Wicked
11 Sentimental
Notas iniciais
Sexta-feira havia sido como um sonho. Rose e Dominique aproveitaram que estavam sozinhas em um pequeno apartamento que a madame Martin havia conseguido para elas e fugiram à noite, para que pudessem turistar um pouco. Fizeram tudo que adolescentes fariam: visitaram pontos turísticos, comeram porcarias de rua e compraram acessórios bobos, como óculos e chapéus temáticos de Londres.
Estavam acostumadas com o mundo bruxo, então nunca tiveram contato direto com o lazer trouxa da cidade, que havia sido uma descoberta e tanto.
No sábado, logo pela manhã, dirigiram-se ao Ministério acompanhadas pela professora de Feitiços, que as apresentou ao subsecretário do Ministro. O homem alto e esguio usava um terno de cor azul vibrante e tinha um estilo bastante excêntrico. Usava um chapéu preto, que escondia a sua careca, mas a sua barba espessa e óculos pendurados na ponta do nariz fizeram com que Rose o reconhecesse.
Era um dos homens que estava no dia do resgate do furanzão.
Sentiu-se mal imediatamente. Não esperava encontrar-lhe ali, não daquele jeito. Não naquele dia. Agarrou-se ao braço de sua amiga, chamando-lhe a atenção.
— Eu o conheço, está envolvido com coisas ruins, não confio nele Domi – afirmou em voz baixa para Dominique, aproveitando que o homem não a notaria, já que conversava com a professora responsável pelas duas.
— Conhece de onde? O que ele fez? – perguntou Dominique em retorno, mas Rose não teve tempo de responder, já que os dois adultos voltavam sua atenção para as duas garotas naquele momento.
A Granger-Weasley deu uma cotovelada discreta em sua prima, mantendo ainda os seus braços enlaçados, enquanto madame Martin retornava para perto das duas adolescentes, acompanhada do subsecretário.
— Meninas, tenho alguns assuntos para tratar em Londres durante o período da manhã, portanto, as confiarei ao senhor Villany – apresentou-as oficialmente ao homem que lhe acompanhava, que tirou o seu chapéu, exibindo assim a sua careca brilhosa, e fez uma reverência em seguida – Tenho certeza de que as meninas não lhe trarão problema algum Jeremy. Agora, com licença – despediu-se a professora, partindo em sequência.
Jeremy Villany parecia simpático, com o chapéu em mãos e sorrindo abertamente, a ponto de as rugas nos cantos de seus olhos ficarem notáveis atrás das lentes de seus óculos, mas Rose sabia que não podia confiar nele. Não mesmo.
— Como madame Martin já disse, sou Jeremy Villany, subsecretário do Ministro e irei ser o guia das senhoritas hoje, sim? Podem me chamar só de Jeremy, caso prefiram, acho que Villany nem sempre soa muito bem – disse o homem, que parecia estar se esforçando ao máximo para parecer carismático, e voltou a depositar o seu chapéu sobre a cabeça.
— Sou Dominique Weasley, prazer – apresentou-se a loira, afastando-se de sua prima e esticando a mão para o homem, que aceitou imediatamente e sorriu – Essa é Rose Granger-Weasley, o motivo pelo qual estamos aqui hoje.
— A senhorita Granger-Weasley não fala? – perguntou ele, interessado, pensando que talvez a outra fosse sua porta-voz.
— Eu falo, só que prefiro me abster de apresentações – respondeu rudemente a ruiva e recebeu um beliscão disfarçado de Domi.
O Villany não pareceu se importar com a fala mal educada da garota e Dominique parecia simplesmente encantada com todo o ambiente ao seu redor.
Era, de fato, um lugar impressionante. O Ministério era uma construção subterrânea enorme, a área em que estavam era rodeada por o que pareciam janelas de prédios, que davam visão para o seu interior, revelando algumas das secretarias e departamentos dali. Ao centro da área aberta havia uma grande estátua, a qual nenhuma das garotas pareceu dar importância, uma vez que as diversas janelas que mostravam bruxos trabalhando eram muito mais interessantes que a estátua, afinal.
