Notas iniciais
Me desculpem pela demora :( Enfim, 3.745 palavras pra vocês :D tá, não é grande coisa, mas é o maior capítulo que já escrevi MUITOOO OBRIGADA BIA DIVA SOUTO POR RECOMENDAR ESSA FIC! sério eu vomitei arco-íris quando li! LEIAM AS FICS DELA!

Blaine sabia que deveria responder logo, podia ver que Kurt estava ficando apreensivo. Só não sabia o que falar. Quero dizer, ele queria casar com Kurt, realmente queria. Mas travou, mal conseguia lembrar o seu nome.

– Blaine? – Kurt sussurrou. – Responda. Por favor...

O moreno olhou em volta. Todos estavam o olhando, cheios de curiosidade em seus olhares. O que ele deveria fazer mesmo? Ah. Dizer sim. Ele e Kurt iriam se casar.

Voltou a olhar para o namorado, e percebeu que o mesmo tinha lágrimas nos olhos. Blaine agarrou a mão dele desesperadamente, tentando o confortar.

– Sim, eu quero me casar com você. Nós vamos casar! – O mais novo praticamente gritou, enrolando seus braços ao redor do pescoço de Kurt, que agora chorava desesperadamente.

– Eu te amo. Meu Deus, eu te amo demais! Blaine!

Os dois continuaram a se abraçar, ouvindo as pessoas aplaudirem. Assim que se separaram do abraço, deram um longo beijo, deixando as pessoas ainda mais animadas.

– Eu te amo mais, Kurtie.

Kurt sorriu. Ele tinha certeza que não adiantava discutir, Blaine sempre ganhava nessa “competição”. Mas sabia que o amor deles não podia ser medido. Colocaram suas alianças e se beijaram mais uma vez.

...

Burt acordou-se com o barulho da porta abrindo, e logo viu Kurt e Blaine entrarem saltitando de felicidade. Ele sentou no sofá sorrindo.

– Olá, meninos. Como estão? – Perguntou, mesmo já sabendo a resposta.

– Noivos! – Kurt disse, abraçando Blaine, que não conseguia parar de sorrir.

Burt se levantou rapidamente, indo abraçar o genro e o filho. Mesmo sendo um pouco contra, ele sabia que Blaine era a pessoa certa para Kurt, e não poderia estar mais feliz por ver seu filho amar uma pessoa como Blaine.

– Oh meu Deus, isso é ótimo! Vamos comemorar hoje à noite? Podemos sair e-

– Pai, Blaine não pode sair à noite com esse frio. – Blaine revirou os olhos.

– Posso sim. Podemos ir de carro.

– Sim, Kurt. Não seja chato, filho! – Dessa vez foi Kurt quem revirou os olhos.

– É fácil falar, não é você quem cuida dele. – O castanho cruzou os braços.

– Oh não, Kurtie. Não se preocupe. Eu vou colocar vários casacos se você quiser. – Blaine fez uma cara de cachorro sem dono, que Kurt não conseguia resistir.

– Tá, tudo bem! Vamos sair, vamos aonde vocês quiserem! – Burt comemorou. – Mas não vamos ficar até tarde. Vem Blaine, precisamos de um banho.

Kurt puxou o noivo pelo braço até o quarto. Ajudou Blaine a se sentar na cama, então sentou cuidadosamente em seu colo.

– Eu te amo.

– Eu também te amo, Kurtie.

...

Já eram 7 horas da noite, e os meninos ainda não haviam descido do quarto. Burt, que já estava completamente arrumado, esperava ansiosamente.

– Burt, por que não se senta? – Carole ofereceu.

– Estamos atrasados! Eu vou lá chamar eles!

Quando começou a caminhar em direção à escada, sentiu a mão da mulher o segurar pelo braço.

– Querido, não. – Burt a olhou com curiosidade. – Deixe eles! Eles não estão necessáriamente fazendo sexo — mesmo que eu tenha quase certeza que estão -, mas deixe eles ficarem sozinhos por um tempo.

– Tá legal. – O homem suspirou, então sentou no sofá. – Mas por que eles tem que demorar tanto?

– Burt.

– Tá legal, querida.

