Notas iniciais
Oi, demorei um pouquinho né, mas era carnaval, vai. Não fiquem com raiva. A partir desse capítulo as coisas ficam mais legais. O enredo pode estar meio parecido com o da 3B, mas ela vai pegar outro rumo, além de que eu vou adicionar outro vilão, ou vilões... Espero que gostem

4 dias, vinte e sete minutos, cinquenta segundos e o cronômetro rodando. Esse era o tempo que Claire estava sem falar com Scott ou Stiles. E para Stiles, aquilo era simplesmente maravilhoso. Como uma paz que finalmente havia se apoderado dele, sem aquela garota o irritando. Mas claro, nem tudo eram flores.

Nesses quatro dias, três mortes já tinham sido confirmadas e o moreno só estava esperando chegar em casa para saber quem fora a vítima do dia. A polícia de Beacon Hills estava ficando maluca, não existia padrão entre as mortes, eram mortos de formas diferentes e só houve um caso de coincidência, onde duas vítimas haviam trabalhado juntas, mas o geral era tão desconexo que os investigadores nem deram importância. Tal fato era muito perigoso, pois sem um padrão, os policiais não conseguiriam achar pistas para descobrir o próximo alvo.

A única coisa em comum em todos, era a estranha marca que Stiles vira no ataque à escola, vários dias atrás. Um círculo com vários riscos verticais no meio. Só na delegacia, quatro policiais mortos foram confirmados com a tal marca, e Stiles não sabia como isso tinha acontecido, já que tudo ocorreu tão rapidamente.

Ou seja, como bom filho de xerife que Stiles era, lá estava ele, revendo os fatos pela trigésima quarta vez com Scott no intervalo entre as aulas. O barulho dos alunos no corredor ocultando a conversa dos garotos.

— E, assim, não conseguimos...

— Pista alguma para descobrir quem ou o quê é o assassino – completou Scott com os olhos revirados – Eu sei, Stiles. Você já disse isso, várias vezes.

— E irei continuar a dizer até conseguir alguma coisa – respondeu o garoto ainda olhando as papeladas roubadas e copiadas do seu pai.

— Vamos falar com Deaton – sugeriu Scott – Talvez ele saiba de alguma coisa.

— Eu ainda não sei se devemos confiar nele. Em um dia, ele era simplesmente seu chefe, no outro descobrimos que ele é uma espécie de enciclopédia do mundo sobrenatural. Não, eu não gosto daquele jeito Obi-Wan dele.

Scott simplesmente olhou para o lado sem saber o que aquilo significava.

— Oh meu Deus, você ainda não viu Star Wars?

— Eu vou assistir, eu prometo.

Stiles suspirou e rolou os olhos. Tantos anos que os dois eram amigos e ele ainda não tinha visto seu filme favorito.

Porém, naquele momento, Stiles percebeu seu amigo mudar de foco, olhando para o corredor. Curioso, ele moveu seu pescoço e notou Claire conversando com Amanda nos armários da frente. Pois é, além de ser a melhor amiga de Scott, ela ainda tinha que ter o armário próximo ao dele.

Obviamente, as brigas entre Claire e Stiles por motivos de ciúmes já haviam sido deixadas para trás. Ambos, felizmente, tinham amadurecido nesse aspecto, mas um irritava tanto o outro durante aquela época, que o deboche perpetuou entre a sua convivência.

Por esse motivo, Stiles não se sentia tão mal por esconder coisas e mentir para ela. Scott, no entanto, estava se corroendo de culpa por dentro. Coisa que Stiles achava um pouco dramático, não era como se aquela garota fosse do tipo frágil. Claro, ela nunca conseguiu assistir mais que vinte minutos de algum filme de terror, mas Stiles ainda se lembrava perfeitamente das vezes em que ela o batia, ou das vezes que batia em outros meninos que aprontavam com ela. Ela não ficava chorando pelos cantos quando a xingavam, ela partia para briga.

Pois é, esse era um contraste em Claire Roberts. A menina morria de medo de coisas assustadoras e sobrenaturais, mas batia como ninguém. Ele nunca admitiria para ninguém, mas, às vezes, ela dava mais medo que Derek.

