Wind Broken Wings
8 Ventos Radiantes
Notas iniciais
O dia mal havia raiado e ambos já estavam prontos para partir. Tomaram café na pousada, pagaram a dívida e seguiram viagem. Riven se sentia esquisita desde que sentiu o cheiro do café. Lhe trazia uma sensação que embrulhava o estômago, aquilo era novidade, nunca tivera problemas com comida antes. Devia ser apenas indisposição, mesmo, afinal, estava a quase dois meses parada em casa e sem caminhar por muito tempo, apenas treinos básicos.
Durante a viagem, os dois pouco conversavam, estavam ansiosos para chegar em Ionia. Os planos eram chegar o mais perto possível da cidade antes do anoitecer. Após mais ou menso oito horas de caminhada, decidiram parar para almoçar na pequena cidade por onde passavam.
Rapidamente encontraram um restaurante para matar quem os matava. Sentaram-se na primeira mesa livre que viram, fizeram os pedidos e conversavam enquanto a comida não chegava. Ao olhar para as pessoas que ocupavam as outras mesas, Yasuo perdeu a fala ao notar um figura conhecida entre os clientes. "Não pode ser... O que ela faz aqui? Se ela me reconhecer, eu tô ferrado!", Yasuo olhava quase em pânico para a pequena garota com um longo rabo de cavalo negro e trajes hospitalares.
– Yasuo, o que foi? — Riven balançava a mão na frente dele para chamar sua atenção
– Nada... Eu... Só... Do que estávamos falando mesmo?
– O que foi que você viu pra estar assim? — Riven olhou em volta mas não reconheceu ninguém.
– Riven, conhece a Ordem Kinkou?
– Sim, são famosos por toda Valoran.
– Um dos integrantes da tríplice está aqui.
– Quem? — tentava procurar quem se parecia um ninja — Ninguém aqui tem cara de ninja.
– Aquela ali — apontou em direção à enfermeira — Aquela é Akali, o Punho das Sombras.
– Aquela baixinha? Sério? — Riven tentava esconder o nervosismo, estava quase cara a cara com um dos grupos guerreiros mais notáveis de Ionia
– Sim, ela mesma.
– E você não pode ser visto por ela?
– Não, iria complicar bastante a minha vida.
– Se você sempre se vestiu da mesma forma, garanto que ela não vai te reconhecer agora.
– Espero que sim.
A conversa fora interrompida pelo garçom com os pratos do casal. Naquele momento, nada mais importava, a voz dos seus estômagos ditava os próximos passos. Depois de devorarem com muito gosto a comida, pagaram a conta e saíram da forma mais discreta possível, atrair a atenção da ninja era a última coisa que Yasuo queria naquele momento.
"Muito interessante sua visita, Yasuo, não acredito que está indo para Ionia..." pensava Akali ao ver os dois saindo do restaurante. A tamanha coragem do espadachim em dar as caras na cidade que o queria morto despertou a curiosidade da ninja. "Vamos ver até onde isso vai chegar...".
Após uma breve volta pela cidade, ambos retornaram à estrada. Teriam mais quatro ou cinco horas de claridade para darem continuidade à viagem. Após duas horas de percurso, estavam passando ao lado de uma vila quando foram surpreendidos por uma violenta tempestade. Correram direto para uma pousada para se abrigarem, pois, pelo que parecia, a tempestade ainda persistiria por toda a noite. Como o festival seria na noite do dia seguinte, eles teriam bastante tempo para chegar em Ionia e se instalarem com calma na cidade.
Enquanto tirava a roupa molhada, Yasuo pensava sobre Akali. Ela era uma ninja de elite, a possibilidade de não tê-lo percebido era muito baixa. Se ela o descobrisse, teria de despistá-la e acabariam por perder o festival. Também não queria ter que lutar com ela, sabia que ela dominava perfeitamente suas Kamas, um combate seria árduo, talvez nem tivesse chance de vencê-la. A cada instante em que pensava mais no assunto, sua preocupação aumentava.
– Yasuo — Riven o abraçou por trás e deitou a cabeça nas costas dele — Ainda preocupado com a ninja?
– Um pouco.
– Esquece isso, vai tomar um banho quente para relaxar e deixar isso de lado.