Alguns minutos depois, Finn entrou na casa totalmente confuso. Seus olhos estavam inchados, e seu cabelo totalmente desarrumado.

– Finn, amor. – Carole caminhou até o filho. – O que aconteceu? – Disse ela, arrumando o cabelo do garoto com as mãos.

– Rach. Ela terminou comigo, mãe! – Finn disse com uma cara de enterro. Carole, porém, não se mostrou surpresa.

– De novo, Finn?! Quero dizer... Você pode convida-lá para sair conosco!

– Sair? Onde nós vamos?

– Pai! Pai, me ajude! – Burt levantou-se assim que ouviu a voz de Kurt chamando por ajuda.

– Filho? Kurt, o que aconteceu? – O homem subiu as escadas rapidamente, chegando ao quarto do filho.

Logo que entrou no cômodo, viu Kurt caminhando desesperadamente e fazendo gestos com as mãos. Então ele olhou para o outro lado. Blaine estava deitado na cama com as duas mãos no abdômen, e a cama estava suja de vômito.

– Me ajude a levar ele para o hospital! Rápido, pai!

...

Já faziam alguns dias que eles não se falavam.

Sendo assim, Quinn resolveu ligar para Kurt. Ela realmente estava preocupada, sabia que o estado de Blaine não era um dos melhores. E se tivesse acontecido alguma coisa? Kurt precisaria de alguém.

Mesmo que a vida adulta os impedisse de serem melhores amigos novamente – por conta das tarefas diárias –, Quinn realmente amava Kurt, e tinha certeza que o amigo tinha o mesmo sentimento por ela.

Ela pegou o celular que estava no balcão da cozinha e o segurou por alguns minutos. Não queria incomodar, mas sentiu que tinha algo errado. Discou o número do amigo.

“Uhm, alô?”

“Finn...? Onde está Kurt?”

Finn demorou alguns segundos para responder.

“Como que se mexe nisso? ALÔ?!”

“Finn! Finn, está me escutando?”

A loira disse entre gargalhadas.

“Oi, estou!”

“Não grite. Kurt ou Blaine estão em casa?”

“Oh, Quinn, eu sinto muito. Eles recém sairam. Parece que Blaine passou mal e o levaram para o hospital.”

“Hospital?”

“Sim, acho que foi meio sério. Enfim, foi legal falar com você novamente.”

“Preciso ir, Finn.”

...

– O que está acontecendo, pai? Eles precisam me deixar entrar! – Kurt chorava nos braços do pai.

– Shh, Kurtie. Está tudo bem. Blaine precisa descansar depois de fazer todos esses exames.

– Eu quero falar com ele! Agora! Diz pra eles me deixarem entrar!

– Kurt, já chega! – O homem soltou o filho, que agora o olhava intrigado. – Você não entende? Seu noivo está doente, você tem que saber lidar com tudo isso! Ele está mais fraco, já podíamos esperar que isso ia acontecer...

– Acontecer o quê? Acha mesmo que vou deixá-lo ir? Ele não vai morrer. Não hoje. – Kurt se levantou. – Te vejo depois.

– Onde você vai? – Burt levantou-se também.

O castanho não respondeu, apenas saiu correndo de lá. Ele queria se afastar de tudo e de todos, mas não sem Blaine... Deus, ele precisava daquele garoto na sua vida.

E Blaine não podia deixá-lo. Eles tinham uma vida inteira pela frente, Kurt queria pelo menos realizar seu sonho de casar com o amor de sua vida, por mais egoísta que isso parecesse. Todas as noites em claro planejando sua vida com seu amor não podiam ter sido em vão. Nem pensar.

Kurt caminhou. Caminhou até uma igreja, e do nada teve uma ideia. Não custa tentar, certo? Viu que tinha um homem idoso fechando o lugar, então correu até ele.

– Hey, você...

– Sou o padre. Posso ajudá-lo? – Virou-se para Kurt, curioso.

– Sim, eu apenas queria alguns minutos aí dentro. É uma emergência.

O padre olhou para o castanho, então pareceu entender tudo. Soltou um leve sorriso, virou a chave para o outro lado, abrindo a porta.

