Notas iniciais
Eu seeeeeeeeeei, eu sei que fiquei duas semanas sem postar, eu sei que nao mereço o perdao de vcs, EU SEI, EU SEI, SEU!! Mas vejam, nessas duas semanas me foquei nos ultimos caps de Emag que foram enormes! Eu tbm sei que prometi que quando viesse aqui pra casa dos meus pais teria muito mais tempo de postar, MENTI E NAO SABIA MINHA GENTE! Meu pai ta de marcaçao serrada, escrevi todo este cap escondida e vcs sabem que eu demoro pra escrever cada partezinha porque sou muito perfeccionista na escrita, entao espero do fundo do me core que sejam compreensivas, pq estou fazendo de tudo por vcs, e prometo no minimo um cap por semana! Eu amo vcs gente, nao me abandonem nao, continuem acompanhando essa historia linda. POR FAVOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR ESTOU AJOELHADA AQUI REBANHO DE KENGAAAAAAAAAAA!! Pera que acho que meu pai chegou aqui, COOOOOOOOOOOOOOOORRE PRA POSTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR FUI TO SENTINDO FALTA DE RECOMENDAçOES NESSA POHA, PQ SUMIRAM? ASSIM EU DESANIMO!

Pov Karina

– Departamento esportivo Ka? MEU DEUS!! Isso não pode ser verdade, achei que você fosse numa loja de mulherzinha comprar um ursinho de pelúcia... AAAAAAI! – dei um murro em Pedro e sorri.

– Gosto do departamento esportivo! E SOU EU QUE VOU PEDIR MEEEEEEEEU PRESENTE, então fica quieto. –

Pê assentiu, ainda fazendo carinha de dor, e passei meu braço pela sua cintura, me aconchegando enquanto andávamos pelo shopping. Na verdade, nem estava indo para o departamento afim de um presente legal, estava indo por ser tradição ir ali com a minha família, meu pai sempre me levava no dia da comemoração e me deixava escolher qualquer luva... não queria que este ano fosse diferente, mesmo sendo tão, tão diferente.

– Olha amor! – Pedro apontou para a joalheria onde roubamos a pulseira de Mogno ( que por sinal estava pendurada no meu braço), com um sorriso sapeca, e adiantei os passos.

– Disfarça pelo menos! Pelo amor de Cristo. – falei, corando.

– Essa tpm te deixa tão careta... – Pedro debochou e eu parei de andar, o interrompendo também.

– Careta? – arqueei a sobrancelha, desafiando.

– Anrram, careta. –

Ele provocou, me virando e me puxando pelo cox do shorte com apenas um dedo, até ficarmos completamente colados. E eu? Adorava um perigo, não engoli aquela provocação.

– Vou te mostrar quem é a careta. –

Aproximei minha boca da sua sem importar com as pessoas que passavam do nosso lado. Rocei meus lábios nos de Pedro devagarzinho, e sua respiração ficou pesada, me excitando e incentivando a ir mais longe. Nossos lábios se juntaram de vez, quando meu namorado não aguentou mais o roçar e partiu para o beijo de verdade, segurando forte no meu pescoço e puxando alguns fios do cabelo falso.

– Pedro! – o afastei, procurando ar.

– Que foi agora garota careta? –

– Pra que todo esse trava língua ?! –

– Vem cá, deixa eu travar sua língua. – Pedro disse, passando a sua própria língua pela boca inchada e vermelha, e eu tremi.

– Não! Você quase arranca minha peruca, vamos logo comprar as luvas. –

– Luvas?? – fez um bico engraçado e o toquei manhosa, puxando Pê para a loja logo em seguida, totalmente afobada pelo fato de estar fora daquela casa em semanas.

– Sim! Luvas. -

Entramos no departamento de mãos dadas e uma moça simpática logo veio nos atender. Mesmo já tendo ido lá varias vezes, era bom saber que a peruca realmente me modificou e NINGUEM do lugar reconheceu a Karina que sempre ia no mesmo lugar, no mesmo dia.

– Karina, olha aquelas luvinhas! – Pedro apontou pra vitrine, para um par de luvas azuis de criança, e meus olhos brilharam.

– O que foi? -

– São tão lindas. –

– Então porque tá chorando? – perguntou, preocupado. MAS EU NÃO ESTAVA CHORANDO!

– Não to chorando. –

Ele passou a mão pelo meu rosto, limpando algo, e foi então que percebi que eram lagrimas.

– Merda, eu to chorando. –

– O que houve? – me abraçou por trás, e a mocinha que nos atendia abaixou a cabeça envergonhada com nosso apego.

– Aaaa Pedro... é que, eu queria tanto ter um filho. –

Pê começou a rir e me sacudir. Por que ele ria?? Estava me abrindo pela segunda vez, contando que queria ter um filho mesmo sabendo que não poderíamos ter um tão cedo, e ele ria?????????????

