Wild Heart

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo...
Então, primeiro quero pedir desculpas por não ter finalizado a outra fic. Simplesmente travei, e não consegui terminar o próximo capítulo. (se você não sabe do que eu estou falando, ignore essa parte
Segundo, quero dizer que essa eu pretendo terminar, pois futuramente (e possivelmente, graças a minha mãe)poderá virar um livro. Não publicado, a não ser que ela roube e publique sem eu saber.
Mas indo direto ao assunto, espero que gostem dessa. Com certeza está melhor que a outra.

O sinal. Algo pelo qual eu ansiava desde que entrei no lugar que costumam chamar de escola. A minha está mais para “prisão domiciliar”. Tenho certeza que passo mais tempo aqui do que em casa. Ter que ficar aqui boa parte do dia, olhando para as mesmas pessoas, os mesmos tipinhos básicos de adolescentes e tendo cada aula mais chata do que a outra, só sendo ninja para conseguir.

Para a minha sorte, eu sou.

E para a mesma sorte, eu encontrei outras três ninjas.

Olive Foster, Lucy Stone, Samanta Cooper e eu, Jasmine Scott, somos a melhor trupe de ninjas que eu conheço. Não que eu conheça muitas. E mesmo sendo ninja, estou prestes a morrer de tédio.

- Jas... Ei Jas! – escutei alguém atrás de mim me chamando. Foi só eu me virar para descobrir quem era que recebi uma bolinha de papel na cara. As pessoas já pararam pra pensar que amassar papel destrói as fibras e não pode mais ser reutilizado?

- Srta. Scott, o que a senhorita está fazendo virada para trás? – a professora perguntou. De qual matéria ela era mesmo? Biologia?

- Nada, professora. Me desculpe. – sentindo minhas bochechas corarem, me virei para frente de novo.

Essa mulher deve ter algum problema com alunos, nunca vi. Como ela conseguiu virar professora? Não se pode olhar um pouquinho para o lado que ela acha um desaforo. Alguém precisa de uma nova tática de aproximação... Esperei ela se virar novamente para continuar escrevendo seus resumos intermináveis e me abaixei para pegar a bolinha. Olhei para Lucy, que amava trocar bilhetes em aula comigo, a duas classes de distância, com as sobrancelhas franzidas, indagando apenas com o movimento dos lábios:

Foi você?

Ela negou, apontando para a cadeira ao lado dela, onde uma Jade desesperada acenava para mim.

O que você quer? – perguntei labialmente.

Jade apenas apontou para a bolinha. Dei de ombros e abri.

“Jas, minha flor, preciso de uma ajudinha sua”.

Revirei os olhos, minha felicidade matinal dando lugar a cansaço. Eu odeio isso, realmente odeio. Claro, ela não sabe, ninguém sabe, mas mesmo assim é chato. Minha ajuda verdadeira elas não pedem, mas é o que realmente tem efeito. A ajuda que ela queria? Meus conselhos amorosos sobre o garotão da vez. O que realmente acontecia? Eu via a aura dos dois e comparava para ver se eram compatíveis. Se fossem, eu dizia para investir e fazia o meu “truquezinho”. Se não, eu sugeria procurar outra pessoa.

Sim, eu poderia fazer qualquer pessoa se apaixonar por qualquer outra pessoa. Mas aí vem uma das partes ruins da maldição: livre arbítrio. A pessoa pode não aceitar facilmente, mas no final acaba cedendo. Acaba aceitando um sentimento que não seu, enfeitiçado. E quem sofre com isso sou eu. Toda vez que eu forço outro ser vivo a aceitar amar alguém, eu sinto como é a dor de abandonar a própria vontade. Por isso não faço mais essa coisa, fiz apenas cinco vezes e me arrependo. Já entendi que ninguém gosta de perder seu livre arbítrio.

Além de doer bastante.

Não é do tipo dor física, com marcas e cicatrizes. É mais como se eu ficasse com as memórias das escolhas que mudaram a vida das pessoas. Só que a cada memória, a dor de perdê-la vem para mim. É mais do que pode se aguentar. A dor é interna, no coração e na mente, mas é tão agonizante que se é preferível queimar a sentir de novo.