— Meu Deus, cara, relaxa – pediu ao seu amigo, que já estava com uma cara muito evidente de remorso.

—Eu não consigo. Eu não quero acabar com minha amizade com ela.

— Como você é, Scott. Eu já disse, ela vai esquecer eventualmente. Não é como se vocês nunca tivessem brigado.

— Para falar a verdade, nunca brigamos.

—Nunca? Sério? Uau, eu sempre pensei que era porque você não queria me dizer.

Mas Scott não estava prestando muita atenção, assim que Claire bateu seu armário, o lobisomem se virou rapidamente, olhando suplicante para a garota.

A menina percebeu o olhar do amigo, mas exatamente com o Stiles previra, ela firmou o maxilar, olhou firmemente para frente e puxou Amanda o mais rápido possível para sua sala.

Scott suspirou ao seu lado.

— Vamos tentar falar com Deaton, Ok – disse o garoto – Talvez ele nos ajude.

Stiles não conseguiu fazer nada a não ser aceitar.

Os amigos se moveram e entraram na aula de química, com o professor que Stiles mais detestava, Adrian Harris.

Todos se acomodaram em seus lugares. Logo, o professor do Diabo, quer dizer, o professor Harris entrou e examinou a sala com seu usual olhar de desprezo. Ele era um dos poucos professores que os alunos tinham medo e em um instante calavam a boca.

— Mais um ano começando – disse o professor – E já tenho que olhar para seus rostos entediados. Mas, para falar a verdade, aprecio muito esse gesto, ao menos tenho um motivo plausível para expulsá-los da minha aula. E adoraria que uma dessas pessoas fosse você, senhor Stilinski.

Stiles abriu sua boca, indignado. Ele nem havia feito nada!

— Mas, infelizmente, não podemos ter tudo o que queremos – ele disse se virando para o quadro – Ou seja, ou prestem atenção em minha aula.

— Odeio esse cara – Stiles se manifestou na cadeira trás de Scott.

Scott riu levemente do amigo, mas se voltou à aula. Stiles tinha apenas metade do seu cérebro prestando atenção no que seu professor dizia. Seu lado curioso e investigativo ainda tentando achar soluções.

Tinha que haver alguma coisa, alguma coincidência, algum padrão. Tinha que ter.

Stiles estava ficando maluco com aquele caso. As papeladas com as fotos das vítimas na sua mesa, informando sobre como morreu e quais eram as testemunhas, mas a maioria não fazia ideia do que tinha acontecido e não tinha muitas informações que os ajudassem, então o garoto ignorava a lista de nomes.

Seus pensamentos foram interrompidos quando Scott virou sua cabeça de repente. Stiles pensava que seu amigo queria falar com ele, mas o garoto simplesmente franziu o cenho e se manteve parado. Stiles imediatamente soube o que aquele gesto significava.

— O que foi Scott? – Stiles perguntou aos sussurros — Está ouvindo alguma coisa?

— Claire.

Stiles rolou os olhos e teve que fazer um esforço para não dar um suspiro desaforado. Ele não queria problemas com aquele professor.

— Sério cara?

— Não, não é isso. Elas parecem estar falando sobre as mortes.

Stiles refletiu por um momento. Encostou-se na cadeira e com o canto do olho observou Claire e sua amiga na fila ao lado, algumas carteiras atrás. Amanda estava ao lado da garota, na terceira fileira depois de Stiles. Elas pareciam estar copiando as anotações no quadro, mas o garoto conhecia muito bem aquela técnica para disfarçar conversa.

— Sobre o que elas estão falando? – perguntou Stiles.

— Algo sobre Claire não conseguir ter mais coragem de caminhar pela floresta.

— Bem, talvez porque houve um assassinato brutal dois dias atrás? – o humano falou com seu tom sarcástico.

— Houve um assassinato na floresta?

— Houve, Scott. Meu Deus, será que você só prestava atenção na parte em que eu dizia não ter pista alguma?

— Senhor Stilinski, McCall – o professor chamou a atenção dos garotos — Têm alguma informação útil para compartilhar conosco?

— Nah, não.

— Então calem a boca. Da próxima vez vão ficar em detenção.

Os meninos ficaram quietos apenas pelo tempo em que o professor se distraía.

— Parece que ela estava junto das pessoas que acharam o corpo.