– Eu vou — se virou e beijou a testa da lutadora — Não precisa se preocupar comigo.
– Tudo bem, vai lá.
Riven estava deitada, aproveitaria para descansar seu corpo da caminhada para que nada atrapalhasse o festival. Quando já estava pegando no sono, Yasuo deitou-se do seu lado e a abraçou. As nuvens carregadas que sobrevoavam a cidade eram escuras, o que fazia o dia escurecer mais cedo.
– Você já tá dormindo? — o lutador beijou o pescoço dela — Mas é uma preguiçosa mesmo.
– Poxa, Yasuo, eu tô cansada pra caramba... — se virou fazendo manha -Desacostumei a andar tanto assim.
– Tô vendo que eu vou ter que te reeducar, mocinha — sussurrou em meio aos selinhos que dava no pescoço e ombros lutadora.
– Aaah, eu estou sendo assim tão má pra merecer castigo?
– Está sim — começou a puxar a blusa do baby doll dela — Eu preciso de ensinar uma lição.
– Se for de você, eu não me importo qual seja a lição...
– Ah é, é? — começou a beijar os seios dela de leve.
Yasuo apalpava o corpo da lutadora enquanto brincava com seus mamilos. Riven suspirava alto quando ele lambia a pontinha deles, era tão excitante. Ela passava as mãos no cabelo dele enquanto ele beijava todo o corpo dela. Depois de se livrar do shortinho que completava o pijama, perdeu alguns segundos apreciando a calcinha branca com detalhes rendados que delineavam perfeitamente seu quadril, retirou-a devagar, aproveitando cada segundo daquela imagem que, por mais que a visse repetidas vezes, sempre seria magnífica aos seus olhos. Brincou um pouco com a intimidade dela, tornando a beijá-la.
– Vem cá, fique assim — Yasuo a ajudava a ajoelhar na beirada da cama e apoiar o restante do peso com os braços — Perfeito.
Riven olhou para ele por cima do ombro, um olhar fatal, sedutor, forte. Penetrou-a lentamente. A visão que aquela posição dava era indescritível, a sensação de dominação era prazerosa até demais, a sanidade dele não aguentaria por muito tempo. As estocadas aceleraram, Riven podia sentir o quanto Yasuo estava se deleitando daquela situação, resolveu dar uma ajudinha contraindo voluntariamente sua musculatura vaginal. Sentia que ele ia cada vez mais à loucura e isso a excitava ainda mais. Os gemidos dela eram cada vez mais audíveis e agudos, isso fazia o espadachim investir ainda mais contra ela, cada vez mais voraz. Yasuo estava perto do clímax, segurou forte no quadril da lutadora e continuou acelerando as estocadas até alcançar seu objetivo. Riven acompanhara todo o ato usando os dedos para chegar ao seu ápice junto com ele. Se deitaram e ficaram do jeito que estavam por alguns minutos.
– Yasuo...
– Oi?
– Tô com fome...
– Claro, por que não pensei nisso antes? Você parece uma draga, vive com fome.
– Obrigada pela parte que me toca.
– Cê sabe que eu te amo.
– Sim, mas e a comida?
– Vamos sair ou pedir algo?
– Eu prefiro algo pra comer aqui mesmo.
– Vou em alguma lanchonete e trago pra comermos aqui, ok?
– Fechado.
O lutador se vestiu e saiu em busca do jantar. Encontrou uma barraquinha vendendo espetos de lula, lámen e doce de feijão. Pediu duas porções de cada para viagem. Enquanto aguardava seu pedido ficar pronto, outro cliente adentrou o local. A princípio, Yasuo ignorou a presença perto de si, porém, a voz feminina se fez presente em um sussurro.
– Há quanto tempo, Yasuo...
– Akali... — sua musculatura imediatamente se tensionou — Então você percebeu...
– Achou mesmo que passaria despercebido por mim? Logo por mim? Parece que você esqueceu quem eu sou.
– Eu apenas torci para que o pior não acontecesse.
– O que faz por essas bandas?
– Estou viajando, apenas.
– Não me diga que vai para Ionia? Sabe muito bem que querem sua cabeça num pedestal.
– Sim, eu sei. Mas é por uma causa nobre.
– E qual seria?
– O Festival.