“Me procure no intervalo”

Rapidamente me virei, tocando a bolinha de volta o mais perto da Jade possível. Samanta me olhava com aquele olhar que indicava que ela não aprovava que nós não prestássemos atenção. Como se desse para. Pisquei meus olhos para ela, que apenas revirou os seus, na minha tentativa falha de parecer um anjo.

- Alguma dúvida? Srta. Scott, por que a senhorita está virada para trás de novo? – a voz da professora soou pela sala, como em um auto falante devido ao silêncio.

Me virei o mais lento que consegui, olhando para o chão ao longo do trajeto. Quando fui obrigada a olhar para cima e encarar a mulher, não tinha uma resposta boa o suficiente que não envolvesse pedir desculpas de novo. Abri a boca para tentar enrolar quando o sinal tocou. Nunca amei tanto a pessoa que tocava aquele sinal. Sorri em forma de desculpa para a professora e me levantei, pegando os livros da minha mesa e colocando minha mochila no ombro. Esperei Samanta acordar Olive e Lucy pegar o telefone de um jogador qualquer do time de basquete para irmos comer. Outra coisa boa aqui: a comida era de graça.

Tínhamos várias opções, desde frutas até pizzas e hambúrgueres, mas como a dona da cantina era dinda de Olive, nós meio que ganhávamos preferência. Com isso eu quero dizer: as melhores coisas ficavam separadas para nós. A melhor ideia que tivemos, admito.

Caminhávamos tranquilamente pelo corredor, indo em direção aos dois armários que dividíamos. Não, não era um armário para cada aluno. Em Midtown High não tem essas coisas modernas como nas outras escolas da região. Então se você não tem nenhum amigo, você sofre. Se você tem duas amigas, você também sofre. Já disse que amo ser parte de um quarteto?

- Olive, quem é Will? – Lucy perguntou para a nossa baixinha.

Não sei se era a luz refletida ou Olive ficou branca.

- Por que a pergunta? – disse ela, afinando a voz no final e pigarreando.

É, ela estava branca mesmo.

- Porque durante o seu soninho na aula, você falou três vezes “ninguém toca no meu Will”. – completou Lucy, com seu olhar de te peguei – Então me responda, cara amiga, quem é Will?!

Abri o meu armário e Olive começou a colocar suas coisas no espaço dela desesperadamente, enquanto Sam reorganizava os livros por ordem e Lucy passava batom, olhando para Olive pelo espelho.

- Por que você não fala logo quem é Will? Assim a Lucy para... – sussurrei para Olive, quando me aproximei para pegar meu ipod.

- Falar o quê? Que eu tenho um lagarto de pelúcia, pelo qual eu tenho um ciúmes infinito, e sofrer bullying o resto da minha vida? – disse ela, forçando o sussurro a sair um pouco mais alto — Não, prefiro que ela me incomode.

- Essa não é a melhor saída... Você sabe que ela te incomodará por algumas semanas, mas depois vai parar. – fechei o armário e coloquei as mãos na cintura, olhando para ela — Até porque, a que mais implica com as coisas das outras aqui é você!

- É verdade! – Sam e Lucy disseram juntas, prestando atenção na nossa conversa.

- Coisa linda da tia Lucy, se você falar, eu prometo que não vou te zoar. – disse a outra, cruzando os dedos e beijando.

Olive olhou para ela com os olhos cerrados, depois para mim, perguntando se devia. Concordei de leve com a cabeça, fazendo Olive suspirar, fechar os olhos e soltar para Lucy:

- Meu lagarto de pelúcia.

Não sei o que Olive esperava a partir daí, mas Samanta me surpreendeu.

- Ai que fofo, posso ver? – seus olhos brilhavam, diferentes dos de Olive, que se estreitaram devido a pergunta.

- Não, você não pode ver e muito menos tocar. Qual parte do “ninguém toca no meu Will” você não entendeu?

- Grossa. – Lucy se pronunciou, passando por nós e indo para o pátio – Custa deixar a gente ver? Vai cair um pedaço?

Começamos a seguir ela, o mais devagar possível. Quanto mais devagar, mais tempo levamos até atravessar o pátio e entrar na cantina. Quanto mais tempo perdido, menor a fila de alunos. Todos ganhavam, já que não tem como ficar perto da Olive quando ela está com pressa.