— Vou lhes mostrar o meu local de trabalho, meu gabinete fica ao lado do gabinete do Ministro Schmidt – disse e começou a caminhar na frente, liderando o caminho para as garotas.
Os gabinetes ao qual seriam apresentadas ficavam no primeiro andar, quase ao final do corredor.
Ao chegarem lá, nada parecia fora do esperado. Era um local simples de trabalho, com mesa e cadeira para o subsecretário, além de outros três assentos para visitantes, os quais ficavam de frente à mesa, cuja superfície era bastante desorganizada e lotada de papéis soltos. Estantes altas enfeitavam as paredes e, ao fundo, era possível notar algumas caixas recobertas por tecido.
Rose pareceu hesitar ao entrar na sala e notar aquelas caixas ao fundo, que pareciam iguais à gaiola que prendia o furanzão alguns anos atrás, inclusive possuíam o mesmo tipo de tecido escondendo o seu conteúdo.
— O que é aquilo tampado? – perguntou a ruiva para o subsecretário, já desconfiada da resposta, na esperança de que aquilo despertasse em Dominique uma curiosidade também.
— Alguns itens confidenciais do trabalho, nada que precisem se preocupar – respondeu, ainda tentando soar o mais simpático possível.
O quanto aquele homem trabalhava para manter sua pose de bom moço já começava a irritar a Granger-Weasley. Ela sabia o que ele estava fazendo. E tinha completa consciência do quão era errado, por isso não estava se esforçando para que ele gostasse dela. Se aquele era o trabalho que o Ministério fazia, ela não tinha o interesse de colaborar e trabalhar ali futuramente.
Villany as guiou para fora da sala assim que terminou de apresentar o ambiente para as garotas e, Rose, sendo a última a sair, pôde jurar que viu uma das caixas se mexer quando atravessava a porta logo atrás de Dominique. É claro que ela havia visto a caixa se mexer. Granger-Weasley tinha absoluta certeza do que aquelas caixas e tecidos escondiam, e eram seres vivos. Ela já tinha visto aquilo acontecer antes.
A sala do Ministro, que ficava quase ao lado da de seu subsecretário, não era muito diferente. Notava-se que era maior, mas os móveis pareciam manter um padrão e talvez a desorganização fosse um pré-requisito para se trabalhar no Ministério. Entretanto, para a surpresa de Rose, ali não havia caixas cobertas por tecido, como na sala de Villany. Aquilo fez com que uma fagulha de esperança acendesse em si, afinal, era um indicativo de que talvez o Ministro não estivesse envolvido na apreensão de criaturas mágicas.
— É aqui onde o Ministro Schmidt opera na maior parte do tempo – disse Villany – Ele provavelmente já está a caminho, acredito que posso confiar que as duas não vão aprontar por aqui e que podem esperar por ele sozinhas. Agora, se me dão licença, tenho um compromisso no Nível 4 do Ministério.
O subsecretário despediu-se e retirou-se rapidamente. Rose tentou, por um momento, se lembrar do que se tratava o Nível 4, mas toda aquela situação de reconhecer Villany e de teorizar sobre as caixas em sua sala estava a perturbar sua mente de maneira que não conseguia concentrar-se para lembrar de nada além daquele dia na Floresta Proibida com Scorpius.
— Domi, você por acaso sabe o que tem no Nível 4? – perguntou, esperançosa de que talvez sua amiga pudesse lhe ajudar.
— É onde fica o Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, por quê?
— Eu sabia! Dominique a gente precisa dar o fora daqui, agora— afirmou Rose, aproximando-se de sua prima e agarrando-lhe as mãos, olhando no fundo de seus olhos com uma expressão de puro desespero.
