William
8 Black and White
Notas iniciais
Tudo havia se transformado, as cores do mundo haviam cedido, e para mim tudo em preto se tornou. Desde aquela visão meu tudo tinha se esvaído, só tinha me sobrado o vazio. Eu não conseguia acreditar, parecia que eu havia dormido e tudo não passara de um sonho ruim, mas infelizmente tudo era a fria e cruel realidade. Queria tanto nunca mais sofrer, não queria mas sentir nada, cheguei a pensar que se eu nunca mais sorrisse, talvez eu pare de sofrer.
Todos aqueles momentos felizes e tristes que eu tive a lado de Mell, agora não passava de um passado distante, nunca mais eu iria ouvir aquele latido, o toque de seu choro e o prazer de estar ao seu lado. Minha alma parecia estar tão vazia quanto o olhar sem vida com que eu olhava a parede branca de meu quarto, já não chorava mais, talvez minhas lágrimas tenham acabado, ou talvez eu estava triste ou cansado de mais para isso.
William tentava com todas as suas forças me animar, me abraçava, me dava palavras de consolo, e amor, mas por mais que ele tentasse alcançar meu coração, ele estava tão perdido, que ele nem dava atenção ao pobre moreno. Eu até parecia ser a maçã ruim da colheita. Não que eu não tentasse reagir, eu até tentava me mover, mas as sombras não me deixam, eu tentava falar, mas as palavras que emiti não faziam sentido para mim.
Foi então que eu voltei para a realidade, não por conta própria, mas com uma pequena ajuda do menino dos olhos azuis como o céu, que em um movimento rápido, me deu um tapa em minha bochecha, um tapa forte o suficiente para virar minha cabeça de lado. Vagarosamente virei meu rosto para ele e o encarei com os meus olhos vermelhos de choro.
– Chega! Acorda! — Gritou William o mais alto possível, o que não era muito alto — Eu sei que você está sofrendo, eu já perdi a minha mãe! Eu sei como é... — Ele parou de falar repentinamente e olhou para o chão — Você se sente triste, abandonado, com vontade de morrer, mas você tem que seguir em frente, se não você vai ser tomado pelo seu sofrimento e... — Ele mostrou seus pulsos para mim e eu pude ver pequenos riscos mais claros lá, lembranças de um passado negro.
Voltei meu olhar para e seu rosto e pequenas lágrimas escorriam em seu rosto, lhe entreguei um pequeno sorriso e em seguida o abracei com todas as minhas forças, sentir o seu calor, foi tão... reconfortante, eu me senti vivo novamente, descobri um sentido para a minha vida, viver ao lado de William.
– Obrigado, Will
Como resposta recebi um lindo sorriso vindo de sua parte, tão carinhoso, tão doce, tão amável, tão... perfeito. Não resisti, juntei seus lábio aos meus, nossas linguás dançavam uma valsa molhada enquanto nossas mãos se divertiam. William colocara suas mãos debaixo de minha blusa e passava sobre minhas costas, enquanto eu segurava seus cabelos e cintura com as minhas mãos, o puxando para mais perto possível de mim.
Nossas bocas se separaram em busca de oxigênio, deixando uma pequena ponte de saliva que logo se desfez, William sorriu novamente, mas agora ele transbordava de excitação e prazer. Antes que eu percebesse já estava sem camisa e sentado na minha cama, enquanto o moreno estava de pé em minha frente.
Nos beijamos novamente, dessa vez mais voraz que da ultima vez, William foi descendo com seus beijos até meu pescoço, onde acabou dando algumas mordiscadas e chupões, o que me fazia soltar pequenos gemidos de prazer. Ele continuo a descer até chegar em minha barriga onde deu pequenas mordidas em meu mamilo, me exitando cada vez mais, seus beijos foram descendo pela barriga, passando pelo umbigo e chegando na área de perigo.
Quando William ficou cara a cara com a calça, ele sorriu, olhou para mim e numa tentativa efetiva de provocação a mim, ele lambeu os lábios, suas mãos já estavam desfivelando o cinto, quando três batidas nas portas nos pegaram desprevenidos. Rapidamente nos separamos e eu cobri meu corpo com a coberta. A porta se abriu e minha mãe apareceu.
– Queridos, o janta ta pronto, venham comer — Ela então virou-se para mim com um olhar triste — Principalmente você, Léo.
– Entendido, Nanda, nos já estamos indo — Respondeu o menino de pele branca com um sorriso tímido, minha mãe sorriu novamente, provavelmente por Will tela chamado de Nanda, ela adora isso. Então ela fechou a porta e ambos soltamos um suspiro de alivio, seguidos por umas pequenas risadas nervosas — Quase
– Quase que nos pegam, ou quase outra coisa? — Perguntei com um leve sorriso safado, em reposta recebi uma camisetada na cara
– Se não tava depressivo agora mesmo? — Perguntou ele fingindo estar ofensivo — Mas de qualquer maneira, depois a gente continuar — Falando isso ele abriu a porta e saiu do quarto.
Sorria sozinho, como um idiota, mas um idiota feliz, enquanto colocava a camisa, então segui meu amor para fora do quarto. No fim eu consegui seguir em frente, e no final, as cores vão viver e tudo em branco tornara.
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