— Sério?

Stiles remexeu nos arquivos e reviu a lista de nomes no caso do morto na floresta.

— É, parece que ela estava lá mesmo, o nome dela está na lista de testemunhas. Sempre nos piores lugares. Cara, além de irritante aquela garota é azarada.

— Stiles!

Stiles riu – É apenas a verdade.

— Isso que eu estou ouvindo seria uma risada? – perguntou o professor com um brilho sádico nos olhos.

Stiles piscou os olhos, nervoso – Não, não senhor.

— Detenção, os dois.

Ambos os amigos suspiraram alto, levado uma ameaça do professor de passarem mais outra hora com ele, então voltaram a ficar calados. Alguns minutos depois, Stiles continuou.

— Mais alguma coisa? – perguntou Stiles com uma mínima voz.

— Ela acha que viu o assassino rapidamente, mas não tem certeza. Ela estava passando pela rua indo para a cafeteria quando pensou ter visto um vulto preto enforcando um cara, mas quando olhou de novo, desapareceu.

“Essa pode ter sido a vítima de hoje”, Stiles pensou, “ou Claire está começando a ver coisa”.

Assim, quando bateu o fim da última aula, os meninos ficaram esperando impacientemente o tempo passar para poderem ir à clínica veterinária.

Stiles batia a perna em um ritmo frenético, ficava todo o tempo olhando para o relógio e provavelmente estaria batendo a ponta do lápis na mesa se o professor não tivesse mandado parar. A impaciência de Scott estava um pouco menos óbvia, mas ele estava tão ansioso para sair dali quanto.

Assim, quando deu o horário, ambos saíram correndo da sala. Entraram no velho Jeep e partiram para encontrar Deaton.

— Olá, Scott. O que houve? Hoje é seu dia de folga – disse Deaton.

Apesar das palavras, o veterinário não parecia muito surpreso por vê-los ali. Deaton estava atrás da bancada.

— Nós, hã, queríamos falar algo com você.

Deaton levantou suas sobrancelhas.

— Você deve saber sobre as mortes que vem acontecendo nessas semanas, certo? – disse Stiles

— Sim, claro.

— Você sabe de alguma que possa nos ajudar a parar isso?

Deaton abriu a porta de sua bancada.

— Vamos para dentro.

Os meninos passaram e foram para sua sala.

— O que vocês já descobriram sobre as mortes? – Deaton perguntou.

— Ahn, eu tenho uns arquivos aqui – Stiles falou abrindo sua mochila – Mas basicamente, não temos nenhum padrão, nenhuma causa, formas diferentes de morte, lugares diferentes, pessoas diferentes. É como se o assassino estivesse matando aleatoriamente.

O humano pegou os papéis e os entregou a Deaton, que logo pôs-se a olhar.

— A única coisa em comum são essas marcas nos corpos.

Deaton estava escutando os garotos, mas, então, suas sobrancelhas se uniram.

— Essa aqui. Certo – Deaton olhava intensamente para a foto dos mortos.

— O-O que foi? Você reconhece essa marca? – perguntou Stiles.

— Acho que sim – disse o veterinário jogando os arquivos na mesa de metal – Se eu estiver certo, o problema deve ser maior que pensei. Não tinha ouvido falar ainda sobre essa marca nos casos.

— E o que ela significa?

— São marcas antigas, marcas de demônios.

Stiles fez uma cara surpresa e ao mesmo tempo cética.

— Demônios?

— Não seja tão cético, Stiles. Um ano atrás você também pensaria que lobisomens não existem.

— É sério? – perguntou Scott bem surpreso.

— Existem muitas criaturas sobrenaturais por aí, Scott. E alguns desses, os demônios, gostam de causar problemas.

— Ok, tudo bem, demônios existem, mas para que servem essas marcas? –continuou o humano.

— Elas são um tipo de ligação entre eles, não sei exatamente seu propósito. Já faz muitos anos que essas marcas não aparecem aqui ou em qualquer cidade, mas o que eu sei é que se estão usando essas marcas, é porque não estamos tratando apenas de um demônio, mas de vários.

— Vários? – Scott perguntou.

— E isso é ruim? – Stiles perguntou temeroso.