- Meu não, mas vai que sem querer vocês destruam meu bebezinho... Eu teria que matar vocês! – Olive pulou nas costas de Sam, dando um abraço desajeitado nela – Mas como eu amo vocês, seria difícil para mim.

- Duvido que você consiga me matar. – disse Sam – Você não viveria sem mim.

- Ou porque ela é muito lenta... – falei, rindo da cara que Olive me lançou, seguido por um dedo do meio.

- Ela não viveria sem nenhuma de nós! Quem pegaria as coisas na terceira prateleira para ela? – Lucy se virou para trás rindo e começou a andar de costas, abrindo a porta com seu corpo.

Ah, o pátio. Ar puro. Grama. Árvores. Snookers. Fonte dos desejos. Quadra. Crianças.

Espera, Snookers?

Não. Por quê? Meu dia estava tão bom!

- Eu alcanço na terceira prateleira, só depende qual tamanho dela. Ás vezes, até a quarta. – tentando se justificar, Olive olhava para Lucy, que ainda caminhava de costas.

- E olha quem falando, a mais alta do mundo! – Sam retrucou, segurando melhor Olive para não derrubá-la. Até que parou, olhando na mesma direção que eu.

- O que foi? Por que você parou? – Olive olhou para a expressão de desgosto de Sam e acompanhou o olhar. Logo seu rosto estava igual ao meu.

A alguns metros de distância, em baixo da maior árvore dali, a árvore que nós adorávamos passar os tempos livres e éramos obrigadas a disputar sempre, estavam três seres completamente desagradáveis. Um moreno com cabelo ralo, um anão com um topete bagunçado roxo e um loiro com o cabelo caindo nos olhos. Rindo, como se a vida fosse boa.

Seria, se eles não existissem.

- O que vocês estão olhando? Algum gatinho novo? – Lucy trocou o cabelo de lado, inflou o peito e virou, seus ombros murchando logo em seguida – Fala sério, tinha que ser bem eles?!

Pelo visto, não éramos as únicas que notaram a presença um do outro. Logo pararam de rir e ficaram nos encarando. Segundos depois, um levantou. Depois o outro e o outro. Pareciam que viriam em nossa direção.

Oh-oh.

- Amores, é melhor irmos andando... – comecei, mas Lucy levantou a mão, pedindo para eu ficar quieta.

- Não. – disse em um tom levemente desgostoso — Deixa que venham.

Sam e eu trocamos olhares. Isso não é nada bom.

Olive desceu da garupa de Samanta e se posicionou ao meu lado, cruzando os braços na altura do peito. Lucy continuava a nossa frente, como um general comandando seu pelotão.

- Ora, ora, ora. Se não são as diabinhas mais bacanas desse inferno! – Harry se aproximou, passando a mão pelos curtos fios em sua cabeça, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans preta.

- Estão mais para demônios, isso sim. – Thomas ajeitou seu cabelo loiro para o lado, dando-nos visão de seus olhos castanhos. Dougie apenas riu, seu piercing no lábio inferior cintilando.

- Quem falando, os santos da cidade. – Lucy botou as mãos na cintura, com sua famosa pose de mandona.

- Por que vocês estão aqui? Não deveriam estar lá dentro, comprando comida e tentando parecer menos magricela? – fuzilando Thomas com os olhos, Olive questionou, olhando por trás deles para a nossa árvore.

- Sabe como é, não gostamos das pessoas daqui. – disse Dougie, sendo o mais sincero possível. Como sempre – E sabemos o quanto vocês gostam daquela sombra, do vento que bate lá e da visão para quadra de basquete. Então viemos primeiro para garantir que vocês não o peguem.

Como eu odeio aquele sorriso sarcástico.

- Obrigada. Vocês sabem como alegrar o nosso dia. – falei pela primeira vez, cravando meus olhos no idiota de cabelo roxo.

- De nada. Nossa alegria é a sua infelicidade! – Harry respondeu, chamando minha atenção para ele.

- Só, por favor, não deixem nossa árvore...

- Sua árvore? – Thomas interrompeu Sam, a olhando com as sobrancelhas arqueadas – Juro que nunca vi seus nomes ali, muito menos vocês a plantando.