– A gente vai ter um filho, bobinha, só não precisa ser agora. Não consigo acreditar que ta chorando por isso. -

Acabei rindo junto, não havia motivos pra chorar, Pedro me amava, queria ter um filho comigo e a construção do avião estava a todo vapor.

– Então... eu posso levar as luvinhas? – mordi a boca, esperando a resposta ansiosa. Pedro suspirou e me soltou.

– Tem certeza que não quer um colar ou um anel de Morgana? –

– Mogno Pedro, MOGNO! E não, não quero que fique gastando esse dinheiro que não tem... desculpa!!!- tratei de me desculpar assim que vi o que causei no meu namorado, seu queixo tremendo e os olhos enchendo de agua, aquele era o ponto fraco dele e eu BURRA toquei no assunto sem perceber.

– Eu trabalho pra isso Karina... –

– VAMOS MUDAR DE ASSUNTO?? Eu quero as luvinhas. – bati o pé teimosa, e Pedro pareceu relaxar, me puxando pra si de novo.

– Ok. Moça! Pegue aquelas luvas por favor? –

– As azuis? –

– SIIIIIIIIIIIIIM! – falei contente.

Tudo estava perfeito, a vendedora já alcançava as luvas para irmos embora, e Pê me enchia de beijos no pescoço, feliz, assim como eu. Estava.

– Vendedora! Ei vendedora! – uma voz que reconheceria a quilômetros de distancia gritou, me fazendo tremer dos pés a cabeça. A alegria sumiu e foi tomada pela saudade.

– Bianca. – fechei os olhos, falando baixinho com dor, e só Pedro escutou.

– Karina, vamos sair daqui. – ele disse, protetor.

– Não. –

– Será que tem como pegar essa blusa verde na vi... –

Neste momento, me virei, e a situação era pior do que um dia poderia imaginar. Além de Bianca, meu pai também ali, os dois parados me olhando sem acreditar. E agora? O que eu faria? Não tinha como explicar nada no meio de uma loja, não tinha como falar o que aconteceu. Às vezes, quando sabemos que vamos passar por certas coisas planejamos todas as falas, discursos, por horas a fio, mas nunca, nunca passou pela minha cabeça reencontrar os dois.

Quando sai de casa, sabia que nunca mais poderia vê-los, mas ali estava a minha família, na minha frente.

– Karina... – Bianca se pronunciou, abrindo o maior sorriso do mundo.

ELA HAVIA ME PERDOADO! BIANCA, BIANCA AINDA ME AMAVA! Retribui o sorriso, abrindo meus braços e andando rápido pra perto da minha irmã.

– BIANCA! – Gael a puxou, quando ela começava a andar pra me abraçar.

Parei para observa-lo direito pela primeira vez. Meu pai tinha uma fisionomia de derrotado, coisa que era impossível imaginar vindo dele. Bolsas em baixo dos olhos, raiva explicita, e o pior... nojo, ele transmitia, nojo.

– Pai... – levei os dedos a boca, querendo chorar assim que caiu a ficha do que estava causando na pessoa que mais tinha me amado na vida.

– Não sou seu pai. – cuspiu as palavras.

– PAI! – Bianca reclamou, sem tirar os olhos de mim.

Mas meu coração já estava destruído, ele não devia ter dito aquilo de verdade, devia ter sido da boca pra fora. Meu pai tinha se ferido muito com o que fiz, ele era desse tipo, só que não sabia de tudo e eu precisava contar para que pudesse me perdoar.

– Pai, olha, vocês devem achar que eu fugi... ou que sai de casa por uma bobagem mas não é nada disso! – me aproximei deles enquanto falava.

– TA VENDO PAI! EU SABIA! EU TE DISSE! – Bi sorria e chorava ao mesmo tempo, e o aperto no meu coração começou a desafrouxar.

– Você é muito burra Bianca, vai acreditar nessa traidora? Olha por quem que ela fugiu. – apontou para Pedro que olhava a tudo atento, preparado para dar o bote se alguém me machucasse.

– Por macho Karina? Que decepção. – ele balançou a cabeça, encarando o chão.

– Pai, não é isso! ESCUTA PELO MENOS O QUE EU TENHO PRA TE FALAR! –

– Sai daqui, sua prostituta. – Pedro rosnou e eu o olhei suplicante, para que me deixasse continuar.

Tudo o que me fazia lutar, o que me motiva, o que me obrigou a sair de casa foi exatamente não ser aquilo que meu próprio pai falou, não iria permitir que ele continuasse tendo aquela ideia de mim.

– Eu te amo tanto pai... me escuta, tenho tanta saudade. – ergui os braços para abraça-lo e no instante seguinte levei um estralado e surpreendente tapa na cara.

