervoso. “Vocês precisam vir comigo para a sala de depoimentos agora.”
“O que aconteceu?” Os dois perguntaram ao mesmo tempo
“Nós encontramos um vítima, bem, ela nos encontrou.”
“Viva?” Jefferson perguntou confuso.
“Ou ela está viva, ou nós estamos em um episódio de The Walking Dead”
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