– Tudo bem, meu jovem. – O homem ligou as luzes. – Eu ainda tenho meia hora, mas pode voltar amanhã se não der para-

– Está tudo bem, senhor. – Kurt sorriu, então entrou na igreja.

Era lindo. Aquele lugar transmitia uma paz enorme, como os abraços de sua falecida mãe. Nunca tinha entrado em uma igreja sem ser obrigado a fazê-lo. Se sentou em um dos bancos, então fechou os olhos.

– Tudo bem, eu não sei fazer isso direito, mas vamos lá. Eu vim aqui pois todos dizem que Você nos ama e nos ajuda. E mesmo que eu não mereça nada vindo de Ti, eu preciso de ajuda. Blaine precisa. Eu sinto muito por nunca ter Te buscado sem estar em apuros, mas eu realmente nunca acreditei muito em Você, e sinto muito por isso também. Me perdoe.

Tirou uma foto de Blaine do bolso, e a colocou embaixo do banco. Olhou para a imagem de Jesus, no centro da igreja.

– Nos ajude, por favor. Pense com carinho no meu pequeno e na nossa história. Prometo que vou voltar aqui se der tudo certo.

Secou algumas lágrimas que caiam e se levantou. Olhou para os lados para ver se não tinha ninguém o observando, então fez uma reverência. Saiu da igreja e agradeceu ao padre.

No caminho de volta para o hospital, pensou em todos os momentos junto de Blaine. A primeira música, o primeiro beijo, a maneira que ele o defendia quando Adam tentava falar com ele, tudo fora perfeito. Eles eram um casal perfeito.

Quando chegou, viu seu pai e Carole abraçados. Ele havia deixado o pai preocupado, com certeza. Então viu que ao lado deles estava... Quinn? Ele caminhou até a garota, ignorando as perguntas de seu pai.

– Quinn? – A loira levantou a cabeça, e ele pôde ver que ela estivera chorando.

– Kurt! – Ela levantou-se rapidamente, abraçando o amigo.

O que ela estava fazendo ali? Claro, ela era sua única verdadeira amiga, e sempre se ajudariam, assim como prometeram.

– Eu vou quebrar aquela cara feia dele!

– Cale a boca, Kurt! – Quinn disse, com dor de barriga de tanto rir. – Você não tem coragem de matar uma mosca!

Kurt era o único que podia animar a amiga em algum momento ruim – principalmente depois que ela brigava com o namorado, Noah Puckerman –, e assim era quando o castanho estava triste. Quinn ia lá e o consolava.

– Tenho sim. Esqueceu que eu bati no Sam quando vocês terminaram? – Ele disse, chegando mais perto da garota.

– Isso é mentira! Seu bobalhão!

– Por que você acha que ele me olha feio todos os dias? – Quinn riu ainda mais.

– Obrigada, Kurt. – Ela o abraçou. – Só você consegue me ajudar. Sério, pode contar sempre comigo. Sempre vou te ajudar, prometo.

– Eu digo o mesmo, Quinnie.

– Quinn... – Kurt cedeu ao abraço. – Muito obrigado, Quinnie. De verdade.

– Não tem problema, querido. Você lembra da promessa, não lembra? – Ela disse, sorrindo.

– Não acredito que você também lembrou da promessa! – Eles riram um pouco. Mas mesmo assim, nada quebrava a tensão que fora construída algumas horas antes.

Ambos sentaram-se. Burt continuava a fazer perguntas, mas continuava a ser ignorado também. Kurt não queria responder as perguntas inúteis do pai, não queria contar onde ele estivera.

De repente ouviu alguém chamando seu nome. Olhou, e vendo que o doutor estava em sua frente, levantou. Queria muito saber algo sobre Blaine.

– Blaine vai precisar fazer a cirurgia no máximo amanhã. Eu vi que já estava marcado para daqui alguns dias, mas não podemos esperar, de jeito nenhum.

– Eu posso ver ele? – Perguntou, mantendo os olhos fixos na parede branca atrás do homem.

– Sim, eu... Posso abrir uma exceção para você. – O doutor disse com um tom nervoso na voz. – Pode vir.

Kurt seguiu o homem até o quarto em que Blaine estava, animado por poder vê-lo. Abriu a porta lentamente, vendo o noivo deitado. Blaine parecia diferente, estava com a pele um pouco amarelada e os olhos caídos.