O que doeu não foi o peso da sua mão, a vergonha de todos terem parado pra ver aquilo ou Bianca chorando alto no canto da loja. O que doeu foi ter a certeza de que havia morrido para meu pai.

Levei a mão devagar ao rosto, sentindo o ardor e deixando as lagrimas escorrerem junto com as lembranças.

Flashback ON

– Karinaaa, fica quieta meu amor! –

Não parava de pular sorridente enquanto Gael tentava de todas as formas amarrar minhas marias chiquinhas.

– AAAAAAAAAAI, EU TO TAO ANIMADA!! VAI TER CACHORRO QUENTE, PIPOCA, COCADAAAAAAA!!! –

– Fica quieta menina! Eu já não sou bom em amarrar chuquinhas. –

Parei de pular por um segundo enquanto ele terminava o processo sorrindo.

– Sinceramente Karina, não sei como você não engorda essa pansinha. –

Meu pai me puxou para seu colo, ajeitando o laço do meu vestido.

– Eu só como para ficar forte papai... – sorri sapeca, olhando pra ele com a cabeça levantada, e consegui ver a compreensão das minhas palavras em seu rosto.

– Agora não... que eu não quero te desarrumar. –

– AAAAAAAAAA VAMOS! POR FAVOOOOOOOOR! –

Papai não se segurou e depois de muito implorar começamos o nosso grito de guerra, tão intimo, que nem Bianca ousava querer fazer aquilo com ele.

– FORçAAAAAAAAAAAAAA! – gritei quando fui arremessada pro teto e minhas chuquinhas começaram a desprender, voando cabelo pra todo lado.

– HONRAAAAAAAAAAAAAAA! – ele gritou me pegando de volta, assim que cai em seus braços.

– Vamos de novo papai! Vamos de novo! –

Ele me girava por toda a sala e eu gargalhava sem parar com a brincadeira, pra que uma mãe? Se tinha o melhor pai do mundo?

– Aonde você quer chegar agora, minha princesinha? –

– ATE A LUAAAAAAAAAA! –

E fui mais uma vez, jogada pra cima.

Flashback OFF

– SEU FILHO DA PUTA! – Pedro partiu pra cima dele, antes de dar tempo de agarra-lo.

Um lampejo de murro e do meu namorado sangrando no chão foi o que vi logo em seguida.

– Pedro! – me ajoelhei ao seu lado nervosa, tirando a sua mão do rosto pra poder ver o estrago que meu pai tinha feito.

– Vamos Bianca. – Gael falou, rude, sem se importar com o que tinha feito a Pedro ou meu desespero.

– EU NÃO VOU SAIR DAQUI! EU VOU FICAR, E ESCUTAR O QUE MINHA IRMA TEM PRA DIZER! -

– Quer sair de casa também, Bianca? –

Tirei a atenção do nariz de Pê que jorrava sangue, e me virei pra Bi.

– Vai Bi. Anda! –

– Mas Karina... –

– VAI! – gritei e ela se assustou, deixando ser puxada por nosso pai.

Acompanhei os dois com os olhos até saírem da loja e voltei-me para Pedro.

– Amor... acha que quebrou?? –

– Seu rosto tá vermelho...aaai. –

– Cala a boca Pedro, para de ligar pra mim, teu nariz ta jorrando sangue. –

– Acho que não quebrou, to sentindo tudo. –

Puxei meu namorado com algum esforço até ele conseguir ficar de pé.

– Moça, aqui as luvas. Pode levar por cortesia da casa e hummm... nos desculpe por isso. – a vendedora veio nos dar enquanto tentava carregar Pedro machucado shopping a fora.

– Muito obrigada, não sei como agradecer... – fui sincera.

– DEIXA QUE EU PAGO! – Pedro gritou, fazendo sair mais sangue do nariz.

– Para com isso seu idiota. – dei um beliscão para controla-lo, e ele ficou quieto.

– Obrigada, mas agora temos que ir... –

Apressada sai dali em direção ao carro em que Alan nos esperava caso algo acontecesse. E este ALGO aconteceu.

– Você também ein Pedro! Qual a parte do MEU PAI é MESTRE EM MUAY THAI VOCE NÃO ENTENDEU?? – abri a porta do carro e o joguei la dentro.

– Gente, o que houve?? Por que a gritaria? – Alan perguntou, assim que fechei a porta e me sentei no banco do fundo, do lado de Pedro pra cuidar dele.

– PEDRO?? – Alan enlouqueceu quando viu o amigo sangrando.

– Pisa fundo Alan. – Pê sorriu, dizendo.

Alan o obedeceu, ligando o carro mas com total atenção no fundo dele.