— Por Merlin, Rose, você está me assustando. O que tem de tão errado com o subsecretário visitar outros departamentos do Ministério?
— Você não viu o tanto de caixas escondidas na sala dele, Domi? E agora ele ainda tem “compromissos” no Departamento que cuida das criaturas. Ele é um tirano! Está confiscando, apreendendo todas as criaturas do mundo mágico e mantendo-as em seu escritório para sabe-se lá o que ele vai fazer depois! O subsecretário não é digno de confiança, Dominique. Você precisa acreditar em mim – explicou, enquanto apertava as mãos da loira com firmeza.
Não se sabe ao certo o que mais assustou a Weasley naquele instante. Todas aquelas afirmações de Rose e a possibilidade de elas serem reais, ou o desespero que exalava da garota explicando toda a situação. Seria difícil não se preocupar assistindo de perto ao discurso da ruiva.
Rose não teve mais tempo para estender seus argumentos sobre como Villany não era confiável, uma vez que o Ministro adentrou a sala, chamando a atenção das duas garotas. A sala dele não possuía porta, mas sim um enorme portal, diferentemente da de seu subsecretário. Talvez a porta fosse justamente para esconder o que havia naquele lugar: as prováveis centenas de criaturas mágicas.
— Bom dia, meninas! Sou Albert Schmidt, como provavelmente já sabem – anunciou o Ministro, enquanto aproximava-se das duas estudantes que estavam de pé no centro de seu escritório.
Schmidt não possuía um rosto familiar para a Granger-Weasley, ao contrário de Villany, o que lhe deu esperanças de que talvez ele realmente não estivesse envolvido com a polêmica das criaturas. Albert era um homem baixo e magro, possuindo a mesma altura de Dominique, que era bons centímetros mais baixa que Rose. Sua pele negra era brilhosa, e os cabelos cacheados eram compridos, sendo presos em um rabo baixo. Em contraste com suas cores escuras, o Ministro possuía grandes olhos verdes, que se destacavam, como os de um gato.
— Você deve ser a senhorita Rose Granger-Weasley – afirmou, aproximando-se da dupla que permanecia imóvel no centro do escritório, enquanto estendia à ruiva a sua mão, para um aperto.
Rose não respondeu, apenas confirmou com a cabeça e aceitou o cumprimento do bruxo. Estava paralisada. O Ministro era mesmo real e queria mesmo a conhecer. E ele estava ali, em sua frente! Por Merlin, não se imaginaria em uma situação dessas nem em seus sonhos mais ambiciosos.
Contente, percebendo o entusiasmo da garota a ponto de deixá-la em choque, Albert sorriu para ela e afastou-se, virando para analisar a outra estudante ali presente.
— E a senhorita é...? – perguntou.
Realmente não se lembrava do nome mencionado na carta de madame Martin, talvez por que a Granger-Weasley era mencionada com mais frequência em suas correspondências com a professora.
— Dominique Weasley, senhor.
— Ah, eu sabia! Claro que sabia, madame Martin disse-me em nossa última troca de corujas que a senhorita viria. Somente esqueci-me momentaneamente de seu nome, muita coisa se passa pela minha cabeça, peço perdão por isso, senhorita Weasley.
O Ministro, assim que acabou de cumprimentar as duas garotas, sentou-se em sua enorme cadeira acolchoada, que ficava do outro lado da mesa. E, com um simples gesto de mão, acendeu as velas de um candelabro que estava sobre ela, perdido dentre uma bagunça de documentos, livros e penas de escrever.
Dominique arregalou os olhos imediatamente. O senhor Albert Schmidt era como Rose e conseguia fazer magia com as próprias mãos, sem auxílio de varinha nenhuma, como sua prima fazia e sempre fora discriminada por isso. Talvez ele não passasse por isso por conseguir fazê-la de maneira mais controlada, é claro.
— Você viu isso, Rose? Ele é como você – disse Domi, apontando para o candelabro e olhando de forma surpresa para a ruiva.