Sam fechou os olhos e inspirou profundamente. Escutei baixinho ela contando até dez. Acho que nem isso surte efeito quando o caso são os Snookers.

- Só, por favor, não deixem aquela árvore com cheiro de maconha e álcool. – Sam completou, frisando sua frase e sorrindo com escárnio – Gostamos de ter a brisa de lá com cheiro bom.

Para a alegria do meu dia, vi três testas se franzindo com uma súbita raiva.

Eba, ponto para nós.

- Acha mesmo que seríamos... – Harry começou, mas Thomas deu um tapa em seu braço, fazendo-o calar aquela boca.

- Tentaremos, mas sabe, — Dougie falou, abrindo um sorriso de canto — não gostamos de vocês. Então seus gostos e frescurinhas bestas não nos importam.

- Além do mais, o único cheiro ruim que fica lá são os dos ficantes pervertidos que as senhoritas levam para lá. – caminhando até estar perto de Sam, Thomas concluiu – Principalmente a senhorita, Samanta Cara de Santa.

Eu não sei quem reagiu pior: eu, Lucy ou Sam. Lucy tentou bater em Thomas, mas foi impedida por Dougie, que a jogou sobre o ombro. Tentei chutar ou atingir o mesmo de algum jeito, mas Harry segurou minha perna, me virando e me levantando pela cintura. Olive ficou tão surpresa que congelou. E Sam só faltou explodir de tão vermelha.

- Thomas Wright Butler, retire já o que disse! – ela gritou, chamando a atenção de algumas crianças e professoras que ocupavam o local.

Não apenas eu, mas todos presentes se assustaram com o grito. Sam não é de gritar, é a pessoa mais calma e paciente que eu conheço.

Todos, menos o diabo loiro.

- E quem vai me obrigar? Você ou a minha mãe? – e saiu rindo, de volta para a árvore.

Esperneei para tentar me desvencilhar do aperto daquele ogro, mas isso apenas fez com que ele me segurasse mais forte. Como aquela finura de pessoa conseguia ser tão forte? Sam não esperou nem dois segundos e correu atrás de Thomas, pulando em suas costas e o derrubando na grama.

- Retira, seu imprestável, egoísta, mesquinho, repugnante, idiota, desprezível... – a cada palavra gritada era um tapa que Thomas levava.

Olive correu para ajudar Samanta, enquanto Lucy tentava a todo custo acertar qualquer parte do corpo de Dougie. Até que acertou o joelho no estômago, fazendo-o cair, derrubando-a e indo por cima dela.

- Saí daqui, Tinky-Winky. – Lucy empurrava Dougie, sem sucesso algum.

O rapaz apenas a olhou incrédulo.

- Tinky-Winky? Jura? Sua mente maligna não te permitiu pensar em nada melhor? – ele colocou todo o peso em cima dela, impedindo Lucy de ter algum progresso.

Contorci meu rosto para tentar ver o que estava acontecendo com Sam, Olive e o outro ser, mas o ombro de Harry estava na minha frente. Tentei bater com o cotovelo em suas costelas, mas meus braços estavam presos. Minhas pernas, cansadas de espernear, não se moviam o suficiente para um chute. Meus ombros murcharam com minha lista de opções de fuga se esgotando. Escutei a risada baixa de Harry e olhei para cima, vendo seus olhos fechados e sua cabeça balançando negativamente.

- Desista. Se eu não quiser, você não sai daqui. – disse ele, cravando seus olhos azuis em mim.

- Então, com o meu tempo de permanência aqui aumentando, concluo que você queira que eu fique exatamente onde estou. – tentei usar a psicologia reversa. Era minha última cartada.

- Não chegue nessa conclusão tão rápido, boneca. – disse ele, franzindo o cenho, dando um sorriso presunçoso — Pode apostar que se eu realmente quisesse você tão perto de mim, eu já teria conseguido, e não seria eu a tomar a iniciativa.

- Primeiro, não me chame de boneca. Segundo, eu tenho certeza que não teria não. Terceiro, você mesmo disse que eu só não saí daqui porque você não quis. Está se contradizendo...