– Pelo amor de Deus, não digam que foi o meu pai... –

– Meu pai. -

– O QUE? –

– Alan olha pra frente! Sim, a gente viu minha família. –

– Mas por que ele bateu no Pedro? – Alan sempre era o ultimo a saber das coisas, coitado.

– Porque esse tribufu foi pra cima dele. –

– E com razão né Karina! Ele deu um tapa no seu rosto. –

– O QUE? – dessa vez o motorista freou o carro e quase bati a cabeça no banco.

– ALAN! –

– Vamos na sua casa agora e revidar este tapa. QUEM ELE PENSA QUE é PRA TE BATER?! –

– ACHO JUSTO! – Pedro gritou.

– Não vamos pra canto nenhum agora. Você, volte a dirigir. – falei tão devagar e decidida, que Alan me obedeceu.

– E você, volte a apertar este nariz até enfaixarmos isso. – disse pra Pedro que também me obedeceu.

– Ótimo, vai ficar tudo ótimo. –

Suspirei, descansando o corpo tenso enquanto rumávamos para a mansão de onde não sairia por algum tempo, dizendo a frase para me acalmar, me acalmar até tudo se ajeitar, até o protótipo ficar pronto, até conseguir explicar aquele mal entendido enorme para o meu pai, e ganhar sua compaixão.

Vai ficar tudo ótimo Karina.

Pov Alan

– Estou quase terminando Karina... –

Consegui tirar um sorrisinho dela, depois de uma semana estressada após o ocorrido com o pai, xingando a tudo e a todos, mas claro, menos a Pedro. Ele, ela não xingava.

– SERIO??? –

Ka veio correndo, pra perto das folhas e de mim, e não pude evitar a ereção quando sua perna exposta encostou no meu braço sem querer. E pensar que já tinha visto aquele corpo completamente nu...

– Veja, se conseguirmos aumentar a sustentação aqui... – Karina passou a mão pelos cabelos concentrada e sedutora, me fazendo desconcentrar das próprias palavras.

– Sim??? –

– A ta, desculpa, é que se aumentarmos a sustentação das asas, não teremos problemas com o tamanho dos misseis ou saída pelos tubos. –

– Não acho que isso tenha nada a ver Alan. –

PUTZ, ELA ESTAVA SACANDO! E AGORA??

– BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEETH, VENHA AQUI JAAAAAAAAAAAAAA!! – gritei o mais alto que pude.

Para distrair Karina, aquela era a melhor forma. Só ontem ela já tinha provocado exatamente 3 barracos com Beth, um deles por um motivo tão banal... a cama não estava com o lençol que ela pediu. Ka não era fresca, disso todos sabíamos. Ela odiava Beth por ciúmes do namorado e passava o tempo livre achando motivos pra brigar com a senhora.

– Por que tá chamando essa mulher? – ela afastou, já se irritando.

– Quero pedir um chá de camomila. BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEETH!!! –

– Sabia que na segunda ela teve a cara de pau de ficar olhando D-E-S-C-A-R-A-D-A-M-E-N-T-E pro Pedro? NA MINHA FRENTE! –

Revirei os olhos, com certeza Beth não tinha feito nada e era pura piraçao da mente de Katrina.

– Cheguei! –

– Runf. – a namorada do meu amigo saiu para sentar o mais longe possível da empregada.

– Me chamou seu Alan? –

– Sim Beth, eu gostaria de um chá. -

– Karina? Quer alguma coisa? -

Ka fez careta, cruzando os braços, e Beth suspirou cansada, esperando o próximo chilique.

– Quero sair desta casa, de perto de gentinha FURA OLHO. – ela fez um bico tão fofinho que pensei que fosse correr até onde estava sentada, e beijar aquele bico.

Me controlei, tendo outra ideia maravilhosa.

– A gente não pode sair daqui de casa... mas a gente pode... –

– O QUE? – Karina se animou, ela se animava com tudo o que envolvia diversão, e eu iria me aproveitar disso.

– Ir pra piscina! Na parte interna da casa. –

– Ficou doido Alan? Ta de noite e escuro! –

– Foi o que eu disse Katrina, parte interna, lá é protegido. Beth por favor, prepare a agua e da uma varrida no lugar, faz tempo que ninguém pisa ali. –

Beth assentiu, saindo.

– Vai vestir um biquíni Ka... – ela corou e me arrependi na hora. IA RECUSAR! DROGA! Você é um burro Alan, um jumento.

– Eu não tenho biquíni. Não da. Vim pra cá as pressas com o Pedro, ele não me deixou pegar nada direito. –

Então era isso?

– MAS ISTO NÃO é PROBLEMA NÃO! – falei, feliz demais.

– Desculpe a animação, mas na sala de teatro tem alguns biquínis, se você quiser ir dar uma olhada. – joguei o verde, e colhi o maduro.