– Ah, sim, é amanhã. Aliás, parece que você arranjou uma companhia um tanto quanto interessante para viajar, não?
Yasuo permaneceu em silêncio.
– De qualquer forma — Akali se sentou e cruzou as pernas — Eu manterei sua visita em absoluto sigilo.
– Por que faria isso? Me entregar lhe daria um certo prestígio a mais.
– Yasuo, apesar de termos trabalhado pouquíssimas vezes juntos, eu pude entender bem sua personalidade, eu sei que tipo de pessoa você é, por isso eu acredito que você seja inocente das acusações — finalizou com um sorriso sincero — Eu acredito em você.
– Nossa, Akali, eu nem sei como agradecer suas palavras.
– Shen e Kennen pensam o mesmo que eu. — se levantou e ajeitou seu sobre tudo — Bom, se precisar de mim amanhã, estarei no festival.
– Obrigado.
Akali saiu caminhando naturalmente até encontrar Shen, que a esperava para um jantar.
– Desculpa a demora, Shen, acabei demorando muito pra me arrumar.
– Não se preocupe — pegou a mão dela e a fez dar uma voltinha — Valeu muito a pena esperar, você está deslumbrante!
– Enfim, vamos?
– Claro!
No caminho de volta, Yasuo passou em frente a uma lojinha que tinha um lindo prendedor de cabelos na vitrine. Era um pouco maior que um grampo com uma flor de sakura na ponta e pequenas pedrinhas brilhantes no centro da flor. Não pensou duas vezes e levou o presente para Riven.
A garota notou que Yasuo chegou com um semblante mais calmo e com um jantar muito cheiroso.
– Me dá logo isso, esse cheiro tá me matando!
– Toma, fominha, esse é o seu.
– ATACAR!
A lutadora devorou a comida, estava deliciosa, estava com saudade de comer espetinho de polvo, e esse estava especialmente caprichado. Após o jantar, Yasuo puxou a caixinha do bolso e a entregou para ela.
– Pra você usar amanhã de noite.
– AI MEU KAMI, É LINDA! — os olhos dela brilhavam — É tão delicada.... Eu adorei, Yasuo, obrigada.
– Achei que combinaria com a roupa, resolvi trazer.
– Muito obrigada — o abraçou e em seguida deu um beijo de agradecimento.
O espadachim preferiu manter a conversa com Akali em segredo, queria evitar qualquer tipo de problema para ela, tudo em que ela deveria pensar era em se divertir. Apesar de acreditar nas palavras da ninja, Yasuo ainda tinha uma pulguinha atrás da orelha. O medo de chegar nos portões de Ionia e ter um exército inteiro esperando por eles incomodava o lutador. Yasuo comia em silêncio, pensando em tudo que conversara com a ninja. As palavras "uma companhia um tanto quanto interessante" o intrigavam ainda mais, Akali falava como se a conhecesse.
A noite fora longa, Yasuo mal conseguira fechar seus olhos para descansar, tanto pela conversa com a ninja quanto pelas mexidas e remexidas de Riven na cama. Após uma longa luta para fazer a lutadora acordar, ambos saíram da pousada e pararam numa padaria, tomaram o desjejum e seguiram com a viagem. O clima estava agradável e parecia que se manteria assim pelo resto do dia.
Depois de pouco mais de quatro horas de caminhada, o casal estava defronte ao portão que selava a entrada da cidade. Um calafrio correu pelo corpo dos dois, afinal, não eram bem vindos em Ionia. Passar por toda a guarda que protegia o portão seria muito complicado, porém, a pequena ninja estava sentada sobre o muro que cercava a cidade apenas esperando os dois. Ao avistá-los se aproximarem, Akali desceu e cumprimentou os guardas, dirigindo algumas poucas palavras ao líder do pelotão, que ordenou seus soldados a abrirem passagem imediatamente aos dois forasteiros.
Riven tentava controlar o nervosismo e a grande de pergunta que consumia seu cérebro: Por que Akali estava ajudando so dois, sem mais nem menos?. A fama da ninja era realmente notória, os guardas sequer pensaram em identificar e revistar os dois. Yasuo seguia um pouco mais a frente conversando com a morena, a lutadora seguia atrás confusa: "Desde quando eles se falam?".