Deaton apenas olhou para ele por um tempo.

— Não precisa responder – disse ele novamente.

— Em todos os ataques tiveram mortes ou também registraram sequestros?

— Não, nenhum sequestro. Todos mortos – respondeu Stiles.

— Por quê? Acha que esses demônios podem estar possuindo alguém? – perguntou Scott.

— Na verdade, tenho quase certeza que eles querem possuir alguém.

Os dois amigos se entreolharam. Aquela conversa não estava os animando.

— Em poucas histórias das quais li foram encontradas essas marcas, elas aparecerem em sacrifícios usados geralmente para um demônio maior, mais velho e mais poderoso. Se essas marcas voltaram a aparecer, talvez esses demônios estejam tentando ressuscita-lo.

— Por isso as mortes. Elas estão servindo como sacrifícios – disse Scott.

— Sim, provavelmente.

— Mas... mas como eles podem fazer? Como se faz para ressuscitar um antigo demônio? – perguntou Stiles.

— Existem vários rituais, mas todos precisam de um corpo para ele se apossar.

Stiles sentiu um peso sobre si. Ele ainda estava demorando um pouco para acreditar, mas acreditava nas palavras do veterinário, e se aquilo tudo era verdade, então eles realmente tinham um grande problema. Se os demônios de classe inferior causavam tanta bagunça em poucos dias, como seria a situação com um demônio mais poderoso?

— Ok, vamos pensar – disse Stiles – Hã, você tem alguma ideia de quem os demônios possam estar procurando para ser possuído?

— Eles provavelmente não irão procurar um ser humano normal, saudável. Suas mentes são mais seguras, dão mais trabalho para o demônio possuir. Eles irão atrás de pessoas com aberturas em suas mentes, que estejam fracas. Ou podem ir atrás de druidas, mas isso seria um pouco improvável.

— Druidas? – Scott perguntou.

— São remanescentes de um povo antigo, que tem como dever ligar o mundo sobrenatural e o normal. Eles são como uma ponte entre os dois, assim, os jovens druidas precisam treinar sua mente desde cedo para que não fiquem vulneráveis. Mas esqueçam do que eu disse, não há druidas jovens em Beacon Hills.

— Como você sabe?

— Não há, Stiles.

Stiles arqueou sua sobrancelha, mas decidiu não insistir mais.

— OK, sem druidas jovens, vamos voltar aos de mente fraca. Como se abre tem uma abertura em uma mente?

— Existem várias formas, mas não acho que vocês dois tenham alguma abertura.

Stiles novamente desconfiou daquele conhecimento do veterinário, mas decidiu apenas encarar Scott, tentando descobrir através de sua expressão o que ele achava sobre tudo aquilo.

— Acho que estou começando a aceitar o fato de não poder contar nada a Claire – Scott disse finalmente. O lobisomem ainda sentiria culpa por estar escondendo, mas toda aquela informação realmente não seria absorvida facilmente por sua amiga.

— Claire? – Deaton perguntou voltando a examinar os papéis confidenciais que Stiles havia copiado.

— Claire Roberts, uma garota que nós conhecemos.

— Minha amiga – ressaltou Scott.

— Roberts... – Deaton disse distraído.

— Ela é uma garota bem legal, apesar do que Stiles pensa. Só é um pouco azarada, ela não gosta de coisas sobrenaturais e sangue, mas muitas vezes acaba presenciando mortes.

“Ela sempre aparece nos lugares do crime”, Stiles refletiu, “Na verdade, parando para pensar, ela apareceu até de mais nas cenas. Pode até ser incriminada”.

Stiles ficou lembrando as mortes em que ela estava presente. O caso da escola, da delegacia, da floresta. Será que estava por perto dos outros assassinatos?

Com um pensamento sem formas fazendo cócegas em seu cérebro, ele pediu a Deaton os papéis novamente. Olhou atentamente a lista de testemunhas.

Então, uma ideia começou a flutuar na cabeça de Stiles, sentindo como se as peças tivessem se encaixando, encontrando uma lógica naquilo tudo. Parecia meio doido, meio estranho e bem improvável, mas tinha algum sentido.

— O que houve, Stiles? Você está com aquela cara de descobri alguma coisa – disse Scott.

