Will You Wait For Me?
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Após Blaine fazer alguns exames – segurando na mão de Kurt –, ele resolveu convidar o castanho para tomarem café juntos, porém a resposta que recebeu o pegou de surpresa.
– Não.
– N-Não? Por quê?
O sorriso de Blaine rapidamente desapareceu, fazendo Kurt se sentir culpado, mas ele tinha uma razão.
– Sei que se passarmos muito tempo juntos vamos acabar juntos na cama e não é isso que quero. Quero dizer, esse não é o propósito – esclareceu enquanto caminhavam até o ponto de táxi, segurando a mão de Blaine. – Acho que o propósito de ficarmos em casas diferentes é termos calma e paciência para esclarecer as coisas, certo?
– Você está certo – Blaine concordou em voz baixa, balançando suas mãos como se fosse para todos verem que ele estava com Kurt.
– Talvez seja melhor nos falarmos por telefone depois, tudo bem?
– Sim, tudo bem – Blaine sorriu.
Os dois entraram em um dos táxis, que seguiu para a casa de Kurt primeiro. Se despediram com selando os lábios rapidamente então o carro partiu para a casa de Mike e Tina, que não era muito longe.
...
Quando Blaine abriu a porta da casa, que dava com a sala de estar, Tina veio até ele sorrindo. Deram um abraço e ela o ajudou a tirar seu casaco.
– Como foi a consulta, Blaine? Está tudo bem? – quis saber, puxando o moreno para sentarem juntos no sofá.
– O médico disse que estou bem, mas o resultado dos exames saem em alguns dias. Embora ele ainda queira estudar meu caso, está tudo bem – Blaine sorriu, girando os olhos. – Onde está Mike?
– Mike está dormindo. Ontem ele ficou até tarde montando uma coreografia para uma festa de casamento – Tina explicou.
Blaine sorriu fraco, mas não é como se Tina tivesse percebido que ele estava pensando em Kurt. O moreno sabia que ele deveria tirar Kurt de sua mente, as coisas estavam dando certo, entretanto parecia impossível. Cada vez que ele ouvia algo relacionado a casais ele se lembrava do castanho e da expressão que estampou seu rosto quando Blaine disse que iriam dar um tempo.
A asiática finalmente levantou-se do sofá, chamando a atenção de Blaine. Ela deu um tapinha no ombro dele antes de ir para seu quarto, talvez ela houvesse visto a saudade misturada com preocupação nos olhos do amigo e quis deixá-lo sozinho.
...
Burt estava assistindo televisão com Finn quando Kurt chegou, mal-humorado. O castanho subiu para seu quarto sem nem cumprimentar eles – o que os deixou bem curiosos, já que sempre recebiam pelo menos um sorriso de Kurt.
Kurt apenas permitiu-se chorar após trancar a porta. O garoto, já em prantos, deitou-se na cama. Agarrou seu travesseiro, talvez aquilo o faria se sentir melhor, mas percebeu que nada era melhor que abraçar Blaine quando estava triste.
– O que estou fazendo? – perguntou a si mesmo em voz baixa, sua voz mal saía.
Seus ombros chacoalhavam violentamente e seu peito já doía por estar tendo uma crise de choro tão forte. A última vez que havia chorado daquela maneira tinha sido no caminho para o hospital, dias antes da cirurgia que curaria Blaine.
– Eu sinto muito, mamãe. Você me disse que eu... – Kurt soluçou alto. – Disse que eu deveria ser corajoso e forte mas eu estou sendo um covarde idiota. Nunca vou ser corajoso o suficiente para assumir que estou er-
Kurt parou de falar ao sentir seu celular vibrando em seu bolso. Ele quase jogou o celular longe ao ver o nome de Blaine na tela, sentindo mais lágrimas em seus olhos.
– Merda, merda, merda! O que eu faço, meu Deus, o que eu faço?
Sem nem pensar, Kurt deslizou o dedo pela tela, aceitando a ligação. Xingou a si mesmo mentalmente antes de levar o aparelho para mais perto de seu rosto.
“Kurt? Está me ouvindo?”
“B-Blaine. Que bom que você ligou, eu-”
“Você está chorando? O que aconteceu, você está bem?”
Maldito Blaine Anderson e sua habilidade de conhecê-lo tão bem.
“Seria mais fácil dizer que eu estou bem, mas... Você sabe, nunca escondi nada de você e sei que falar com quem mais me conhece talvez vá fazer eu ficar bem.”
“Prometo que darei o meu melhor para fazer você se sentir melhor, ok?”
“Eu sinto muito a sua falta e eu fui muito estúpido hoje, não importa o que aconteceria, eu deveria ter saído com você e ter me desculpado e então tudo voltaria ao normal. Apenas não sei o que fazer e eu fico tão nervoso quando estou perto de você, é como se fossemos adolescentes bobos e apaixonados novamente e isso é tão horrível, o que está acontecendo?”
Blaine ficou em silêncio por alguns segundos, o que deixou Kurt ainda mais aflito.
“Wow. Primeiro respire fundo, tá? Obrigado por confiar em mim e me contar o que está acontecendo. Fazem apenas três dias que eu vim para cá e com certeza você não é o único que sente falta. Eu te amo e mal posso esperar para te abraçar novamente.”
Kurt sorriu, mordendo o lábio inferior. Ouvir a voz do moreno falando coisas tão doces certamente estava o fazendo se sentir melhor.
“Me desculpe por ter sido tão infantil e por ter usado argumentos tão idiotas, Blaine.”
Blaine riu do outro lado da linha.
“Acho que tenho que me desculpar pelos mesmos motivos.”
“E-Eu não estou dizendo que você deveria voltar pra casa, mas... Uh, quero dizer, se quiser voltar eu sem dúvida alguma ficarei muito feliz. Então, quer jantar comigo um dia desses? Se o tempo colaborar...”
Kurt olhou pela janela embaçada, ainda estava nevando, entretando estava mais fraco.
“Jantar, sim, claro.”
“Não sinta-se pressionado, vou entender se não quiser.”
“Kurt, não seja bobo. Eu quero sair com você, tudo bem? Só fiquei surpreso. Em uma maneira boa, claro.”
“Tudo bem. Eu vou tomar banho e tentar dormir um pouco.”
“Ótimo. Nos falamos mais tarde, Kurtie. Te amo.”
“Também te amo, B.”
A ligação foi encerrada e Kurt se sentia muito melhor do que minutos antes. Foi para o banheiro e bufou ao ver seu reflexo no espelho, Blaine provavelmente terminaria com ele ao vê-lo daquela maneira. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, suas bochechas coradas e o cabelo bagunçado.
Despiu-se e entrou no box, ligando o chuveiro em seguida. A água quente caindo sobre seus ombros tensos estavam o ajudando a relaxar. Fechou os olhos e respirou fundo, pensando em tudo que estava acontecendo.
...
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