Após alguns minutos de caminhada, chegaram a uma bela mansão, um pouco distante do centro da cidade, o que lhe permitia ter um imenso jardim atrás dos enormes portões brancos. Enquanto caminhavam em direção à porta de entrada da casa, Akali fora interrompida por algumas crianças.
– Tia Akali, tia Akali!! — elas chamavam enquanto tentavam abraçá-la — Estávamos com saudades!
– Eu também, meus amores — agachou e abriu os braços, acomodando a maior quantidade que podia num abraço bem gostoso — A tia passa muito tempo fora por causa do trabalho, mas eu nunca me esqueço de vocês!
Uma garotinha que possuía uma deficiência nas pernas era sempre a última a se aproximar, pois sua cadeira de rodas sempre ocupava muito espaço e as crianças acabavam derrubando-a na euforia do momento. Akali se desvencilhou das crianças e foi falar com a pequenina.
– E você, Lina, como está?
– E-eu estou b-bem, tia Akali — A menina se sentia triste por ser diferente, sempre quis correr e brincar como todas as outras crianças. — Você demorou mais desta vez... O trabalho tá difícil?
– Um pouquinho, minha querida, mas a tia aqui sempre vai dar um jeito, ok? — Akali retirou a máscara e sorriu para Lina, dando um beijinho em sua testa — Vá brincar com seus amigos agora, a tia vai estar um pouquinho ocupada com essas duas visitas, tá bom?
– Sim! — beijou a bochecha da ninja e abriu os bracinhos, pedindo por um pouco de carinho.
Após se separar das crianças, deu um aceno para Kennen e continuou a conduzir seus visitantes para dentro da casa. Yasuo se aproximou da ninja, um tanto curioso.
– Akali, o que todas essas crianças fazem aqui?
– Kennen as traz periodicamente para livrá-las um pouco do ambiente hospitalar. Cada uma delas tem um passado difícil e viver sempre preso à um quarto de hospital é deprimente demais para que elas apresentem um quadro de melhora significativo.
– Entendo... Você parece ter um carinho especial pela cadeirante...
– Observador como sempre. — Akali sorriu involuntariamente enquanto olhava para o céu,o entardecer o tingia com um laranja incrível — Eu e Shen pretendemos adotá-la e trazê-la para morar aqui quando ela puder sair do hospital. Iremos nos casar assim que possível.
– Você e Shen? Juntos? — Yasuo estava muito surpreso — A Ordem está de acordo com essa união?
– Não... — a ninja olhou para o lutador — A Ordem Kinkou não permite que seus ninjas tenham qualquer sentimento dentro do trabalho, pois pode levá-los a cometerem atos desnecessários. Eu sivo à Ordem desde os 14 anos. Eu vago em busca de jovens que possam substituir a mim e ao Shen, para que possamos viver nossas vidas em paz.
– E Kennen?
– Ah, O Coração da Tempestade ainda tem muito chão pela frente. Como a Ordem não atrapalha seu trabalho no hospital, ele não pretende deixá-la tão cedo.
– Entendo...
– E você e sua companheira? Quais os planos? — Akali olhou malicionsamente para o espadachim.
– Ah, eu a encontrei perto do local onde eu moro caída no chão... Cuidei dela e viramos amigos...
– Só amigos? — a morena deu uma cotovelada leve nele — Sei... Yasuo, tá escrito na tua testa que você está apaixonado por ela, nem vem.
– É tão perceptível assim? — o lutador sorria sem graça
– Só falta escrever com fogos de artifício no céu.
– Ela é maravilhosa, me fez ter uma nova meta na vida, ver o mundo com outros olhos.
– Fico feliz por você — "Se ele fala assim dela, talvez não saiba que ela é Noxiana... Melhor não me meter nisso" .
Após caminharem pelo último corredor, Akali apresentou o quarto em que ficariam, disse que gostaria de conversar um pouco mais com Yasuo e se retirou. O casal colocou sua bagagem no canto do quarto, sentaram-se no chão mesmo e conversaram um pouco.
– Yasuo... Por que Akali nos abrigou?
– Ela é uma antiga conhecida, realizamos alguns trabalhos juntos e nos tornamos amigos.
– Por que não me disse aquele dia que já a conhecia?
– Achei que não voltaríamos a nos encontrar, então seria desnecessário.