– Blaine. – O mais velho fechou a porta, então caminhou até a cama. – Eu fiquei tão preocupado com você, querido.

– Eu também, Kurtie. Muito preocupado. Estou feliz em poder te ver, achei que não deixariam.

Kurt começou a chorar. Ele realmente não queria quebrar na frente de Blaine, mas não conseguiu segurar o choro. O moreno rapidamente procurou a mão do noivo, e começou a acariciar com a ponta dos dedos.

– Kurt... Kurtie, acalme-se. Por favor.

– Eu estou tão assustado. – Kurt disse enquanto se sentava na cadeira que tinha ao lado da cama.

– Não fique assustado. – Blaine tentou consolar o mais velho.

– Você vai esperar por mim? – O castanho olhou para Blaine, com as lágrimas ainda escorrendo.

– O quê? Esperar-

– É, se você for antes do que eu. Vai esperar por mim?

– Claro que vou.

Kurt soltou um longo suspiro, então se levantou. Pegou a mão de Blaine novamente e a beijou, sorrindo para o moreno em seguida.

– Eu vou deixar você descansar, tudo bem? Você precisa descansar para ficar bem até a cirurgia, e depois descansar mais ainda para dançar bastante no nosso casamento. – Blaine assentiu, sorrindo ao pensar na tão desejada festa.

– Eu te amo muito, amor.

– Eu também te amo, Blaine.

– Estou lutando, tudo bem? Não se preocupe. –Kurt beijou a testa do noivo, então saiu do quarto.

Blaine observou Kurt sair com lágrimas nos olhos. Ele realmente estava muito cansado, mas queria Kurt ali para cuidar dele. Tinha certeza que o seu amor era melhor do que todos aqueles médicos.

...

– Como ele está? – Praticamente todos perguntaram ao verem Kurt.

– Cansado, assim como todos nós. Mas está bem. Achei que estaria pior.

O castanho disse sem demonstrar nenhum sentimento. Sentou-se ao lado do pai, que o olhou com piedade. Quinn estava do outro lado da sala junto de Carole.

– Vocês podem ir para casa quando quiserem. Eu vou ficar aqui. – Kurt sentiu a mão de Burt apertando a sua.

– Nós vamos ficar com você. Eu pelo menos vou ficar.

– Você sabe que não precisa, pai. Eu realmente-

– Kurt. Eu sinto muito, tudo bem? Mas deixe-me cuidar de você, pelo menos dessa vez. Você vem cuidando de Blaine por anos, seria injusto ficar aqui sozinho.

– Tá legal. – Encostou sua cabeça na parede. Estava muito cansado.

A noite passou lentamente para Kurt, que estava muito angustiado. Ele decidiu passar a noite acordado caso algo acontecesse. Por volta das 11 horas da noite, o médico apareceu, disse que Blaine estava dormindo e que estava tudo bem. Só assim Kurt pôde relaxar um pouco.

– Pai? Acorde. – O castanho cutucou o pai, que estava roncando. – Vamos comprar algo para comermos.

– Tudo bem. – Burt levantou-se lentamente. – Essas cadeiras não são nem um pouco confortáveis.

Depois de tomarem café, voltaram para casa, onde Finn estava os esperando. Kurt queria apenas tomar banho e voltar para o hospital, mas Burt o obrigou a dormir por pelo menos 1 hora antes de voltarem.

Enquanto Kurt dormia, o telefone tocou. Burt, que estava deitado, sentou-se preguiçosamente no sofá, e esticou-se o máximo que conseguiu para pegar o telefone sem precisar levantar.

“Burt Hummel.”

“Bom dia, senhor Hummel.”

“Bom dia.”

“O médico de Blaine Anderson pediu para eu ligar e avisar que a cirurgia foi marcada para hoje à tarde. Está tudo bem ou vamos precisar adiar?”

“Não, está tudo bem. Assim que meu filho acordar estaremos aí. Obrigado por avisar.”

“De nada. Tenha um bom dia.”

