Notas iniciais
Yo, yo, minna! Aqui quem fala é a Kurara (rimou!). Ariiuu-san está muito atarefada, então ela me mandou o capítulo pelo email e estou postando por ela. Vocês vão notar que temos jeitos de escrever parecidos, mas ela ainda é melhor que eu. XD Desculpem nossa demora, sim?

NAMI'S POV

- Sua bola de pelos maldita! Pare de correr desse jeito, senão como vou estourar seus miolos?!!

- Se acalme. Você não vai conseguir atingir o alvo se manter essa postura descontrolada. Relaxe seu torso. — Lá estava eu, em mais um dia de trabalho tentando acalmar os instintos assassinos de Bonney em relação aos youkais. Fiquei parada atrás dela com os braços cruzados, apenas visualizando as tentativas exasperadas da mesma em acertar um tiro na cabeça daquela criatura nojenta.

- Você sabe que detesto armas de fogo! Deixe-me cortar a garganta desse bicho agora!!!

- Da última vez que tentou isso, você quase teve seu tronco arrancado por um deles... Será que ainda não aprendeu a lição...?

- NÃO!!! – Ela respondia mal criada.

- Sabe quanto a agência pagou pra fazer uma cirurgia de restauração na sua barriga? Não quero ouvir sermões desnecessários da Hancock. – Revirei os olhos em resposta. Era difícil trabalhar com aquela mulher tão temperamental. O intelecto dela podia ser facilmente associado ao de um moleque inconsequente no auge de sua infância. Mas por ora, eu assumiria dali e iria matricular Bonney numa escola de artilharia assim que acabasse com aquele youkai, ou nossas missões levariam horas.

- Me dê isso aqui. – Recolhi a arma das mãos dela e apontei diretamente para a testa daquele youkai cuja forma era grotesca. Ele correu exatamente em minha direção. Ajustei a mira em sua testa e preparei o gatilho.

*POW*

Em poucos segundos a criatura foi ao chão.

- Viu...? Não é tão difícil assim! É só você atingir o ponto vital com precisão.

- Você faz parecer tão fácil... Mas ainda prefiro a forma brutal de matar um youkai, então não tente me convencer que armas de fogo são melhores do que os meus punhos. – Bonney cruzou os braços e virou o rosto de forma orgulhosa. Seria difícil convencê-la a usar inteligência ao invés de força física.

...

KID’S POV

- Já são mais de seis horas e o expediente já encerrou! – Tive que berrar pra ver se aquele maldito do Law entendia meu recado do outro lado da linha. Eu não trabalharia a noite, mesmo sendo um detetive.

- “Preciso que entre em alguns bares no centro da cidade pra ver se encontra alguém com o perfil dessa mulher. Não temos nenhuma pista dela”. – Aquela voz fria no telefone já estava me irritando.

- Sei... Essa missão é a chance perfeita pra achar a tal garota dos seus sonhos, não é...? – Dizia de forma cínica só pra provoca-lo e ver aquela postura séria desmoronar.

- “Faça o que eu disse. Depois que você entrar em três bares conhecidos, seu expediente encerra”.

- Hn... Posso pelo menos consumir alguma bebida?

- “Claro que pode. Peça um Smirnoff e faça hora no local. Depois siga para o próximo bar”.

- O QUÊ?! Você está zoando com a minha cara?!! Essa bebida é muito fraca!!! Aliás, quem disse que preciso pedir autorização pra beber?! E outra coisa... POR QUE RAIOS EU TENHO QUE PROCURAR POR ESSA MULHER NUM BAR?!! – Desliguei na cara daquele infeliz. Só por que ele era o detetive responsável, não quer dizer que eu tenha que ser um empregado que siga fielmente todas as ordens.

As luzes da cidade e dos carros ofuscavam minha vista, se tornando limitada no meio daquela multidão que estava me empurrando diretamente para a estação de metrô. Maldito horário de pico! Precisava ir para um lugar mais calmo. Foi então que avistei um Centro Comercial e resolvi entrar até aquela aglomeração acabar, mas... Alguém esbarrou violentamente em mim, caindo por cima do meu corpo. O baque foi tão forte que fechei os olhos por instinto.

- POR QUE NÃO OLHA POR ONDE ANDA, IDIOTA?!!!

Quando abri os olhos, me deparei com algo que facilmente me arrancou a atenção. Uma garota de longos cabelos rosados, olhos cor lilás e um piercing logo abaixo do olho esquerdo. Automaticamente me encontrei narcotizado com a aparência singular e extremamente sedutora.

- Você por acaso é surdo...? Eu perguntei... POR QUE VOCÊ NÃO OLHA POR ONDE ANDA?!! – Aquele grito me tirou dos meus devaneios rapidamente. A feição daquela linda e feroz garota esbanjava ódio. Era ela quem esbarrava nos outros e depois saia gritando no ouvido da vítima?!

- PARE DE GRITAR, SUA MALDITA!!! – Empurrei a tal garota com força de cima de mim, mas a reação dela não foi boa e me espantei com seus reflexos. Em frações de segundos, ela agarrou meu braço e fez meu corpo girar em 180 graus, fazendo com que tombasse no chão, caindo de costas.

- Pare de bater nas pessoas no meio da rua, B.

Enquanto tentava me recuperar do golpe que aquela garota estranha e encantadoramente charmosa me dera, percebi que alguém parecia ter chamado a atenção dela. Olhei para frente e vi outra garota de cabelos ondulados cor de fogo. Ela trajava a mesma roupa que a tal que me derrubara no chão. Foi então que a ficha caiu. Elas duas estavam vestidas iguais. De ternos negros... Será que...?

- Me desculpe. Minha parceira ainda não aprendeu totalmente as lições de etiqueta. Espero que perdoe a intolerância dela.

Fiquei paralisado apenas estudando o perfil das duas. E eu tinha a plena certeza que...

- Quem é você...? – Perguntei relutantemente.

- Eu...? – A tal garota de cabelos ondulados cor de fogo hesitou um pouco, mas um sorriso brotou em seus lábios logo em seguida.

- Agente N ao seu dispor. – Completou. E assim tive a certeza que aquela era a tal mulher da missão.

Notas finais
Até o próximo! Bye, bye

Kurara Black e Ariiuu-san.