–Hm... — durante toda a conversa de Yasuo e Akali, Riven se manteve afastada para não atrapalhar. — Eu vou tomar um banho, preciso relaxar um pouco antes do festival.
– Vai lá, quero você mais linda do que já é nesse festival.
Riven sorriu de canto e se dirigiu ao banheiro. Yasuo aproveitou o tempo livre que tinha antes do festival e foi procurar Akali. Ela se encontrava sentada na varanda, olhando as crianças brincarem piscina que ficava ao lado do vasto jardim.
– Aqui estou, disse que queria conversar mais um pouco comigo. — anunciou o lutador ao se sentar ao lado da ninja.
– Servido? — apontou o picolé de limão para ele.
– Não, obrigado.
– Seguinte, Yasuo. Tanto você quanto sua acompanhante devem estar estranhando o fato de eu acolhê-los aqui, assim, do nada. — respirou fundo e sorriu para o espadachim — Yasuo, na época em que você trabalhou conosco, eu era uma pessoa diferente, completamente centrada apenas no trabalho. Quando a Ordem Kinkou resolveu juntar os 3 guerreiros das sombras na mesma casa, meus laços com Shen e Kennen se fortaleceram mais do que poderia imaginar. Tanto trabalhando pela ordem quanto no hospital, minha relação com os dois era ótima, mas com Shen era algo especial. Só depois de conviver com ele diariamente nessa casa é que eu pude ter certeza dos meus sentimentos e compartilhar com ele. Ele me fez ver o mundo e a vida com um novo ponto de vista. Ele possui um passado triste, seu pai fora assassinado por um companheiro de treinamento, mesmo assim, ele segue sempre com um sorriso que anima qualquer um. — uma lágrima começou a correr pelo rosto da ninja, sempre se emocionava quando pensava nesse assunto, mas o sorriso não saíra de seu rosto um momento sequer — Ele me ensinou que há mais na vida do que apenas trabalho, há muito mais do que rancor, ódio, remorso. Ele me ensinou a amar. Eu sinto que com você aconteceu a mesma coisa, Yasuo, por isso quis te dar uma chance. Divirta-se no festival, apenas eu, Shen e Kennen estaremos de guardas nesse dia, portanto, não se preocupe.
– Akali... Eu nem sei o que dizer... — o espadachim apenas a abraçou — Obrigado, muito obrigado.
– Ora essa, não precisa agradecer.
– Você tem razão, Akali, ela me mudou completamente.
– Fico muito feliz que tenha sido pra melhor. — ao notar o céu quase escuro, Akali se deu conta da hora — Preciso ir agora, tenho que chegar antes de todos no festival.
– Até mais tarde, então.
Riven colocou uma roupa leve e ficou deitada na cama, lembrou-se de Kiara e da promessa de ligar assim que chegasse em Ionia. Pegou o papel e o telefone no criado mudo, discou os números e aguardou que a enfermeira atendesse.
– Kiara falando, pois não?
– Kiara, aqui é a Riven, lembra-se de mim?
– Claro que sim! Eu liguei hoje para o doutor que te falei, ele vai estar no hospital até umas 20h, dá tempo de ir lá ainda hoje, se quiser.
– Eu irei sim. Como eu encontro ele lá?
– Só dizer na recepção que o doutor Kennen está te esperando que eles te levam até a sala dele.
– Ok, tchau, Kiara, muito obrigada.
– Tchau, querida, se cuida, viu?
– Pode deixar.
"Dr. Kennen, né... É coincidência demais pra mim..." . Riven se trocou e avisou que estava de saída para o hospital. Quando chegou no portão, viu que Kennen estava indo para o hospital levar as crianças e decidiu ir junto.
– Dr. Kennen, eu fui atendida pela Kiara em uma cidade que estava passando, ela me disse para que eu me consultasse com o senhor.
– Ah, então era de você que ela estava falando! E nada de doutor ou senhor, só Kennen é o bastante!
– Kennen! — repetiu uma das crianças.
– Pra você ainda é tio Kennen, pequenino. — sorriu e alisou a cabeça do garotinho.
– Você é pediatra?
– Não, não, sou clínico geral, mas gosto de cuidar das crianças quando tenho tempo.
– Ah, muito nobre da sua parte.
– Chegamos, crianças, sem correria, entrem em silêcio, ok?