O homem colocou o telefone de volta ao seu devido lugar, então levantou-se, queria estar pronto para voltar ao hospital antes de Kurt acordar. Foi para o quarto, cuidando para não acordar a esposa. Escolheu roupas limpas, então foi tomar banho.

Depois de pronto, acordou Carole, e a mulher foi se arrumar também. Assim que saiu do banho, acordou o enteado, que estava preso no sono.

– Ah, Carole... Preciso mesmo levantar? – Perguntou, agarrado no travesseiro de Blaine.

– Sim, querido. Vamos lá, mais cinco minutos. Vou escolher uma roupa para você e já te chamo.

Kurt sorriu ao sentir o cheiro de Blaine vindo do travesseiro. Abraçou o objeto ainda mais e fechou os olhos, na tentativa de dormir novamente. Mas não conseguia se concentrar, estava com uma sensação estranha, talvez um pressentimento.

Carole entrou no quarto alguns minutos depois, trazendo as roupas de Kurt. Colocou as peças em cima da cama, então afagou as costas do castanho.

– Vamos, querido. Agora você precisa levantar.

– Tudo bem. Obrigado, Carole. – A mulher sorriu antes de sair do quarto.

Kurt trocou de roupa rapidamente, então foi para a sala, onde seus pais estavam o esperando.

– Vamos voltar para o hospital agora?

– Sim, temos que assinar mais alguns papéis. – Burt disse.

– Papéis? – Os olhos do castanho encheram-se de lágrimas. – Mas só assinamos papéis quando alguém mor-

– Quando fazem cirurgia também, Kurt. – Carole interrompeu. – Seu pai esqueceu de falar quais papéis são. – Disse, repreendendo o marido com o olhar.

– Oh, tudo bem. Vocês me assustaram. – Kurt secou as lágrimas com a manga do casaco. – Finn, não vai conosco? – Diriu-se ao irmão, que estava sentado no sofá.

– Não, cara. Só se você quiser que eu vá.

– Não, está tudo bem. – Sorriu para o outro.

Depois de Carole orientar Finn sobre não tentar cozinhar nada, eles finalmente foram para o hospital. Chegando lá, Burt falou com a secretária, que deu alguns papéis que precisavam ser assinados por ele. Kurt ficou sentado, apenas observando o pai – que era o responsável de Blaine – assinar os papéis. O homem entregou a papelada de volta para a secretária, então voltou a sentar ao lado de Kurt.

– A cirurgia vai ser às 6 horas da tarde. Agora são... – Burt olhou para o relógio. – São 4 horas. É, faltam duas horas.

– Obrigado por me deixar mais nervoso ainda, pai. – Kurt revirou os olhos. – Não aguento mais tudo isso, quero que ele volte para casa logo.

– Ele vai, não se preocupe. Vão fazer a cirurgia hoje, e-

Burt foi interrompido pelo médico o chamando. Se levantou sobre o olhar nervoso de Kurt, e caminhou até o homem vestido de branco.

– Olá, sr. Hummel. Então queria falar com você antes de começarmos a operação. – Burt assentiu. – O estado de Blaine está ficando grave, e nós já conversamos sobre isso.

– Sim, eu sei.

– Quero que deixe seu filho ciente de que o amigo dele corre um grande risco. Mas faça isso do jeito que quiser, preferi falar com você pois pensei que você lidaria melhor do que ele.

– Eles são um casal. – Burt corrigiu.

– É, tudo bem. Desculpe.

O homem sorriu então voltou a trabalhar, enquanto Burt voltou a sentar-se do lado do filho, que o encarou.

– O que ele disse? – Kurt perguntou, segurando o braço do pai.

– Nada de mais, apenas alguns detalhes da cirurgia.

O castanho suspirou.

– Vamos, fale a verdade. Eu sei que está mentindo.

Burt virou-se para o filho e o olhou nos olhos. Logo Kurt entendeu o que o pai queria dizer.

– Vai ficar tudo bem. – Burt disse, percebendo que o filho segurava as lágrimas.

– Vai ficar tudo bem. – Repetiu para si mesmo. – Tá legal.

...

Finn detestava ficar sozinho em casa. Não tinha ninguém para conversar com ele, ou para cozinhar quando estivesse com fome. Decidiu ligar para Rachel, talvez agora eles poderiam se resolver sem precisar ouvir os palpites idiotas dos pais dela.