— É claro que sou como ela, por que acha que me interessei tanto pela senhorita Granger-Weasley? – o ministro intrometeu-se, não dando a garota uma oportunidade de resposta – Bruxos como nós estão cada vez mais raros e devemos sempre valorizar pessoas com talentos únicos, como nós.
— Devemos sim valorizar pessoas diferentes, senhor Ministro, mas pessoas como nós, com o talento que temos, deveriam usar suas habilidades para ajudar os mais fracos e indefesos, não aprisioná-los e fazer sabe-se lá o que depois com eles – alfinetou a garota, referindo-se às criaturas recentemente retiradas de Hogwarts.
— Era para ser uma crítica? Por acaso viu algo no Ministério que não a agradou? – perguntou, parecendo legitimamente preocupado.
A verdade era que o ministro realmente estava interessado em ter a garota ao seu lado, trabalhando com ele. Seria interessante ter por perto alguém com o mesmo nível de magia que ele, e acreditava que podia até mesmo ensinar a jovem bruxa a controlar melhor os seus poderes, visto que ela tinha uma fama de ser descontrolada e explodir coisas sem querer.
— Não viu o escritório de seu subsecretário? Não vê as coisas que ele esconde?
— O que a senhorita acha que Jeremy está escondendo? – questionou, curioso pela acusação que, até então, parecia sem fundamento algum.
— As caixas em seu escritório, todas cobertas por tecidos, provavelmente para esconder as criaturas que ele retirou de Hogwarts. Ele tirou todas, todas, as criaturas da escola. Por que alguém faria algo tão cruel? Até mesmo os elfos domésticos, por que alguém tiraria os elfos de um trabalho do qual eles gostam?
— Tiraram os elfos domésticos de Hogwarts? – intrometeu-se Dominique, que parecia não saber daquela informação até o momento – Isso explica por que os sanduíches não têm mais a mesma qualidade...
— É sério Dominique? De tudo que eu acabei de dizer você vai se importar logo com os sanduíches que os elfos faziam? Demitiram o professor Firenze pelo mesmo motivo!
— Eu gostava muito dos sanduíches – comentou a resposta repreensiva de Rose, parecendo levemente envergonhada por ter levantado uma pauta tão fútil como aquela naquele momento em específico.
Rose olhou para sua amiga, desacreditada. Elas estavam ali, de frente para o Ministro, falando de um problema real que estavam vivendo, e ainda assim Dominique conseguia fazer com que aquela situação se tornasse sobre ela e seus sanduíches. Que garota inacreditável.
— Em resumo, Ministro Schmidt, o seu subsecretário está apreendendo criaturas de todos os lugares possíveis, inclusive Hogwarts. Agora me diga, ele está fazendo isso em troca de que? E o que ele faz com essas criaturas mágicas após prendê-las?
— Senhorita Granger-Weasley, temo que eu não possa responder todas as suas perguntas. O senhor Villany, juntamente ao senhor Vane, do Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, cuidam dessa parte de apreensão de criaturas, então eles saberão explicar melhor o que é feito com elas após sua captura. Villany me trouxe um problema real nesses últimos anos: o Ministério trabalha para o bem-estar de bruxos, não de criaturas, e elas vêm tomando cada vez mais espaço em nossa sociedade. A cada dia fica mais difícil para algumas famílias bruxas se sustentarem, pois a taxa de desemprego está alta, visto que grande parte dos empregos que poderiam estar sendo preenchidos por bruxos estão ocupados por criaturas conscientes.
Villany e Vane, que ironia. Aqueles sim seriam nomes clássicos para vilões encontrados em livros lidos por Rose. O Ministro tinha consciência do que estava acontecendo e, para sua infelicidade, simplesmente parecia não se importar. Era um pesadelo o que estava vivendo ali.