– AI QUE MAXIMO! Eu adoro nadar! –

Ka saiu saltitante na minha frente rumo a sala, quando fui parado pela empregada.

– O que houve Beth? -

– Você podia disfarçar pelo menos? – engoli em seco, nervoso, não podia ser aquilo que estava pensando.

– Não deveria estar arrumando o que te pedi? –

– Te conheço desde menino Alan. Acha isso certo? Pedro é seu melhor amigo. – ela me olhava decepcionada, como se eu mesmo já não estivesse bastante decepcionado.

– Ninguém escolhe quem vai amar. – suspirei, rendido.

– Então você admite???? – Beth colocou a mão na boca, em choque.

– DROGA! Você não sabia? –

– Tinha uma ideia... mas não sabia que era sério ALAN! O jeito que você olha pra Karina, como babou nela durante esses quase 4 meses, sinceramente, só o Pedro que confia cegamente em você não percebeu, e Karina que é tchonga, sonsa, ceg.. –

– NÃO FALA ASSIM DELA BETH! –

– Desculpa mas a loira anda me tirando do sério ultimamente. –

– Olha, essa conversa não sai daqui. – a ameacei.

Beth veio em minha direção e deu um forte abraço, me surpreendendo.

– An? -

– Imagino o quanto deve estar sofrendo sozinho meu menino, sem poder se abrir pra ele... mas conta comigo enquanto tenta tirar essa doida da cabeça, ok? –

Fiquei paralisado de choque, nunca imaginei que alguém se importasse comigo além de Pedro.

– Be-Beth, obrigada. –

– COM LICENçAAAAAAAAA, DESCULPA ATRAPALHAR! – Ka já apareceu implicando e não evitei o sorriso, afastando Beth. Será que ela tinha ciúmes de mim também?

– Qual dos dois biquínis você acha melhor? -

OBRIGADO DEUS! KARINA QUERIA MINHA OPINIAO PRA ESCOLHER O BIQUINI? AQUILO ERA REAL?

– Quero que Pedro me encontre linda quando chegar. – ela abriu um sorrisão e eu fui a merda. Até parece Alan, até parece.

– Acho melhor o rosa. – Beth tentou ser amigável e levou um esporro:

– Acho melhor SE AFASTAR DO MEU NAMORADO! –

– Alan eu vou arrumar lá, antes que alguém aqui me engula. –

– ENGULO MESMOOOOOOOOOOOO! –

– Karina, menos por favor. – pedi e Ka ficou fazendo birra, olhando pra cima e batendo o pé.

Beth aproveitou a deixa pra sair, e eu pra escolher o menor biquíni.

– Pedro vai gostar mais do roxo. – Alan também, ALAN TAMBEM!

– Tem certeza? – Karina perguntou inocente e completamente animada, como não a via em dias.

– Tenho! –

Sim, era o roxo. Deixaria o bumbum dela quase todo pra fora, a calcinha era tão mini.. minúscula. Além da cor ser escura e evidenciar muito mais sua branquidão, a tornando mais sexy.

– Vou no quarto por este então! Beijo, beijo, beijo. – Ka saiu pulando alegre, mas não tanto quanto eu.

Coloquei minha sunga branca animado com as possibilidades. A gente na piscina... sozinhos, com certeza tentaria algo, Karina não podia amar Pedro tanto quanto dizia, não podia, ela cairia em perdição e me daria no mínimo o beijo que esperei por tantos meses. Poder tocar seus lábios... fechei os olhos imaginando.

E se nada desse certo, pelo menos a veria de biquíni.

– Tudo pronto Beth? – perguntei assim que cheguei na imensa sala da piscina.

– Tudo. Mas Alan... veja lá o que vai fazer, pelo amor de Deus! –

– Nada do que ela não queira Beth, nada do que não queira. –

A empregada saiu fazendo gesto de “to de olho” e pulei na piscina, antes de Karina chegar. A agua estava muito gelada mas logo esquentaria, quando Katrina entrasse.

Nadei até a outra margem e foi questão de poucos minutos de espera até ela chegar. Inteiramente “símbolo sexual” Ka requebrou até umas cadeiras próximas a agua. Enquanto andava, os seus peitos balançavam no biquíni cortininha, e suas coxas ficavam diretamente de frente pra mim. VIRA O BUMBUM KARINA, VIRA! Mas ela não virou, sentou e cruzou as pernas.

– ENTRA NA AGUA! – gritei pra ela escutar, já que eu estava longe.

– NÃO QUERO! – Ka gritou de volta, se aconchegando mais a cadeira e deixando as pernas em evidencia . Era hoje que eu ia morrer.