Houve uma pequena discussão no telefone, mas logo Rachel se rendeu, dizendo que estaria lá em poucos minutos.

Quando a judia chegou, o clima ficou tenso. Eles ficaram sentados no sofá por alguns minutos, sem falar nem fazer nada. Até que Finn quebrou o silêncio.

– Nós vamos conversar? – Virou-se para a garota, que o ignorou. – Você veio até aqui para me ignorar? Não seja infantil, Rachel.

– Você que é infantil! – A morena exclamou. – Nós sempre brigamos pelos mesmos motivos! Você é um idiota que não quer aceitar que eu siga meus sonhos.

– Rachel, pelo amor de Deus! Nós já somos adultos e eu não tenho nada planejado para o meu futuro, como você acha que eu me sinto ouvindo você falar o dia inteiro sobre a mesma coisa? Me sinto um fracassado! É claro que estou super orgulhoso de você, e realmente quero ir para NY com minha namorada. Mas o que eu vou fazer quando chegar lá? Eu vejo você lutando e se preparando para audições, aí eu vejo que não tem nada preparado para mim!

Rachel ficou quieta, sabendo que não iria conseguir se defender. Talvez Finn estivesse certo, ela deveria ajudá-lo com o seu futuro, e não falar tanto sobre Broadway e o resto.

– Finn, eu...

O garoto revirou os olhos.

– E o pior de tudo é que você sempre acha que está certa! Não é sempre assim, Rach. Você tem que ouvir os outros às vezes.

– Acalme-se, você está certo. Eu sinto muito, Finn, de verdade. – Disse, então jogou-se nos braços do namorado.

Ficaram abraçados por alguns minutos, em silêncio, apenas apreciando a companhia um do outro.

– Eu te amo, Rach.

– Eu também te amo. – A garota sorriu antes de beijar Finn.

...

A hora da cirurgia havia chego. Estavam no hospital Quinn, Puck, Finn, Rachel, Burt, Carole e Kurt. Todos estavam visivelmente nervosos, mas nenhum podia se comparar a Kurt.

O castanho caminhava para um lado e para o outro, sempre acompanhando o relógio. A operação já havia começado, ele queria saber o que estava acontecendo, por que ninguém ia falar com ele? E se tivesse algo errado?

– Pai, já se passaram 40 minutos! – Exclamou com a voz embargada. Burt pegou a mão do filho e o levou até uma cadeira.

– Sente-se, filho. Você deveria se acalmar um pouco, ok?

Kurt sentou, ainda olhando para o pai.

– Mas ninguém veio dar notícias!

– Não se preocupe, filho. – Burt beijou a testa do garoto, que hesitou por um momento. – Está tudo bem.

Kurt continuou sentado, chorando em silêncio. Não queria mais ouvir as pessoas dizendo “está tudo bem”, ele sabia que não estava.

O tempo foi passando, a preocupação crescendo a cada minuto. Duas horas depois o médico finalmente apareceu, com as mãos trêmulas e uma aparência cansada. Kurt levantou-se rapidamente, com o coração batendo cada vez mais rápido. Sentiu a mão de Burt apertando a sua.

– Blaine está bem, o tumor foi retirado com sucesso. – O médico dirigiu-se a Kurt, que sentiu suas pernas amolecerem. – No ínicio da cirurgia ele estava reagindo mal, mas... Nós não sabemos ao certo o que aconteceu, mas tudo ficou sob controle em questão e minutos. Acreditando ou não, foi um verdadeiro milagre.

– Meu Deus... – O castanho sentou, sentindo-se tonto. — Eu não acredito. Então está tudo bem agora?

– Sim, Kurt. Mas ele tem de continuar fazendo exames para ter certeza de que está tudo bem.

Todos se abraçaram, não podiam acreditar que Blaine estava bem. O médico despediu-se de todos, dizendo que precisa descansar.

Kurt olhou para o pai, cheio de confusão em seu olhar.

– Então é isso? Blaine está curado ou eu sonhei esse tempo todo?

– Ele está curado, filho. – Burt sorriu para o filho, que tinha lágrimas escorrendo agora.

...