— Está mais para um palpite, um tiro no escuro. Ahn, Deaton, como uma pessoa exatamente fica com uma abertura na mente?

— Eu já disse, tem várias formas. Pode ser algum evento na vida da pessoa que tenha desencadeado o enfraquecimento da sua saúde mental, morrer e retornar a vida...

— Ok, ok. Vamos ver, deixa eu tentar um outro caminho. Você já ouviu falar em Clarice Roberts?

— A mãe da Claire? – perguntou Scott confuso.

— Roberts, não, mas já tive contato com Clarice Turner.

Stiles por sorte sabia o nome de solteira da mãe de Claire e isso não o deixou muito feliz. As informações pareciam estar confirmando seu palpite.

— Como você a conheceu?

— Eu a conheci vários anos atrás, por um acaso, antes de me estabelecer em Beacon Hills, onde ela já morava. Ela era uma druida.

Os dois amigos sentiram o peso em seus corpos. Scott já desconfiando do que Stiles estava pensando.

— Essa linhagem druida passa de pai para filho? – perguntou Stiles.

— Sim – Deaton agora parecia estar entendendo sua pergunta – Essa sua amiga é filha de Clarice? Então você acha que os demônios podem estar atrás dela?

— Bem, ela está lá em todos os casos. Sempre os assassinatos ocorriam perto dela. Até o único em que ela não aparecia na lista de testemunhas, ela tem uma relação.

— Qual? – perguntou Scott.

— É o caso do cara morto perto da cafeteria. Você mesmo me disse hoje cedo que ela estava indo para a cafeteria e pensou ter visto o assassino matando alguém, mas ela acabou não sendo testemunha. Só que o mais engraçado é que ela nunca estava sozinha nessas situações. E se esses demônios querem usá-la para reerguer esse espírito maior, mas nunca conseguem pegá-la sozinha? Sabe, na maior parte do tempo ela está na escola, perto de Scott, um lobisomem e quando está fora, está rodeada de algum grupo de pessoas.

— Talvez eles não queiram se manifestar tão obviamente – disse Scott – Talvez tenham medo que os sobrenaturais que vivem aqui comecem a caçá-los.

O ar entre eles ficou denso. O medo correndo entre eles. Aquela descoberta parecia tão estranha, mas ao mesmo tempo certa, que os meninos ficaram parados sem saber o que fazer.

Stiles sentiu sua língua ficar seca.

— Estão atrás dela – Scott sussurrou incrédulo.

— Rápido, Scott, liga para ela. Pergunta onde ela está.

Scott assentiu, saindo da paralisia momentânea e logo discou o número no seu celular.

Stiles ainda estava um pouco surpreso por aquilo tudo. Claire sendo um ser sobrenatural e nunca saberem.

— Ela não está atendendo – disse Scott preocupado.

— Deve estar te ignorando. Deixa eu tentar.

Agora Stiles estava ligando para a menina.

— Como sabe que ela também não vai te ignorar?

— Ela não tem meu número na lista telefônica.

Scott entortou a boca, entendendo aquilo perfeitamente. Aquilo não era anormal.

Alô? — Claire falou pelo celular com o alto-falante ligado.

— Onde você está?

Quem está falando?

— Stiles, agora me responda.

Stiles? Como você tem meu número?

— Eu tenho o número de todo mundo.

— Diga logo, onde você está? – perguntou Scott desesperado.

Scott? Olha, eu não sei se você já percebeu, mas eu estou te ignorando, você sabe o que é isso? Geralmente é uma pessoa que não quer falar com a outra.

— Isso é sério, garota – disse o humano com raiva – Onde você está agora?

E por que eu diria isso?

— Meu pai descobriu uns minutos atrás que o assassino vai atacar hoje – Stiles inventou aquilo rapidamente – Scott quer saber onde você está.

A linha pareceu ficar muda por alguns segundos.

— E como eu não ouvi sobre isso? Nenhum aviso da polícia, nem nada?

— Diz logo!

— Oh meu Deus, eu estou na escola, que por acaso está cheio de guardas. Feliz?

Então a menina fechou a ligação sem o garoto poder dizer qualquer outra coisa.

— É isso – Stiles se pronunciou – Vamos para a escola.

Notas finais
E aí??