– MAS VOCE NÃO DISSE QUE ADORAVA NADAR?? –

– E ADORO! –

– ESPERA! –

Sedutoramente nadei de volta e devagar até onde Karina se encontrava. De vez sai de dentro da piscina e me sentei no chão ao seu lado, ela sorria com a performance.

– Vamos entrar, ta tão gostoso lá dentro. – tentei falar rouco e Ka gargalhou.

– Mas não vou mesmooooo! –

– Por que Katrina? – fiz carinha de cachorrinho pra ver se no mínimo Karina sentiria peninha.

– Não quero estar com o cabelo molhado quando Pedro chegar, quero estar enxuta! –

Me poupe, de 10 palavras que ela dizia, 5 eram Pedro.

Irritado, disse:

– Ele vai te achar bonita de qualquer jeito! Entra na agua. –

– Sério? Acha que fiquei bem com este biquíni? –

Agradecendo ao céu por aquela oportunidade única a respondi:

– Não da pra saber por completo, ainda não vi você de pé direito. –

– NÃO é PROBLEMA! –

Frenética e animada, Karina caiu no meu jogo começando a dar voltinhas em pé, e neste momento todos os 4 meses de espera valeram a pena. Ela possuía o corpo mais gostoso que eu tive a oportunidade de ver, as pernas torneadas, a barriga seca, o pescoço branco, os seios na medida ideal, e o bumbum... gigante! Agora conseguia entender porque diabos a gritaria no quarto do lado do meu todo santo dia, Pedro tinha razão em gritar daquele jeito enquanto transavam, eu mesmo já estava doido pra gritar toda vez que ela balançava a bunda tão próxima do meu rosto e sorria girando como um anjo.

– Karina. –

Ela parou ofegante pelo esforço de girar e virou-se sorridente no mesmo instante que eu. O dono da voz era Pedro.

Pov Pedro

Foi muito estranho chegar em casa e não encontrar Karina e Alan trabalhando na sala de protótipo, logo corri até a cozinha e perguntei pra Beth que me informou direitinho aonde eles estavam, também achei estranho, piscina a noite? Mas ok.

– Que poha é essa? – falei assim que cheguei e me deparei com aquela cena. Ka rodopiando e Alan olhando sentado.

– Amor... não é nada diss –

– Como assim vocês vem pra piscina E NEM ME CHAMAM??? Custava esperar o rei chegar do trabalho? –

Minha namorada veio feliz sacudindo tudo do jeito que eu gostava, e deu um salto, pulando no meu colo.

– Eu te esperei sim senhor! Nem pulei na agua olha. – Ka fez questão de mostrar o biquíni enxuto, mas só reparei no que estava sendo tapado por ele mesmo.

– Ai Deus, queria chegar do trabalho e te encontrar assim toda vez. – puxei a calcinha dela até o meio e Karina soltou um gritinho, me fazendo rir.

– Licença vocês dois, mas preciso resolver umas coisas. –

– Ué Alan, logo agora que eu cheguei?? Vamos nadar!!! –

– Siiiim Alaaaaan! Vai ser divertido! – Karina complementou.

– Muuuito divertido ver vocês se pegando em baixo d’agua. –

Rimos dele enquanto meu amigo pegava a toalha pra sair.

– Vão demorar muito aqui na piscina? – ele perguntou.

– Vamos Karina? – mordi a boca apreensivo, esperando a resposta, a ajeitando melhor no meu colo.

– Vamos. – ela falou devagar, olhando profundamente pra mim.

UHUUUUUUUUUUUUUUUUUL PEDRAAAAAAO!

– Certo. Se divirtam. –

Alan saiu, nos deixando assim sozinhos.

– Ouviu? Ele mandou a gente se divertir. –

Antes que ela pudesse me dizer algo, ferozmente encostei nossos lábios e comecei o beijo. Enfiei a língua sentindo o seu sabor tão essencial pra mim, e ela revidou, encostando sua própria língua na minha loucamente, depois a subiu até o céu da minha boca dando uma lambida final e encerrando o beijo.

– O que foi? Tu me deixa duro e agora quer parar? –

Ka deu uma risadinha gostosa e saiu do meu colo, ajeitando o biquíni. Será que ela não entendia que não queria nada ajeitado?

– Quero nadar. -

– Tenho que avisar que não posso nadar. –

– An?- Karina perguntou, já pulando na piscina, me seduzindo com o seu corpo perfeito.

– Eu to sem cueca! –

Ela emergiu de dentro d’agua, lambendo os lábios safada e endureci.

– Melhor ainda. –

Um segundo depois eu já tinha tirado todas as minhas roupas e pulava para agua atrás dela. Karina brincava de fugir, nadando para longe toda vez que eu me aproximava. Já sem ar subi pra superfície novamente.