— São seres com consciência. Algumas criaturas precisam de um emprego para se sustentar, assim como nós. Elas sentem, elas se machucam, elas sangram e elas sofrem. Não pode simplesmente eliminar criaturas da sociedade só porque o seu subsecretário sugeriu isso – rebateu, revoltada por toda aquela situação.
— A senhorita não entenderia, é muito jovem ainda para isso, mas há males que vem para o bem. As criaturas sofrerão um pouco, sim, durante um tempo, mas a sociedade bruxa será beneficiada futuramente por conta desse sacrifício.
— Você não se importa de estar causando tanto sofrimento a criaturas inocentes como centauros e elfos domésticos?
— Senhorita Granger-Weasley, é claro que me importo. Pode não parecer, mas sou um homem sentimental. Gosto de tratar aqueles que são próximos de mim como meus filhos, por isso tento entender ao máximo a dor e preocupação de Jeremy e o que o levou a apreender todas as criaturas mágicas possíveis – explicou-se e, a cada palavra que pronunciava, Rose somente sentia mais e mais nojo dele – Entenda, nunca foi minha intenção fazer mal a ninguém. Para mim, todos merecem sua chance de voar, e eu pretendo ajudar a quem precise de toda maneira possível.
— Eu estava tão feliz em te conhecer, mas agora já não tenho mais certeza...
— Que bom! É isso o que eu quero: fazer as pessoas felizes – respondeu o Ministro, levantando-se de sua cadeira.
Não aguentando mais a falsa simpatia e a falta de atitude do bruxo, Rose levantou-se abruptamente e retirou-se da sala, seguida por Dominique. Esperava também que o Ministro a seguisse, para que ela pudesse revelar a ele o quão mau Villany realmente era e como aquelas gaiolas agitavam as criaturas e deixava-as em péssimas condições.
Assim que saiu da sala do Ministro, voltou para o escritório anterior, o qual pertencia ao subsecretário. Impaciente, a Granger-Weasley puxou com força o tecido de uma das caixas – uma das maiores que pôde perceber – revelando o que havia ali escondido.
O que viu foi mais aterrorizante do que esperava.
Eram duas gaiolas, empilhadas. A de cima possuía diversos diabretes presos, que voavam e se jogavam contra as grades desesperadamente, zunindo e mexendo-se sem parar. Provavelmente foi aquela que Rose tivera a impressão de se mexer quando foi apresentada à sala mais cedo.
A gaiola inferior continha um duende, como os que trabalhavam para Gringotes. Estava nu, como ela nunca havia visto uma criatura daquelas antes, e desacordada, imóvel. Morta.
Afastou-se, cobrindo sua boca com suas mãos em uma expressão de surpresa. Dominique, que estava logo atrás, gritou ao perceber a criatura morta presa em uma gaiola. Era uma cena horrível e que nenhuma das duas garotas poderia prever.
Rose já sabia que ali havia algo ruim, mas definitivamente não imaginava algo tão ruim.
O Ministro, que vinha logo atrás das duas, ao passar pela porta e ver a ruiva com o longo tecido preto em mãos e o duende morto dentro da gaiola, parou de frente à porta, estático, e abaixou a cabeça.
— Vocês não deveriam ter visto isso – disse ele, com um tom baixo e sombrio.
Com lágrimas nos olhos e extremamente assustada pela situação, Rose levantou as mãos e Dominique sentiu um déjà vu, como se tivesse voltado ao seu primeiro dia de aula, pois o que aconteceu a seguir foi muito parecido com o que havia acontecido após a cerimônia de seleção das duas.
Uma corrente de ar entrou repentinamente no lugar, bagunçando o cabelo da Granger-Weasley, e o Ministro pareceu ser empurrado para longe, como alguém que acabou de ser estuporado. Assim que foi atirado para fora da sala, a porta do escritório fechou-se com um estrondo alto, deixando Dominique e Rose sozinhas naquela sala cheia de criaturas, as quais elas não tinham mais certeza se estavam todas vivas.
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