Seu cenho franziu tanto que suas sobrancelhas pareciam uma. Isso fez com que eu percebesse uma leve cicatriz que ele tinha no canto direito da testa, escondida pelas poucas madeixas de cabelo.

- Você está me deixando confuso. – disse ele.

- Era o meu objetivo. – falei, voltando a olhar para as crianças brincando e sentindo o peito de Harry bufar.

Lucy ainda lutava com Dougie, o que estava se tornando engraçado, já que ele não parava de rir dizendo que estava fazendo cócegas. Minha visão de Olive e Sam ainda era nula, mas eu escutava os gritos de Thomas.

- Senhores, o que está acontecendo aqui? – ouvi a voz da monitora gritando, seus passos apressados na grama chegando mais perto.

- Sam, sai de cima dele enquanto é tempo. – Olive disse.

- Tarde demais. – logo que Thomas falou isso, ouvi um grito fino, vindo de Sam.

- Srta. Foster, Sr. Butler e Srta. Cooper, o que isso significa? – Gemma, a monitora, estava parada de braços cruzados a poucos centímetros de nós – Sr. Grigory, largue a Srta. Scott. E Sr. Turner, por favor, levante-se.

- Nossa, quanta formalidade. – Dougie disse, se levantando e ficando quieto após o olhar gélido de Gemma.

Segundos depois eu estava no chão, com Lucy ao meu lado. Dougie e Harry estavam parados ao lado de Thomas, que foi afastado a força de Samanta, esta sentada no chão tomando água com Olive.

- Agora que vocês estão mais calmos, quem vai começar a me contar o que aconteceu? – começou Gemma, parando entre nós.

Ninguém disse uma palavra. Olhei para as três e nenhuma estava disposta a começar. Quando olhei para as pragas, vi que Dougie sorria.

Não, ele não.

- Eu falo. – dissemos juntos, Dougie e eu.

Ele me lançou um olhar significativo de desprezo, sabendo que eu ia ferrar com eles, assim como ele ia nos ferrar.

Touche, caroamigo.

- Quanta prestatividade. – Gemma revirou os olhos – Muito bem. Comecem.

- Não. – Samanta levantou e olhou para mim – Os reais envolvidos nisso somos eu e o Butler. Quem deve se explicar somos nós.

Sam lançou um olhar para Thomas, indicando que ele deveria se apresentar da mesma forma que ela. Ele, com o olhar transbordando tédio, parou ao lado dela, acenando com a cabeça. Gemma concordou.

- Certo. Então, me acompanhem até a diretoria. – disse ela, virando e andando em direção a porta do prédio – Por que será que as encrencas desse colégio sempre envolvem vocês sete?

Acenamos para Sam, que saiu caminhando atrás de Gemma, se distanciando o máximo que podia de Thomas. O que mal passaram pela porta, Dougie já estava rindo. Olhei para ele confusa.

- Do que você está rindo, criatura? – perguntei, me levantando e ajudando as outras duas. Harry e Dougie já estavam de pé.

- De tudo isso. De vocês. Da vida. – ele me respondeu, dando de ombros e caminhando de volta para a árvore rindo.

- Ele só pode ter problemas. – Olive se pronunciou, limpando a terra de sua calça.

- Tem sim. Você. – depois dessa frase carregada de sentido, Harry seguiu seu amigo.

Olhei desentendida para Olive, que olhava para Harry perdida. Lucy bateu palmas, chamando nossa atenção.

- Acho melhor irmos pegar a comida e depois arrumamos um lugar para sentar. – disse ela, penteando o cabelo liso com os dedos – Sam sabe nos encontrar, é onde a risada escandalosa da Jasmine está mais alta.

Terminando de prender meus cachos num rabo-de-cavalo, saí correndo atrás dela, que fugiu. Olive provavelmente estava atrás de nós. Depois reclama quando a chamamos de lenta.

Sorri sozinha. Um dos motivos de eu nunca me separar das três é que, nesses momentos onde estamos correndo, brincando, rindo ou até mesmo brigando, eu me esqueço, nem que seja por um instante, do peso que eu carrego nos meus ombros.

Notas finais
Não vou pedir pra comentarem, mas se quiserem deixar a opinião de vocês, criticas e coisas que eu poderia melhorar, estou aberta ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.