– POHAAAAAA KARINA, PARA COM ISSO! –

Gritei tirando o cabelo molhado do rosto e senti um aperto no meu membro, era ela brincando comigo.

– Sua cachorra! –

Ka subiu, com o corpo próximo demais ao meu, batendo os pés pra conseguir boiar já que era baixinha e não alcançava o chão.

– Não acha que está perto demais, de um homem nu demais, que te ama demais? –

Karina fingiu nem escutar, passando as mãos pelo meu peito e fungando no meu pescoço depositando alguns beijos concentrada por ali. Senti seus seios movimentarem algumas ondas perto por conta da sua respiração, e o lacinho da sua calcinha roçar no meu pênis tao quente que nem a agua gelada fazia descer.

– Venha aqui. –

A arrastei até próxima da escadinha pra subir pro chão seco, e ainda dentro d’agua comecei a desamarrar seu biquíni.

– Pedro... – Ka deu uma risadinha nervosa, sabia que ela estava excitada tanto quanto eu com o perigo daquilo.

– Shhhh. – dei umas chupadas no seu pescoço enquanto ela fazia uma poupa e tornava mais fácil meu trabalho de desamarrar.

Quando terminei, o sutiã de Karina caiu, revelando seus mamilos duros e seios erguidos.

– Meu Deus. –

Karina pegou minhas mãos e colocou lá, movimentando ela mesma mas quem se aproveitava era eu, sentindo o seu corpo.

– Agora tira a calcinha. – disse rouco e como se esperasse ansiosa eu dizer aquilo, Ka tirou rapidamente a calcinha e colocou em cima, no chão.

Não fui cuidadoso nem devagar, com pressa e vontade enfiei o meu pênis na sua intimidade quente, a agua nos lubrificava e deixava fácil a movimentação quando comecei a meter forte e muito rápido. Karina se agarrava na escada pra manter boiando e gritava gostosa.

– Pedroooo, me come assim! –

– Assim? –

Virei e comecei a come-la de ladinho, Karina ia loucura gemendo.

– Assim! –

Passei uma mão pela sua cintura e a puxei, pressionando mais ainda contra meu membro, as paredes vaginais apertadas de Karina, conseguiram se apertar mais e senti o esperma querer sair.

Minhas mãos deslizavam por todo a sua pele e minha boca já se abria pro gemido final.

– Karina... eu vou gozar. –

Ka deu uma risadinha sapeca, e fechou mais ainda as pernas em volta de mim, me deixando a ponto de explodir lá dentro.

– KARINA! –

Empurrei as costas de Karina, conseguindo me livrar e nadar pra longe deixando um rastro de esperma pela agua.

– Você tá doida?? Eu ia gozar dentro! –

Perguntei indignado, enquanto ela nadava pra perto com o bumbum grande pra cima.

– E o que é que tem? –

– Espera, cadê a garota que me jogou no chão aquele dia no banheiro? -

– Só acho que na agua não tem problema... – falou com uma carinha manipuladora.

– Eu te conheço. NÃO DA PRA TER FILHOS AGORA! –

– Calma Pedro... estava muito gostoso, foi por isso... –

– Não, não acredito que você tá sendo criança desse jeito. Criança não pode ter criança, Ka. –

Sai da agua a deixando um pouco transtornada, mas não ligava pra como fosse ficar, putz, me sacanear e me obrigar a uma coisa daquele jeito? Era golpe baixo.

– PEDRO VOLTA AQUI! – gritou histérica, vestindo o sutiã.

Terminei rapidinho de por minha calça e peguei minha blusa secando meu corpo molhado e já saindo do local.

– Se quiser, vai dormir no meu quarto mas nada de sexo sem camisinha até você tirar essa ideia idiota da cabeça. – falei, e sai bravo.

Pov Cobra

– Consequência. –

Olhei suplicante pra Esther, já tinha explicado tudo o que se passava no meu coração, já tinha explicado minhas incertezas com Jade, incertezas do que eu sentia exatamente por Jade.

– Hmmm deixa eu ver. – Esther me pirraçou e Jade nos olhava ansiosa pra saber qual seria a próxima consequência.

– VAI LOGO ESTHER! – gritei em agonia.

– Quero que você. – apontou pra mim.

– De um beijo nela. – apontou pra Jade.

Meu coração disparou. Disparou como disparava todo dia quando saia do treino pra vir cuidar dela, ou quando passeávamos no parque e ela sorria feliz, ou quando a noite imaginava porque diabos ele disparava por uma garota autista.

– Na boca? – Jade levou as mãos nos lábios, assustada, com os olhos arregalados.

– Não Jade! Na bochecha. – a tranquilizei.

Qualquer coisa que só envolvesse toca-la já estava de bom tamanho pra mim. E quem diria, Cobra, que pressionava a ex namorada a transar, se arrastar pra uma garotinha de 12 anos chamada Esther para que pudesse dar um beijinho na bochecha de alguém.