– Sim! — responderam em coro.
Após guiar e acomodar cada uma em sua maca, Kennen acionou as enfermeiras responsáveis pelo quarto e seguiu com Riven para sua sala.
– Quer dizer que a senhorita precisa de um check up completo, né?
– Sim, a Kiara disse que era o melhor a se fazer.
– Vamos para o ambulatório, eu mesmo irei colher suas amostras de sangue.
Mal se passaram 15 minutos e os resultados já estavam nas mãos do médico. Depois de um pequeno questionário semelhante ao que Kiara fez, porém, mais aprofundado, Kennen rapidamente pode dar o diagnóstico de Riven.
– Bom, Riven, suas taxas estão normais, porém, um pouco baixas. Vou lhe prescrever uma dieta para suprir essa necessidade, ok?
– Sim... Estranho, nos exames que eu fazia frequentemente, minhas taxas eram altas, quase extrapolando o limite do considerado normal.
– Só que agora, Riven, você come por dois.
– Ahn? Como assim?
– Riven, seu betaHCG deu 87.000 mUI/ml. Você tá grávida.
– Eu... Eu.................. E............. — as lágrimas começavam a escorrer pelas maçãs da lutadora e um enorme sorriso começava a aparecer.
– Meus parabéns, minha querida. Você está com pouco mais de 2 meses.
– Grávida.... Eu não posso acreditar! — Riven ignorou a discrição e abraçou Kennen.
– Obrigada! Eu não poderia receber notícia melhor!
– Por nada, querida. A partir de agora, sua barriga vai crescer e começar a aparecer e as náuseas vão te incomodar. Se possível, eu gostaria de acompanhar todo o desenvolvimento do seu bebê. Eu entendo que você não é bem-vinda em Ionia, Riven, mas eu gostaria, de coração, de estar ao seu lado durante toda essa fase. Eu lhe ofereço minha casa para você ficar conosco, tenho certeza que Shen e Akali vão ficar felizes com a notícia.
– Kennen... Não é arriscado demais para vocês manterem uma Noxiana em casa?
– O risco vale a pena, Riven, você precisa de acompanhamento médico. — o médico deu uma pequena risada — Aposto que Akali adoraria ser titia por uns tempos. Ela é muito apegada a Lina, mas ter um bebê sempre foi o sonho dela. Infelizmente, ela tem uma enorme dificuldade para engravidar, estamos fazendo vários tratamentos há meses.
– E estão funcionando?
– Pouco, mas estão. Talvez ela demore alguns anos para conseguir.
– Que horror... Eu sinto muito por ela. — a lutadora encarou o chão por alguns segundos — Eu vou pensar com carinho na sua proposta. Preciso saber se Yasuo também está de acordo.
– Fique à vontade. Está liberada, querida. Vamos antes que percamos o começo do festival!
– Claro, claro.
Riven e Kennen caminhavam de volta para a mansão, durante todo o percurso, ela imaginava como daria essa notícia para Yasuo e como ele reagiria. Ao chegar, Riven subiu para o quarto e separou as roupas que usaria. Enquanto arrumava tudo, Yasuo saiu do banho.
– Foi ao hospital? — perguntava enquanto secava o cabelo.
– Fui sim.
– E o resultado?
– Tudo normal, apenas umas baixas nas taxas, acho que ando comendo pouco.
– Temos que consertar isso, Riven, você é uma mulher forte, e eu quero que continue sendo!
– Pode deixar, meu amor — a lutadora andou em direção ao espadachim e o abraçou
– Eu te amo, Yasuo, independente de tudo, eu te amo e sempre amarei.
– Eu também, minha branquela — beijou-a suavemente — Eu jamais te deixarei.
– Se apresse, não quero perder nenhum segundo desse festival!
Riven vestiu sua yukata, arrumou seu cabelo com a presilha de sakura, calçou uma sandália baixa e estava pronta para ir. Yasuo vestiu o kimono, amarrou seu cabelo na base, apenas para que não voasse nos outros, pois em Ionia ventava muito na época do festival. Os três ninjas já haviam saído, pois estavam a serviço. Os dois saíram e caminharam lentamente, apreciando a cidade toda enfeitada para essa noite. Uma noite que ambos jamais esqueceriam.
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