Ansioso como nunca estive nos 4 meses que se passaram de brincadeiras e alguns surtos repentinos de Jade, avancei devagar e com tranquilidade até sua bochecha.

Deixei meus lábios se demorarem bem na bochecha macia de Jade, e ela soltou uma risadinha sem perceber que eu demorei mais do que precisava ali.

– Gostou? – perguntei.

– Foi bom! – Jade corou, me tirando um sorriso enorme.

– Agora é minha vez de rodar. –

Rodei o chinelo e foi parar exatamente no meu alvo.

– Jade, verdade ou consequência? –

– Verdade! –

– Você gosta de mim? – perguntei apreensivo, era de suma importância saber aquilo. Ela sentia algo por mim? Valia a pena tudo aquilo?

– Eu te adoro Cobra! –

E como se só aquela frase não bastasse, ela veio me abraçar e pude sentir o seu cheiro.

Pov Lírio

– ME DEIXA ENTRAR! –

– Você ta transtornado rapaz, e dr. Heideguer está em reunião agora, não pode te atender. – o segurança idiota me barrou.

– Eu tenho uma informação que ele vai adorar. ME DEIXA ENTRAR AGORA! – rosnei e o segurança sorriu da minha fraqueza diante a situação.

Mas não esperei uma semana em cima de uma cama me recuperando pra não conseguir no mínimo destruir a vida de Pedro agora.

– HEIDEGUEEEEEEEEER! HEIDEGUER, SAIA JÁ DESTA CASA! HEIDEGUEEEEEEEEEER! – o gritei na esperança de que saísse e viesse conversar comigo, mas nada.

– Inferno. –

Ali eu não conseguiria nada! Entao sai vencido e comecei a rondar a casa, os muros não eram tao altos assim...

Com certo esforço pulei o muro e cai do outro lado, em um jardim. Apressado e morrendo de medo de me descobrirem entrei numa portinha e fui parar dentro de uma sala.

– HEIDEGUER! HEIDEGUEEEEEEEEEEER! – gritava sem parar, a raiva e lembranças da boate tomando conta do meu ser.

– HEIDEGUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER! –

– Que desgraça é essa na minha casa? –

O homem desceu as escadas, usando terno e com cara de poucos amigos.

– Precisamos conversar, pelo amor de Deus! -

– Quem é você rapaz? Estou em reunião agora. –

– Sou Lírio, prostituto da Wild Passion e vou ser direto, tenho informações sobre aquela menina, a Karina. –

Um lampejo de felicidade surgiu na expressão do homem, e sua fisionomia cansada desapareceu.

– Não ache que vá ganhar nada com informações falsas. Não é o primeiro que vem aqui tentar me arrancar dinheiro. –

– Ta vendo esses cortes aqui na minha cara? Culpa dela. Entao, vai me ouvir ou não? –

– Sente-se. – Heideguer pediu, completamente educado e diferente de alguns segundos atrás.

– Vou ser direto doutor, sei quem anda escondendo a Karina. –

– Quero nomes rapaz. –

– Pedro. –

Heideguer olhou para mim assustado, como se tivesse levado uma facada.

– Pedro Ramos? –

– Este mesmo, ele é o namorado da Karina e a esconde em algum lugar. –

– Não. Isso não pode ser verdade. –

Dr. Heideguer andava estressado por toda a sala, prestes a ter um pilipaque.

– Por que não pode? Te dou minha palavra! –

– Porque Pedro... mora com o meu filho. –

Um segundo depois o vaso de flores foi arremessado do outro lado da parede seguido de um grito assustador:

– TRAIDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR! –

Pov Alan

– Ande rápido! Não sei quanto tempo eles vão demorar. –

– Sei não moço, mas to achando isso muito estranho. – o instalador reclamou.

– Olha, você não é pago pra dar opinião aqui, termine já com esta câmera. – o homem resmungou, mas voltou a instalação.

Eu não aguentava mais, fazer de tudo pra ter Karina, de tudo pra ela me dar pelo menos uma chance e não conseguir. Mas agora seria assim, se não a tenho, no mínimo poderia a ver por completo.

– Porque uma câmera no banheiro ein? –

– Já disse pra calar a boca! – falei nervoso, olhando sem parar pra porta com medo de alguém passar.

Depois de dois minutos o rapaz se sacudiu, saindo da escadinha e arrumando as ferramentas. Olhei bem para a câmera, e realmente tinha ficado bem escondida.

– Ótimo, agora vamos no meu escritório pegar o seu pagamento, RAPIDO! – puxei o rapaz.

Saindo do quarto de Karina.

Notas finais
SEM NOTAS PQ MEU PAI CHEGOU MESMO